Você pode não lembrar, mas eles defenderam o Brasil em Copas do Mundo


Você pode não lembrar, mas eles defenderam o Brasil em Copas do Mundo

Nomes como Acácio, Doriva e Zé Carlos não são lembrados pelo torcedor brasileiro, mas defenderam Brasil em Copas do Mundo

Por Caio Costa em Futebol

7 de abril de 2014 às 13:00

Há 5 anos
Doriva, atual técnico do Ituano, disputou a Copa do Mundo de 1998 Foto: Reprodução

Doriva, atual técnico do Ituano, disputou a Copa do Mundo de 1998 Foto: Reprodução

A convocação final de Luis Felipe Scolari, onde o técnico irá escolher os 23 jogadores que vão tentar conquistar o sexto título de Copa do Mundo para Seleção Brasileira, está chegando.  Com isso em mente, o Tribuna do Ceará decidiu escalar um time de jogadores, que disputaram mundiais pelo Brasil, mas suas participações foram tão discretas, que poucas pessoas lembram deles.

Na lista estão nomes com o volante Doriva, atualmente treinador do Ituano finalista do Campeonato Paulista, que foi um dos vice-campeões na França, em 1998 e o meia Bismarck, convocado por Sebastião Lazaroni, em 1990.

>LEIA MAIS:

Confira se você recorda de todos eles defendendo o Brasil em alguma Copa do Mundo.

Arte: Tiago Leite

Arte: Tiago Leite

 

Confira a escalação

Acácio – goleiro – Copa: 1990 – número da camisa: 12

Ídolo do Vasco, campeão brasileiro de 1989 pelo clube carioca, Acácio foi o reserva imediato de Taffarel no mundial da Itália, em 1990. Depois da Copa, sua carreira entrou em declínio. Atualmente, costuma fazer parte da comissão técnica de Paulo César Gusmão. Trabalhou como preparador de goleiros do Ceará.

*Ficou no banco de reservas em todas as partidas do Brasil no mundial de 1990

Zé Carlos – lateral – Copa: 1998 – número da camisa: 13

Da Matonense para a Seleção Brasileira, passando pelo São Paulo, em apenas um ano. Essa foi ascensão de Zé Carlos, reserva de Cafu no Mundial de 1998. Com a suspensão do titular, disputou a semifinal contra a Holanda, onde sofreu com as investidas do ponta Overmars. Ficou mais conhecido pela habilidade em imitar animais do que pelo futebol. Depois da Copa, perdeu espaço o Tricolor Paulista, esteve no Grêmio e caiu no ostracismo.

*Jogou um jogo na Copa de 1998.

Abel – zagueiro – Copa: 1978 – número da camisa: 14

Zagueiro estilo xerifão, o atual técnico do Internacional, fez sucesso defendendo clubes cariocas nos anos 1970. Era jogador do Vasco quando foi convocado por Claudio Coutinho para o Mundial de 1978, mas não chegou a entrar em campo, uma vez que a dupla de zaga titular formada por Amaral e Oscar era muito boa. Depois da Copa, se transferiu para o Paris Saint Germain e ainda defendeu Botafogo e Cruzeiro.

*Não entrou em campo no Mundial de 1978

André Cruz – zagueiro – Copa: 1998 – número da camisa: 15

Zagueiro revelado pela Ponte Preta e que passou pelo Flamengo, André Cruz participou de toda a preparação para a Copa de 1990, mas ficou de fora de lista de Lazaroni. Oito ano depois, quando atuava pelo Milan, foi convocado por Zagallo para ser reserva de Aldair e Júnior Baiano. Entretanto, até o outro suplente, Gonçalves, chegou a entrar em campo, e o jogador, conhecido por ser excelente cobrador de falta, assistiu todos os jogos do banco de reservas.

