Partidos não tão alinhados com governo cogitam terceira via para Presidência do Senado

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Partidos não tão alinhados com governo cogitam terceira via para Presidência do Senado

Entre os cotados, estão os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Jarbas Vasconcelos e a senadora Simone Tebet (MDB-MS)

Por Tribuna do Ceará em Eleições 2018

23 de outubro de 2018 às 17:19

Há 6 meses
Tasso Jereissati foi eleito senador em 2014. (Foto: Gerdan Wesley/PSDB)

Tasso Jereissati foi eleito senador em 2014 (Foto: Gerdan Wesley/PSDB)

Com a derrota do atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), já começaram as articulações para viabilizar uma candidatura que esteja fora da possível polarização entre nomes do PSL e o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Entre os cotados, estão os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Jarbas Vasconcelos e a senadora Simone Tebet (MDB-MS).

Segundo o Valor Econômico, representantes de PSDB, PPS, PDT, PSB e Rede têm se reunido em busca de consenso sobre o nome a ser escolhido. A preocupação se antecipou com a derrota de Eunício Oliveira e com informações de que Calheiros tem articulado para retornar ao comando do Senado, embora negue.

Uma das preocupação do grupo é que a onda de apoio a Bolsonaro e seus aliados nas urnas faça com que algum de seus apoiadores se aventure na corrida pela presidência do Senado.

“A união destes partidos permitirá devolver a altivez ao Congresso Nacional nos próximos anos. Buscamos uma terceira via, que tenha experiência, honestidade e não esteja disposto a baixar a cabeça para o Palácio do Planalto”, pontuou a senadora Eliziane Gama (PPS-MA).

Para o grupo, o novo presidente terá de ser um político experiente e sem envolvimento em escândalos de corrupção.

“O Tasso tem experiência, não tem nenhuma passagem por corrupção, quer renovar o PSDB. Está nesse perfil. O Jarbas tem uma história a favor dele, a Simone Tebet é outra que tem esse perfil”, disse ao Valor o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Conforme o Valor Econômico, outro critério a ser avaliado é que o candidato não tenha alinhamento com o Palácio do Planalto. Isso significa que, caso o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) seja eleito, a proposta do grupo é eleger alguém capaz de “bater de frente” com o próximo presidente quando for necessário.

“Tem que ser alguma coisa que não seja a velha política, mas que também não seja alinhamento incondicional com o Palácio do Planalto, acrescentou Randolfe.

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Partidos não tão alinhados com governo cogitam terceira via para Presidência do Senado

Entre os cotados, estão os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Jarbas Vasconcelos e a senadora Simone Tebet (MDB-MS)

Por Tribuna do Ceará em Eleições 2018

23 de outubro de 2018 às 17:19

Há 6 meses
Tasso Jereissati foi eleito senador em 2014. (Foto: Gerdan Wesley/PSDB)

Tasso Jereissati foi eleito senador em 2014 (Foto: Gerdan Wesley/PSDB)

Com a derrota do atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), já começaram as articulações para viabilizar uma candidatura que esteja fora da possível polarização entre nomes do PSL e o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Entre os cotados, estão os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Jarbas Vasconcelos e a senadora Simone Tebet (MDB-MS).

Segundo o Valor Econômico, representantes de PSDB, PPS, PDT, PSB e Rede têm se reunido em busca de consenso sobre o nome a ser escolhido. A preocupação se antecipou com a derrota de Eunício Oliveira e com informações de que Calheiros tem articulado para retornar ao comando do Senado, embora negue.

Uma das preocupação do grupo é que a onda de apoio a Bolsonaro e seus aliados nas urnas faça com que algum de seus apoiadores se aventure na corrida pela presidência do Senado.

“A união destes partidos permitirá devolver a altivez ao Congresso Nacional nos próximos anos. Buscamos uma terceira via, que tenha experiência, honestidade e não esteja disposto a baixar a cabeça para o Palácio do Planalto”, pontuou a senadora Eliziane Gama (PPS-MA).

Para o grupo, o novo presidente terá de ser um político experiente e sem envolvimento em escândalos de corrupção.

“O Tasso tem experiência, não tem nenhuma passagem por corrupção, quer renovar o PSDB. Está nesse perfil. O Jarbas tem uma história a favor dele, a Simone Tebet é outra que tem esse perfil”, disse ao Valor o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Conforme o Valor Econômico, outro critério a ser avaliado é que o candidato não tenha alinhamento com o Palácio do Planalto. Isso significa que, caso o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) seja eleito, a proposta do grupo é eleger alguém capaz de “bater de frente” com o próximo presidente quando for necessário.

“Tem que ser alguma coisa que não seja a velha política, mas que também não seja alinhamento incondicional com o Palácio do Planalto, acrescentou Randolfe.