Cearense será árbitra do triathlon nos Jogos Olímpicos Rio 2016


Cearense será árbitra do triathlon nos Jogos Olímpicos Rio 2016

Tércia Figueiredo, atleta internacional até o início dos anos 2000, está na lista dos 10 oficiais brasileiros para a competição mais importante do planeta

Por Lucas Catrib em Perfil

28 de fevereiro de 2016 às 06:00

Há 3 anos
Tércia Figueiredo já foi técnica de triathlon (Foto: Divulgação)

Tércia Figueiredo já foi técnica de triathlon (Foto: Divulgação)

Quem nunca sonhou em estar nas Olimpíadas? Sem dúvida é uma realização, seja em qualquer função do desporto. Conquistar uma vaga é o desejo de todo desportista. E Tércia Figueiredo teve o nome escolhido para vivenciar o espírito olímpico em agosto, no Rio de Janeiro. A cearense ficou na lista dos 10 árbitros brasileiros de triathlon no Jogos do Rio 2016.

A oficial do exército também foi selecionada para participar da organização pela primeira vez da modalidade nas Paralimpíadas. Não foi um processo simples. A ex-atleta de 39 anos realizou provas teóricas, práticas e ainda trabalhou no evento-teste, em agosto do ano passado. Tércia conquistou o curso nível 2 internacional e precisará seguir com estudos em inglês e espanhol até o dia da competição.

“Eu estou no triathlon há mais ou menos 26 anos, desde 1989. Comecei como atleta e depois fui ser dirigente. Sou palestrante em cursos de arbitragem. Me convocaram para os dois (Jogos Olímpicos e Paralímpicos). Fiquei feliz para caramba por isso, já que vários só foram para um dos dois”, revelou a cearense que atualmente mora em Belo Horizonte.

A primeira experiência profissional internacional com ênfase longe das disputas como competidora foi em 2010. Já como treinadora, cumpriu uma experiência bem positiva, na Ásia. Em Singapura, na I Olimpíadas da Juventude, fez parte da comissão-técnica da seleção brasileira. Casada e mãe da Maria Fernanda, de um 1 ano e 11 meses, Tércia lutou para ser uma triatleta de elite, mas teve empecilhos.

Tércia Figueiredo participou como técnica na I Olimpíadas da Juventude, em Singapura (Foto: Divulgação)

Tércia Figueiredo participou como técnica na I Olimpíadas da Juventude, em Singapura (Foto: Divulgação)

“Eu tinha o desejo muito grande de participar das Olimpíadas como atleta. Não consegui. Eu tive um acidente também, o que me limita um pouco. Foi um acidente de serviço. Eu era instrutora de orientação, e estava em Divinópolis (cidade de Minas Gerais). Quebrei o joelho, tive uma síndrome dolorosa que afetou o nervo”, evidencia.

Após passar por períodos de depressão, a fortalezense foi convidada para trabalhar como árbitra-geral na primeira edição do Ironman em Fortaleza, no ano de 2014. Foi aí que começou realmente a aceitar a deficiência física, mas sem ter medo de possuir destaque.

“Queria ir para uma Olimpíada com a visão de árbitra, deu aquela vontade. Eu não tinha dinheiro para ir ao exterior. Acabou que deu certo o curso no evento-teste. E mesmo com minha limitação, eles (União Internacional de Triathlon – UTI) não tem essa visão que eu não possa trabalhar como árbitra, é tanto que me escolheram”, afirmou Tércia, que utiliza uma muleta como auxílio para se locomover.

O trabalho

A oficial de arbitragem participará das provas masculina e feminina, mas não sabe ainda em qual função estará. Isso só é decidido poucos dias antes da largada. São várias as possibilidades, por exemplo: diretora de prova, árbitro-geral e árbitros de cada modalidade.

“Nas Olimpíadas, o árbitro tem uma formação maior. Todos os árbitros são no mínimo nível 2. No evento-teste eu trabalhei na pré-transição e na chegada. Quando a gente é árbitra internacional, precisar estar preparado para fazer tudo. Um árbitro, de uma modalidade, a parte do ciclismo, por exemplo tem que organizar se existe alimentação, se está tudo ok, em segurança”, comentou Tércia.

