Universitários usam o teatro para ensino de ciências de forma prática e atrativa


Universitários usam o teatro para ensino de ciências de forma prática e atrativa

Estudantes da Seara da Ciência vencem prêmio nacional de teatro científico e o autor da peça vencedora teve um de seus textos encenados pelo grupo teatral da Uern

Por Rosana Romão em Educação

22 de agosto de 2014 às 09:15

Há 5 anos
A peça será reapresentada nesta terça-feira (19) na Seara da Ciência às 16h. (FOTO: Divulgação)

A peça será reapresentada nesta terça-feira (19) na Seara da Ciência às 16h. (FOTO: Divulgação)

Um grupo de universitários se reuniu para criar um grupo com o objetivo de unir ciência e arte. Nascia na Universidade Federal do Ceará (UFC) o grupo de teatro científico Seara. Como um fórmula matemática, química ou física que pode não fazer sentido algum para quem não é do meio, mas que é inteiramente compreendido para quem se envolve por completo, os alunos se reúnem semanalmente para preparar apresentações teatrais que envolvem várias vertentes da ciência, como a energia e a bioquímica do corpo.

E depois de tanta dedicação, os resultados já começam a aparecer. O espetáculo “Lampião e Maria Bonita Em Busca da Química do Amor”, de autoria de Bruno Ventura, bolsista da Seara, o VIII Ciência em Cena – Festival Nacional de Teatro Científico, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), interior de São Paulo. Para a montagem do romance entre Lampião e Maria Bonita foram necessários dois meses. O músico Patrick Mesquita foi combinado para dar ritmo às músicas autorais do grupo através da sanfona. A parceria foi positiva e o músico já tem interesse em novas apresentações.

O grupo é composto por estudantes de diversas áreas (engenharia, teatro, jornalismo, etc) com o intuito de realizar um intercâmbio cultural. Os estudantes trabalham de forma coletiva e colaborativa a fim de estabelecer uma troca de conhecimentos e saberes. O grupo é composto pelos atores Rebeka Lúcio, Jobson Viana, Ricardo Bruno, Bruno Ventura, Patrick Mesquita, Yanne Alves, Camila Ideburque, Alehff Einstein e Suzana Silva.

Na trama, o casal mais conhecido da história do nordeste está passando por uma crise amorosa: Maria Bonita e Lampião relembram momentos pelos quais passaram na vida e se indagam sobre o que faz as pessoas se apaixonarem.

No decorrer da história, são cobaias da Cientista Retirante, que pesquisa substâncias químicas do amor como norepinefrina, feniletilamina e a dopamina. Entretanto, Lampião percebe que precisa buscar outras substâncias para que ele o amor entre ele e sua amada seja eterno. Uma mistura de ciência e romance embalam as cenas da peça teatral.

Graduada em artes cênicas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), a coordenadora do grupo, Rebeka Lúcio atua no teatro há 11 anos e destaca a importância do teatro científico. “O amor também é ciência. A intenção da peça é apresentar um conteúdo científico de forma lúdica”, explica.

O festival teve participação de grupos universitários de Bahia, Maranhão, São Carlos, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Itapipoca, Mossoró, bem como a participação de um grupo de Aveiro-Portugal.

“Estamos muito alegres com o resultado pois trata-se de um festival que exista há 8 anos e a Seara participou em todas as edições. Nesse ano abordamos um assunto ousado,que é o amor, e destacamos personagens nordestinos emblemáticos que nos orgulham muito”, explica Marcus Vale,  professor  e diretor do grupo.

Grupo cearense vence festival nacional de Teatro Científico
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Grupo cearense vence festival nacional de Teatro Científico

Estudantes da UFC em cena. A peça será reapresentada nesta terça-feira (19) na Seara da Ciência às 16h. (FOTO: Divulgação)

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Estudantes da UFC em cena. A peça será reapresentada nesta terça-feira (19) na Seara da Ciência às 16h. (FOTO: Divulgação)

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Estudantes da UFC em cena. A peça será reapresentada nesta terça-feira (19) na Seara da Ciência às 16h. (FOTO: Divulgação)

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Estudantes da UFC em cena. A peça será reapresentada nesta terça-feira (19) na Seara da Ciência às 16h. (FOTO: Divulgação)

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Estudantes da UFC em cena. A peça será reapresentada nesta terça-feira (19) na Seara da Ciência às 16h. (FOTO: Divulgação)

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Estudantes da UFC em cena. A peça será reapresentada nesta terça-feira (19) na Seara da Ciência às 16h. (FOTO: Divulgação)

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Estudantes da UFC em cena. A peça será reapresentada nesta terça-feira (19) na Seara da Ciência às 16h. (FOTO: Divulgação)

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Estudantes da UFC em cena. A peça será reapresentada nesta terça-feira (19) na Seara da Ciência às 16h. (FOTO: Divulgação)

Segundo a atriz e coordenadora do grupo, Rebeka Lúcio, apesar de receberem apenas um troféu e certificado como premiação, o reconhecimento é o maior ganho. “Representar a UFC, o estado do Ceará, usando a história de Lampião é muito gratificante”.

