Há 15 anos casal é referência em porcelana no Ceará


Há 15 anos, casal é referência em porcelana no Ceará

Em vários pontos da cidade tem obra dos artistas; seminário da Prainha e praça de alimentação dos shoppings Iguatemi, Benfica e North Shopping estão entre os clientes

Por Wolney Batista em Comportamento

1 de junho de 2014 às 14:35

Há 5 anos
Na entrada da casa, um painel no jardim anuncia a sequência de trabalhos em porcelana (FOTO: Wolney Batista)

Na entrada da casa, um painel no jardim anuncia a sequência de trabalhos em porcelana (FOTO: Wolney Batista)

Se você costuma frequentar as praças de alimentação dos Shoppings Iguatemi, Benfica ou North Shopping,  já deve ter se deparado com alguma peça de porcelana feita por Marcos Tinôco e Alcione Pontes. O trabalho do casal também está exposto em repartições da Polícia Federal e Rodoviária e em um marco de Fortaleza: o seminário da Prainha.

A cartela de clientes não para por aí. Ela é extensa e começou por acaso, com o convite para personalizar os pratos do restaurante de um amigo. Desde então, se passaram 14 anos. E durante esse tempo, veio a fama na cidade. “As encomendas foram crescendo de boca em boca”, relembra Alcione.

A primeira grande encomenda veio com o pedido das xícaras, pires e pratos do Café Santa Clara, no Centro Cultural Dragão do Mar. Todo ano novas peças são solicitadas para esta franquia e para outras da Paraíba e do Rio Grande do Norte.

A empresa cresceu e transformou-se na Personal Porcelana. O volume de pedidos também cresceu, mas o corpo de funcionários não acompanhou, segundo Alcione. A empresa familiar envolve, além do casal, os três filhos. Apesar do número restrito de mão-de-obra, eles têm dado conta da produção.

Sonho de uma obra

Alcione carregou durante anos o desejo de reformar o seminário da Prainha, na Avenida Monsenhor Tabosa. Entre idas e vindas pela fachada do prédio, ela convenceu o marido a doar o trabalho e a fundição das peças. Dessa forma, a igreja cederia apenas o material.

A artista deixou a proposta e o contato com a responsável pelo edifício, mas nunca obteve retorno. Anos mais tarde, um amigo avisou que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional  (Iphan) estava a procura de profissionais para tomar a frente da restauração do local, mas que não tinha encontrado nem no Maranhão, estado com um longo acervo de prédios tombados com azulejos franceses.

O trabalho durou seis meses e, ao final, a reforma teve um gosto de retribuição.  “Na época que a gente tinha oferecido, estávamos em um momento bom financeiramente, mas quando apareceu de fato estávamos aperreados. Eu sonhei em doar, em fazer um trabalho desse sem ganhar nada, sem interesse nenhum, e depois ele veio pra mim e ainda ganhei por ele. É coisa de Deus”, define Alcione, que apesar de não ser católica tem como meta pessoal reformar a igreja em ruínas de São Francisco, na Avenida Leste Oeste.

Portfólio
1/7

Portfólio

Portfólio

Portfólio
2/7

Portfólio

Portfólio

Portfólio
3/7

Portfólio

Portfólio

Portfólio
4/7

Portfólio

Portfólio

Portfólio
5/7

Portfólio

Portfólio

Portfólio
6/7

Portfólio

Portfólio

Portfólio
7/7

Portfólio

Portfólio

Trabalhos personalizados

A delicadeza da porcelana e os trabalhos personalizados em vidro são a escolha de noivos e aniversariantes. Trabalhar contra o tempo é uma das características do casal, que já se acostumou com os pedidos em cima da hora. “Às vezes eles chegam aqui querendo para a outra semana”. Alcione conta que ainda está aprendendo a recusar trabalhos, mas, mesmo assim, concilia cerca de cinco clientes ao mesmo tempo. As peças ficam prontas em torno de um mês.

Chegar ao ponto ideal desejado pelas noivas é uma cobrança constante, segundo a artista. “Você tem que fazer uma coisa que olhe e diga: ‘amei!’. Porque é a construção de uma história, naquele momento. Tem que estar lindo. A gente se esforça para o cliente ter essa alegria”.

As canecas, um dos objetos mais solicitados, saem ao custo de R$ 12, em média.  Que pode ser encarecida para R$ 20 – por ser embutido o valor da matriz e do fotolito –  se a remessa for de poucas unidades.

2014-05-21 16.05.05

Casa do casal porcelana é totalmente decorado com o tema (FOTO: Wolney Batista)

Arte em casa

Os cômodos da casa do casal deixam claro que o trabalho com a porcelana surgiu motivado pela arte e não apenas por sustento. Jardim, sala, varanda, lavanderia, churrasqueira, garagem, em cada pedaço da residência dá para encontrar obras da família porcelana.

O projeto de construção da casa de praia na Taíba também seguiu a ideia de valorizar a arte em azulejos. Painéis estão disposto por todo os lados, e a  piscina é enfeitada por uma grande pintura de golfinhos.

“Todos nós temos o poder da criatividade e a arte é criatividade. Eu amo quando vejo uma turma criando e cada um faz uma coisa. Eu vejo a possibilidade de você se permitir ser um ser criativo que somos, mas que muitas vezes a gente não se permite ou não se percebe. E a arte nos dá essa condição”.