*Ficou no banco de reservas em todas as partidas do Brasil no mundial de 1998

Edevaldo – lateral – Copa: 1982 – número da camisa: 13

Revelado pelo Fluminense, era lateral-direito, mas entra na escalação improvisado. Reserva de Leandro, craque do Flamengo nos anos 1980, Edevaldo jogou alguns amistosos pela Seleção Brasileira, mas não teve chances no time comandado por Telê Santana em gramados espanhóis. Também vestiu as camisas de Internacional, Botafogo e Vasco.

*Ficou no banco de reservas em todas as partidas do Brasil no mundial de 1982

Doriva – volante – Copa: 1998 – número da camisa: 17

Volante brigador, mas sem muito talento,  revelado pelo São Paulo e com passagens por Atlético-MG e Porto-POR, Doriva foi convocado por Zagallo para a Copa do Mundo da França em 1998. Depois do Mundial, teve uma carreira sólida no futebol europeu, em Portugal e na Inglaterra. Atualmente, é técnico do Ituano, finalista do Campeonato Paulista.

*Entrou nos minutos finais da vitória por 3 a 0, sobre o Marrocos, na primeira fase da Copa do Mundo de 1998

Josué – volante – Copa: 2010 – número da camisa: 17

Com passagem vitoriosa pelo Goiás e multicampeão pelo São Paulo, Josué é um vencedor na carreira. Até no modesto Wolfsburg conseguiu ser campeão, como capitão inclusive. O sucesso nos clubes fez com que Dunga o chamasse para o Mundial de 2010, na África do Sul. Apesar da moral com o treinador, atuou apenas pouco mais de 45 minutos no 0 a 0 contra o Portugal, na primeira fase.

No ano passado, retornou o futebol brasileiro e ajudou o Atlético-MG a conquistar o título da Taça Libertadores da América, inédito na História do clube.

*Entrou aos 44 minutos do primeiro tempo do empate sem gols contra Portugal, na primeira fase do Mundial de 2010

Tita – meia – Copa: 1990 – número da camisa: 20

Ídolo de Flamengo, Grêmio e Vasco, Tita foi uma convocação bastante contestada feita por Sebastião Lazaroni para o Mundial de 1990. Aos 32 anos, o meia-atacante já não era o mesmo do auge, enquanto nomes como Neto (Corinthians), Raí (São Paulo) e Zinho (Flamengo) se firmavam no cenário nacional.

*Ficou no banco de reservas em todas as partidas do Mundial de 1990

Bismarck – meia – Copa: 1990 – número da camisa: 7

Revelado pelas categorias de base do Vasco, Bismarck surgiu como um craque e com apenas 21 anos foi convocado por Sebastião Lazaroni para a Copa de 1990. Em 1993,quando vivia grande fase no clube carioca, mas não era mais lembrado pela Seleção Brasileira, se transferiu para o futebol japonês, onde virou ídolo. Voltou ao Brasil, jogou por Fluminense e Goiás, mas sem sucesso.

*Ficou no banco de reservas em todas as partidas do Mundial de 1990

Nilmar – atacante – Copa: 2010 – número da camisa: 21

Promessa de craque quando surgiu no Internacional, Nilmar logo se transferiu para o Lyon. Sem espaço na França, retornou ao Brasil para defender o Corinthians e depois voltar ao Colorado. Apesar de talentoso, sofreu com várias lesões ao longo da carreira e não vivia grande fase quando Dunga o chamou para o Mundial de 2010. Sua convocação impediu a ida para a Copa de um certo Neymar, que surgia no Santos.

* Disputou quatro partidas na Copa de 2010, mas apenas uma como titular. O empate sem gols contra o Portugal, ainda na primeira fase

Roberto Miranda – atacante – Copa 1970 – número da camisa: 13

Um dos maiores atacantes da História do Botafogo, clube pelo qual disputou 351 jogos e marcou 152 gols, Roberto Miranda foi convocado para a Copa do Mundo de 1970, por Zagallo, que comandou no Alvinegro, em 1968. Como o time titular possuía nomes como Pelé, Jaírzinho, Rivellino e Tostão, restou ao ídolo botafoguense ser um reserva de luxo.

