Coleção de cartazes políticos é mantida dentro de gráfica em Fortaleza desde os anos 40

MEMÓRIA VIVA

Coleção de cartazes políticos é mantida dentro de gráfica em Fortaleza desde os anos 40

Os cartazes de cunho político são guardados desde os anos 40 na Gráfica Tiprogresso. Com o tempo, muitos se perderam

Por Gabriel Borges em Eleições 2018

26 de outubro de 2018 às 07:00

Há 8 meses
Mais de 20 cartazes fazem parte do acervo (FOTO: Gabriel Borges)

Mais de 20 cartazes fazem parte do acervo (FOTO: Gabriel Borges)

Nas paredes de uma gráfica, no Centro de Fortaleza, parte da história da política cearense segue preservada. Isso porque Luiz Francisco, de 60 anos, mantém viva uma coleção de cartazes de cunho político desde os anos 40.

Em meio a um escritório cheio de papeis, relógios antigos e fotografias de coloração sépia (marrom-avermelhada), Seu Luiz revive parte dessa história.

“Isso começou faz muito tempo, foi o meu avô (Raimundo Esteves). Ele foi o fundador da gráfica em 1926. Estamos com 92 anos de funcionamento. A coleção começou com o intuito de ser apenas um arquivo de tudo que era impresso aqui na gráfica”, relata.

O empresário gráfico conta que a tradição foi mantida ao longo do tempo. “O papai também gostava de política. Foi ele que mandou fazer o acervo desses cartazes que estão aqui. Não sei dizer quantos cartazes já tivemos, mas foram mais do que temos hoje”.

Com o tempo, muitos se perderam. Nos primeiros cinco anos, a gráfica estava sediada na Rua General Bezerril. Atualmente, a Tiprogresso está localizada na Rua Senador Pompeu, no Centro de Fortaleza.

Luiz Francisco é o atual proprietário da gráfica (FOTO: Gabriel Borges

Luiz Francisco é o atual proprietário da gráfica (FOTO: Gabriel Borges)

Luiz conta que o avô Raimundo nunca teve a pretensão de que a coleção se tornasse parte de algo maior. “Ele não tinha nenhuma ligação com política. Fez para guardar a história mesmo, acredito que ele não pensava em transformar isso em um museu”.

Saudoso, o cearense relata que tem interesse em continuar mantendo a coleção. “Quero, pelo menos, completar os 100 anos da gráfica“.

Novos tempos

Com a chegada das novas tecnologias e do mercado digital, a gráfica tem passado por reformulação. As marcas do tempo não atingem apenas os cartazes na parede, a produção também foi afetada.

“Hoje não tem mais isso, as coisas mudaram muito. Hoje, o impresso na política é só pros ‘santinhos’ e adesivos. Antigamente, a gente fazia muito calendário pra colocar na casa do eleitor, além desses cartazes”, conta Luiz.

Tornar a gráfica lucrativa também não é tarefa fácil. O período eleitoral que outrora foi responsável pelo aumento dos lucros, já não é mais de ‘vacas gordas’. “Essas mudanças para o digital já estão com uns 10 anos. A época da política sempre foi conhecida como o ‘Natal da gráfica’. De dois em dois anos, a produção aumentava em até 60%“.

A tradição da família Esteves corre risco de ficar pelo caminho. As futuras gerações seguiram outros rumos, o que não é visto como um problema pelo empresário. “Tenho filhos, mas nenhum se interessou em continuar com a gráfica. O ramo mudou muito. A comunicação eletrônica diminuiu bastante o uso de impresso”.

Com 40 dos 60 anos de vida destinados ao crescimento da gráfica, Luiz afirma ser realista quanto ao futuro. O proprietário reconhece a necessidade de se reinventar no auge da melhor idade. “Nossa tendência é migrar para o digital, não tem outra saída. Essa migração é inerente, é questão de tempo para se adequar. Não tem mais volta“.

