Universitária agradece em vídeo à cobradora que encontrou seu celular


Universitária agradece em vídeo por cobradora encontrar e devolver celular

O aparelho foi esquecido na linha “Henrique Jorge 1”, onde a cobradora Aurilene Viana trabalha. Estudante ficou emocionada com atitude

Por Rosana Romão em Cotidiano

22 de fevereiro de 2016 às 06:00

Há 3 anos
Aurilene Viana tem 48 anos e há três trabalha como cobradora de ônibus. (FOTO: Reprodução)

Aurilene Viana tem 48 anos e há três trabalha como cobradora de ônibus. (FOTO: Reprodução)

Em um cotidiano com tantas notícias sobre roubos, assaltos e estelionatos, um ato de honestidade chamou atenção. A universitária Priscylla Pinho havia perdido o seu celular no ônibus, em Fortaleza, mas só percebeu quando chegou à sala de aula. Enquanto tentava localizar o aparelho, ouviu o sinal de ocupado e logo imaginou que alguém já teria se apropriado ou mesmo vendido o celular. O que ela não esperava é que a cobradora do ônibus onde estava havia encontrado o aparelho e tentava devolvê-lo à dona.

O fato aconteceu no último dia 12, dentro do ônibus 314 – Henrique Jorge 1, da empresa Santa Cecília, em Fortaleza. Priscylla entrou no coletivo e sentou na parte anterior à catraca. “Estava com o celular no bolso e deve ter caído quando me levantei. Só dei conta quando cheguei na aula”, lembra.

Em seguida, foi até a parada na intenção de pegar o mesmo ônibus, mas pegou o seguinte. Conversou com o trocador, pediu um celular emprestado e ligou para o seu telefone novamente.

“Nas duas primeiras vezes que liguei deu ocupado, e depois uma mulher atendeu dizendo que tinha achado. Me orientou a ir à garagem da empresa e encontrar com ela”, conta. E assim ela fez.

Quando se encontraram, Priscylla abraçou a cobradora Aurilene e gravou um vídeo para tornar público a gentileza que havia praticado. “É muito difícil ver pessoas fazendo isso. E mais difícil ainda é ver alguém agradecer a atos como esse”, acrescenta a universitária.

Com 27 anos, Priscylla já passou por momentos em que teve que ajudar alguém. Nos dois casos que vivenciou era com pessoas desconhecidas e ficou feliz por poder ajudar. “Dessa vez aconteceu comigo, então fiz questão de agradecer. A gente precisa ter o hábito de fazer isso. Eu não vejo como exceção, ser honesto é como obrigação”, defende.

A cobradora completa a afirmação. “Eu acho que tem que fazer parte do ser humano. Você não tem como ficar com uma coisa de outra pessoa se você pode ajudar”.

Devido ao avanço da tecnologia, em que o smartphone tem acesso a várias senhas e contas pessoais, Priscylla sentiu-se temerosa quanto ao uso de seu celular por terceiros. Pensou em cancelar suas contas e trocar as senhas, mas devido a atitude da cobradora isso não foi necessário.

“Eu fico até emocionada, porque se você dá o bem também vai receber o bem. Eu mesma já fiquei indiferente a situações em que eu poderia ajudar alguém. Ainda bem que eu mudei e só tenho colhido coisas boas. Espero que as pessoas possam mudar também”, pede. 

Aurilene Viana trabalha como cobradora de ônibus há três anos, e essa não foi a primeira vez que ajudou a um passageiro. “Aconteceu uma vez no terminal do Antônio Bezerra. A passagem era R$ 2,20, e um passageiro me entregou uma cédula e os 20 centavos. Ele achava que a cédula era de R$ 2, mas na verdade era uma de R$ 100. Quando percebi ele já estava lá na frente, prestes a descer. Mas fiz questão de chamá-lo e dizer que ele havia se enganado”, conta.

O rapaz tinha duas cédulas no bolso, uma de R$ 2 e uma de R$ 100, mas devido à cor e tamanho semelhante, acabou entregando a cédula de maior valor. Após o esclarecimento, ele pagou o valor correto, de R$ 2,20 e agradeceu a atitude. Já o final feliz da história de Priscylla Pinho foi registrado em um vídeo para servir de exemplo a outras pessoas.

