"Não faço mais campanha com o PT", decreta Ciro Gomes três dias após as eleições

A MÁGOA FICOU

“Não faço mais campanha com o PT”, decreta Ciro Gomes três dias após as eleições

Ciro Gomes, que se sentiu traído por Lula e seus “asseclas”, avalia que o PT foi responsável pela eleição de Bolsonaro

Por Tribuna do Ceará em Eleições 2018

31 de outubro de 2018 às 11:55

Há 7 meses
Ciro Gomes PDT

Ciro Gomes (PDT) ficou em terceiro lugar na disputa pela presidência (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Após o período das eleições, Ciro Gomes (PDT) anunciou que não vai mais fazer campanha para o PT. De acordo com o pedetista em entrevista à Folha de S.Paulo, ele foi “miseravelmente traído” pelo ex-presidente Lula e por seus “asseclas”. Entretanto, nas vésperas da eleições do 1º turno, Ciro Gomes havia dito que não tinha mágoa do PT.

“Não declarei voto ao Haddad porque não quero mais fazer campanha com o PT”, declarou Ciro Gomes durante entrevista. O pedetista explica que a sua posição contrária ao partido deve-se à traição sofrida pelo ex-presidente Lula.

De acordo com ele, o pedido de neutralidade do PSB no início da campanha eleitoral em troca de apoio é um exemplo de projeto de “poder miúdo e ladroeiro”.”Você imagina conseguir do PSB neutralidade trocando o governo de Pernambuco e de Minas? Em nome de que foi feito isso? De qual espírito público, razão nacional, interesse popular?” questionou.

Por outro lado, as afirmações do presidenciável contradizem com as declarações feitas na campanha eleitoral. Nas vésperas do 1º turno, Ciro declarou que não tinha mágoa do partido ao ser questionado sobre sua relação com o PT. “Mágoa? Que negócio de mágoa?”, respondeu Ciro.

Candidatura do PT

O pedetista também citou o convite recebido por Lula na aposta de uma candidatura do ex-presidente. Ele explicou que não aceitou o posto de vice por considerá-la uma fraude. “O Haddad é uma boa pessoa, mas ele, jamais, se fosse uma pessoa que tivesse mais fibra, deveria ter aceito esse papelão. Toda segunda ir lá [visitar Lula], rapaz. Quem acha que o povo vai eleger uma pessoa assim?”, criticou. Para Ciro, dessa forma, o PT foi responsável pela eleição de Jair Bolsonaro (PSL).

Desde a perda da disputa das eleições à presidência, Ciro Gomes não expressou nenhum apoio formal a Haddad. Em entrevista à imprensa no fim do primeiro turno, o pedestista disse “Ele não”, referindo ao futuro presidente do País, Bolsonaro. Já no segundo turno, Ciro ressaltou que será oposição “ao que der nas urnas”.

“Em uma eleição que tem só dois candidatos, na noite do primeiro turno, disse à imprensa: “Ele não”. O que ele quer mais agora?”, respondeu à Folha S.Paulo ao ser questionado sobre o porquê não declarou voto a Haddad.

Ciro Gomes ficou em terceiro lugar no primeiro turno das eleições à presidência. No Ceará, o ex-candidato foi o que recebeu o meio número de votos válidos com 40,95%, único estado onde conseguiu o feito.

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A MÁGOA FICOU

“Não faço mais campanha com o PT”, decreta Ciro Gomes três dias após as eleições

Ciro Gomes, que se sentiu traído por Lula e seus “asseclas”, avalia que o PT foi responsável pela eleição de Bolsonaro

Por Tribuna do Ceará em Eleições 2018

31 de outubro de 2018 às 11:55

Há 7 meses
Ciro Gomes PDT

Ciro Gomes (PDT) ficou em terceiro lugar na disputa pela presidência (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Após o período das eleições, Ciro Gomes (PDT) anunciou que não vai mais fazer campanha para o PT. De acordo com o pedetista em entrevista à Folha de S.Paulo, ele foi “miseravelmente traído” pelo ex-presidente Lula e por seus “asseclas”. Entretanto, nas vésperas da eleições do 1º turno, Ciro Gomes havia dito que não tinha mágoa do PT.

“Não declarei voto ao Haddad porque não quero mais fazer campanha com o PT”, declarou Ciro Gomes durante entrevista. O pedetista explica que a sua posição contrária ao partido deve-se à traição sofrida pelo ex-presidente Lula.

De acordo com ele, o pedido de neutralidade do PSB no início da campanha eleitoral em troca de apoio é um exemplo de projeto de “poder miúdo e ladroeiro”.”Você imagina conseguir do PSB neutralidade trocando o governo de Pernambuco e de Minas? Em nome de que foi feito isso? De qual espírito público, razão nacional, interesse popular?” questionou.

Por outro lado, as afirmações do presidenciável contradizem com as declarações feitas na campanha eleitoral. Nas vésperas do 1º turno, Ciro declarou que não tinha mágoa do partido ao ser questionado sobre sua relação com o PT. “Mágoa? Que negócio de mágoa?”, respondeu Ciro.

Candidatura do PT

O pedetista também citou o convite recebido por Lula na aposta de uma candidatura do ex-presidente. Ele explicou que não aceitou o posto de vice por considerá-la uma fraude. “O Haddad é uma boa pessoa, mas ele, jamais, se fosse uma pessoa que tivesse mais fibra, deveria ter aceito esse papelão. Toda segunda ir lá [visitar Lula], rapaz. Quem acha que o povo vai eleger uma pessoa assim?”, criticou. Para Ciro, dessa forma, o PT foi responsável pela eleição de Jair Bolsonaro (PSL).

Desde a perda da disputa das eleições à presidência, Ciro Gomes não expressou nenhum apoio formal a Haddad. Em entrevista à imprensa no fim do primeiro turno, o pedestista disse “Ele não”, referindo ao futuro presidente do País, Bolsonaro. Já no segundo turno, Ciro ressaltou que será oposição “ao que der nas urnas”.

“Em uma eleição que tem só dois candidatos, na noite do primeiro turno, disse à imprensa: “Ele não”. O que ele quer mais agora?”, respondeu à Folha S.Paulo ao ser questionado sobre o porquê não declarou voto a Haddad.

Ciro Gomes ficou em terceiro lugar no primeiro turno das eleições à presidência. No Ceará, o ex-candidato foi o que recebeu o meio número de votos válidos com 40,95%, único estado onde conseguiu o feito.