Ceará contabiliza quase 1.000 casos de eleitores com mais de um registro eleitoral

JUSTIÇA ELEITORAL

Ceará contabiliza quase 1.000 casos de eleitores com mais de um registro eleitoral

Foram 897 biometrias duplicadas e 101 plurais, segundo o relatório do (TSE). A justiça eleitoral vai investigar se houve fraude ou erro operacional

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

19 de outubro de 2017 às 07:00

Há 2 anos

O Ceará, por sua vez, registrou mais de 900 ocorrências pelo Sistema Automático de Identificação de Impressões Digitais (FOTO: Divulgação)

O Sistema Automático de Identificação de Impressões Digitais (AFIS – sigla em, inglês), utilizado pela Justiça Eleitoral desde 2014, registrou mais de 25 mil ocorrências relacionadas a casos de duplicidade, quando um eleitor tem dois registros eleitorais, e de pluralidade, quando tem tês ou mais títulos.

O Ceará, por sua vez, identificou cerca de  897 biometrias duplicadas e 101 plurais.  Os dados foram divulgados pela Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) do Tribunal Superior Eleitoral na última segunda-feira, 9. As ocorrências foram identificadas a partir das comparações das biometrias dos 65 milhões de eleitores.

De acordo com o relatório do TSE, o estado que registrou o maior número de registros foi o estado de Alagoas com 2.957 duplicidades e 75 pluralidades. Em segundo e terceiro lugar, estão os estados de São Paulo com 2.793 coincidências biométricas, sendo 2.615 duplicidades e 185 pluralidades, e Goiás com 2.144 registros (1.631 duplicidade e 523 pluralidades) respectivamente. As ocorrências serão avaliadas pelo juiz eleitoral , podendo ser cancelado o registro ou abrir um processo criminal caso seja identificado uma fraude.

O Sistema AFIS define as ocorrências em quatro tipos. A primeira é denominada como “Falsa Identidade”, quando o eleitor registra a sua biometria com documentos falsos, passando a incluir no Cadastro Nacional de Eleitores como outra pessoas. Caso a ocorrência seja classificada nessa categoria pelo magistrado, um processo criminal será aberto.

A segunda classificação trata-se do “duplo cadastramento”. De acordo com o TSE, esses casos acontecem quando o eleitor solicita a transferência do seu título para outro endereço. Ao invés de realizar a transferência do cadastro, foi realizado uma nova inscrição.

Além desses dois, há também o “Falso positivo” quando o sistema identifica duas pessoas com coincidência nas impressões digitais em um ou dois dedos cadastrados na AFIS. O registro da ocorrência acontece por conta da tolerância mínima do sistema, cabendo ao juiz avaliar o caso.

A última classificação é o “erro de castramento”. A ocorrência trata-se de um erro operacional durante o processo, quando os dados biométricos de um eleitor são identificados como se fossem de outra pessoa.

*Com informações da Agência Brasil

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JUSTIÇA ELEITORAL

Ceará contabiliza quase 1.000 casos de eleitores com mais de um registro eleitoral

Foram 897 biometrias duplicadas e 101 plurais, segundo o relatório do (TSE). A justiça eleitoral vai investigar se houve fraude ou erro operacional

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

19 de outubro de 2017 às 07:00

Há 2 anos

O Ceará, por sua vez, registrou mais de 900 ocorrências pelo Sistema Automático de Identificação de Impressões Digitais (FOTO: Divulgação)

O Sistema Automático de Identificação de Impressões Digitais (AFIS – sigla em, inglês), utilizado pela Justiça Eleitoral desde 2014, registrou mais de 25 mil ocorrências relacionadas a casos de duplicidade, quando um eleitor tem dois registros eleitorais, e de pluralidade, quando tem tês ou mais títulos.

O Ceará, por sua vez, identificou cerca de  897 biometrias duplicadas e 101 plurais.  Os dados foram divulgados pela Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) do Tribunal Superior Eleitoral na última segunda-feira, 9. As ocorrências foram identificadas a partir das comparações das biometrias dos 65 milhões de eleitores.

De acordo com o relatório do TSE, o estado que registrou o maior número de registros foi o estado de Alagoas com 2.957 duplicidades e 75 pluralidades. Em segundo e terceiro lugar, estão os estados de São Paulo com 2.793 coincidências biométricas, sendo 2.615 duplicidades e 185 pluralidades, e Goiás com 2.144 registros (1.631 duplicidade e 523 pluralidades) respectivamente. As ocorrências serão avaliadas pelo juiz eleitoral , podendo ser cancelado o registro ou abrir um processo criminal caso seja identificado uma fraude.

O Sistema AFIS define as ocorrências em quatro tipos. A primeira é denominada como “Falsa Identidade”, quando o eleitor registra a sua biometria com documentos falsos, passando a incluir no Cadastro Nacional de Eleitores como outra pessoas. Caso a ocorrência seja classificada nessa categoria pelo magistrado, um processo criminal será aberto.

A segunda classificação trata-se do “duplo cadastramento”. De acordo com o TSE, esses casos acontecem quando o eleitor solicita a transferência do seu título para outro endereço. Ao invés de realizar a transferência do cadastro, foi realizado uma nova inscrição.

Além desses dois, há também o “Falso positivo” quando o sistema identifica duas pessoas com coincidência nas impressões digitais em um ou dois dedos cadastrados na AFIS. O registro da ocorrência acontece por conta da tolerância mínima do sistema, cabendo ao juiz avaliar o caso.

A última classificação é o “erro de castramento”. A ocorrência trata-se de um erro operacional durante o processo, quando os dados biométricos de um eleitor são identificados como se fossem de outra pessoa.

*Com informações da Agência Brasil