94% dos leitores do Tribuna do Ceará são a favor de ambulantes na área das barracas de praia

ENQUETE

94% dos leitores do Tribuna do Ceará são a favor de ambulantes na área das barracas de praia

Após o caso do vendedor de picolé agredido na Barraca Crocobeach, foi feita uma enquete na página do Facebook do Tribuna do Ceará

Por Ana Clara Jovino em Cotidiano

25 de abril de 2017 às 17:56

Há 2 anos

Enquete realizada na página no Facebook do Tribuna do Ceará (FOTO: Reprodução)

Nos últimos dias, o caso do vendedor de picolés expulso e agredido por seguranças da barraca Crocobeach teve repercussão nas redes sociais. Por conta disso, foi levantada a discussão se vendedores ambulantes devem ou não ter o direito de vender suas mercadorias na área onde estão localizadas as barracas da Praia do Futuro, em Fortaleza.

O Tribuna do Ceará realizou uma enquete no Facebook, nesta terça-feira (25), com a pergunta: “Os ambulantes devem ter o direito de vender suas mercadorias na área das barracas da Praia do Futuro?”

A enquete contou com a participação de 877 leitores. Do total de votos, 94% acreditam que os vendedores ambulantes têm o direito de vender suas mercadorias nas barracas, enquanto 6% discordam.

Aparentemente, não foi a primeira vez que aconteceu um caso violento entre ambulantes e seguranças no estabelecimento comercial. O empresário Argemiro Guidolin Filho, proprietário da barraca, já era alvo de uma Ação Civil Pública, que tramita no MPF/CE, em que a Crocobeach é citada por impedir que vendedores ambulantes transitem na barraca, com ações violentas por parte dos seguranças.

Porém, Fátima Queiroz, a representante da Associação de Barracas da Praia do Futuro, assegura que esse é um caso isolado e que não se deve generalizar, pois os donos e funcionários das barracas de praia têm um bom relacionamento com os vendedores ambulantes. Ainda afirma que tem certeza de que o ato do segurança de agredir o vendedor de picolé, como mostra a filmagem, não é uma orientação da empresa.

“Cerca de 2 mil ambulantes passam pela Praia do Futuro por semana. Esses ambulantes têm um bom relacionamento com as barracas, diria até que é uma relação de parceria, pois as barracas dão suporte aos vendedores, permitem que eles circulem livremente, utilizem os banheiros e os chuveiros. Esse caso de violência e brutalidade não representa como é esse relacionamento”, enfatiza Fátima.

Manifestação

O perfil da Crocobeach no Facebook recebeu uma enxurrada de comentários criticando a ação violenta dos seguranças. Além disso, os frequentadores da Praia do Futuro organizam um protesto para repudiar a ação violenta do segurança da barraca.

Marcada para domingo (30), às 9h, o Farofada Beach, nome do evento, pretende fazer um protesto pacífico em frente à barraca onde houve o episódio. “Venha de biquíni, traga o protetor solar, mas principalmente, tire da gaveta sua indignação e sua solidariedade. Traga uma bela bacia de farofa, piabinha frita, kisuco e sinta o inconfundível gosto da justiça”, diz a descrição do evento criado nas redes sociais.

Fátima Queiroz espera que a manifestação seja pacífica e que possa ajudar no momento de tensão. “Espero que sirva para melhorar os ânimos dos envolvidos e que soe como um ato de justiça e solidariedade”, declara.

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94% dos leitores do Tribuna do Ceará são a favor de ambulantes na área das barracas de praia

Após o caso do vendedor de picolé agredido na Barraca Crocobeach, foi feita uma enquete na página do Facebook do Tribuna do Ceará

Por Ana Clara Jovino em Cotidiano

25 de abril de 2017 às 17:56

Há 2 anos

Enquete realizada na página no Facebook do Tribuna do Ceará (FOTO: Reprodução)

Nos últimos dias, o caso do vendedor de picolés expulso e agredido por seguranças da barraca Crocobeach teve repercussão nas redes sociais. Por conta disso, foi levantada a discussão se vendedores ambulantes devem ou não ter o direito de vender suas mercadorias na área onde estão localizadas as barracas da Praia do Futuro, em Fortaleza.

O Tribuna do Ceará realizou uma enquete no Facebook, nesta terça-feira (25), com a pergunta: “Os ambulantes devem ter o direito de vender suas mercadorias na área das barracas da Praia do Futuro?”

A enquete contou com a participação de 877 leitores. Do total de votos, 94% acreditam que os vendedores ambulantes têm o direito de vender suas mercadorias nas barracas, enquanto 6% discordam.

Aparentemente, não foi a primeira vez que aconteceu um caso violento entre ambulantes e seguranças no estabelecimento comercial. O empresário Argemiro Guidolin Filho, proprietário da barraca, já era alvo de uma Ação Civil Pública, que tramita no MPF/CE, em que a Crocobeach é citada por impedir que vendedores ambulantes transitem na barraca, com ações violentas por parte dos seguranças.

Porém, Fátima Queiroz, a representante da Associação de Barracas da Praia do Futuro, assegura que esse é um caso isolado e que não se deve generalizar, pois os donos e funcionários das barracas de praia têm um bom relacionamento com os vendedores ambulantes. Ainda afirma que tem certeza de que o ato do segurança de agredir o vendedor de picolé, como mostra a filmagem, não é uma orientação da empresa.

“Cerca de 2 mil ambulantes passam pela Praia do Futuro por semana. Esses ambulantes têm um bom relacionamento com as barracas, diria até que é uma relação de parceria, pois as barracas dão suporte aos vendedores, permitem que eles circulem livremente, utilizem os banheiros e os chuveiros. Esse caso de violência e brutalidade não representa como é esse relacionamento”, enfatiza Fátima.

Manifestação

O perfil da Crocobeach no Facebook recebeu uma enxurrada de comentários criticando a ação violenta dos seguranças. Além disso, os frequentadores da Praia do Futuro organizam um protesto para repudiar a ação violenta do segurança da barraca.

Marcada para domingo (30), às 9h, o Farofada Beach, nome do evento, pretende fazer um protesto pacífico em frente à barraca onde houve o episódio. “Venha de biquíni, traga o protetor solar, mas principalmente, tire da gaveta sua indignação e sua solidariedade. Traga uma bela bacia de farofa, piabinha frita, kisuco e sinta o inconfundível gosto da justiça”, diz a descrição do evento criado nas redes sociais.

Fátima Queiroz espera que a manifestação seja pacífica e que possa ajudar no momento de tensão. “Espero que sirva para melhorar os ânimos dos envolvidos e que soe como um ato de justiça e solidariedade”, declara.