Ministério Público lança Comitê para combate às drogas


Ministério Público lança Comitê para o combate às drogas

Após a constatação do aumento de 56,25% da quantidade de crack apreendida de 2011 em relação ao ano de 2010, Ministério Público do Ceará lança, nessa quinta-feira (24), o Comitê Estadual de Enfrentamento às Drogas. O projeto tem como base a experiência do estado de Pernambuco, com o “Pernambuco contra o crack”, que atua há cerca de um ano e já conta com 67,5% dos usuários que deixaram de consumir o crack.

Por Jackson Cruz em Ceará

24 de maio de 2012 às 19:59

Há 7 anos

Após a constatação do aumento de 56,25% da quantidade de crack apreendida de 2011 em relação ao ano de 2010, o Ministério Público do Ceará lança, nessa quinta-feira (24), o Comitê Estadual de Enfrentamento às Drogas.

O projeto tem como base a experiência do estado de Pernambuco, com o “Pernambuco contra o crack”, que atua há cerca de um ano e já conta com 67,5% dos usuários que deixaram de consumir o crack.

Programa de prevenção

O promotor de Justiça, Carlos Eduardo Domingos Seabra, coordena o projeto há cerca de um ano, explica que as ações do programa são voltadas especialmente para as comunidades vulneráveis do Estado e acontecem no sentido de estimular a realização de atividades culturais e educativas nesses locais.

Segundo Carlos Eduardo, a filosofia do programa é a prevenção. “Os três pilares para o combate a essa droga, são: prevenção, segurança pública e tratamento do usuário”, afirmou.

Dessa forma, os organizadores fazem alianças com os demais profissionais que estão em contato próximo com a sociedade, como professores, agentes de saúde, policiais e assistentes sociais. “Só o promotor ir até a escola, por exemplo, não seria suficiente, é necessário fazer parcerias”, diz o coordenador.

Ações

Quanto as ações realizadas pelo projeto, o promotor afirma que é um “trabalho de formiguinha”, no qual se deve montar uma estratégia, mapeando locais com maior incidência de crack e contando com a colaboração dos profissionais parceiros.

“Nós mapeamos esses territórios e ocupamos com ações de cidadania. É uma atuação estratégica pra concorrer com os entorpecentes. O crack é hoje a droga ilícita mais consumida pela população de baixa renda, porque é bastante acessível”, pontuou.

Uma das estratégias utilizadas no Estado é a abertura dos colégios aos sábados e domingos. “A escola é um ponto de luz nesses territórios. Oferecendo atividades aos finais de semana, nós fazemos um convite aos moradores da vizinhança, tentamos ser mais atraentes que os traficantes”. Ao todo 42 escolas públicas participam do “Pernambuco contra o crack”.

“Os usuário de crack são tratados de forma igual. Tanto crianças, adolescentes e adultos estão doentes. Os dois precisam ser tratados, precisam da rede de saúde e assistência”, ressaltou.

As parcerias são o ponto fundamental do projeto. “A experiência mostra que, mesmo com poucos recursos de viabilidade, nós conseguimos enfrentar um inimigo tão poderoso. Estamos em guerra e não percebemos isso. As escolas precisam estar preparadas, não é uma função isolada. É preciso ter interação”, declarou Carlos Eduardo.

O promotor ainda destaca a importâncias dos diferentes profissionais da sociedade. “Os agente de saúde, por exemplo, eles visitam as casas e ajudam a mapear as localidades que tem crack e onde o usuário mora, porque ele reconhece a família que tem problema”, explicou.

Problema

Segundo Carlos Eduardo, o crack não é produzido no nordeste. “Ele vem de outros estados, da parte do sudeste ou pelo Mato Grosso, por exemplo. É aí que o trabalho da inteligencia policial precisa agir. Para dificultar a entrada da droga, é necessário uma ronda policial forte, fechamento de bocas de fumo”, declarou.

Cidades

Com o financiamento prefeitura de local, o projeto começou no município de Arco Verde, no interior do estado de Pernambuco, por ter número alarmante de viciados em crack. O objetivo de expansão irá se concretizar em junho, quando o “Pernambuco contra o crack” será iniciado em Caruaru. Além disso, as cidades de Petrolina e Garanhuns. Carlos Eduardo revelou que a intenção é que o estado inteiro esteja inserido na ação.