Quadros estão em uma gráfica no Centro de Fortaleza (FOTO: Gabriel Borges)
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Quadros estão em uma gráfica no Centro de Fortaleza (FOTO: Gabriel Borges)

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MEMÓRIA VIVA

Coleção de cartazes políticos é mantida dentro de gráfica em Fortaleza desde os anos 40

Os cartazes de cunho político são guardados desde os anos 40 na Gráfica Tiprogresso. Com o tempo, muitos se perderam

Por Gabriel Borges em Eleições 2018

26 de outubro de 2018 às 07:00

Há 8 meses
Mais de 20 cartazes fazem parte do acervo (FOTO: Gabriel Borges)

Mais de 20 cartazes fazem parte do acervo (FOTO: Gabriel Borges)

Nas paredes de uma gráfica, no Centro de Fortaleza, parte da história da política cearense segue preservada. Isso porque Luiz Francisco, de 60 anos, mantém viva uma coleção de cartazes de cunho político desde os anos 40.

Em meio a um escritório cheio de papeis, relógios antigos e fotografias de coloração sépia (marrom-avermelhada), Seu Luiz revive parte dessa história.

“Isso começou faz muito tempo, foi o meu avô (Raimundo Esteves). Ele foi o fundador da gráfica em 1926. Estamos com 92 anos de funcionamento. A coleção começou com o intuito de ser apenas um arquivo de tudo que era impresso aqui na gráfica”, relata.

O empresário gráfico conta que a tradição foi mantida ao longo do tempo. “O papai também gostava de política. Foi ele que mandou fazer o acervo desses cartazes que estão aqui. Não sei dizer quantos cartazes já tivemos, mas foram mais do que temos hoje”.

Com o tempo, muitos se perderam. Nos primeiros cinco anos, a gráfica estava sediada na Rua General Bezerril. Atualmente, a Tiprogresso está localizada na Rua Senador Pompeu, no Centro de Fortaleza.

Luiz Francisco é o atual proprietário da gráfica (FOTO: Gabriel Borges

Luiz Francisco é o atual proprietário da gráfica (FOTO: Gabriel Borges)

Luiz conta que o avô Raimundo nunca teve a pretensão de que a coleção se tornasse parte de algo maior. “Ele não tinha nenhuma ligação com política. Fez para guardar a história mesmo, acredito que ele não pensava em transformar isso em um museu”.

Saudoso, o cearense relata que tem interesse em continuar mantendo a coleção. “Quero, pelo menos, completar os 100 anos da gráfica“.

Novos tempos

Com a chegada das novas tecnologias e do mercado digital, a gráfica tem passado por reformulação. As marcas do tempo não atingem apenas os cartazes na parede, a produção também foi afetada.

“Hoje não tem mais isso, as coisas mudaram muito. Hoje, o impresso na política é só pros ‘santinhos’ e adesivos. Antigamente, a gente fazia muito calendário pra colocar na casa do eleitor, além desses cartazes”, conta Luiz.

Tornar a gráfica lucrativa também não é tarefa fácil. O período eleitoral que outrora foi responsável pelo aumento dos lucros, já não é mais de ‘vacas gordas’. “Essas mudanças para o digital já estão com uns 10 anos. A época da política sempre foi conhecida como o ‘Natal da gráfica’. De dois em dois anos, a produção aumentava em até 60%“.

A tradição da família Esteves corre risco de ficar pelo caminho. As futuras gerações seguiram outros rumos, o que não é visto como um problema pelo empresário. “Tenho filhos, mas nenhum se interessou em continuar com a gráfica. O ramo mudou muito. A comunicação eletrônica diminuiu bastante o uso de impresso”.

Com 40 dos 60 anos de vida destinados ao crescimento da gráfica, Luiz afirma ser realista quanto ao futuro. O proprietário reconhece a necessidade de se reinventar no auge da melhor idade. “Nossa tendência é migrar para o digital, não tem outra saída. Essa migração é inerente, é questão de tempo para se adequar. Não tem mais volta“.

Quadros estão em uma gráfica no Centro de Fortaleza (FOTO: Gabriel Borges)
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