Cantoras brigam na Justiça pelos direito autoral do termo "tombar"


Cantoras brigam na Justiça pelo direito autoral do termo “tombar”

A cearense Karine Alexandrino acusa a curitibana Karol Conká de plágio pela expressão

Por Renata Monte em Música

25 de janeiro de 2015 às 07:00

Há 4 anos
Karine Alexandrinho é conhecida como Mulher Tombada

Karine Alexandrinho é conhecida como Mulher Tombada

“Todo mundo tem o direito de tombar, só não pode atropelar quem tombou antes”. Quem disse isso foi a artista cearense Karine Alexandrino, conhecida como Mulher Tombada, que se sentiu ofendida após a rapper curitibana Karol Conká lançar o hit Tombei. A briga por um suposto plágio, que se arrasta desde dezembro do ano passado, ganhou as redes sociais e vai ganhar os tribunais também.

Karine usa o termo “tombada” desde 1999 e publica fotos deitada no chão em locais inusitados. Ela explica que a expressão e suas performances possuem um conceito ligado ao feminismo. Logo, não se trata de uma “cópia” da letra da música, mas do trabalho realizado pela cearense.

Foto publicada por Karol Conká em seu Instagram

Foto publicada por Karol Conká em seu Instagram

A cantora soube do trabalho de Conká por meio de um fã. “Fiquei meio atordoada, sem entender como aquilo estava acontecendo. Pior foi quando vi um teaser da música gravada em Paris, ‘cafonamente‘, com a torre Eiffel ao fundo, onde ela dava uma entrevista em que ela falava em “tombamento” e que isso era uma coisa feminista. Aí então fiquei chocada, pois vi que ela tinha se apropriado do meu conceito que trabalho. Ela falava como se fosse algo original criado por ela, mas lógico, que é uma obra derivada e não anônima, visto que foi criado por mim”, afirma.

A Mulher Tombada publicou uma mensagem no Facebook de Karol, acusando a rapper de tê-la copiado. A resposta teria vindo em forma de fotografia. Pouco tempo depois da publicação da mensagem de Karine, Karol publicou uma foto ao lado de seus produtores, mostrando o dedo do meio, com a legenda “aceita e deita“. As duas afirmam que o termo vem do universo gay – fonte da qual beberam a expressão.

Segundo Karine, a curitibana monitorava as redes sociais da cearense. “As minhas redes sociais, Instagram e Twitter, estavam sendo monitoradas por ela. Quem me elogiava na minha página, automaticamente ela já bloqueava na página dela pra ninguém acusá-la de plágio. E ela fechou a fanpage dela pra comentários pois meus fãs de todo o Brasil estavam indo lá, espontaneamente, acusá-la de plágio”, explica.

O produtor de Conká também entrou na acusação feita por Karine. “O Zegon, produtor dela e do single é expert em plágio. Ele até já foi processado por plágio por uma banda da Califórnia na época em que ele era do Planet Hemp”.

A rapper não quis dar entrevistas, mas seu advogado informou que a artista vai entrar com um processo contra Karine, pelos crimes de calúnia e difamação e solicitar a “reparação por danos causados à honra da artista Karol Conká e do produtor Zé Gonzales”.

Para a Mulher Tombada, Karol deveria agir como uma lady e assumir que usou o trabalho da cearense como referência. “Algo como um acordo de lady pra lady e ela me citar como referência. Os produtores dela sabiam do meu trabalho, isto é inegável”, declara. Karine também vai entrar com um processo na Justiça. “Isso é uma grosseria. Acho que preferir processar a dar um credito, mostra bem o caráter da pessoa. Eu pretendo ver com um advogado especialista em propriedade intelectual que já me disse que tem várias ponderações a meu favor”.

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Cantoras brigam na Justiça pelo direito autoral do termo “tombar”

A cearense Karine Alexandrino acusa a curitibana Karol Conká de plágio pela expressão

Por Renata Monte em Música

25 de janeiro de 2015 às 07:00

Há 4 anos
Karine Alexandrinho é conhecida como Mulher Tombada

Karine Alexandrinho é conhecida como Mulher Tombada

“Todo mundo tem o direito de tombar, só não pode atropelar quem tombou antes”. Quem disse isso foi a artista cearense Karine Alexandrino, conhecida como Mulher Tombada, que se sentiu ofendida após a rapper curitibana Karol Conká lançar o hit Tombei. A briga por um suposto plágio, que se arrasta desde dezembro do ano passado, ganhou as redes sociais e vai ganhar os tribunais também.

Karine usa o termo “tombada” desde 1999 e publica fotos deitada no chão em locais inusitados. Ela explica que a expressão e suas performances possuem um conceito ligado ao feminismo. Logo, não se trata de uma “cópia” da letra da música, mas do trabalho realizado pela cearense.

Foto publicada por Karol Conká em seu Instagram

Foto publicada por Karol Conká em seu Instagram

A cantora soube do trabalho de Conká por meio de um fã. “Fiquei meio atordoada, sem entender como aquilo estava acontecendo. Pior foi quando vi um teaser da música gravada em Paris, ‘cafonamente‘, com a torre Eiffel ao fundo, onde ela dava uma entrevista em que ela falava em “tombamento” e que isso era uma coisa feminista. Aí então fiquei chocada, pois vi que ela tinha se apropriado do meu conceito que trabalho. Ela falava como se fosse algo original criado por ela, mas lógico, que é uma obra derivada e não anônima, visto que foi criado por mim”, afirma.

A Mulher Tombada publicou uma mensagem no Facebook de Karol, acusando a rapper de tê-la copiado. A resposta teria vindo em forma de fotografia. Pouco tempo depois da publicação da mensagem de Karine, Karol publicou uma foto ao lado de seus produtores, mostrando o dedo do meio, com a legenda “aceita e deita“. As duas afirmam que o termo vem do universo gay – fonte da qual beberam a expressão.

Segundo Karine, a curitibana monitorava as redes sociais da cearense. “As minhas redes sociais, Instagram e Twitter, estavam sendo monitoradas por ela. Quem me elogiava na minha página, automaticamente ela já bloqueava na página dela pra ninguém acusá-la de plágio. E ela fechou a fanpage dela pra comentários pois meus fãs de todo o Brasil estavam indo lá, espontaneamente, acusá-la de plágio”, explica.

O produtor de Conká também entrou na acusação feita por Karine. “O Zegon, produtor dela e do single é expert em plágio. Ele até já foi processado por plágio por uma banda da Califórnia na época em que ele era do Planet Hemp”.

A rapper não quis dar entrevistas, mas seu advogado informou que a artista vai entrar com um processo contra Karine, pelos crimes de calúnia e difamação e solicitar a “reparação por danos causados à honra da artista Karol Conká e do produtor Zé Gonzales”.

Para a Mulher Tombada, Karol deveria agir como uma lady e assumir que usou o trabalho da cearense como referência. “Algo como um acordo de lady pra lady e ela me citar como referência. Os produtores dela sabiam do meu trabalho, isto é inegável”, declara. Karine também vai entrar com um processo na Justiça. “Isso é uma grosseria. Acho que preferir processar a dar um credito, mostra bem o caráter da pessoa. Eu pretendo ver com um advogado especialista em propriedade intelectual que já me disse que tem várias ponderações a meu favor”.