Após 2015 ruim, meia Felipe busca retomada na carreira e acesso à elite com o Ceará

CAMISA 10

Após 2015 ruim, meia Felipe busca retomada na carreira e acesso à elite com o Ceará

O jogador falou sobre o momento do clube, política e religião

Por Lyvia Rocha em Futebol

2 de julho de 2016 às 09:06

Há 3 anos

Em pouco tempo, o meia Felipe já conquistou o lugar cativo na titularidade do Ceará e caiu nas graças da torcida do Vovô. Já são três gols marcados no início da Série B e também um garçom para os atacantes da equipe. O atleta, nasceu em Piracicaba, tem 26 anos e já passou por muitos clubes. Felipe chegou a equipe de Sérgio Soares em março deste ano e é um dos responsáveis pelo bom início do Alvinegro na competição nacional.

De sorriso fácil e bom de resenha, o camisa 10 do Vovô recebeu a reportagem do Tribuna do Ceará para falar sobre o momento vivido no clube alvinegro, religião, política, casamento e até da tentativa do Santa Cruz em tirá-lo do Ceará.

Felipe é o camisa 10 do Vovô (FOTO: Christian Alekson/cearasc.com)

Felipe é o camisa 10 do Vovô (FOTO: Christian Alekson/cearasc.com)

Tribuna do Ceará: Você já conseguiu em pouco tempo conquistar a camisa 10 do Ceará e também a admiração dos torcedores. Como você vê essa repercussão?
Felipe: Gratificante. Eu fico feliz porque a gente trabalha muito para ajudar o Ceará e a eu sei que a cobrança é grande. Eles querem jogadores que correspondam a altura e colocar o Ceará na Série A, e eu vim sabendo de toda essa responsabilidade. Então, eu trabalhei muito focado para corresponder.

Tribuna: Por que você escolheu o Ceará?
Felipe: Eu ouvi falar que era um clube organizado e também [Fortaleza] uma cidade boa de morar. Já morei no Nordeste e gostei muito. A gente se sente muito a vontade e o povo é muito hospitaleiro. A comida daqui eu gosto. Comentei com minha esposa que ela gostaria muito, mesmo ela sendo do Sul. Ela se adaptou muito rápido e não quer mais voltar para o frio (risos).

Tribuna: Você recebeu proposta do Santa Cruz. Por que optou por ficar?
Felipe: Realmente fui contactado, mas estou fechado com o objetivo e quero ficar aqui até o final, para conseguirmos nosso principal desejo que é levar o Vozão a Série A do Brasileiro.

Tribuna: Você já jogou no Nordeste, no Bahia, mas estava no Atlético/PR um clima totalmente diferente. Essa adaptação foi fácil?
Felipe: Nossa!(risos). Aqui é muito quente. Mas eu gosto e apesar de está há quase quatro anos em Curitiba e lá está muito frio, foi bem fácil se adaptar ao clima.

Tribuna: E o início no futebol como foi?
Felipe: Com 8 anos de idade em uma escolinha lá em Piracicaba [interior de São Paulo], na minha cidade. Mas um treinador começou a me levar aos clubes da cidade com 12 anos. De lá, foram vários outros (risos).

Tribuna: Apesar de jovem você já passou por vários clubes [Palmeiras, Bahia, Atlético/PR, Ponte Preta]. Desta forma, teve oportunidade de trabalhar com muitos jogadores. Você pode nomear algum que admira ou gostou de atuar?
Felipe: Realmente eu já rodei bastante. Muita gente fica brincando comigo dizendo que eu não tenho só 26 anos (risos). Mas falando do que você perguntou, um cara que eu joguei junto e pela pessoa que foi também, eu gostei muito do Marcos, goleiro do Palmeiras.

Tribuna: Você ainda não tinha trabalhado com Sérgio Soares. Foi difícil se adaptar pelo modo do esquema tático que ele adota?
Felipe: Realmente é a primeira vez que trabalho com ele e até comentava sobre o esquema que eu nunca tinha jogador. Bem ofensivo, do jeito que ele gosta. Foi bem novo para mim, mas eu gostei e consegui me adaptar logo. Muitos acham de forma arriscada, mas é um esquema que valoriza e comprometimento de marcar e atacar.

Tribuna: Saindo um pouco das quatro linhas; o Felipe acompanha as redes sociais?
Felipe: Eu sempre acompanho sim. Tenho uma Fanpage e Instagram. Os torcedores me mandam mensagens, e é bem legal ver esse carinho. Mas também, quando cheguei, senti um pouco da pressão pelo momento que o time estava passando. Fui cobrado da mesma forma que os outros jogadores, mas estamos dando resultado e essa pressão virou apoio.

O meia é casado com Sthephanie há 2 meses (FOTO: Reprodução/Instagram)

O meia é casado com Sthephanie há 2 meses (FOTO: Reprodução/Instagram)

Tribuna: Além disso, o que gosta de fazer nas horas vagas?
Felipe: Eu gosto de sair para comer. Nunca tive problema com a balança, mas eu sempre fico de olho. Minha esposa, sempre faz umas comidas leves também. Também gosto de sair à praia, apesar de não entrar muito na água, gosto de apreciar o ambiente.

