Laboratório da UFC desenvolve sistema de antenas e radares para a Força Aérea Norte-Americana


Laboratório da UFC desenvolve sistema de radares para a Força Aérea dos EUA

O Locem, do curso de Física, produz artefatos para a Força Aérea dos EUA há 10 anos. É o único laboratório da América Latina com a capacidade

Por Thamiris Treigher em Educação

12 de março de 2016 às 06:00

Há 3 anos
Professor Sérgio Sombra com protótipos de ressoadores dielétricos feitos com cerâmica (Foto: Jr. Panela)

Professor Sérgio Sombra com protótipos de ressoadores dielétricos feitos com cerâmica (Foto: Jr. Panela)

O Laboratório de Telecomunicações e Ciência e Engenharia de Materiais (Locem), do curso de Física da Universidade Federal do Ceará (UFC), renovou um projeto com o Departamento de Pesquisa Científica da Força Aérea Norte-Americana, em Virgínia, nos Estados Unidos, para o desenvolvimento de um sistema integrado de antenas direcionais para uso em radares.

Funcionando há 10 anos, a parceria entre o Locem e a Força Aérea dos EUA fomenta a pesquisa de artefatos como os ressoadores dielétricos e elementos componentes das antenas para uso em sistemas aeroespaciais de comunicação e vigilância.

Os ressoadores dielétricos desenvolvidos no Locem são feitos de materiais cerâmicos que são confeccionados com elementos químicos de alta pureza manipulados em laboratório, que constituem antenas de sistemas de comunicação para uso militar.

De acordo com a geometria e o material que são compostos, os ressoadores atingem uma frequência específica. Para a montagem de um radar, por exemplo, são usadas cerca de 4 mil peças.

“Esse tipo de antena que desenvolvemos aqui é especial, porque em vez de ser material metálico, como geralmente se usa em radares, trabalhamos com material isolante. A vantagem dele é que faz com que você possa operar o radar em altas temperaturas. É um radar que você pode usar para aplicações em foguetes, por exemplo, na reentrada na atmosfera, em que a temperatura é muito alta”, explica o professor Sérgio Sombra, coordenador do Locem.

A atual fase do projeto de pesquisa tem como prazo de investigações os próximos três anos, com enfoque na pesquisa de novos materiais para uso nos sistemas de radares. “A ideia agora é o desenvolvimento de antenas com novas características, por isso vamos desenvolver componentes para o radar de frequência para Banda X (faixa de frequência para comunicação por satélite privativa para uso militar), que é um modo de frequência de 10 giga-hertz”, destaca Sérgio Sombra.

Em todo o mundo, existem menos de dez fabricantes desses elementos para projetos de radar. O Locem é o único laboratório atuante na criação de materiais com essa finalidade em toda a América Latina,

O Locem

Com o objetivo de desenvolver pesquisas científicas e tecnológicas em componentes eletrônicos e ópticos voltadas para a tecnologia de sistemas de comunicação, o Locem tem em sua equipe mais de 50 pesquisadores, incluindo professores e estudantes de doutorado, mestrado e iniciação científica da UFC.

O laboratório atua em 16 linhas de pesquisa que incluem sensores ópticos, biomateriais, desenvolvimento de softwares, antenas dielétricas e de microfita, sensores capacitivos, dentre outros. Já possui 13 registros de patentes, a mais recente feita já em 2016, mantendo parcerias com o Centro Tecnológico da Aeronáutica (CTA) e o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), da Força Aérea Brasileira (FAB).

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Laboratório da UFC desenvolve sistema de radares para a Força Aérea dos EUA

O Locem, do curso de Física, produz artefatos para a Força Aérea dos EUA há 10 anos. É o único laboratório da América Latina com a capacidade

Por Thamiris Treigher em Educação

12 de março de 2016 às 06:00

Há 3 anos
Professor Sérgio Sombra com protótipos de ressoadores dielétricos feitos com cerâmica (Foto: Jr. Panela)

Professor Sérgio Sombra com protótipos de ressoadores dielétricos feitos com cerâmica (Foto: Jr. Panela)

O Laboratório de Telecomunicações e Ciência e Engenharia de Materiais (Locem), do curso de Física da Universidade Federal do Ceará (UFC), renovou um projeto com o Departamento de Pesquisa Científica da Força Aérea Norte-Americana, em Virgínia, nos Estados Unidos, para o desenvolvimento de um sistema integrado de antenas direcionais para uso em radares.

Funcionando há 10 anos, a parceria entre o Locem e a Força Aérea dos EUA fomenta a pesquisa de artefatos como os ressoadores dielétricos e elementos componentes das antenas para uso em sistemas aeroespaciais de comunicação e vigilância.

Os ressoadores dielétricos desenvolvidos no Locem são feitos de materiais cerâmicos que são confeccionados com elementos químicos de alta pureza manipulados em laboratório, que constituem antenas de sistemas de comunicação para uso militar.

De acordo com a geometria e o material que são compostos, os ressoadores atingem uma frequência específica. Para a montagem de um radar, por exemplo, são usadas cerca de 4 mil peças.

“Esse tipo de antena que desenvolvemos aqui é especial, porque em vez de ser material metálico, como geralmente se usa em radares, trabalhamos com material isolante. A vantagem dele é que faz com que você possa operar o radar em altas temperaturas. É um radar que você pode usar para aplicações em foguetes, por exemplo, na reentrada na atmosfera, em que a temperatura é muito alta”, explica o professor Sérgio Sombra, coordenador do Locem.

A atual fase do projeto de pesquisa tem como prazo de investigações os próximos três anos, com enfoque na pesquisa de novos materiais para uso nos sistemas de radares. “A ideia agora é o desenvolvimento de antenas com novas características, por isso vamos desenvolver componentes para o radar de frequência para Banda X (faixa de frequência para comunicação por satélite privativa para uso militar), que é um modo de frequência de 10 giga-hertz”, destaca Sérgio Sombra.

Em todo o mundo, existem menos de dez fabricantes desses elementos para projetos de radar. O Locem é o único laboratório atuante na criação de materiais com essa finalidade em toda a América Latina,

O Locem

Com o objetivo de desenvolver pesquisas científicas e tecnológicas em componentes eletrônicos e ópticos voltadas para a tecnologia de sistemas de comunicação, o Locem tem em sua equipe mais de 50 pesquisadores, incluindo professores e estudantes de doutorado, mestrado e iniciação científica da UFC.

O laboratório atua em 16 linhas de pesquisa que incluem sensores ópticos, biomateriais, desenvolvimento de softwares, antenas dielétricas e de microfita, sensores capacitivos, dentre outros. Já possui 13 registros de patentes, a mais recente feita já em 2016, mantendo parcerias com o Centro Tecnológico da Aeronáutica (CTA) e o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), da Força Aérea Brasileira (FAB).