Pesquisador cearense participa de elaboração de dicionário de termos usados em redes sociais


Pesquisador cearense participa de elaboração de dicionário de termos usados em redes sociais

Tudo é traduzido a partir de muita pesquisa, em cima do que existe disponível na rede e nos documentos

Por Roberta Tavares em Cotidiano

23 de julho de 2014 às 08:47

Há 5 anos
Esse é o primeiro dicionário a sistematizar de forma científica o tema (FOTO: Arquivo pessoal/Márcio Sales)

Esse é o primeiro dicionário a sistematizar de forma científica o tema (FOTO: Arquivo pessoal/Márcio Sales)

Um pesquisador cearense participa da elaboração de um dicionário on-line, com mais de 114 termos que compõem o vocabulário dos usuários das redes sociais. A intenção do projeto é facilitar o acesso aos diversos conceitos explorados no ambiente da grande rede, a partir de um instrumento linguístico tradicional traduzido para diversos idiomas.

Márcio Sales Santiago, pesquisador da Universidade Federal do Ceará (UFC) no Programa de Pós-Graduação em Linguística, trabalhou na construção do “Vocabulari Panllatí de les Xarxes Socials” (Vocabulário Panlatino das Redes Sociais), cujo material foi organizado pelo Centro de Terminologia da Catalunha (Termcat). “É um projeto internacional que reúne universidades de vários países. Colaboramos enviando os equivalentes ao Português, do Brasil, dos termos que eles escolhem, tudo fundamentado em termos científicos”, explica.

A pesquisa foi feita em conjunto, ao lado de outros dois pesquisadores e acadêmicos do Brasil, além de Canadá, Espanha, Itália, México e Portugal. “Enquanto a gente chama ‘nome de usuário’, os portugueses de Portugal chamam ‘nome de utilizador’. Chamamos ‘blogueiros’ – aqueles que escrevem blog – eles chamam ‘bloguistas’. É uma diferença marcante”, aponta Márcio Sales. Também são reproduzidos termos como “timeline”, “selfie”, “profile”.

Esse é o 1º dicionário a sistematizar de forma científica o tema, que envolveu a busca de denominações equivalentes em vários países. De acordo com ele, o próprio Twitter e Facebook têm glossários, feitos, entretanto, de forma não-científica.

E o interessante é que tudo é traduzido a partir de muita pesquisa, em cima do que existe disponível na rede e nos documentos, como os tutoriais, por exemplo. “A gente vai nos textos e, em alguns, os termos aparecem. Mas essa tradução não é livre, nos baseamos ainda no que é colocado na rede social para o usuário”, assegura.

Ao catalogar os 114 termos, as expressões deixam de ser neologismos, passando a existir oficialmente. O dicionário legitima a existência de uma palavra, de acordo com Márcio. “A quantidade de termos é apenas o início. Com o passar do tempo, o dicionário pode ser atualizado. Afinal, as palavras no meio online acabam se constituindo, não de forma forçada, e quem faz isso são as próprias pessoas”, conclui o pesquisador cearense.

Para acessar o dicionário, clique abaixo:

Vocabulari Panllatí de les Xarxes Socials

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Pesquisador cearense participa de elaboração de dicionário de termos usados em redes sociais

Tudo é traduzido a partir de muita pesquisa, em cima do que existe disponível na rede e nos documentos

Por Roberta Tavares em Cotidiano

23 de julho de 2014 às 08:47

Há 5 anos
Esse é o primeiro dicionário a sistematizar de forma científica o tema (FOTO: Arquivo pessoal/Márcio Sales)

Esse é o primeiro dicionário a sistematizar de forma científica o tema (FOTO: Arquivo pessoal/Márcio Sales)

Um pesquisador cearense participa da elaboração de um dicionário on-line, com mais de 114 termos que compõem o vocabulário dos usuários das redes sociais. A intenção do projeto é facilitar o acesso aos diversos conceitos explorados no ambiente da grande rede, a partir de um instrumento linguístico tradicional traduzido para diversos idiomas.

Márcio Sales Santiago, pesquisador da Universidade Federal do Ceará (UFC) no Programa de Pós-Graduação em Linguística, trabalhou na construção do “Vocabulari Panllatí de les Xarxes Socials” (Vocabulário Panlatino das Redes Sociais), cujo material foi organizado pelo Centro de Terminologia da Catalunha (Termcat). “É um projeto internacional que reúne universidades de vários países. Colaboramos enviando os equivalentes ao Português, do Brasil, dos termos que eles escolhem, tudo fundamentado em termos científicos”, explica.

A pesquisa foi feita em conjunto, ao lado de outros dois pesquisadores e acadêmicos do Brasil, além de Canadá, Espanha, Itália, México e Portugal. “Enquanto a gente chama ‘nome de usuário’, os portugueses de Portugal chamam ‘nome de utilizador’. Chamamos ‘blogueiros’ – aqueles que escrevem blog – eles chamam ‘bloguistas’. É uma diferença marcante”, aponta Márcio Sales. Também são reproduzidos termos como “timeline”, “selfie”, “profile”.

Esse é o 1º dicionário a sistematizar de forma científica o tema, que envolveu a busca de denominações equivalentes em vários países. De acordo com ele, o próprio Twitter e Facebook têm glossários, feitos, entretanto, de forma não-científica.

E o interessante é que tudo é traduzido a partir de muita pesquisa, em cima do que existe disponível na rede e nos documentos, como os tutoriais, por exemplo. “A gente vai nos textos e, em alguns, os termos aparecem. Mas essa tradução não é livre, nos baseamos ainda no que é colocado na rede social para o usuário”, assegura.

Ao catalogar os 114 termos, as expressões deixam de ser neologismos, passando a existir oficialmente. O dicionário legitima a existência de uma palavra, de acordo com Márcio. “A quantidade de termos é apenas o início. Com o passar do tempo, o dicionário pode ser atualizado. Afinal, as palavras no meio online acabam se constituindo, não de forma forçada, e quem faz isso são as próprias pessoas”, conclui o pesquisador cearense.

Para acessar o dicionário, clique abaixo:

Vocabulari Panllatí de les Xarxes Socials