Pesquisa da UFC desenvolve uso pele de tilápia na recuperação de pessoas com queimaduras


Pesquisa da UFC desenvolve uso pele de tilápia na recuperação de pessoas com queimaduras

Pele de tilápia pode ajudar na regeneração de pele humana com queimaduras de segundo grau. Próximo passo é o teste em humanos

Por Hayanne Narlla em Educação

15 de fevereiro de 2016 às 06:00

Há 3 anos
Universidade cearense é a primeira do mundo a pesquisar pele de animais aquáticos (FOTO: Arquivo pessoal)

Universidade cearense é a primeira do mundo a pesquisar pele de animais aquáticos (FOTO: Arquivo pessoal)

Uma pesquisa sobre regeneração de pele com queimaduras de segundo grau está sendo realizada no Ceará. O estudo já acontece em outros lugares, mas não com animais aquáticos. É a primeira vez na história que pesquisadores utilizam pele de peixe para recuperar pacientes.

O médico Edmar Maciel, integrante do Instituto de Apoio ao Queimado (IAQ), ressaltou que o estudo é realizado pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e envolveu 36 pessoas. “A pesquisa é toda pesquisa é realizada no Ceará e é inédita, porque o Brasil até hoje nunca teve uma pele animal estudada. E no mundo nunca foi usado animal aquático”.

A ideia surgiu há quatro anos, quando o médico viu uma reportagem mostrando que 99% da pele da tilápia era descartada. A partir daí, surgiu a vontade de pesquisar sobre o animal. A espécie é criada no Castanhão e, após abatida, tem a pele retirada e enviada para o laboratório, onde fazem a esterilização.

“Os outros países utilizam pele de animais terrestres, mas eles trazem riscos de doença da terra. Um exemplo é a ‘vaca louca’ que pode ser transmitida”.

Após iniciarem o estudo há cerca de um ano, atestaram as semelhanças da pele do peixe com a humana, como: grau de umidade, quantidade de colágeno (o que é bom para a cicatrização) e grande resistência.

A pesquisa já foi testada em outros animais, como o rato, e teve bons resultados. Agora, a equipe aguarda a liberação para testes em humanos. “Terminamos a pesquisa em animais e laboratório. Depois que faz isso, temos que entrar em um comitê para depois ser liberado em humanos. Espero que seja no meio desse ano”, explica.

O médico ainda ressalta que os resultados foram mostrados para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que elogiou e incentivou. A expectativa é que, após realizar testes em queimaduras, o estudo também sirva para qualquer tipo de ferimento.

Pesquisa
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Pele de tilápia ajuda a regenerar pele humana (FOTO: Arquivo pessoal)

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Pesquisa da UFC desenvolve uso pele de tilápia na recuperação de pessoas com queimaduras

Pele de tilápia pode ajudar na regeneração de pele humana com queimaduras de segundo grau. Próximo passo é o teste em humanos

Por Hayanne Narlla em Educação

15 de fevereiro de 2016 às 06:00

Há 3 anos
Universidade cearense é a primeira do mundo a pesquisar pele de animais aquáticos (FOTO: Arquivo pessoal)

Universidade cearense é a primeira do mundo a pesquisar pele de animais aquáticos (FOTO: Arquivo pessoal)

Uma pesquisa sobre regeneração de pele com queimaduras de segundo grau está sendo realizada no Ceará. O estudo já acontece em outros lugares, mas não com animais aquáticos. É a primeira vez na história que pesquisadores utilizam pele de peixe para recuperar pacientes.

O médico Edmar Maciel, integrante do Instituto de Apoio ao Queimado (IAQ), ressaltou que o estudo é realizado pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e envolveu 36 pessoas. “A pesquisa é toda pesquisa é realizada no Ceará e é inédita, porque o Brasil até hoje nunca teve uma pele animal estudada. E no mundo nunca foi usado animal aquático”.

A ideia surgiu há quatro anos, quando o médico viu uma reportagem mostrando que 99% da pele da tilápia era descartada. A partir daí, surgiu a vontade de pesquisar sobre o animal. A espécie é criada no Castanhão e, após abatida, tem a pele retirada e enviada para o laboratório, onde fazem a esterilização.

“Os outros países utilizam pele de animais terrestres, mas eles trazem riscos de doença da terra. Um exemplo é a ‘vaca louca’ que pode ser transmitida”.

Após iniciarem o estudo há cerca de um ano, atestaram as semelhanças da pele do peixe com a humana, como: grau de umidade, quantidade de colágeno (o que é bom para a cicatrização) e grande resistência.

A pesquisa já foi testada em outros animais, como o rato, e teve bons resultados. Agora, a equipe aguarda a liberação para testes em humanos. “Terminamos a pesquisa em animais e laboratório. Depois que faz isso, temos que entrar em um comitê para depois ser liberado em humanos. Espero que seja no meio desse ano”, explica.

O médico ainda ressalta que os resultados foram mostrados para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que elogiou e incentivou. A expectativa é que, após realizar testes em queimaduras, o estudo também sirva para qualquer tipo de ferimento.

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