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Cearense será árbitra do triathlon nos Jogos Olímpicos Rio 2016

Tércia Figueiredo, atleta internacional até o início dos anos 2000, está na lista dos 10 oficiais brasileiros para a competição mais importante do planeta

Por Lucas Catrib em Perfil

28 de fevereiro de 2016 às 06:00

Há 3 anos
Tércia Figueiredo já foi técnica de triathlon (Foto: Divulgação)

Tércia Figueiredo já foi técnica de triathlon (Foto: Divulgação)

Quem nunca sonhou em estar nas Olimpíadas? Sem dúvida é uma realização, seja em qualquer função do desporto. Conquistar uma vaga é o desejo de todo desportista. E Tércia Figueiredo teve o nome escolhido para vivenciar o espírito olímpico em agosto, no Rio de Janeiro. A cearense ficou na lista dos 10 árbitros brasileiros de triathlon no Jogos do Rio 2016.

A oficial do exército também foi selecionada para participar da organização pela primeira vez da modalidade nas Paralimpíadas. Não foi um processo simples. A ex-atleta de 39 anos realizou provas teóricas, práticas e ainda trabalhou no evento-teste, em agosto do ano passado. Tércia conquistou o curso nível 2 internacional e precisará seguir com estudos em inglês e espanhol até o dia da competição.

“Eu estou no triathlon há mais ou menos 26 anos, desde 1989. Comecei como atleta e depois fui ser dirigente. Sou palestrante em cursos de arbitragem. Me convocaram para os dois (Jogos Olímpicos e Paralímpicos). Fiquei feliz para caramba por isso, já que vários só foram para um dos dois”, revelou a cearense que atualmente mora em Belo Horizonte.

A primeira experiência profissional internacional com ênfase longe das disputas como competidora foi em 2010. Já como treinadora, cumpriu uma experiência bem positiva, na Ásia. Em Singapura, na I Olimpíadas da Juventude, fez parte da comissão-técnica da seleção brasileira. Casada e mãe da Maria Fernanda, de um 1 ano e 11 meses, Tércia lutou para ser uma triatleta de elite, mas teve empecilhos.

Tércia Figueiredo participou como técnica na I Olimpíadas da Juventude, em Singapura (Foto: Divulgação)

Tércia Figueiredo participou como técnica na I Olimpíadas da Juventude, em Singapura (Foto: Divulgação)

“Eu tinha o desejo muito grande de participar das Olimpíadas como atleta. Não consegui. Eu tive um acidente também, o que me limita um pouco. Foi um acidente de serviço. Eu era instrutora de orientação, e estava em Divinópolis (cidade de Minas Gerais). Quebrei o joelho, tive uma síndrome dolorosa que afetou o nervo”, evidencia.

Após passar por períodos de depressão, a fortalezense foi convidada para trabalhar como árbitra-geral na primeira edição do Ironman em Fortaleza, no ano de 2014. Foi aí que começou realmente a aceitar a deficiência física, mas sem ter medo de possuir destaque.

“Queria ir para uma Olimpíada com a visão de árbitra, deu aquela vontade. Eu não tinha dinheiro para ir ao exterior. Acabou que deu certo o curso no evento-teste. E mesmo com minha limitação, eles (União Internacional de Triathlon – UTI) não tem essa visão que eu não possa trabalhar como árbitra, é tanto que me escolheram”, afirmou Tércia, que utiliza uma muleta como auxílio para se locomover.

O trabalho

A oficial de arbitragem participará das provas masculina e feminina, mas não sabe ainda em qual função estará. Isso só é decidido poucos dias antes da largada. São várias as possibilidades, por exemplo: diretora de prova, árbitro-geral e árbitros de cada modalidade.

“Nas Olimpíadas, o árbitro tem uma formação maior. Todos os árbitros são no mínimo nível 2. No evento-teste eu trabalhei na pré-transição e na chegada. Quando a gente é árbitra internacional, precisar estar preparado para fazer tudo. Um árbitro, de uma modalidade, a parte do ciclismo, por exemplo tem que organizar se existe alimentação, se está tudo ok, em segurança”, comentou Tércia.