Veja o vídeo:

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Universitária agradece em vídeo por cobradora encontrar e devolver celular

O aparelho foi esquecido na linha “Henrique Jorge 1”, onde a cobradora Aurilene Viana trabalha. Estudante ficou emocionada com atitude

Por Rosana Romão em Cotidiano

22 de fevereiro de 2016 às 06:00

Há 3 anos
Aurilene Viana tem 48 anos e há três trabalha como cobradora de ônibus. (FOTO: Reprodução)

Aurilene Viana tem 48 anos e há três trabalha como cobradora de ônibus. (FOTO: Reprodução)

Em um cotidiano com tantas notícias sobre roubos, assaltos e estelionatos, um ato de honestidade chamou atenção. A universitária Priscylla Pinho havia perdido o seu celular no ônibus, em Fortaleza, mas só percebeu quando chegou à sala de aula. Enquanto tentava localizar o aparelho, ouviu o sinal de ocupado e logo imaginou que alguém já teria se apropriado ou mesmo vendido o celular. O que ela não esperava é que a cobradora do ônibus onde estava havia encontrado o aparelho e tentava devolvê-lo à dona.

O fato aconteceu no último dia 12, dentro do ônibus 314 – Henrique Jorge 1, da empresa Santa Cecília, em Fortaleza. Priscylla entrou no coletivo e sentou na parte anterior à catraca. “Estava com o celular no bolso e deve ter caído quando me levantei. Só dei conta quando cheguei na aula”, lembra.

Em seguida, foi até a parada na intenção de pegar o mesmo ônibus, mas pegou o seguinte. Conversou com o trocador, pediu um celular emprestado e ligou para o seu telefone novamente.

“Nas duas primeiras vezes que liguei deu ocupado, e depois uma mulher atendeu dizendo que tinha achado. Me orientou a ir à garagem da empresa e encontrar com ela”, conta. E assim ela fez.

Quando se encontraram, Priscylla abraçou a cobradora Aurilene e gravou um vídeo para tornar público a gentileza que havia praticado. “É muito difícil ver pessoas fazendo isso. E mais difícil ainda é ver alguém agradecer a atos como esse”, acrescenta a universitária.

Com 27 anos, Priscylla já passou por momentos em que teve que ajudar alguém. Nos dois casos que vivenciou era com pessoas desconhecidas e ficou feliz por poder ajudar. “Dessa vez aconteceu comigo, então fiz questão de agradecer. A gente precisa ter o hábito de fazer isso. Eu não vejo como exceção, ser honesto é como obrigação”, defende.

A cobradora completa a afirmação. “Eu acho que tem que fazer parte do ser humano. Você não tem como ficar com uma coisa de outra pessoa se você pode ajudar”.

Devido ao avanço da tecnologia, em que o smartphone tem acesso a várias senhas e contas pessoais, Priscylla sentiu-se temerosa quanto ao uso de seu celular por terceiros. Pensou em cancelar suas contas e trocar as senhas, mas devido a atitude da cobradora isso não foi necessário.

“Eu fico até emocionada, porque se você dá o bem também vai receber o bem. Eu mesma já fiquei indiferente a situações em que eu poderia ajudar alguém. Ainda bem que eu mudei e só tenho colhido coisas boas. Espero que as pessoas possam mudar também”, pede. 

Aurilene Viana trabalha como cobradora de ônibus há três anos, e essa não foi a primeira vez que ajudou a um passageiro. “Aconteceu uma vez no terminal do Antônio Bezerra. A passagem era R$ 2,20, e um passageiro me entregou uma cédula e os 20 centavos. Ele achava que a cédula era de R$ 2, mas na verdade era uma de R$ 100. Quando percebi ele já estava lá na frente, prestes a descer. Mas fiz questão de chamá-lo e dizer que ele havia se enganado”, conta.

O rapaz tinha duas cédulas no bolso, uma de R$ 2 e uma de R$ 100, mas devido à cor e tamanho semelhante, acabou entregando a cédula de maior valor. Após o esclarecimento, ele pagou o valor correto, de R$ 2,20 e agradeceu a atitude. Já o final feliz da história de Priscylla Pinho foi registrado em um vídeo para servir de exemplo a outras pessoas.

Veja o vídeo:

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