Apesar das boas chuvas, situação no Castanhão ainda é preocupante, com 3,5% da capacidade

CEARÁ SOB ALERTA

Apesar das boas chuvas, situação no Castanhão ainda é preocupante, com 3,5% da capacidade

99 açudes têm menos de 30% de volume hídrico, como o Castanhão, o maior reservatório do Ceará e estratégico para o abastecimento de Fortaleza

Por Tribuna Bandnews FM em Ceará

8 de março de 2019 às 07:00

Há 3 meses

Após o primeiro mês da quadra chuvosa se consolidar com chuvas 52% acima da média histórica para o período, os açudes cearenses estão com 11,6% de reserva hídrica, de acordo com o Portal Hidrológico do Ceará. Atualmente, 14 reservatórios têm volume com 90% da capacidade e 10 estão sangrando, informa a Rádio Tribuna Band News FM.

No entanto, 99 açudes têm menos de 30% de volume hídrico, como o Castanhão, o maior reservatório do Estado e estratégico para o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza e da Bacia do Baixo Jaguaribe.

O manancial está com apenas 3,56% da capacidade, comenta o gerente do Castanhão do Dnocs, Fernando Andrade.

“Apesar de a nossa expectativa estar inteiramente frustrada, nós já tivemos um grande recuo nas águas de 25 cm. E um percentual que representava 3,48%, já se encontra com 3,57%. Isso já representa um saldo em relação ao ano passado de mais de 100 milhões de metros cúbicos. Mas que isso não nos garante água suficiente para um abastecimento tranquilo em Fortaleza, sem que haja a necessidade de desenvolvermos uma campanha de racionamento”, disse o gerente.

Neste mesmo período do ano passado, o Castanhão estava com uma recarga um pouco melhor, de 4,11%.

O reservatório está localizado na Bacia do Médio Jaguaribe, em Alto Santo, mas a recarga decorre de boas precipitações sobre riachos e rios especialmente da região do Cariri, que desaguam no Rio Salgado, localizado em Lavras da Mangabeira e um dos afluentes do Rio Jaguaribe.

A reserva hídrica mínima necessária para uma situação confortável do Castanhão, de acordo com Fernando Andrade, seria de no mínimo 12%.

A região aqui não é favorável a uma boa recarga de água. E o abastecimento do Castanhão, a gente recebe pelo rio Salgado, que tem suas cabeceiras contempladas pelas águas da região do Araripe. E o que nos parece, as águas de chuva da região do Cariri não são as melhores possíveis.

Em fevereiro do ano passado, o reservatório chegou ao pior nível da história com 2%, considerado volume morto.

Confira a entrevista para a Tribuna Band News FM.

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Apesar das boas chuvas, situação no Castanhão ainda é preocupante, com 3,5% da capacidade

99 açudes têm menos de 30% de volume hídrico, como o Castanhão, o maior reservatório do Ceará e estratégico para o abastecimento de Fortaleza

Por Tribuna Bandnews FM em Ceará

8 de março de 2019 às 07:00

Há 3 meses

Após o primeiro mês da quadra chuvosa se consolidar com chuvas 52% acima da média histórica para o período, os açudes cearenses estão com 11,6% de reserva hídrica, de acordo com o Portal Hidrológico do Ceará. Atualmente, 14 reservatórios têm volume com 90% da capacidade e 10 estão sangrando, informa a Rádio Tribuna Band News FM.

No entanto, 99 açudes têm menos de 30% de volume hídrico, como o Castanhão, o maior reservatório do Estado e estratégico para o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza e da Bacia do Baixo Jaguaribe.

O manancial está com apenas 3,56% da capacidade, comenta o gerente do Castanhão do Dnocs, Fernando Andrade.

“Apesar de a nossa expectativa estar inteiramente frustrada, nós já tivemos um grande recuo nas águas de 25 cm. E um percentual que representava 3,48%, já se encontra com 3,57%. Isso já representa um saldo em relação ao ano passado de mais de 100 milhões de metros cúbicos. Mas que isso não nos garante água suficiente para um abastecimento tranquilo em Fortaleza, sem que haja a necessidade de desenvolvermos uma campanha de racionamento”, disse o gerente.

Neste mesmo período do ano passado, o Castanhão estava com uma recarga um pouco melhor, de 4,11%.

O reservatório está localizado na Bacia do Médio Jaguaribe, em Alto Santo, mas a recarga decorre de boas precipitações sobre riachos e rios especialmente da região do Cariri, que desaguam no Rio Salgado, localizado em Lavras da Mangabeira e um dos afluentes do Rio Jaguaribe.

A reserva hídrica mínima necessária para uma situação confortável do Castanhão, de acordo com Fernando Andrade, seria de no mínimo 12%.

A região aqui não é favorável a uma boa recarga de água. E o abastecimento do Castanhão, a gente recebe pelo rio Salgado, que tem suas cabeceiras contempladas pelas águas da região do Araripe. E o que nos parece, as águas de chuva da região do Cariri não são as melhores possíveis.

Em fevereiro do ano passado, o reservatório chegou ao pior nível da história com 2%, considerado volume morto.

Confira a entrevista para a Tribuna Band News FM.