E trata-se de um reconhecimento duplo, pois o segundo lugar do festival ficou com o grupo Fanáticos da Química de Mossoró, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Além do pódio ter dois representantes do Nordeste, a peça encenada pelos estudantes de Mossoró também foi escrita por Bruno Ventura, bolsista da Seara. “Apesar de ser formado em química, ele está se descobrindo como dramaturgo e buscando outras formações complementares para investir na carreira”, acrescenta.

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Universitários usam o teatro para ensino de ciências de forma prática e atrativa

Estudantes da Seara da Ciência vencem prêmio nacional de teatro científico e o autor da peça vencedora teve um de seus textos encenados pelo grupo teatral da Uern

Por Rosana Romão em Educação

22 de agosto de 2014 às 09:15

Há 5 anos
A peça será reapresentada nesta terça-feira (19) na Seara da Ciência às 16h. (FOTO: Divulgação)

A peça será reapresentada nesta terça-feira (19) na Seara da Ciência às 16h. (FOTO: Divulgação)

Um grupo de universitários se reuniu para criar um grupo com o objetivo de unir ciência e arte. Nascia na Universidade Federal do Ceará (UFC) o grupo de teatro científico Seara. Como um fórmula matemática, química ou física que pode não fazer sentido algum para quem não é do meio, mas que é inteiramente compreendido para quem se envolve por completo, os alunos se reúnem semanalmente para preparar apresentações teatrais que envolvem várias vertentes da ciência, como a energia e a bioquímica do corpo.

E depois de tanta dedicação, os resultados já começam a aparecer. O espetáculo “Lampião e Maria Bonita Em Busca da Química do Amor”, de autoria de Bruno Ventura, bolsista da Seara, o VIII Ciência em Cena – Festival Nacional de Teatro Científico, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), interior de São Paulo. Para a montagem do romance entre Lampião e Maria Bonita foram necessários dois meses. O músico Patrick Mesquita foi combinado para dar ritmo às músicas autorais do grupo através da sanfona. A parceria foi positiva e o músico já tem interesse em novas apresentações.

O grupo é composto por estudantes de diversas áreas (engenharia, teatro, jornalismo, etc) com o intuito de realizar um intercâmbio cultural. Os estudantes trabalham de forma coletiva e colaborativa a fim de estabelecer uma troca de conhecimentos e saberes. O grupo é composto pelos atores Rebeka Lúcio, Jobson Viana, Ricardo Bruno, Bruno Ventura, Patrick Mesquita, Yanne Alves, Camila Ideburque, Alehff Einstein e Suzana Silva.

Na trama, o casal mais conhecido da história do nordeste está passando por uma crise amorosa: Maria Bonita e Lampião relembram momentos pelos quais passaram na vida e se indagam sobre o que faz as pessoas se apaixonarem.

No decorrer da história, são cobaias da Cientista Retirante, que pesquisa substâncias químicas do amor como norepinefrina, feniletilamina e a dopamina. Entretanto, Lampião percebe que precisa buscar outras substâncias para que ele o amor entre ele e sua amada seja eterno. Uma mistura de ciência e romance embalam as cenas da peça teatral.

Graduada em artes cênicas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), a coordenadora do grupo, Rebeka Lúcio atua no teatro há 11 anos e destaca a importância do teatro científico. “O amor também é ciência. A intenção da peça é apresentar um conteúdo científico de forma lúdica”, explica.

O festival teve participação de grupos universitários de Bahia, Maranhão, São Carlos, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Itapipoca, Mossoró, bem como a participação de um grupo de Aveiro-Portugal.

“Estamos muito alegres com o resultado pois trata-se de um festival que exista há 8 anos e a Seara participou em todas as edições. Nesse ano abordamos um assunto ousado,que é o amor, e destacamos personagens nordestinos emblemáticos que nos orgulham muito”, explica Marcus Vale,  professor  e diretor do grupo.

Grupo cearense vence festival nacional de Teatro Científico
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Estudantes da UFC em cena. A peça será reapresentada nesta terça-feira (19) na Seara da Ciência às 16h. (FOTO: Divulgação)

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Estudantes da UFC em cena. A peça será reapresentada nesta terça-feira (19) na Seara da Ciência às 16h. (FOTO: Divulgação)

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Grupo cearense vence festival nacional de Teatro Científico
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Estudantes da UFC em cena. A peça será reapresentada nesta terça-feira (19) na Seara da Ciência às 16h. (FOTO: Divulgação)

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Estudantes da UFC em cena. A peça será reapresentada nesta terça-feira (19) na Seara da Ciência às 16h. (FOTO: Divulgação)

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Estudantes da UFC em cena. A peça será reapresentada nesta terça-feira (19) na Seara da Ciência às 16h. (FOTO: Divulgação)

Segundo a atriz e coordenadora do grupo, Rebeka Lúcio, apesar de receberem apenas um troféu e certificado como premiação, o reconhecimento é o maior ganho. “Representar a UFC, o estado do Ceará, usando a história de Lampião é muito gratificante”.

E trata-se de um reconhecimento duplo, pois o segundo lugar do festival ficou com o grupo Fanáticos da Química de Mossoró, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Além do pódio ter dois representantes do Nordeste, a peça encenada pelos estudantes de Mossoró também foi escrita por Bruno Ventura, bolsista da Seara. “Apesar de ser formado em química, ele está se descobrindo como dramaturgo e buscando outras formações complementares para investir na carreira”, acrescenta.