Confira os principais momentos do último debate entre candidatos ao Governo do Ceará

RETA FINAL

Camilo vira centro de ataques dos candidatos ao Governo no último debate antes das eleições

Camilo Santana foi alvo de críticas no último debate entre os governadores, partindo de General Theophilo, Hélio Góis e Ailton Lopes

Por Tribuna do Ceará em Eleições 2018

3 de outubro de 2018 às 01:11

Há 9 meses
Camilo Santana, General Theophilo, Ailton Lopes e Helio Góis participaram de debate no Sistema Verdes Mares.

Camilo Santana, General Theophilo, Ailton Lopes e Helio Góis participaram de debate no Sistema Verdes Mares.

Atualizada às 9h44min

O último debate entre os candidatos ao Governo do Ceará, realizado nesta terça-feira (2) na TV Verdes Mares, teve o candidato à reeleição, Camilo Santana (PT), como principal alvo das críticas. A aliança com 24 partidos, a relação com o senador Eunício Oliveira (MDB) e os problemas na segurança pública ganharam destaque nos ataques dos adversários ao petista.

O debate reuniu os quatro candidatos cujos partidos têm representação na Câmara dos Deputados e no Senado. Além de Camilo, participaram General Theophilo (PSDB), Hélio Góis (PSL) e Ailton Lopes (Psol).

Alianças

Logo no primeiro bloco, General Theophilo caracterizou a aliança feita por Camilo como “vale tudo” pelo poder. “Qual o preço dessa aliança?”, criticou o tucano. O candidato do PSDB também ressaltou doação de campanha do presidente do Senado ao governador, ainda que não estejam em aliança formal. Em resposta ao adversário, o petista afirmou que não faz política com ódio ou com rancor.

“A população está cansada de discurso fácil. Visitei todos os municípios do Ceará, sou uma pessoa que gosta de dialogar, de andar nas ruas. Se hoje tenho vários partidos me apoiando é porque acreditam nesse projeto”, defendeu o governador.

Entretanto, Theophilo não foi o único a questionar Camilo. Assim como o General, Ailton Lopes criticou a relação do atual governador com o senador Eunício Oliveira.

O petista saiu em defesa do presidente do Senado, com quem faz campanha em aliança informal, e disse que Eunício o ajudou a destravar recursos para o Ceará. “Nunca negociei nada com o senador Eunício, sempre foi muito franco, temos nossas divergências, mas pra mim foi um senador que ajudou e por isso o apoio nessas eleições, sem esconder de ninguém”, respondeu Camilo.

“Não se trata mesmo de ódio, mas de resultado. É importante saber que esse mesmo Eunício é responsável pela mesma crise política e crise econômica que ele culpa. Dizer que Eunício ajudou? É aquele cara que dá com uma mão e tira com a outra. Eunício Oliveira foi responsável pela emenda que congela os investimentos em educação, saúde e política social”, retrucou Ailton.

Segurança

Durante questionamentos sobre segurança, ganharam destaque temas como índices de violência, instalação de bloqueadores de celular, investimentos em presídios e controle do tráfico de drogas.

Theophilo, que promete redução de 50% dos homicídios se eleito, afirmou que a proposta foi inspirada em sua atuação como militar em países como Colômbia e Haiti. Ele também fez críticas à dominação de facções em conjuntos habitacionais do Governo, com expulsão de famílias. “São mais de 137 famílias expulsas de suas residências, refugiados dentro do próprio estado”, pontuou.

Camilo foi questionado sobre a instalação de bloqueadores de celulares nos presídios e fez referência à aprovação de projeto na Assembleia Legislativa que obrigava a instalação pelas operadoras, mas que foi barrado na Justiça. Theophilo pontuou, no entanto, que os bloqueadores já foram implantados no Rio Grande do Norte, em Goiás e em São Paulo.

O governador voltou a ressaltar que contratou 9 mil policiais e prometeu instalar no Estado o primeiro centro de inteligência integrada. Ele também falou sobre a construção de um presídio de segurança máxima e sobre projeto para acabar com cadeias públicas, construindo presídios regionais, dos quais o primeiro será feito na Região Metropolitana.

“Isso aqui não é um concurso de promessa. A gente tem colocado que é preciso trabalhar na segurança com cientificidade. O Estado chega com opressão, com polícia. Falta saneamento, falta educação, falta saúde, mas chega o Raio”, criticou Ailton.

Educação

A educação foi o primeiro tema em destaque, a partir de questionamento de Camilo a Helio Góis sobre propostas na área. Hélio disse que, se eleito, “vai colocar a escola em seu devido lugar”.

“Em sala de aula se ensina, e não se educa. Educação é obra e trabalho da família, em sala de aula deve ser ensinado matéria e as ciências em termos gerais, não trazer a educação como algo próprio da militância, fazer com que nossos alunos sejam submetidos a um tratamento de choque por pessoas que estão lá para doutriná-los”, disse Hélio.

O candidato do PSL falou ainda que, se eleito, qualquer professor que esteja na rede de ensino e que esteja “doutrinando crianças” ou “sensualizando em idade precoce” sobre “ideologia de gênero” terá de responder a processo administrativo.

O governador ressaltou o destaque do Ceará na educação, com 82 das 100 melhores escolas de educação básica do país e pontuou uma série de investimentos na área. Porém, Hélio repercutiu denúncias de fraude no desempenho das escolas.

O tema também foi destaque em discussão entre Ailton e Hélio. Ailton pontuou problemas de repasse de verbas do governo para o ensino superior e defendeu concurso para professores efetivos. No confronto, o candidato do Psol chegou a corrigir afirmação do concorrente do PSL de que destinaria a verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) para o setor.

