106 profissionais do Mais Médicos começam a se apresentar no Ceará


106 profissionais do Mais Médicos começam a se apresentar no Ceará

Para receber a bolsa mensal de R$ 10 mil, custeada pelo Ministério da Saúde, os gestores locais devem confirmar o início do trabalho dos profissionais até o dia 12 de setembro

Por Thalyta Martins em Ceará

2 de setembro de 2013 às 19:49

Há 6 anos

Na primeira seleção do Programa Mais Médicos, 106 profissionais inscritos com diploma do Brasil começaram a se apresentar nesta segunda-feira (2) no Ceará. No total, 46 municípios cearenses serão beneficiados com o programa.

Para receber a bolsa mensal de R$ 10 mil, custeada pelo Ministério da Saúde, os gestores locais devem confirmar o início do trabalho dos profissionais até o dia 12 de setembro. Quem não estiver trabalhando até lá, será excluído do programa.

Para confirmar o início do trabalho no programa, os médicos têm de apresentar seus documentos pessoais, além do diploma, registro profissional e termo de adesão devidamente assinado. Os médicos que tiveram algum impedimento e não se apresentaram nesta segunda-feira terão que enviar justificativa ao gestor e negociar com eles a compensação dos dias não trabalhados.

O secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro, recebeu os selecionados em Fortaleza. “O médico brasileiro é prioridade para o governo, por isso até 2018 serão criadas 11 mil vagas nos cursos de Medicina e 12 mil vagas de residência médica. Para cada médico formado haverá uma vaga de residência”, informou o secretário.

Um dos médicos brasileiros selecionados pelo programa para trabalhar na periferia do Ceará, o ortopedista e traumatologista Isaías Gomes, afirmou se sentir mais estimulado na profissão a partir do programa. “Quando nos formamos fica a pergunta: para onde vamos e quem vai nos valorizar? Com o Mais Médicos, hoje, eu vejo essa valorização. Valorização financeira, profissional, de ideal e de condição humana. Isso estimula gente a cuidar de gente”, ressaltou.

Balanço

Como definido desde o lançamento do programa, os brasileiros tiveram prioridade no preenchimento dos postos apontados. As vagas remanescentes foram oferecidas primeiramente aos brasileiros graduados no exterior e em seguida aos estrangeiros, que atuarão com autorização profissional provisória, restrita à atenção básica e nas regiões onde serão alocados pelo programa.

A maioria (51,5%) dos 1.096 médicos com diplomas do Brasil vão para periferias de capitais e regiões metropolitanas e os 48,5% restantes para cidades do interior e regiões de alta vulnerabilidade social. A região Nordeste receberá o maior número de médicos, 433 profissionais, seguida do Sudeste (251), Norte (169), Sul (128) e Centro-Oeste (115).

Outros 682 profissionais formados no exterior selecionados na primeira etapa do programa participam do módulo de avaliação do programa em oito capitais do país. Durante três semanas, terão aulas sobre saúde pública brasileira e Língua Portuguesa. A aprovação nesta etapa é condição para que recebam o registro profissional provisório e comecem a atuar nos municípios no dia 16 de setembro.

Do total de médicos em avaliação, 282 são profissionais selecionados pelo edital programa. Desses, 116 são brasileiros que se formaram em outros países. A maior parte dos estrangeiros é da Espanha (31), seguido dos argentinos (29), portugueses (17) e uruguaios (16).

Também estão no grupo em avaliação os 400 médicos cubanos que vieram ao país por meio de acordo entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) para atender a população nas unidades básicas de saúde que fazem parte do universo de 701 cidades que não foram selecionadas por nenhum médico brasileiro nem estrangeiro durante as fases de seleção do programa. A distribuição desses profissionais nas cidades ainda não foi definida.

Com informações do Ministério da Saúde

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106 profissionais do Mais Médicos começam a se apresentar no Ceará

Para receber a bolsa mensal de R$ 10 mil, custeada pelo Ministério da Saúde, os gestores locais devem confirmar o início do trabalho dos profissionais até o dia 12 de setembro

Por Thalyta Martins em Ceará

2 de setembro de 2013 às 19:49

Há 6 anos

Na primeira seleção do Programa Mais Médicos, 106 profissionais inscritos com diploma do Brasil começaram a se apresentar nesta segunda-feira (2) no Ceará. No total, 46 municípios cearenses serão beneficiados com o programa.

Para receber a bolsa mensal de R$ 10 mil, custeada pelo Ministério da Saúde, os gestores locais devem confirmar o início do trabalho dos profissionais até o dia 12 de setembro. Quem não estiver trabalhando até lá, será excluído do programa.

Para confirmar o início do trabalho no programa, os médicos têm de apresentar seus documentos pessoais, além do diploma, registro profissional e termo de adesão devidamente assinado. Os médicos que tiveram algum impedimento e não se apresentaram nesta segunda-feira terão que enviar justificativa ao gestor e negociar com eles a compensação dos dias não trabalhados.

O secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro, recebeu os selecionados em Fortaleza. “O médico brasileiro é prioridade para o governo, por isso até 2018 serão criadas 11 mil vagas nos cursos de Medicina e 12 mil vagas de residência médica. Para cada médico formado haverá uma vaga de residência”, informou o secretário.

Um dos médicos brasileiros selecionados pelo programa para trabalhar na periferia do Ceará, o ortopedista e traumatologista Isaías Gomes, afirmou se sentir mais estimulado na profissão a partir do programa. “Quando nos formamos fica a pergunta: para onde vamos e quem vai nos valorizar? Com o Mais Médicos, hoje, eu vejo essa valorização. Valorização financeira, profissional, de ideal e de condição humana. Isso estimula gente a cuidar de gente”, ressaltou.

Balanço

Como definido desde o lançamento do programa, os brasileiros tiveram prioridade no preenchimento dos postos apontados. As vagas remanescentes foram oferecidas primeiramente aos brasileiros graduados no exterior e em seguida aos estrangeiros, que atuarão com autorização profissional provisória, restrita à atenção básica e nas regiões onde serão alocados pelo programa.

A maioria (51,5%) dos 1.096 médicos com diplomas do Brasil vão para periferias de capitais e regiões metropolitanas e os 48,5% restantes para cidades do interior e regiões de alta vulnerabilidade social. A região Nordeste receberá o maior número de médicos, 433 profissionais, seguida do Sudeste (251), Norte (169), Sul (128) e Centro-Oeste (115).

Outros 682 profissionais formados no exterior selecionados na primeira etapa do programa participam do módulo de avaliação do programa em oito capitais do país. Durante três semanas, terão aulas sobre saúde pública brasileira e Língua Portuguesa. A aprovação nesta etapa é condição para que recebam o registro profissional provisório e comecem a atuar nos municípios no dia 16 de setembro.

Do total de médicos em avaliação, 282 são profissionais selecionados pelo edital programa. Desses, 116 são brasileiros que se formaram em outros países. A maior parte dos estrangeiros é da Espanha (31), seguido dos argentinos (29), portugueses (17) e uruguaios (16).

Também estão no grupo em avaliação os 400 médicos cubanos que vieram ao país por meio de acordo entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) para atender a população nas unidades básicas de saúde que fazem parte do universo de 701 cidades que não foram selecionadas por nenhum médico brasileiro nem estrangeiro durante as fases de seleção do programa. A distribuição desses profissionais nas cidades ainda não foi definida.

Com informações do Ministério da Saúde