Artesãs do interior do Ceará fazem financiamento coletivo para divulgar o trabalho pelo país


Artesãs do interior do Ceará fazem financiamento coletivo para divulgar o trabalho pelo país

A FIA – Oficina de Artesãs é composta por mulheres da região de Sobral e incentiva o consumo consciente

Por Ana Beatriz Leite em Moda

16 de novembro de 2015 às 06:00

Há 4 anos
(FOTO: Haroldo Saboia)

Graças ao financiamento coletivo, grupo conseguiu cerca de R$ 35 mil (FOTO: Haroldo Saboia)

Em meio ao consumismo desenfreado, eis que surge uma ponta de esperança com o conceito de consumo consciente, cada vez mais difundido.

Por meio do financiamento coletivo, um grupo de artesãs do interior do Ceará conseguiu vencer a maior dificuldade dos produtores que vivem fora dos grandes centros: romper com as barreiras geográficas e levar seu trabalho para todo o país. 

De mulheres que persistem à tradição do artesanato surgiu a FIA – Oficina de Artesãs. Vindas de diversos distritos da região sobralense, o trabalho conjunto teve ponto de partida em oficinas promovidas pela Prefeitura de Sobral e o IADH (Instituto de Assessoria para o Desenvolvimento Humano).

Sob o comando da designer Celina Hissa, diretora da marca Catarina Mina, as oficinas tinham como objetivo aprimorar a produção das artesãs a partir do desenvolvimento de mini-coleções. Durante os três meses de aulas, se tornaram evidentes outras problemáticas além da técnica. “São grupos do interior do Ceará, de distritos bem isolados, que têm dificuldade de conexão com o público em geral. Terminando esses três meses, a gente tinha algumas peças legais e a vontade de continuar trabalhando juntos. Ficou a pergunta: ‘o que fazer com essas peças criadas?”, conta Celina.

Financiamento coletivo

A minuciosidade e cuidado com o produto típicos do fazer artesanal caminham contra a velocidade acelerada em que hoje vive a humanidade. Se ir contra o fast-fashion é tarefa difícil para designers que vivem nas grandes cidades, a tarefa se torna mais desafiadora a produtores de regiões remotas. A forma pensada para viabilizar o projeto foi o financiamento coletivo por meio da plataforma Catarse.

O apoio acontece na forma de compra. Aproveitando o Natal, os kits vêm como sugestões de presentes, que variam entre R$ 49 e R$ 450 de acordo com quantidade de peças. O valor da produção é coberto pela meta estabelecida de R$ 25 mil. Mas, mesmo com o sucesso da campanha, que alcançou pouco mais de R$ 35 mil, a problemática das artesãs continua. Para isso, o valor também será utilizado para criar um fundo de economia para dar continuidade às produções das artesãs, que também receberão treinamentos.

“Três meses é pouco. A ideia é que esse apoio coletivo viabilize a continuidade. Essas peças são só o começo, nem todas saíram do papel ainda”, revela a designer. Feita em crochê, palha e tecido, a coleção buscou manter a identidade do artesanato do Nordeste, feito a partir de muitas cores. Com o projeto, o ofício passa a ser fonte de renda para suas participantes, que ganharam maior visibilidade a partir da campanha.

Parcela de responsabilidade do consumidor

A Catarina Mina, marca da designer idealizadora da FIA, é conhecida pelas bolsas feitas manualmente e pelo conceito que carrega, de valorização da cadeia de produção, que vai além dos artesãos. “A Catarina Mina pensa nisso em duas pontes: o artesão, persistindo no fazer cultural – a cultura do artesanato só se mantém graças a esses artesãos -, e o consumidor, sendo mais uma mão nessa história”, explica Celina.

Nesse sentido, a marca expõe todos os custos envolvidos na produção das peças, desde o material e mão-de-obra até os valores gastos em marketing e espaço físico para as vendas. O objetivo é criar uma relação de transparência com o consumidor para que, assim, tenha um consumo mais consciente.

“A gente pensa que a consciência, o apoio, o abraço do consumidor à essa ideia é muito importante, se não o mais importante Hoje a gente [a FIA] está em quase R$ 35 mil graças às pessoas que apoiam essa ideia. Só é viável graças a eles”, reforça.

