Relembre Januário, o capitão do tetra do Ceará em 99 - Esportes


Relembre Januário, o capitão do tetra do Ceará em 99

O torcedor mais saudosista do Ceará Sporting Club certamente se lembra com muito carinho de Antônio Januário Martins, mais conhecido apenas como Januário. Hoje, aos 43 anos, o ex-jogador acumula oito títulos conquistados em 16 anos de carreira, tendo no currículo passagens por Cruzeiro-MG, Botafogo-RJ, América-RJ, Juventus-SP, Matonense-SP, Botafogo-SP, Paysandu-PA e ABC-RN. Quando Januário chegou […]

Por Felipe Lima em Ceará

20 de junho de 2012 às 13:07

Há 7 anos

Januário optou por viver na capital cearense após pendurar as chuteiras – Foto: Reprodução/TV Jangadeiro

O torcedor mais saudosista do Ceará Sporting Club certamente se lembra com muito carinho de Antônio Januário Martins, mais conhecido apenas como Januário. Hoje, aos 43 anos, o ex-jogador acumula oito títulos conquistados em 16 anos de carreira, tendo no currículo passagens por Cruzeiro-MG, Botafogo-RJ, América-RJ, Juventus-SP, Matonense-SP, Botafogo-SP, Paysandu-PA e ABC-RN.

Quando Januário chegou em Porangabuçu em 1999, logo conquistou não só a vaga de titular, mas também a braçadeira de capitão e ganhou o título daquele ano. Foi um marco para o clube, pois foi o segundo tetracampeonato da História do Ceará. E ele relembrou em entrevista à TV Jangadeiro sobre a conquista: “Tivemos muitos problemas durante a competição. O time passava por uma fase muito ruim, jogadores com salários atrasados, no dia da final tinha atleta querendo fazer greve. Tive que contornar tudo e no final deu tudo certo”, revela.

Mesmo com uma carreira cheia de momentos marcantes, o carinho pelo alvinegro tem um lugar especial na memória do ex-atleta. E ele destaca a empolgação da torcida como um dos fatores mais impressionantes: “Torcida igual a do Ceará é difícil de se encontrar em qualquer lugar do mundo. É uma torcida em que o time pode estar em último lugar mas vai ao estádio, torce. Nem no Flamengo se vê isso. Já disputei oito Campeonatos Cariocas e quando o Flamengo está mal já vi ter mil pagantes em um jogo”.

Com a camisa do Vovô, Januário balançou as redes 25 vezes. Quando questionado sobre o seu favorito, ele destaca não um, mas dois: um de cabeça contra o rival Fortaleza na semifinal de um turno, e outro de falta contra o Uniclinic, em outra semifinal. Sobre o momento mais estranho que presenciou enquanto atuava no futebol cearense, ele destaca um jogo entre Ceará e Juazeiro, quando o goleiro do adversário estava caído no chão, o atacante Valdeir chutou para o gol, e o massagista do time do Cariri invadiu o campo e fez a defesa.

Aposentado, o capitão do tetra escolheu Fortaleza para viver, mesmo sendo nascido em Minas Gerais. Morando com a mulher e dois filhos, agora trabalha com algo bem diferente: o mercado de autopeças. Mas sonha um dia voltar ao mundo do futebol: “Eu não tenho saudade de jogar, tenho saudade do meio do futebol. Hoje vivo no ramo de auto peças, que é como sustento a minha família. Mas se Deus quiser quero voltar ao mundo do futebol, seja como diretor de futebol, treinador, eu quero estar no meio”.

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Relembre Januário, o capitão do tetra do Ceará em 99

O torcedor mais saudosista do Ceará Sporting Club certamente se lembra com muito carinho de Antônio Januário Martins, mais conhecido apenas como Januário. Hoje, aos 43 anos, o ex-jogador acumula oito títulos conquistados em 16 anos de carreira, tendo no currículo passagens por Cruzeiro-MG, Botafogo-RJ, América-RJ, Juventus-SP, Matonense-SP, Botafogo-SP, Paysandu-PA e ABC-RN. Quando Januário chegou […]

Por Felipe Lima em Ceará

20 de junho de 2012 às 13:07

Há 7 anos

Januário optou por viver na capital cearense após pendurar as chuteiras – Foto: Reprodução/TV Jangadeiro

O torcedor mais saudosista do Ceará Sporting Club certamente se lembra com muito carinho de Antônio Januário Martins, mais conhecido apenas como Januário. Hoje, aos 43 anos, o ex-jogador acumula oito títulos conquistados em 16 anos de carreira, tendo no currículo passagens por Cruzeiro-MG, Botafogo-RJ, América-RJ, Juventus-SP, Matonense-SP, Botafogo-SP, Paysandu-PA e ABC-RN.

Quando Januário chegou em Porangabuçu em 1999, logo conquistou não só a vaga de titular, mas também a braçadeira de capitão e ganhou o título daquele ano. Foi um marco para o clube, pois foi o segundo tetracampeonato da História do Ceará. E ele relembrou em entrevista à TV Jangadeiro sobre a conquista: “Tivemos muitos problemas durante a competição. O time passava por uma fase muito ruim, jogadores com salários atrasados, no dia da final tinha atleta querendo fazer greve. Tive que contornar tudo e no final deu tudo certo”, revela.

Mesmo com uma carreira cheia de momentos marcantes, o carinho pelo alvinegro tem um lugar especial na memória do ex-atleta. E ele destaca a empolgação da torcida como um dos fatores mais impressionantes: “Torcida igual a do Ceará é difícil de se encontrar em qualquer lugar do mundo. É uma torcida em que o time pode estar em último lugar mas vai ao estádio, torce. Nem no Flamengo se vê isso. Já disputei oito Campeonatos Cariocas e quando o Flamengo está mal já vi ter mil pagantes em um jogo”.

Com a camisa do Vovô, Januário balançou as redes 25 vezes. Quando questionado sobre o seu favorito, ele destaca não um, mas dois: um de cabeça contra o rival Fortaleza na semifinal de um turno, e outro de falta contra o Uniclinic, em outra semifinal. Sobre o momento mais estranho que presenciou enquanto atuava no futebol cearense, ele destaca um jogo entre Ceará e Juazeiro, quando o goleiro do adversário estava caído no chão, o atacante Valdeir chutou para o gol, e o massagista do time do Cariri invadiu o campo e fez a defesa.

Aposentado, o capitão do tetra escolheu Fortaleza para viver, mesmo sendo nascido em Minas Gerais. Morando com a mulher e dois filhos, agora trabalha com algo bem diferente: o mercado de autopeças. Mas sonha um dia voltar ao mundo do futebol: “Eu não tenho saudade de jogar, tenho saudade do meio do futebol. Hoje vivo no ramo de auto peças, que é como sustento a minha família. Mas se Deus quiser quero voltar ao mundo do futebol, seja como diretor de futebol, treinador, eu quero estar no meio”.