Tribuna: E na concentração? O que o Felipe faz?
Felipe: Eu gosto muito de escutar música e jogar no celular, além de ficar conversando com a minha esposa. Falo muito com minha esposa.

Tribuna: Você é casado há quanto tempo?
Felipe: Ah! Nosso casamento é recente. Temos dois meses juntos. Como eu queria que ela viesse para cá, queria fazer tudo direitinho com Stephanie. Fizemos bem rápido, mas graças a Deus deu tudo certo. Nós nos damos muito bem.

Tribuna: “Fazer tudo direitinho”. Isso tem ligação com alguma religião?
Felipe: Sim, sim. Eu e minha esposa somos evangélicos. Lá em Curitiba, éramos da igreja Vida Plena. Aqui ainda não achamos um local, mas estamos sempre alimentando o nosso lado espiritual, conversando com nossos pastores pelas redes sociais.

Tribuna: Então, esse lado espiritual é bem importante para você?
Felipe: Sem dúvida. Vou até te contar uma coisa que poucas pessoas sabem (pausa e uma forte respiração). Eu passei por um momento muito complicado no final do ano passado e no início deste ano. Fui emprestado a Ponte Preta e não fui bem lá. O técnico que me pediu saiu três jogos depois e não conseguiu ir bem. Quando retornei para o Atlético, fiquei afastado e isso foi muito doloroso. Aliado a isso, estava com problemas extra-campo, eu e minha esposa estávamos em um momento difícil e consegui superar tudo isso com a ajuda espiritual. Nós [ele e a esposa] nos engajamos mais ainda na igreja e superamos tudo. Deus é muito importante para que todos os objetivos sejam alcançados.

Tribuna: Você é ligado em política? Tem alguma preferência?
Felipe: Se sou de esquerda ou direita? Não. Eu fico no meio nessa (risos). Nem procuro me ligar muito nisso, mas sei que estamos em um momento complicado, e espero que melhore. Não tenho opinião sobre esse momento de impeachment.

Tribuna: Voltando a falar de futebol, o que você espera no Ceará?
Felipe: Ah! O acesso. Eu quero muito isso. Eu acompanhei o ano passado o sofrimento, e o clube não merece. O Ceará foi importante para a minha retomada de carreira e eu me apeguei ao clube em pouco tenho. Já tenho um carinho enorme. Espero muito conseguir chegar no final do ano comemorando a volta do Vozão na Série A.

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CAMISA 10

Após 2015 ruim, meia Felipe busca retomada na carreira e acesso à elite com o Ceará

O jogador falou sobre o momento do clube, política e religião

Por Lyvia Rocha em Futebol

2 de julho de 2016 às 09:06

Há 3 anos

Em pouco tempo, o meia Felipe já conquistou o lugar cativo na titularidade do Ceará e caiu nas graças da torcida do Vovô. Já são três gols marcados no início da Série B e também um garçom para os atacantes da equipe. O atleta, nasceu em Piracicaba, tem 26 anos e já passou por muitos clubes. Felipe chegou a equipe de Sérgio Soares em março deste ano e é um dos responsáveis pelo bom início do Alvinegro na competição nacional.

De sorriso fácil e bom de resenha, o camisa 10 do Vovô recebeu a reportagem do Tribuna do Ceará para falar sobre o momento vivido no clube alvinegro, religião, política, casamento e até da tentativa do Santa Cruz em tirá-lo do Ceará.

Felipe é o camisa 10 do Vovô (FOTO: Christian Alekson/cearasc.com)

Felipe é o camisa 10 do Vovô (FOTO: Christian Alekson/cearasc.com)

Tribuna do Ceará: Você já conseguiu em pouco tempo conquistar a camisa 10 do Ceará e também a admiração dos torcedores. Como você vê essa repercussão?
Felipe: Gratificante. Eu fico feliz porque a gente trabalha muito para ajudar o Ceará e a eu sei que a cobrança é grande. Eles querem jogadores que correspondam a altura e colocar o Ceará na Série A, e eu vim sabendo de toda essa responsabilidade. Então, eu trabalhei muito focado para corresponder.

Tribuna: Por que você escolheu o Ceará?
Felipe: Eu ouvi falar que era um clube organizado e também [Fortaleza] uma cidade boa de morar. Já morei no Nordeste e gostei muito. A gente se sente muito a vontade e o povo é muito hospitaleiro. A comida daqui eu gosto. Comentei com minha esposa que ela gostaria muito, mesmo ela sendo do Sul. Ela se adaptou muito rápido e não quer mais voltar para o frio (risos).

Tribuna: Você recebeu proposta do Santa Cruz. Por que optou por ficar?
Felipe: Realmente fui contactado, mas estou fechado com o objetivo e quero ficar aqui até o final, para conseguirmos nosso principal desejo que é levar o Vozão a Série A do Brasileiro.