*Entrou no segundo tempo das partidas contra Inglaterra, na primeira fase e Peru, pelas quartas de final

 

 

 

 

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Você pode não lembrar, mas eles defenderam o Brasil em Copas do Mundo

Nomes como Acácio, Doriva e Zé Carlos não são lembrados pelo torcedor brasileiro, mas defenderam Brasil em Copas do Mundo

Por Caio Costa em Futebol

7 de abril de 2014 às 13:00

Há 5 anos
Doriva, atual técnico do Ituano, disputou a Copa do Mundo de 1998 Foto: Reprodução

Doriva, atual técnico do Ituano, disputou a Copa do Mundo de 1998 Foto: Reprodução

A convocação final de Luis Felipe Scolari, onde o técnico irá escolher os 23 jogadores que vão tentar conquistar o sexto título de Copa do Mundo para Seleção Brasileira, está chegando.  Com isso em mente, o Tribuna do Ceará decidiu escalar um time de jogadores, que disputaram mundiais pelo Brasil, mas suas participações foram tão discretas, que poucas pessoas lembram deles.

Na lista estão nomes com o volante Doriva, atualmente treinador do Ituano finalista do Campeonato Paulista, que foi um dos vice-campeões na França, em 1998 e o meia Bismarck, convocado por Sebastião Lazaroni, em 1990.

>LEIA MAIS:

Confira se você recorda de todos eles defendendo o Brasil em alguma Copa do Mundo.

Arte: Tiago Leite

Arte: Tiago Leite

 

Confira a escalação

Acácio – goleiro – Copa: 1990 – número da camisa: 12

Ídolo do Vasco, campeão brasileiro de 1989 pelo clube carioca, Acácio foi o reserva imediato de Taffarel no mundial da Itália, em 1990. Depois da Copa, sua carreira entrou em declínio. Atualmente, costuma fazer parte da comissão técnica de Paulo César Gusmão. Trabalhou como preparador de goleiros do Ceará.

*Ficou no banco de reservas em todas as partidas do Brasil no mundial de 1990

Zé Carlos – lateral – Copa: 1998 – número da camisa: 13

Da Matonense para a Seleção Brasileira, passando pelo São Paulo, em apenas um ano. Essa foi ascensão de Zé Carlos, reserva de Cafu no Mundial de 1998. Com a suspensão do titular, disputou a semifinal contra a Holanda, onde sofreu com as investidas do ponta Overmars. Ficou mais conhecido pela habilidade em imitar animais do que pelo futebol. Depois da Copa, perdeu espaço o Tricolor Paulista, esteve no Grêmio e caiu no ostracismo.

*Jogou um jogo na Copa de 1998.

Abel – zagueiro – Copa: 1978 – número da camisa: 14

Zagueiro estilo xerifão, o atual técnico do Internacional, fez sucesso defendendo clubes cariocas nos anos 1970. Era jogador do Vasco quando foi convocado por Claudio Coutinho para o Mundial de 1978, mas não chegou a entrar em campo, uma vez que a dupla de zaga titular formada por Amaral e Oscar era muito boa. Depois da Copa, se transferiu para o Paris Saint Germain e ainda defendeu Botafogo e Cruzeiro.

*Não entrou em campo no Mundial de 1978

André Cruz – zagueiro – Copa: 1998 – número da camisa: 15

Zagueiro revelado pela Ponte Preta e que passou pelo Flamengo, André Cruz participou de toda a preparação para a Copa de 1990, mas ficou de fora de lista de Lazaroni. Oito ano depois, quando atuava pelo Milan, foi convocado por Zagallo para ser reserva de Aldair e Júnior Baiano. Entretanto, até o outro suplente, Gonçalves, chegou a entrar em campo, e o jogador, conhecido por ser excelente cobrador de falta, assistiu todos os jogos do banco de reservas.

*Ficou no banco de reservas em todas as partidas do Brasil no mundial de 1998

Edevaldo – lateral – Copa: 1982 – número da camisa: 13

Revelado pelo Fluminense, era lateral-direito, mas entra na escalação improvisado. Reserva de Leandro, craque do Flamengo nos anos 1980, Edevaldo jogou alguns amistosos pela Seleção Brasileira, mas não teve chances no time comandado por Telê Santana em gramados espanhóis. Também vestiu as camisas de Internacional, Botafogo e Vasco.

