Cerca de um terço da população possui doenças causadas pelo sono


Cerca de um terço da população possui doenças causadas pelo sono

Atualmente, aos cearenses costumam realizar muitas atividades durante a semana, deixando o prazer de dormir somente nos finais de semana

Por Jackson Cruz em Ceará

9 de agosto de 2012 às 15:25

Há 7 anos

Problemas com o sono são comuns na rotina de pessoas bem atarefadas. Atualmente, os cearenses costumam realizar muitas atividades durante a semana, deixando o prazer de dormir durante a manhã inteira somente no sábado ou domingo, por exemplo. Mas até que ponto o sono pode gerar doenças?

Segundo o médico neurologista especialista em Medicina do Sono, Manoel Alves Sobreira Neto, a estimativa da população que sofre com algum problema de sono é de até 1/3. Além disso, segundo o neurologista, existem atualmente mais de 90 doenças do sono.

“As doenças do sono mais prevalentes são as Insônias, a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono, a Síndrome das Pernas Inquietas e os comportamentos anormais que ocorrem durante o sono, denominados parasonias”, explica.

Manoel Sobreira alerta que, para evitar os problemas, um adulto jovem necessita de um tempo de sono médio em torno de 7,5 a 8 horas por dia. “As pessoas tem sofrido uma privação de sono, dormindo cada vez menos durante o período noturno, devido a compromissos sociais e profissionais”, diz.

De acordo com Sobreira, durante a infância é necessária a realização de cochilos durante o dia. Já na fase adulta, o cochilo diurno pode ser suprimido. “Mas, para pessoas que são impossibilitadas de dormir o que necessitam durante a noite, recomenda-se um cochilo diurno como forma de compensar o déficit de sono”, aconselha.

Diagnóstico

As consequências de uma noite mal dormida podem ser graves. Por isso, é necessário ficar atento aos sintomas. Geralmente, segundo Sobreira, as repercussões diurnas dos indivíduos que sofrem de distúrbios do sono “são as mais diversas, tais como sonolência excessiva diurna, fadiga, desatenção, falta de motivação e dor de cabeça”. Além disso, qualquer faixa etária corre o mesmo risco.

“Desde agosto do ano passado, o Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira passaram a reconhecer a Medicina do Sono como área de atuação das especialidades de neurologia, pneumologia, otorrinolaringologia e psiquiatria. De modo que o diagnóstico e tratamento dos problemas do sono devem ser realizados por médicos com formação nesta área”, esclarece.

De acordo com o neurologista, existem diferentes métodos de diagnóstico complementares. “O mais conhecido e utilizado é o exame de polissonografia, o qual consiste na monitorização de diferentes parâmetros fisiológicos, como a atividade cerebral, o fluxo aéreo e outros, durante o sono”, destaca.

Tratamento

Manoel Sobreira ressalta que o tratamento varia de acordo com o problema. “Para a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono podem ser utilizados, a depender de cada caso, o uso de aparelhos de pressão positivo em via aérea, conhecidos como CPAP. Já para as insônias, podem ser utilizados medicamentos ou uma forma de tratamento, cada vez mais recomendada, chamada de Terapia Cognitiva-Comportamental”, conclui.

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Cerca de um terço da população possui doenças causadas pelo sono

Atualmente, aos cearenses costumam realizar muitas atividades durante a semana, deixando o prazer de dormir somente nos finais de semana

Por Jackson Cruz em Ceará

9 de agosto de 2012 às 15:25

Há 7 anos

Problemas com o sono são comuns na rotina de pessoas bem atarefadas. Atualmente, os cearenses costumam realizar muitas atividades durante a semana, deixando o prazer de dormir durante a manhã inteira somente no sábado ou domingo, por exemplo. Mas até que ponto o sono pode gerar doenças?

Segundo o médico neurologista especialista em Medicina do Sono, Manoel Alves Sobreira Neto, a estimativa da população que sofre com algum problema de sono é de até 1/3. Além disso, segundo o neurologista, existem atualmente mais de 90 doenças do sono.

“As doenças do sono mais prevalentes são as Insônias, a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono, a Síndrome das Pernas Inquietas e os comportamentos anormais que ocorrem durante o sono, denominados parasonias”, explica.

Manoel Sobreira alerta que, para evitar os problemas, um adulto jovem necessita de um tempo de sono médio em torno de 7,5 a 8 horas por dia. “As pessoas tem sofrido uma privação de sono, dormindo cada vez menos durante o período noturno, devido a compromissos sociais e profissionais”, diz.

De acordo com Sobreira, durante a infância é necessária a realização de cochilos durante o dia. Já na fase adulta, o cochilo diurno pode ser suprimido. “Mas, para pessoas que são impossibilitadas de dormir o que necessitam durante a noite, recomenda-se um cochilo diurno como forma de compensar o déficit de sono”, aconselha.

Diagnóstico

As consequências de uma noite mal dormida podem ser graves. Por isso, é necessário ficar atento aos sintomas. Geralmente, segundo Sobreira, as repercussões diurnas dos indivíduos que sofrem de distúrbios do sono “são as mais diversas, tais como sonolência excessiva diurna, fadiga, desatenção, falta de motivação e dor de cabeça”. Além disso, qualquer faixa etária corre o mesmo risco.

“Desde agosto do ano passado, o Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira passaram a reconhecer a Medicina do Sono como área de atuação das especialidades de neurologia, pneumologia, otorrinolaringologia e psiquiatria. De modo que o diagnóstico e tratamento dos problemas do sono devem ser realizados por médicos com formação nesta área”, esclarece.

De acordo com o neurologista, existem diferentes métodos de diagnóstico complementares. “O mais conhecido e utilizado é o exame de polissonografia, o qual consiste na monitorização de diferentes parâmetros fisiológicos, como a atividade cerebral, o fluxo aéreo e outros, durante o sono”, destaca.

Tratamento

Manoel Sobreira ressalta que o tratamento varia de acordo com o problema. “Para a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono podem ser utilizados, a depender de cada caso, o uso de aparelhos de pressão positivo em via aérea, conhecidos como CPAP. Já para as insônias, podem ser utilizados medicamentos ou uma forma de tratamento, cada vez mais recomendada, chamada de Terapia Cognitiva-Comportamental”, conclui.