Sósia de Belchior relembra com emoção seu encontro com ídolo: "Ele me chamou de irmão"

DESPEDIDA

Sósia de Belchior relembra com emoção seu encontro com ídolo: “Ele me chamou de irmão”

José Edson Carvalho trabalha nos arredores do Dragão do Mar desde a inauguração do equipamento, em 2002

Por Lyvia Rocha em Cotidiano

3 de maio de 2017 às 07:00

Há 2 anos
José Edson é conhecido como "Belchior" (FOTO: Lyvia Rocha/Tribuna do Ceará)

José Edson é conhecido como “Belchior” (FOTO: Lyvia Rocha/Tribuna do Ceará)

Entre os mais de 8 mil fãs e amigos que estiveram ao velório do cantor Belchior, no Centro Cultural Dragão do Mar, nesta segunda-feira (5), um deles chamou a atenção pela aparência quase idêntica com o artista falecido. É o comerciante José Edson Carvalho, de 63 anos, que desde 2012 é conhecido como Sósia de Belchior.

A aparência é apenas física, como ele mesmo deixa claro. “Eu não tenho aquela mesma voz dele. Nem me peçam para cantar. Gosto das músicas, sempre gostei, mas na hora de cantar não é para mim”, diz José Edson.

O bigode e o cabelo logo chamaram atenção do próprio Belchior. Dentre alguns encontros que teve com o cantor em Fortaleza, o comerciante lembra de um em especial.

“Ele era distinto, de bom humor, um dia alguém perguntou se éramos irmãos, e ele respondeu: ‘Somos sim, não está vendo nossa semelhança?’ Respondeu em tom de brincadeira o cantor”, relembrou o sósia de Belchior.

O apelido veio quando José Edson começou a trabalhar no Centro Cultural Dragão do Mar. Ele trabalha nos arredores do ponto turístico, e quando as pessoas começaram a vê-lo, notaram a semelhança e ele passou a ser conhecido como Belchior.

Durante os anos em que o artista passou sumido, a carência dos fãs fazia com que José Edson fosse ainda mais abordado no local.

Após o fim da missa de corpo presente, ele era um dos que aplaudiam e se emocionavam com o momento de despedida do ídolo. “Na hora do show que teve aqui, era alegria cantar as músicas, mas na hora da missa a emoção toma de conta, foi tudo muito bonito e também triste, sabemos que isso irá acontecer, vai a matéria, mas o espírito fica”, reflete.

Belchior morreu na noite do último sábado (29), aos 70 anos, em Santa Cruz do Sul (RS), onde vivia há um ano e meio. Desde 2005, o cantor optou por ficar longe dos holofotes, quando deixou a esposa para viver com Edna Prometheu. Segundo a Brigada Militar, a morte do cantor e compositor foi causada por apneia enquanto dormia.

Acompanhe a cobertura da morte de Belchior:

30 de abril – Morre aos 70 anos o cantor cearense Belchior

30 de abril – Família de Belchior quer velório aberto ao público em Fortaleza

1º de maio – Corpo de Belchior chega ao Ceará para velório e sepultamento

1º de maio – Escute 6 sucessos que marcaram trajetória do compositor e cantor Belchior

1º de maio – Para além da arte, obra de Belchior dialoga com filosofia, ciência e política, diz pesquisadora

1º de maio – Corpo de cantor Belchior é velado no Centro Cultural Dragão do Mar

2 de maio – 8 mil pessoas se despedem do cantor Belchior durante velório em Fortaleza

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Sósia de Belchior relembra com emoção seu encontro com ídolo: “Ele me chamou de irmão”

José Edson Carvalho trabalha nos arredores do Dragão do Mar desde a inauguração do equipamento, em 2002

Por Lyvia Rocha em Cotidiano

3 de maio de 2017 às 07:00

Há 2 anos
José Edson é conhecido como "Belchior" (FOTO: Lyvia Rocha/Tribuna do Ceará)

José Edson é conhecido como “Belchior” (FOTO: Lyvia Rocha/Tribuna do Ceará)

Entre os mais de 8 mil fãs e amigos que estiveram ao velório do cantor Belchior, no Centro Cultural Dragão do Mar, nesta segunda-feira (5), um deles chamou a atenção pela aparência quase idêntica com o artista falecido. É o comerciante José Edson Carvalho, de 63 anos, que desde 2012 é conhecido como Sósia de Belchior.

A aparência é apenas física, como ele mesmo deixa claro. “Eu não tenho aquela mesma voz dele. Nem me peçam para cantar. Gosto das músicas, sempre gostei, mas na hora de cantar não é para mim”, diz José Edson.

O bigode e o cabelo logo chamaram atenção do próprio Belchior. Dentre alguns encontros que teve com o cantor em Fortaleza, o comerciante lembra de um em especial.

“Ele era distinto, de bom humor, um dia alguém perguntou se éramos irmãos, e ele respondeu: ‘Somos sim, não está vendo nossa semelhança?’ Respondeu em tom de brincadeira o cantor”, relembrou o sósia de Belchior.

O apelido veio quando José Edson começou a trabalhar no Centro Cultural Dragão do Mar. Ele trabalha nos arredores do ponto turístico, e quando as pessoas começaram a vê-lo, notaram a semelhança e ele passou a ser conhecido como Belchior.

Durante os anos em que o artista passou sumido, a carência dos fãs fazia com que José Edson fosse ainda mais abordado no local.

Após o fim da missa de corpo presente, ele era um dos que aplaudiam e se emocionavam com o momento de despedida do ídolo. “Na hora do show que teve aqui, era alegria cantar as músicas, mas na hora da missa a emoção toma de conta, foi tudo muito bonito e também triste, sabemos que isso irá acontecer, vai a matéria, mas o espírito fica”, reflete.

Belchior morreu na noite do último sábado (29), aos 70 anos, em Santa Cruz do Sul (RS), onde vivia há um ano e meio. Desde 2005, o cantor optou por ficar longe dos holofotes, quando deixou a esposa para viver com Edna Prometheu. Segundo a Brigada Militar, a morte do cantor e compositor foi causada por apneia enquanto dormia.

Acompanhe a cobertura da morte de Belchior:

30 de abril – Morre aos 70 anos o cantor cearense Belchior

30 de abril – Família de Belchior quer velório aberto ao público em Fortaleza

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