Estudantes da UFC promovem prevenção de doenças mentais em comunidades de Fortaleza


Estudantes voluntários promovem prevenção de doenças mentais em comunidades carentes de Fortaleza

Há mais de dez anos, o grupo se reúne para organizar capacitações, campanhas educativas e pesquisas sobre o tema

Por Rosana Romão em Educação

23 de outubro de 2014 às 12:00

Há 5 anos
Por falta de tempo, os membros da Liga realizam as reuniões no horário de almoço. (FOTO: Divulgação)

Por falta de tempo, os membros da Liga realizam as reuniões no horário de almoço. (FOTO: Divulgação)

Um terço dos pacientes com saúde mental não possuem acompanhamento médico, segundo consta no Plano de ação para a Saúde Mental 2013-2020, divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Preocupados com tal situação, projeto de estudantes em Fortaleza busca aproximar a comunidade acadêmica da população para esclarecer dúvidas e promover a prevenção de doenças mentais.

Criada em 2002, a Liga Acadêmica de Neurociências (Neuroliga) é uma atividade de extensão da Universidade Federal do Ceará (UFC) orientada, desde 2012, pelo Professor Francisco Gondim, onde as principais atividades desenvolvidas são: participação em projetos de pesquisa, ciclo de palestras, aulas teórico-práticas de capacitação interna e atendimento à população.

A equipe realiza campanhas de prevenção e conscientização para população leiga em assuntos da neurologia. Em 2013 o grupo organizou a campanha do Dia Mundial da Saúde. Já em 2014, foi realizadas as campanhas Pense Bem (Neurotrauma), Dia Mundial da Cefaleia (multirão no HGF), Dia Mundial do Parkinson e Dia Mundial da Saúde. Em média, 500 pessoas são atingidas em cada campanha.

A próxima campanha, que acontecerá em novembro, terá como tema o Acidente Vascular Cerebral (AVC). Os estudantes irão montar um stand onde farão verificação de pressão arterial, teste de glicemia e também pretendem tirar dúvidas sobre a doença. “Nós explicamos sobre o tema, tiramos as dúvidas e depois pedimos para que eles expliquem de novo pra gente. Assim, podemos saber se eles entenderam mesmo e se preciso, complementamos com mais informações”, explica o presidente da Liga, Ítalo Cavalcante.

 A Neuroliga realiza, semanalmente, durante suas reuniões, as capacitações internas feitas pelos próprios membros ou pelo orientador, dentre elas uma aula complementar de exame neurológico para os alunos do 1º semestre no módulo de sistema nervoso e de neuropatologia para os alunos do 4º semestre. Uma das atividades que estimula a prática do conhecimento é a oportunidade de acompanhar o orientador Dr. Francisco de Assis Aquino Gondim no atendimento dos pacientes no ambulatório de neurologia do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC).

Os alunos desenvolvem uma discussão dos casos clínicos desses pacientes e, a partir disso podem participar da elaboração de artigos científicos para publicações em revistas e apresentações em congressos. Em 2013 a Liga participou de seis congressos sendo quatro internacionais, um nacional e um local. Em 2014 a Liga participará de mais dois congressos, um brasileiro e um internacional. No HUWC, os alunos estudam casos de Doença de Parkinson e Parkinsonismo, Doença de Wilson, Miastenia Gravis e também aspectos neurológicos de doenças primariamente não neurológicas.

“A integração entre os estudantes e a comunidade é muito importante, pois facilita o desenvolvimento das habilidades de comunicação para os estudantes, formando melhores profissionais e serve de mecanismo de esclarecimento de dúvidas sobre as principais doenças neurológicas na comunidade”, explica o professor Francisco Gondim.

Atendimento à população
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Membros da Liga promovem campanhas para esclarecer dúvidas da população acerca de doenças neurológicas. (FOTO: Arquivo Pessoal)

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Membros da Liga promovem campanhas para esclarecer dúvidas da população acerca de doenças neurológicas. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Somando membros, colaboradores e docentes, o grupo é composto por 13 pessoas que se dividem em tarefas como tesouraria, divulgação e ensino. Para participar do grupo é preciso estar cursando entre o 1º e o 6º semestre do curso de Medicina e passar por uma seleção semestral, que conta com uma prova teórica e uma aula a ser ministrada pelo candidato, seguida de entrevista com os atuais membros da Liga.

Ítalo Cavalcante entrou na Liga logo no início do curso e já está há 2 anos e meio atuando como membro. Para ele, as atividades de extensão são tão importantes quanto as teóricas. “Geralmente a fica muito focado nos livros, mas esse contato com a população é fundamental para que o conhecimento seja completo”, conclui o estudante de Medicina.