*Ficou no banco de reservas em todas as partidas do Brasil no mundial de 1982

Doriva – volante – Copa: 1998 – número da camisa: 17

Volante brigador, mas sem muito talento,  revelado pelo São Paulo e com passagens por Atlético-MG e Porto-POR, Doriva foi convocado por Zagallo para a Copa do Mundo da França em 1998. Depois do Mundial, teve uma carreira sólida no futebol europeu, em Portugal e na Inglaterra. Atualmente, é técnico do Ituano, finalista do Campeonato Paulista.

*Entrou nos minutos finais da vitória por 3 a 0, sobre o Marrocos, na primeira fase da Copa do Mundo de 1998

Josué – volante – Copa: 2010 – número da camisa: 17

Com passagem vitoriosa pelo Goiás e multicampeão pelo São Paulo, Josué é um vencedor na carreira. Até no modesto Wolfsburg conseguiu ser campeão, como capitão inclusive. O sucesso nos clubes fez com que Dunga o chamasse para o Mundial de 2010, na África do Sul. Apesar da moral com o treinador, atuou apenas pouco mais de 45 minutos no 0 a 0 contra o Portugal, na primeira fase.

No ano passado, retornou o futebol brasileiro e ajudou o Atlético-MG a conquistar o título da Taça Libertadores da América, inédito na História do clube.

*Entrou aos 44 minutos do primeiro tempo do empate sem gols contra Portugal, na primeira fase do Mundial de 2010

Tita – meia – Copa: 1990 – número da camisa: 20

Ídolo de Flamengo, Grêmio e Vasco, Tita foi uma convocação bastante contestada feita por Sebastião Lazaroni para o Mundial de 1990. Aos 32 anos, o meia-atacante já não era o mesmo do auge, enquanto nomes como Neto (Corinthians), Raí (São Paulo) e Zinho (Flamengo) se firmavam no cenário nacional.

*Ficou no banco de reservas em todas as partidas do Mundial de 1990

Bismarck – meia – Copa: 1990 – número da camisa: 7

Revelado pelas categorias de base do Vasco, Bismarck surgiu como um craque e com apenas 21 anos foi convocado por Sebastião Lazaroni para a Copa de 1990. Em 1993,quando vivia grande fase no clube carioca, mas não era mais lembrado pela Seleção Brasileira, se transferiu para o futebol japonês, onde virou ídolo. Voltou ao Brasil, jogou por Fluminense e Goiás, mas sem sucesso.

*Ficou no banco de reservas em todas as partidas do Mundial de 1990

Nilmar – atacante – Copa: 2010 – número da camisa: 21

Promessa de craque quando surgiu no Internacional, Nilmar logo se transferiu para o Lyon. Sem espaço na França, retornou ao Brasil para defender o Corinthians e depois voltar ao Colorado. Apesar de talentoso, sofreu com várias lesões ao longo da carreira e não vivia grande fase quando Dunga o chamou para o Mundial de 2010. Sua convocação impediu a ida para a Copa de um certo Neymar, que surgia no Santos.

* Disputou quatro partidas na Copa de 2010, mas apenas uma como titular. O empate sem gols contra o Portugal, ainda na primeira fase

Roberto Miranda – atacante – Copa 1970 – número da camisa: 13

Um dos maiores atacantes da História do Botafogo, clube pelo qual disputou 351 jogos e marcou 152 gols, Roberto Miranda foi convocado para a Copa do Mundo de 1970, por Zagallo, que comandou no Alvinegro, em 1968. Como o time titular possuía nomes como Pelé, Jaírzinho, Rivellino e Tostão, restou ao ídolo botafoguense ser um reserva de luxo.

*Entrou no segundo tempo das partidas contra Inglaterra, na primeira fase e Peru, pelas quartas de final