Passo-a-passo
1/5

Passo-a-passo

Passo-a-passo

Passo-a-passo
2/5

Passo-a-passo

Passo-a-passo

Passo-a-passo
3/5

Passo-a-passo

Passo-a-passo

Passo-a-passo
4/5

Passo-a-passo

Passo-a-passo

Passo-a-passo
5/5

Passo-a-passo

Passo-a-passo

 

 

 

 

Publicidade

Dê sua opinião

Há 15 anos, casal é referência em porcelana no Ceará

Em vários pontos da cidade tem obra dos artistas; seminário da Prainha e praça de alimentação dos shoppings Iguatemi, Benfica e North Shopping estão entre os clientes

Por Wolney Batista em Comportamento

1 de junho de 2014 às 14:35

Há 5 anos
Na entrada da casa, um painel no jardim anuncia a sequência de trabalhos em porcelana (FOTO: Wolney Batista)

Na entrada da casa, um painel no jardim anuncia a sequência de trabalhos em porcelana (FOTO: Wolney Batista)

Se você costuma frequentar as praças de alimentação dos Shoppings Iguatemi, Benfica ou North Shopping,  já deve ter se deparado com alguma peça de porcelana feita por Marcos Tinôco e Alcione Pontes. O trabalho do casal também está exposto em repartições da Polícia Federal e Rodoviária e em um marco de Fortaleza: o seminário da Prainha.

A cartela de clientes não para por aí. Ela é extensa e começou por acaso, com o convite para personalizar os pratos do restaurante de um amigo. Desde então, se passaram 14 anos. E durante esse tempo, veio a fama na cidade. “As encomendas foram crescendo de boca em boca”, relembra Alcione.

A primeira grande encomenda veio com o pedido das xícaras, pires e pratos do Café Santa Clara, no Centro Cultural Dragão do Mar. Todo ano novas peças são solicitadas para esta franquia e para outras da Paraíba e do Rio Grande do Norte.

A empresa cresceu e transformou-se na Personal Porcelana. O volume de pedidos também cresceu, mas o corpo de funcionários não acompanhou, segundo Alcione. A empresa familiar envolve, além do casal, os três filhos. Apesar do número restrito de mão-de-obra, eles têm dado conta da produção.

Sonho de uma obra

Alcione carregou durante anos o desejo de reformar o seminário da Prainha, na Avenida Monsenhor Tabosa. Entre idas e vindas pela fachada do prédio, ela convenceu o marido a doar o trabalho e a fundição das peças. Dessa forma, a igreja cederia apenas o material.

A artista deixou a proposta e o contato com a responsável pelo edifício, mas nunca obteve retorno. Anos mais tarde, um amigo avisou que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional  (Iphan) estava a procura de profissionais para tomar a frente da restauração do local, mas que não tinha encontrado nem no Maranhão, estado com um longo acervo de prédios tombados com azulejos franceses.

O trabalho durou seis meses e, ao final, a reforma teve um gosto de retribuição.  “Na época que a gente tinha oferecido, estávamos em um momento bom financeiramente, mas quando apareceu de fato estávamos aperreados. Eu sonhei em doar, em fazer um trabalho desse sem ganhar nada, sem interesse nenhum, e depois ele veio pra mim e ainda ganhei por ele. É coisa de Deus”, define Alcione, que apesar de não ser católica tem como meta pessoal reformar a igreja em ruínas de São Francisco, na Avenida Leste Oeste.

Portfólio
1/7

Portfólio

Portfólio

Portfólio
2/7

Portfólio

Portfólio

Portfólio
3/7

Portfólio

Portfólio

Portfólio
4/7

Portfólio

Portfólio

Portfólio
5/7

Portfólio

Portfólio

Portfólio
6/7

Portfólio

Portfólio

Portfólio
7/7

Portfólio

Portfólio

Trabalhos personalizados

A delicadeza da porcelana e os trabalhos personalizados em vidro são a escolha de noivos e aniversariantes. Trabalhar contra o tempo é uma das características do casal, que já se acostumou com os pedidos em cima da hora. “Às vezes eles chegam aqui querendo para a outra semana”. Alcione conta que ainda está aprendendo a recusar trabalhos, mas, mesmo assim, concilia cerca de cinco clientes ao mesmo tempo. As peças ficam prontas em torno de um mês.

Chegar ao ponto ideal desejado pelas noivas é uma cobrança constante, segundo a artista. “Você tem que fazer uma coisa que olhe e diga: ‘amei!’. Porque é a construção de uma história, naquele momento. Tem que estar lindo. A gente se esforça para o cliente ter essa alegria”.

As canecas, um dos objetos mais solicitados, saem ao custo de R$ 12, em média.  Que pode ser encarecida para R$ 20 – por ser embutido o valor da matriz e do fotolito –  se a remessa for de poucas unidades.

2014-05-21 16.05.05

Casa do casal porcelana é totalmente decorado com o tema (FOTO: Wolney Batista)

Arte em casa

Os cômodos da casa do casal deixam claro que o trabalho com a porcelana surgiu motivado pela arte e não apenas por sustento. Jardim, sala, varanda, lavanderia, churrasqueira, garagem, em cada pedaço da residência dá para encontrar obras da família porcelana.

O projeto de construção da casa de praia na Taíba também seguiu a ideia de valorizar a arte em azulejos. Painéis estão disposto por todo os lados, e a  piscina é enfeitada por uma grande pintura de golfinhos.

“Todos nós temos o poder da criatividade e a arte é criatividade. Eu amo quando vejo uma turma criando e cada um faz uma coisa. Eu vejo a possibilidade de você se permitir ser um ser criativo que somos, mas que muitas vezes a gente não se permite ou não se percebe. E a arte nos dá essa condição”.

Passo-a-passo
1/5

Passo-a-passo

Passo-a-passo

Passo-a-passo
2/5

Passo-a-passo

Passo-a-passo

Passo-a-passo
3/5

Passo-a-passo

Passo-a-passo

Passo-a-passo
4/5

Passo-a-passo

Passo-a-passo

Passo-a-passo
5/5

Passo-a-passo

Passo-a-passo