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Ministério Público lança Comitê para o combate às drogas

Após a constatação do aumento de 56,25% da quantidade de crack apreendida de 2011 em relação ao ano de 2010, Ministério Público do Ceará lança, nessa quinta-feira (24), o Comitê Estadual de Enfrentamento às Drogas. O projeto tem como base a experiência do estado de Pernambuco, com o “Pernambuco contra o crack”, que atua há cerca de um ano e já conta com 67,5% dos usuários que deixaram de consumir o crack.

Por Jackson Cruz em Ceará

24 de maio de 2012 às 19:59

Há 7 anos

Após a constatação do aumento de 56,25% da quantidade de crack apreendida de 2011 em relação ao ano de 2010, o Ministério Público do Ceará lança, nessa quinta-feira (24), o Comitê Estadual de Enfrentamento às Drogas.

O projeto tem como base a experiência do estado de Pernambuco, com o “Pernambuco contra o crack”, que atua há cerca de um ano e já conta com 67,5% dos usuários que deixaram de consumir o crack.

Programa de prevenção

O promotor de Justiça, Carlos Eduardo Domingos Seabra, coordena o projeto há cerca de um ano, explica que as ações do programa são voltadas especialmente para as comunidades vulneráveis do Estado e acontecem no sentido de estimular a realização de atividades culturais e educativas nesses locais.

Segundo Carlos Eduardo, a filosofia do programa é a prevenção. “Os três pilares para o combate a essa droga, são: prevenção, segurança pública e tratamento do usuário”, afirmou.

Dessa forma, os organizadores fazem alianças com os demais profissionais que estão em contato próximo com a sociedade, como professores, agentes de saúde, policiais e assistentes sociais. “Só o promotor ir até a escola, por exemplo, não seria suficiente, é necessário fazer parcerias”, diz o coordenador.

Ações

Quanto as ações realizadas pelo projeto, o promotor afirma que é um “trabalho de formiguinha”, no qual se deve montar uma estratégia, mapeando locais com maior incidência de crack e contando com a colaboração dos profissionais parceiros.

“Nós mapeamos esses territórios e ocupamos com ações de cidadania. É uma atuação estratégica pra concorrer com os entorpecentes. O crack é hoje a droga ilícita mais consumida pela população de baixa renda, porque é bastante acessível”, pontuou.

Uma das estratégias utilizadas no Estado é a abertura dos colégios aos sábados e domingos. “A escola é um ponto de luz nesses territórios. Oferecendo atividades aos finais de semana, nós fazemos um convite aos moradores da vizinhança, tentamos ser mais atraentes que os traficantes”. Ao todo 42 escolas públicas participam do “Pernambuco contra o crack”.

“Os usuário de crack são tratados de forma igual. Tanto crianças, adolescentes e adultos estão doentes. Os dois precisam ser tratados, precisam da rede de saúde e assistência”, ressaltou.

As parcerias são o ponto fundamental do projeto. “A experiência mostra que, mesmo com poucos recursos de viabilidade, nós conseguimos enfrentar um inimigo tão poderoso. Estamos em guerra e não percebemos isso. As escolas precisam estar preparadas, não é uma função isolada. É preciso ter interação”, declarou Carlos Eduardo.

O promotor ainda destaca a importâncias dos diferentes profissionais da sociedade. “Os agente de saúde, por exemplo, eles visitam as casas e ajudam a mapear as localidades que tem crack e onde o usuário mora, porque ele reconhece a família que tem problema”, explicou.

Problema

Segundo Carlos Eduardo, o crack não é produzido no nordeste. “Ele vem de outros estados, da parte do sudeste ou pelo Mato Grosso, por exemplo. É aí que o trabalho da inteligencia policial precisa agir. Para dificultar a entrada da droga, é necessário uma ronda policial forte, fechamento de bocas de fumo”, declarou.

Cidades

Com o financiamento prefeitura de local, o projeto começou no município de Arco Verde, no interior do estado de Pernambuco, por ter número alarmante de viciados em crack. O objetivo de expansão irá se concretizar em junho, quando o “Pernambuco contra o crack” será iniciado em Caruaru. Além disso, as cidades de Petrolina e Garanhuns. Carlos Eduardo revelou que a intenção é que o estado inteiro esteja inserido na ação.