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Estudantes voluntários promovem prevenção de doenças mentais em comunidades carentes de Fortaleza

Há mais de dez anos, o grupo se reúne para organizar capacitações, campanhas educativas e pesquisas sobre o tema

Por Rosana Romão em Educação

23 de outubro de 2014 às 12:00

Há 5 anos
Por falta de tempo, os membros da Liga realizam as reuniões no horário de almoço. (FOTO: Divulgação)

Por falta de tempo, os membros da Liga realizam as reuniões no horário de almoço. (FOTO: Divulgação)

Um terço dos pacientes com saúde mental não possuem acompanhamento médico, segundo consta no Plano de ação para a Saúde Mental 2013-2020, divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Preocupados com tal situação, projeto de estudantes em Fortaleza busca aproximar a comunidade acadêmica da população para esclarecer dúvidas e promover a prevenção de doenças mentais.

Criada em 2002, a Liga Acadêmica de Neurociências (Neuroliga) é uma atividade de extensão da Universidade Federal do Ceará (UFC) orientada, desde 2012, pelo Professor Francisco Gondim, onde as principais atividades desenvolvidas são: participação em projetos de pesquisa, ciclo de palestras, aulas teórico-práticas de capacitação interna e atendimento à população.

A equipe realiza campanhas de prevenção e conscientização para população leiga em assuntos da neurologia. Em 2013 o grupo organizou a campanha do Dia Mundial da Saúde. Já em 2014, foi realizadas as campanhas Pense Bem (Neurotrauma), Dia Mundial da Cefaleia (multirão no HGF), Dia Mundial do Parkinson e Dia Mundial da Saúde. Em média, 500 pessoas são atingidas em cada campanha.

A próxima campanha, que acontecerá em novembro, terá como tema o Acidente Vascular Cerebral (AVC). Os estudantes irão montar um stand onde farão verificação de pressão arterial, teste de glicemia e também pretendem tirar dúvidas sobre a doença. “Nós explicamos sobre o tema, tiramos as dúvidas e depois pedimos para que eles expliquem de novo pra gente. Assim, podemos saber se eles entenderam mesmo e se preciso, complementamos com mais informações”, explica o presidente da Liga, Ítalo Cavalcante.

 A Neuroliga realiza, semanalmente, durante suas reuniões, as capacitações internas feitas pelos próprios membros ou pelo orientador, dentre elas uma aula complementar de exame neurológico para os alunos do 1º semestre no módulo de sistema nervoso e de neuropatologia para os alunos do 4º semestre. Uma das atividades que estimula a prática do conhecimento é a oportunidade de acompanhar o orientador Dr. Francisco de Assis Aquino Gondim no atendimento dos pacientes no ambulatório de neurologia do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC).

Os alunos desenvolvem uma discussão dos casos clínicos desses pacientes e, a partir disso podem participar da elaboração de artigos científicos para publicações em revistas e apresentações em congressos. Em 2013 a Liga participou de seis congressos sendo quatro internacionais, um nacional e um local. Em 2014 a Liga participará de mais dois congressos, um brasileiro e um internacional. No HUWC, os alunos estudam casos de Doença de Parkinson e Parkinsonismo, Doença de Wilson, Miastenia Gravis e também aspectos neurológicos de doenças primariamente não neurológicas.

“A integração entre os estudantes e a comunidade é muito importante, pois facilita o desenvolvimento das habilidades de comunicação para os estudantes, formando melhores profissionais e serve de mecanismo de esclarecimento de dúvidas sobre as principais doenças neurológicas na comunidade”, explica o professor Francisco Gondim.

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Membros da Liga promovem campanhas para esclarecer dúvidas da população acerca de doenças neurológicas. (FOTO: Arquivo Pessoal)

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Membros da Liga promovem campanhas para esclarecer dúvidas da população acerca de doenças neurológicas. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Somando membros, colaboradores e docentes, o grupo é composto por 13 pessoas que se dividem em tarefas como tesouraria, divulgação e ensino. Para participar do grupo é preciso estar cursando entre o 1º e o 6º semestre do curso de Medicina e passar por uma seleção semestral, que conta com uma prova teórica e uma aula a ser ministrada pelo candidato, seguida de entrevista com os atuais membros da Liga.

Ítalo Cavalcante entrou na Liga logo no início do curso e já está há 2 anos e meio atuando como membro. Para ele, as atividades de extensão são tão importantes quanto as teóricas. “Geralmente a fica muito focado nos livros, mas esse contato com a população é fundamental para que o conhecimento seja completo”, conclui o estudante de Medicina.