Estado transfere R$ 10 milhões previstos para metrô e investe no porto do Pecém


Estado transfere R$ 10 milhões previstos para metrô e investe no porto do Pecém

As obras da Linha Leste do Metrô iniciaram há um ano e meio e tiveram seu ritmo reduzido, segundo a Secretaria da Infraestrutura

Por Roberta Tavares em Cotidiano

16 de junho de 2015 às 07:00

Há 4 anos
Quando concluída, seus 20 trens elétricos levarão aproximadamente 400 mil pessoas, em processo de integração (FOTO: Divulgação)

Quando a Linha Leste for concluída, seus 20 trens elétricos levarão aproximadamente 400 mil pessoas, em processo de integração (FOTO: Divulgação)

O governo estadual anulou crédito ordinário no valor de quase R$ 10 milhões para a construção da Linha Leste do Metrô de Fortaleza. A informação foi divulgada no Diário Oficial do Estado, na última quarta-feira (10), e chama a atenção pelo fato de a construção da linha ter sido iniciada há um ano e meio, em 29 de janeiro de 2014, e seguir em ritmo lento na cidade.

Segundo o documento, o Estado autoriza a realocação do crédito do metrô para que seja adquirido um equipamento ao Porto do Pecém, localizado no município cearense de São Gonçalo do Amarante. “Considerando a necessidade de realocar dotações orçamentárias da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), entre projetos e atividades, para aquisição de descarregador de minério de ferro para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém”, diz a publicação.

Apesar de a publicação mostrar que o montante anulado do orçamento da obra da Linha Leste é justamente o valor adicionado como crédito ao orçamento da obra do Pecém, no total de R$ 9.949.089,95, a Seinfra informou – por meio de nota – que a transferência não tem relação. “Trata-se de uma ação de ampliação orçamentária. Não existindo essa situação de ‘tirar’ orçamento do empreendimento Linha Leste para a aplicação no descarregador (Porto do Pecém). Os dois fazem parte de MAPPS [Monitoramento de Ações e Projetos Prioritários] diferentes, inviabilizando transações”.

Obras em ritmo reduzido

De acordo com a Seinfra, as obras tiveram seu ritmo reduzido devido “à reformulação societária que está sendo articulada pelo consórcio Cetenco-Acciona, que executa das obras”. Uma vez que as obras sejam retomadas, devem ser concluídas em cinco anos. O investimento total é de R$ 2,3 bilhões e terá 13 quilômetros de extensão, sendo 12 km subterrâneos e 1 km em superfície.

A linha fará a ligação entre o Centro, partindo da estação Chico da Silva, até o Fórum Clóvis Beviláqua, no Bairro Edson Queiroz. Quando concluída, seus 20 trens elétricos levarão aproximadamente 400 mil pessoas, em um processo de integração com as linhas Sul, Oeste, ramal Parangaba-Mucuripe e terminais de ônibus.

As estações possuem nomes iniciais de Chico da Silva, Sé, Luiza Távora, Colégio Militar, Nunes Valente, Leonardo Mota, Papicu, HGF, Cidade 2000, Bárbara de Alencar, CEC, Edson Queiroz. A distancia entre cada estação será de aproximadamente 900 metros. O contrato foi assinado em outubro de 2013, e a ordem de serviço dada em novembro do mesmo ano, quando a presidente Dilma Rousseff esteve no Ceará. O empreendimento recebe recursos do Programa “Mobilidade Grandes Cidades”, do Governo Federal, do Orçamento Geral da União e financiamento da Caixa Econômica Federal. A contra-partida do Governo do Estado do Ceará é de pouco mais de R$ 1 bilhão.

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As obras da Linha Leste do Metrô iniciaram há um ano e meio e tiveram seu ritmo reduzido, segundo a Secretaria da Infraestrutura

Por Roberta Tavares em Cotidiano

16 de junho de 2015 às 07:00

Há 4 anos
Quando concluída, seus 20 trens elétricos levarão aproximadamente 400 mil pessoas, em processo de integração (FOTO: Divulgação)

Quando a Linha Leste for concluída, seus 20 trens elétricos levarão aproximadamente 400 mil pessoas, em processo de integração (FOTO: Divulgação)

O governo estadual anulou crédito ordinário no valor de quase R$ 10 milhões para a construção da Linha Leste do Metrô de Fortaleza. A informação foi divulgada no Diário Oficial do Estado, na última quarta-feira (10), e chama a atenção pelo fato de a construção da linha ter sido iniciada há um ano e meio, em 29 de janeiro de 2014, e seguir em ritmo lento na cidade.

Segundo o documento, o Estado autoriza a realocação do crédito do metrô para que seja adquirido um equipamento ao Porto do Pecém, localizado no município cearense de São Gonçalo do Amarante. “Considerando a necessidade de realocar dotações orçamentárias da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), entre projetos e atividades, para aquisição de descarregador de minério de ferro para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém”, diz a publicação.

Apesar de a publicação mostrar que o montante anulado do orçamento da obra da Linha Leste é justamente o valor adicionado como crédito ao orçamento da obra do Pecém, no total de R$ 9.949.089,95, a Seinfra informou – por meio de nota – que a transferência não tem relação. “Trata-se de uma ação de ampliação orçamentária. Não existindo essa situação de ‘tirar’ orçamento do empreendimento Linha Leste para a aplicação no descarregador (Porto do Pecém). Os dois fazem parte de MAPPS [Monitoramento de Ações e Projetos Prioritários] diferentes, inviabilizando transações”.

Obras em ritmo reduzido

De acordo com a Seinfra, as obras tiveram seu ritmo reduzido devido “à reformulação societária que está sendo articulada pelo consórcio Cetenco-Acciona, que executa das obras”. Uma vez que as obras sejam retomadas, devem ser concluídas em cinco anos. O investimento total é de R$ 2,3 bilhões e terá 13 quilômetros de extensão, sendo 12 km subterrâneos e 1 km em superfície.

A linha fará a ligação entre o Centro, partindo da estação Chico da Silva, até o Fórum Clóvis Beviláqua, no Bairro Edson Queiroz. Quando concluída, seus 20 trens elétricos levarão aproximadamente 400 mil pessoas, em um processo de integração com as linhas Sul, Oeste, ramal Parangaba-Mucuripe e terminais de ônibus.

As estações possuem nomes iniciais de Chico da Silva, Sé, Luiza Távora, Colégio Militar, Nunes Valente, Leonardo Mota, Papicu, HGF, Cidade 2000, Bárbara de Alencar, CEC, Edson Queiroz. A distancia entre cada estação será de aproximadamente 900 metros. O contrato foi assinado em outubro de 2013, e a ordem de serviço dada em novembro do mesmo ano, quando a presidente Dilma Rousseff esteve no Ceará. O empreendimento recebe recursos do Programa “Mobilidade Grandes Cidades”, do Governo Federal, do Orçamento Geral da União e financiamento da Caixa Econômica Federal. A contra-partida do Governo do Estado do Ceará é de pouco mais de R$ 1 bilhão.