O psolista esclareceu que o Fundef agora se chama Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica) e não se destina ao ensino superior.

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Camilo vira centro de ataques dos candidatos ao Governo no último debate antes das eleições

Camilo Santana foi alvo de críticas no último debate entre os governadores, partindo de General Theophilo, Hélio Góis e Ailton Lopes

Por Tribuna do Ceará em Eleições 2018

3 de outubro de 2018 às 01:11

Há 9 meses
Camilo Santana, General Theophilo, Ailton Lopes e Helio Góis participaram de debate no Sistema Verdes Mares.

Camilo Santana, General Theophilo, Ailton Lopes e Helio Góis participaram de debate no Sistema Verdes Mares.

Atualizada às 9h44min

O último debate entre os candidatos ao Governo do Ceará, realizado nesta terça-feira (2) na TV Verdes Mares, teve o candidato à reeleição, Camilo Santana (PT), como principal alvo das críticas. A aliança com 24 partidos, a relação com o senador Eunício Oliveira (MDB) e os problemas na segurança pública ganharam destaque nos ataques dos adversários ao petista.

O debate reuniu os quatro candidatos cujos partidos têm representação na Câmara dos Deputados e no Senado. Além de Camilo, participaram General Theophilo (PSDB), Hélio Góis (PSL) e Ailton Lopes (Psol).

Alianças

Logo no primeiro bloco, General Theophilo caracterizou a aliança feita por Camilo como “vale tudo” pelo poder. “Qual o preço dessa aliança?”, criticou o tucano. O candidato do PSDB também ressaltou doação de campanha do presidente do Senado ao governador, ainda que não estejam em aliança formal. Em resposta ao adversário, o petista afirmou que não faz política com ódio ou com rancor.

“A população está cansada de discurso fácil. Visitei todos os municípios do Ceará, sou uma pessoa que gosta de dialogar, de andar nas ruas. Se hoje tenho vários partidos me apoiando é porque acreditam nesse projeto”, defendeu o governador.

Entretanto, Theophilo não foi o único a questionar Camilo. Assim como o General, Ailton Lopes criticou a relação do atual governador com o senador Eunício Oliveira.

O petista saiu em defesa do presidente do Senado, com quem faz campanha em aliança informal, e disse que Eunício o ajudou a destravar recursos para o Ceará. “Nunca negociei nada com o senador Eunício, sempre foi muito franco, temos nossas divergências, mas pra mim foi um senador que ajudou e por isso o apoio nessas eleições, sem esconder de ninguém”, respondeu Camilo.

“Não se trata mesmo de ódio, mas de resultado. É importante saber que esse mesmo Eunício é responsável pela mesma crise política e crise econômica que ele culpa. Dizer que Eunício ajudou? É aquele cara que dá com uma mão e tira com a outra. Eunício Oliveira foi responsável pela emenda que congela os investimentos em educação, saúde e política social”, retrucou Ailton.

Segurança

Durante questionamentos sobre segurança, ganharam destaque temas como índices de violência, instalação de bloqueadores de celular, investimentos em presídios e controle do tráfico de drogas.

Theophilo, que promete redução de 50% dos homicídios se eleito, afirmou que a proposta foi inspirada em sua atuação como militar em países como Colômbia e Haiti. Ele também fez críticas à dominação de facções em conjuntos habitacionais do Governo, com expulsão de famílias. “São mais de 137 famílias expulsas de suas residências, refugiados dentro do próprio estado”, pontuou.

Camilo foi questionado sobre a instalação de bloqueadores de celulares nos presídios e fez referência à aprovação de projeto na Assembleia Legislativa que obrigava a instalação pelas operadoras, mas que foi barrado na Justiça. Theophilo pontuou, no entanto, que os bloqueadores já foram implantados no Rio Grande do Norte, em Goiás e em São Paulo.

O governador voltou a ressaltar que contratou 9 mil policiais e prometeu instalar no Estado o primeiro centro de inteligência integrada. Ele também falou sobre a construção de um presídio de segurança máxima e sobre projeto para acabar com cadeias públicas, construindo presídios regionais, dos quais o primeiro será feito na Região Metropolitana.

“Isso aqui não é um concurso de promessa. A gente tem colocado que é preciso trabalhar na segurança com cientificidade. O Estado chega com opressão, com polícia. Falta saneamento, falta educação, falta saúde, mas chega o Raio”, criticou Ailton.

Educação

A educação foi o primeiro tema em destaque, a partir de questionamento de Camilo a Helio Góis sobre propostas na área. Hélio disse que, se eleito, “vai colocar a escola em seu devido lugar”.

“Em sala de aula se ensina, e não se educa. Educação é obra e trabalho da família, em sala de aula deve ser ensinado matéria e as ciências em termos gerais, não trazer a educação como algo próprio da militância, fazer com que nossos alunos sejam submetidos a um tratamento de choque por pessoas que estão lá para doutriná-los”, disse Hélio.

O candidato do PSL falou ainda que, se eleito, qualquer professor que esteja na rede de ensino e que esteja “doutrinando crianças” ou “sensualizando em idade precoce” sobre “ideologia de gênero” terá de responder a processo administrativo.

O governador ressaltou o destaque do Ceará na educação, com 82 das 100 melhores escolas de educação básica do país e pontuou uma série de investimentos na área. Porém, Hélio repercutiu denúncias de fraude no desempenho das escolas.

O tema também foi destaque em discussão entre Ailton e Hélio. Ailton pontuou problemas de repasse de verbas do governo para o ensino superior e defendeu concurso para professores efetivos. No confronto, o candidato do Psol chegou a corrigir afirmação do concorrente do PSL de que destinaria a verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) para o setor.

O psolista esclareceu que o Fundef agora se chama Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica) e não se destina ao ensino superior.