FIA - Oficina de Artesãs (CLIQUE PARA AMPLIAR)
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Artesãs do interior do estado levam seu trabalho para todo o país através de financiamento coletivo (FOTO: Haroldo Saboia)

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A FIA – Oficina de Artesãs é composta por mulheres da região de Sobral e incentiva o consumo consciente

Por Ana Beatriz Leite em Moda

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Há 4 anos
(FOTO: Haroldo Saboia)

Graças ao financiamento coletivo, grupo conseguiu cerca de R$ 35 mil (FOTO: Haroldo Saboia)

Em meio ao consumismo desenfreado, eis que surge uma ponta de esperança com o conceito de consumo consciente, cada vez mais difundido.

Por meio do financiamento coletivo, um grupo de artesãs do interior do Ceará conseguiu vencer a maior dificuldade dos produtores que vivem fora dos grandes centros: romper com as barreiras geográficas e levar seu trabalho para todo o país. 

De mulheres que persistem à tradição do artesanato surgiu a FIA – Oficina de Artesãs. Vindas de diversos distritos da região sobralense, o trabalho conjunto teve ponto de partida em oficinas promovidas pela Prefeitura de Sobral e o IADH (Instituto de Assessoria para o Desenvolvimento Humano).

Sob o comando da designer Celina Hissa, diretora da marca Catarina Mina, as oficinas tinham como objetivo aprimorar a produção das artesãs a partir do desenvolvimento de mini-coleções. Durante os três meses de aulas, se tornaram evidentes outras problemáticas além da técnica. “São grupos do interior do Ceará, de distritos bem isolados, que têm dificuldade de conexão com o público em geral. Terminando esses três meses, a gente tinha algumas peças legais e a vontade de continuar trabalhando juntos. Ficou a pergunta: ‘o que fazer com essas peças criadas?”, conta Celina.

Financiamento coletivo

A minuciosidade e cuidado com o produto típicos do fazer artesanal caminham contra a velocidade acelerada em que hoje vive a humanidade. Se ir contra o fast-fashion é tarefa difícil para designers que vivem nas grandes cidades, a tarefa se torna mais desafiadora a produtores de regiões remotas. A forma pensada para viabilizar o projeto foi o financiamento coletivo por meio da plataforma Catarse.

O apoio acontece na forma de compra. Aproveitando o Natal, os kits vêm como sugestões de presentes, que variam entre R$ 49 e R$ 450 de acordo com quantidade de peças. O valor da produção é coberto pela meta estabelecida de R$ 25 mil. Mas, mesmo com o sucesso da campanha, que alcançou pouco mais de R$ 35 mil, a problemática das artesãs continua. Para isso, o valor também será utilizado para criar um fundo de economia para dar continuidade às produções das artesãs, que também receberão treinamentos.

“Três meses é pouco. A ideia é que esse apoio coletivo viabilize a continuidade. Essas peças são só o começo, nem todas saíram do papel ainda”, revela a designer. Feita em crochê, palha e tecido, a coleção buscou manter a identidade do artesanato do Nordeste, feito a partir de muitas cores. Com o projeto, o ofício passa a ser fonte de renda para suas participantes, que ganharam maior visibilidade a partir da campanha.

Parcela de responsabilidade do consumidor

A Catarina Mina, marca da designer idealizadora da FIA, é conhecida pelas bolsas feitas manualmente e pelo conceito que carrega, de valorização da cadeia de produção, que vai além dos artesãos. “A Catarina Mina pensa nisso em duas pontes: o artesão, persistindo no fazer cultural – a cultura do artesanato só se mantém graças a esses artesãos -, e o consumidor, sendo mais uma mão nessa história”, explica Celina.

Nesse sentido, a marca expõe todos os custos envolvidos na produção das peças, desde o material e mão-de-obra até os valores gastos em marketing e espaço físico para as vendas. O objetivo é criar uma relação de transparência com o consumidor para que, assim, tenha um consumo mais consciente.

“A gente pensa que a consciência, o apoio, o abraço do consumidor à essa ideia é muito importante, se não o mais importante Hoje a gente [a FIA] está em quase R$ 35 mil graças às pessoas que apoiam essa ideia. Só é viável graças a eles”, reforça.

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