Tribuna: Você já jogou no Nordeste, no Bahia, mas estava no Atlético/PR um clima totalmente diferente. Essa adaptação foi fácil?
Felipe: Nossa!(risos). Aqui é muito quente. Mas eu gosto e apesar de está há quase quatro anos em Curitiba e lá está muito frio, foi bem fácil se adaptar ao clima.

Tribuna: E o início no futebol como foi?
Felipe: Com 8 anos de idade em uma escolinha lá em Piracicaba [interior de São Paulo], na minha cidade. Mas um treinador começou a me levar aos clubes da cidade com 12 anos. De lá, foram vários outros (risos).

Tribuna: Apesar de jovem você já passou por vários clubes [Palmeiras, Bahia, Atlético/PR, Ponte Preta]. Desta forma, teve oportunidade de trabalhar com muitos jogadores. Você pode nomear algum que admira ou gostou de atuar?
Felipe: Realmente eu já rodei bastante. Muita gente fica brincando comigo dizendo que eu não tenho só 26 anos (risos). Mas falando do que você perguntou, um cara que eu joguei junto e pela pessoa que foi também, eu gostei muito do Marcos, goleiro do Palmeiras.

Tribuna: Você ainda não tinha trabalhado com Sérgio Soares. Foi difícil se adaptar pelo modo do esquema tático que ele adota?
Felipe: Realmente é a primeira vez que trabalho com ele e até comentava sobre o esquema que eu nunca tinha jogador. Bem ofensivo, do jeito que ele gosta. Foi bem novo para mim, mas eu gostei e consegui me adaptar logo. Muitos acham de forma arriscada, mas é um esquema que valoriza e comprometimento de marcar e atacar.

Tribuna: Saindo um pouco das quatro linhas; o Felipe acompanha as redes sociais?
Felipe: Eu sempre acompanho sim. Tenho uma Fanpage e Instagram. Os torcedores me mandam mensagens, e é bem legal ver esse carinho. Mas também, quando cheguei, senti um pouco da pressão pelo momento que o time estava passando. Fui cobrado da mesma forma que os outros jogadores, mas estamos dando resultado e essa pressão virou apoio.

O meia é casado com Sthephanie há 2 meses (FOTO: Reprodução/Instagram)

O meia é casado com Sthephanie há 2 meses (FOTO: Reprodução/Instagram)

Tribuna: Além disso, o que gosta de fazer nas horas vagas?
Felipe: Eu gosto de sair para comer. Nunca tive problema com a balança, mas eu sempre fico de olho. Minha esposa, sempre faz umas comidas leves também. Também gosto de sair à praia, apesar de não entrar muito na água, gosto de apreciar o ambiente.

Tribuna: E na concentração? O que o Felipe faz?
Felipe: Eu gosto muito de escutar música e jogar no celular, além de ficar conversando com a minha esposa. Falo muito com minha esposa.

Tribuna: Você é casado há quanto tempo?
Felipe: Ah! Nosso casamento é recente. Temos dois meses juntos. Como eu queria que ela viesse para cá, queria fazer tudo direitinho com Stephanie. Fizemos bem rápido, mas graças a Deus deu tudo certo. Nós nos damos muito bem.

Tribuna: “Fazer tudo direitinho”. Isso tem ligação com alguma religião?
Felipe: Sim, sim. Eu e minha esposa somos evangélicos. Lá em Curitiba, éramos da igreja Vida Plena. Aqui ainda não achamos um local, mas estamos sempre alimentando o nosso lado espiritual, conversando com nossos pastores pelas redes sociais.

Tribuna: Então, esse lado espiritual é bem importante para você?
Felipe: Sem dúvida. Vou até te contar uma coisa que poucas pessoas sabem (pausa e uma forte respiração). Eu passei por um momento muito complicado no final do ano passado e no início deste ano. Fui emprestado a Ponte Preta e não fui bem lá. O técnico que me pediu saiu três jogos depois e não conseguiu ir bem. Quando retornei para o Atlético, fiquei afastado e isso foi muito doloroso. Aliado a isso, estava com problemas extra-campo, eu e minha esposa estávamos em um momento difícil e consegui superar tudo isso com a ajuda espiritual. Nós [ele e a esposa] nos engajamos mais ainda na igreja e superamos tudo. Deus é muito importante para que todos os objetivos sejam alcançados.

Tribuna: Você é ligado em política? Tem alguma preferência?
Felipe: Se sou de esquerda ou direita? Não. Eu fico no meio nessa (risos). Nem procuro me ligar muito nisso, mas sei que estamos em um momento complicado, e espero que melhore. Não tenho opinião sobre esse momento de impeachment.

Tribuna: Voltando a falar de futebol, o que você espera no Ceará?
Felipe: Ah! O acesso. Eu quero muito isso. Eu acompanhei o ano passado o sofrimento, e o clube não merece. O Ceará foi importante para a minha retomada de carreira e eu me apeguei ao clube em pouco tenho. Já tenho um carinho enorme. Espero muito conseguir chegar no final do ano comemorando a volta do Vozão na Série A.