Área do Açude Cedro enfrenta problemas como falta de vigilância e de ações de conservação

QUIXADÁ

Área do Açude Cedro enfrenta problemas como falta de vigilância e de ações de conservação

Pichações, pilares centenários destruídos e falta fiscalização para evitar ações de vândalos, além de ocupações não-autorizadas, são ignoradas por autoridades

Por Jangadeiro FM em Ceará

22 de abril de 2017 às 07:00

Há 2 anos

As paredes do açude estão em péssimo estado de conservação. (FOTO: Felipe Sampaio/Rede Jangadeiro FM)

Com as recentes chuvas no Sertão Central, o Açude Cedro, localizado em Quixadá, ganhou um pouco de recarga e, mesmo abaixo da capacidade, atrai muitos visitantes.

No feriadão da Semana Santa, por exemplo, a movimentação foi boa por lá. A reportagem da Rede Jangadeiro FM revela que os comerciantes comemoram as vendas, mas os turistas reclamam mesmo é das péssimas condições de infraestrutura do local.

Ao caminharmos pelos 415 metros da parede do açude percebemos que o local está em péssimo estado de conservação, com pichações, pilares centenários destruídos e falta fiscalização para evitar ações de vândalos.

No último dia 10, o Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública contra o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), que administra todo o complexo da barragem do Açude Cedro, para que o órgão determine medidas de reforma, manutenção e conservação do local. Na ação, o procurador Francisco Alexandre de Paiva Forte, da Procuradoria da República em Limoeiro do Norte, relata o estado de abandono do complexo.

A ação civil pública foi recebida pelo juiz federal Ricardo José Brito Bastos Aguiar de Arruda, que determinou a realização de audiência de conciliação, no dia 10 de maio, a fim de estabelecer responsabilidades pela preservação do complexo histórico da barragem do cedro. Foram intimados o município de Quixadá, o IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e os diretores dos campi do Instituto Federal, IFCE e UFC.

A Rede Jangadeiro FM teve acesso ao documento, onde foram listados pelo menos seis problemas: ocupações não-autorizadas no entorno do açude; inexistência de vigilância na área do complexo histórico e de ações de conservação e investimentos para a preservação do patrimônio histórico do local; destruição de pilares centenários; mal conservação de galpões históricos e outros equipamentos do complexo do cedro; além de pichações e construções realizadas dentro do complexo em desacordo com o conjunto paisagístico, tombado pelo IPHAN.

O DNOCS foi procurado para comentar o assunto, mas as ligações foram recusadas. A produção da rádio também entrou em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Quixadá, para comentar as ações e manutenção do complexo, mas o gestor da pasta, Pedro Baquit, não foi localizado.

Ouça a reportagem completa de Felipe Sampaio para a Rede Jangadeiro FM:

Publicidade

Dê sua opinião

QUIXADÁ

Área do Açude Cedro enfrenta problemas como falta de vigilância e de ações de conservação

Pichações, pilares centenários destruídos e falta fiscalização para evitar ações de vândalos, além de ocupações não-autorizadas, são ignoradas por autoridades

Por Jangadeiro FM em Ceará

22 de abril de 2017 às 07:00

Há 2 anos

As paredes do açude estão em péssimo estado de conservação. (FOTO: Felipe Sampaio/Rede Jangadeiro FM)

Com as recentes chuvas no Sertão Central, o Açude Cedro, localizado em Quixadá, ganhou um pouco de recarga e, mesmo abaixo da capacidade, atrai muitos visitantes.

No feriadão da Semana Santa, por exemplo, a movimentação foi boa por lá. A reportagem da Rede Jangadeiro FM revela que os comerciantes comemoram as vendas, mas os turistas reclamam mesmo é das péssimas condições de infraestrutura do local.

Ao caminharmos pelos 415 metros da parede do açude percebemos que o local está em péssimo estado de conservação, com pichações, pilares centenários destruídos e falta fiscalização para evitar ações de vândalos.

No último dia 10, o Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública contra o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), que administra todo o complexo da barragem do Açude Cedro, para que o órgão determine medidas de reforma, manutenção e conservação do local. Na ação, o procurador Francisco Alexandre de Paiva Forte, da Procuradoria da República em Limoeiro do Norte, relata o estado de abandono do complexo.

A ação civil pública foi recebida pelo juiz federal Ricardo José Brito Bastos Aguiar de Arruda, que determinou a realização de audiência de conciliação, no dia 10 de maio, a fim de estabelecer responsabilidades pela preservação do complexo histórico da barragem do cedro. Foram intimados o município de Quixadá, o IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e os diretores dos campi do Instituto Federal, IFCE e UFC.

A Rede Jangadeiro FM teve acesso ao documento, onde foram listados pelo menos seis problemas: ocupações não-autorizadas no entorno do açude; inexistência de vigilância na área do complexo histórico e de ações de conservação e investimentos para a preservação do patrimônio histórico do local; destruição de pilares centenários; mal conservação de galpões históricos e outros equipamentos do complexo do cedro; além de pichações e construções realizadas dentro do complexo em desacordo com o conjunto paisagístico, tombado pelo IPHAN.

O DNOCS foi procurado para comentar o assunto, mas as ligações foram recusadas. A produção da rádio também entrou em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Quixadá, para comentar as ações e manutenção do complexo, mas o gestor da pasta, Pedro Baquit, não foi localizado.

Ouça a reportagem completa de Felipe Sampaio para a Rede Jangadeiro FM: