Polícia do Ceará não estava preparada para facções, diz Ciro Gomes

EM DEFESA DO IRMÃO

Polícia do Ceará “não estava preparada” para facções, diz Ciro Gomes

Ciro Gomes descartou erros da gestão do irmão Cid Gomes no Governo do Ceará, apesar de o Estado ter subido no ranking de mortes violentas

Por Tribuna do Ceará em Eleições 2018

28 de agosto de 2018 às 14:25

Há 10 meses
Ciro Gomes disse que não houve erros no governo do irmão. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Ciro Gomes disse que não houve erros no governo do irmão. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) disse que a polícia do Ceará “não estava preparada” para a chegada das facções criminosas no Estado. A afirmação foi feita durante entrevista ao Jornal Nacional, na noite da segunda-feira (27). Ciro foi questionado sobre possíveis erros do governo de Cid Gomes (PDT), seu irmão e coordenador de campanha, que levaram o Estado de 19° para as primeiras posições no ranking da violência.

Ciro atrelou a situação à chegada das facções criminosas de São Paulo e Rio de Janeiro no Ceará e disse que “não havia propriamente erro”. “Fortaleza e o Ceará viraram, porque têm dois portos e um aeroporto com grande fluxo turístico, um eixo de saída de droga”, afirmou.

Ele destacou ainda que foi multiplicado o efetivo policial, com equipamentos e capacitação. “Tudo isso foi feito. Não está na mão dos governos estaduais fazer isso”, disse Ciro, defendo que a tarefa é responsabilidade de um presidente da República.

GDE

Os jornalistas ainda ressaltaram a criação e fortalecimento de uma facção específica do Ceará, a Guardiões do Estado, GDE. “O PCC é instrumentalizado por esse GDE, que é o grupo da facção dos abestados“, afirmou, repetindo alcunha usada em evento em Fortaleza.

“Abestados porque estão tudo morrendo com 20 anos, 19 anos, para fazer o serviço desses PCCs, Comando Vermelho”, acrescentou.

Questionado se a solução de inteligência falhou, Ciro disse que ela “não foi usada”, ressaltando que a tradição da polícia do Ceará é o aparato e a ostensividade. “Todo o investimento naquilo que é o tradicional foi feito. O susto lá é que a nossa polícia, evidentemente, não estava preparada para esse tipo de crime”, disse Ciro.

O candidato prometeu que, se eleito, vai tomar para si o combate ao narcotráfico e às facções. “Vou liberar metade do efetivo da Polícia Federal, que é excelente, e que hoje está amarrado carimbando papel em serviço burocrático”, afirmou.

Lula e Eunício

Ciro Gomes também fez críticas ao ex-presidente Lula a quem disse ter apoiado nos últimos 16 anos: “ele sempre foi contra mim lá (no Ceará)”. Também falou sobre a aliança de seu grupo político no Ceará com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), durante entrevista na Globonews, também na segunda-feira.

O candidato a presidente havia sido questionado sobre o fato de Lula liderar as pesquisas de intenção de voto no Estado. “Calma, deixa o povo tomar posição”, respondeu.

Ciro acusou Lula de ter “manobrado feiamente” para que o PT do Ceará apoiasse Eunício. Ele disse que o petista sempre foi “contra” ele no Estado, apesar de Ciro ter o apoiado nos últimos anos. “Política não cabe ressentimento. Negócio de mimimi é outro ramo”, disse Ciro.

Ao ser lembrado da aliança informal de seu irmão Cid com Eunício, na chapa de Camilo Santana (PT), Ciro disse ter vergonha. “Eu não voto no Eunício Oliveira, nem em golpista nem em pilantra”, acrescentou.

Ciro é um dos candidatos que tentam barganhar o eleitorado de Lula, caso a Justiça proíba a candidatura do petista. Sem o ex-presidente, o ex-ministro cresce no Ceará, mas ainda empata tecnicamente com Marina Silva (Rede) na preferência no Nordeste. Outro fator que pode interferir é possível crescimento de Fernando Haddad (PT) como candidato de Lula.

