Estudante denuncia agressão após reclamar da falta de troco em lanchonete


Estudante denuncia agressão após reclamar da falta de troco em lanchonete

Após tentativa de dar troco de R$ 37,50 em chocolate, gerente teria arrancado relógio e ferido dedo do jovem

Por Roberta Tavares em Cotidiano

3 de agosto de 2015 às 10:00

Há 4 anos
Proprietário da lanchonete teria arrancado o relógio do braço do jovem e tentado quebrar um dos dedos (FOTO: Reprodução/Facebook)

Gerente da lanchonete teria arrancado o relógio do braço do jovem e tentado quebrar um dos dedos (FOTO: Reprodução/Facebook)

Um estudante universitário denunciou ter sido vítima de agressão por um gerente de uma lanchonete após reclamar da falta de troco no estabelecimento. O caso aconteceu na madrugada de domingo (2), por volta das 4h, no Bairro Maraponga, em Fortaleza.

Em publicação no Facebook, Paulo Victor Sousa, de 22 anos, relatou a agressão no Rei do Sanduíche, na Avenida Godofredo Maciel. “A senhora que estava no caixa disse que não tinha troco e perguntou se eu aceitava chocolate. Um absurdo”, afirma. A postagem teve grande repercussão na rede social, com mais de 13 mil compartilhamentos e 1,4 mil comentários.

O jovem gastou R$ 12,50 no local, mas só tinha uma cédula de R$ 50 para efetuar o pagamento. “Eu neguei receber chocolate. Mesmo que fosse R$ 1 de troco, eu não era obrigado a aceitar em outro produto. Ela disse que eu deveria esperar um cliente pagar com dinheiro trocado, para dar o meu troco”, contou ao Tribuna do Ceará.

Foi, então, que o gerente do estabelecimento interveio na situação. Segundo Paulo Victor, ele foi grosseiro e disse que não podia fazer nada para resolver o problema. “Veio com extrema ignorância dizendo que eu ia ter que esperar, porque ele não tinha troco. Tentei até negociar, explicando que poderiam pegar meus dados e eu iria no dia seguinte pagar”, explica. “Se ele tivesse falado comigo normalmente, não teria problema, poderia voltar depois para pegar o meu troco também”.

O jovem tentou sair do estabelecimento, para evitar maior confusão, e foi nesse momento que o gerente teria iniciado a agressão física. “Ele correu e me prendeu, disse que eu não podia ir embora, porque tinha que pagar. E eu dizendo ‘eu quero pagar, aqui está o dinheiro, vocês que não têm troco’. Ele começou a me agredir, tentando pegar o meu dedo que, felizmente não está quebrado, está fissurado. Arrancou meu relógio e entregou para a mulher do caixa”.

Próximo ao local, segundo Paulo Victor, estava estacionada uma viatura da polícia, mas os militares não tomaram nenhuma atitude. “O ideal seria que eles fossem ao estabelecimento, mas não foi feito isso”, conta. Na tarde de domingo, o estudante registrou Boletim de Ocorrência na delegacia, após prestar depoimento. Ele solicitará gravações das câmeras de circuito interno da lanchonete, por meio de assessoria jurídica. “Cada vez mais envergonhado com o país em que vivo. Aos que frequentam o local, tomem cuidado e andem sempre com dinheiro trocado”, dá a dica.

O Tribuna do Ceará tentou contato com a lanchonete Rei do Sanduíche; mas, até a publicação da matéria, as ligações não foram atendidas.

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Estudante denuncia agressão após reclamar da falta de troco em lanchonete

Após tentativa de dar troco de R$ 37,50 em chocolate, gerente teria arrancado relógio e ferido dedo do jovem

Por Roberta Tavares em Cotidiano

3 de agosto de 2015 às 10:00

Há 4 anos
Proprietário da lanchonete teria arrancado o relógio do braço do jovem e tentado quebrar um dos dedos (FOTO: Reprodução/Facebook)

Gerente da lanchonete teria arrancado o relógio do braço do jovem e tentado quebrar um dos dedos (FOTO: Reprodução/Facebook)

Um estudante universitário denunciou ter sido vítima de agressão por um gerente de uma lanchonete após reclamar da falta de troco no estabelecimento. O caso aconteceu na madrugada de domingo (2), por volta das 4h, no Bairro Maraponga, em Fortaleza.

Em publicação no Facebook, Paulo Victor Sousa, de 22 anos, relatou a agressão no Rei do Sanduíche, na Avenida Godofredo Maciel. “A senhora que estava no caixa disse que não tinha troco e perguntou se eu aceitava chocolate. Um absurdo”, afirma. A postagem teve grande repercussão na rede social, com mais de 13 mil compartilhamentos e 1,4 mil comentários.

O jovem gastou R$ 12,50 no local, mas só tinha uma cédula de R$ 50 para efetuar o pagamento. “Eu neguei receber chocolate. Mesmo que fosse R$ 1 de troco, eu não era obrigado a aceitar em outro produto. Ela disse que eu deveria esperar um cliente pagar com dinheiro trocado, para dar o meu troco”, contou ao Tribuna do Ceará.

Foi, então, que o gerente do estabelecimento interveio na situação. Segundo Paulo Victor, ele foi grosseiro e disse que não podia fazer nada para resolver o problema. “Veio com extrema ignorância dizendo que eu ia ter que esperar, porque ele não tinha troco. Tentei até negociar, explicando que poderiam pegar meus dados e eu iria no dia seguinte pagar”, explica. “Se ele tivesse falado comigo normalmente, não teria problema, poderia voltar depois para pegar o meu troco também”.

O jovem tentou sair do estabelecimento, para evitar maior confusão, e foi nesse momento que o gerente teria iniciado a agressão física. “Ele correu e me prendeu, disse que eu não podia ir embora, porque tinha que pagar. E eu dizendo ‘eu quero pagar, aqui está o dinheiro, vocês que não têm troco’. Ele começou a me agredir, tentando pegar o meu dedo que, felizmente não está quebrado, está fissurado. Arrancou meu relógio e entregou para a mulher do caixa”.

Próximo ao local, segundo Paulo Victor, estava estacionada uma viatura da polícia, mas os militares não tomaram nenhuma atitude. “O ideal seria que eles fossem ao estabelecimento, mas não foi feito isso”, conta. Na tarde de domingo, o estudante registrou Boletim de Ocorrência na delegacia, após prestar depoimento. Ele solicitará gravações das câmeras de circuito interno da lanchonete, por meio de assessoria jurídica. “Cada vez mais envergonhado com o país em que vivo. Aos que frequentam o local, tomem cuidado e andem sempre com dinheiro trocado”, dá a dica.

O Tribuna do Ceará tentou contato com a lanchonete Rei do Sanduíche; mas, até a publicação da matéria, as ligações não foram atendidas.