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Polícia do Ceará “não estava preparada” para facções, diz Ciro Gomes

Ciro Gomes descartou erros da gestão do irmão Cid Gomes no Governo do Ceará, apesar de o Estado ter subido no ranking de mortes violentas

Por Tribuna do Ceará em Eleições 2018

28 de agosto de 2018 às 14:25

Há 10 meses
Ciro Gomes disse que não houve erros no governo do irmão. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Ciro Gomes disse que não houve erros no governo do irmão. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) disse que a polícia do Ceará “não estava preparada” para a chegada das facções criminosas no Estado. A afirmação foi feita durante entrevista ao Jornal Nacional, na noite da segunda-feira (27). Ciro foi questionado sobre possíveis erros do governo de Cid Gomes (PDT), seu irmão e coordenador de campanha, que levaram o Estado de 19° para as primeiras posições no ranking da violência.

Ciro atrelou a situação à chegada das facções criminosas de São Paulo e Rio de Janeiro no Ceará e disse que “não havia propriamente erro”. “Fortaleza e o Ceará viraram, porque têm dois portos e um aeroporto com grande fluxo turístico, um eixo de saída de droga”, afirmou.

Ele destacou ainda que foi multiplicado o efetivo policial, com equipamentos e capacitação. “Tudo isso foi feito. Não está na mão dos governos estaduais fazer isso”, disse Ciro, defendo que a tarefa é responsabilidade de um presidente da República.

GDE

Os jornalistas ainda ressaltaram a criação e fortalecimento de uma facção específica do Ceará, a Guardiões do Estado, GDE. “O PCC é instrumentalizado por esse GDE, que é o grupo da facção dos abestados“, afirmou, repetindo alcunha usada em evento em Fortaleza.

“Abestados porque estão tudo morrendo com 20 anos, 19 anos, para fazer o serviço desses PCCs, Comando Vermelho”, acrescentou.

Questionado se a solução de inteligência falhou, Ciro disse que ela “não foi usada”, ressaltando que a tradição da polícia do Ceará é o aparato e a ostensividade. “Todo o investimento naquilo que é o tradicional foi feito. O susto lá é que a nossa polícia, evidentemente, não estava preparada para esse tipo de crime”, disse Ciro.

O candidato prometeu que, se eleito, vai tomar para si o combate ao narcotráfico e às facções. “Vou liberar metade do efetivo da Polícia Federal, que é excelente, e que hoje está amarrado carimbando papel em serviço burocrático”, afirmou.

Lula e Eunício

Ciro Gomes também fez críticas ao ex-presidente Lula a quem disse ter apoiado nos últimos 16 anos: “ele sempre foi contra mim lá (no Ceará)”. Também falou sobre a aliança de seu grupo político no Ceará com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), durante entrevista na Globonews, também na segunda-feira.

O candidato a presidente havia sido questionado sobre o fato de Lula liderar as pesquisas de intenção de voto no Estado. “Calma, deixa o povo tomar posição”, respondeu.

Ciro acusou Lula de ter “manobrado feiamente” para que o PT do Ceará apoiasse Eunício. Ele disse que o petista sempre foi “contra” ele no Estado, apesar de Ciro ter o apoiado nos últimos anos. “Política não cabe ressentimento. Negócio de mimimi é outro ramo”, disse Ciro.

Ao ser lembrado da aliança informal de seu irmão Cid com Eunício, na chapa de Camilo Santana (PT), Ciro disse ter vergonha. “Eu não voto no Eunício Oliveira, nem em golpista nem em pilantra”, acrescentou.

Ciro é um dos candidatos que tentam barganhar o eleitorado de Lula, caso a Justiça proíba a candidatura do petista. Sem o ex-presidente, o ex-ministro cresce no Ceará, mas ainda empata tecnicamente com Marina Silva (Rede) na preferência no Nordeste. Outro fator que pode interferir é possível crescimento de Fernando Haddad (PT) como candidato de Lula.