Jornalista filma o Centro de Fortaleza da janela do apê por 7 anos e lança documentário

DA JANELA LATERAL

Jornalista filma o Centro de Fortaleza da janela do apê por 7 anos e lança documentário

Da janela do seu apartamento na esquina das ruas Pedro I e Sólon Pinheiro, Natercia Rocha transformou o que presenciou em poesia

Por Deborah Tavares em Cinema

3 de abril de 2017 às 07:00

Há 2 anos

O que mais tocou a jornalista foi ver a passagem do tempo a partir da janela. (FOTO: Reprodução)

Da janela do 9º andar do edifício Paraguaçu, no cruzamento entre as ruas Pedro I e Sólon Pinheiro, é possível ver bem o movimento do Centro de Fortaleza. Ali, passam pessoas, trabalhadores, histórias, amigos e amores. Mas também passa o tumulto, o silêncio e a solidão. É esse o cenário captado pela jornalista cearense Natercia Rocha no documentário “Da Janela Lateral”.

Foram sete anos captando da janela de seu apartamento as cenas que mais lhe chamavam atenção. “É um lugar de passagem, muito peculiar, onde muitas coisas acontecem”, diz Natercia.

O documentário conta sobre esse lugar, onde não há permanência, sobre a dinâmica e a solidão. “É um lugar com muita gente, mas com muita gente só. Ele é atemporal porque mostra a vida real. É uma reflexão”, completa. Ela destaca que o trabalho mostra pessoas simples e todo tipo de situação, mas não é, em nenhum momento, uma denúncia.

Em quase uma década, muitos acontecimentos passaram pelos olhos da jornalista, mas algo em comum às pessoas que por aí transitaram a marcou.

“Tem uma generosidade nessas pessoas, apesar de terem uma vida muito difícil. Muita gente trabalha na rua, essas pessoas têm um acordo de respeito que você não vê em outros lugares. E o Centro é um lugar plural, com muita história. A gente leva a vida muito simples, sozinho e se respeitando. A solidariedade não depende de classe, ela é do ser humano. Isso foi o que mais me inspirou“.

Contado em três dias, a passagem do tempo é algo muito presente no filme, além do tom melancólico. “Me tocou ver a passagem do tempo. O amanhecer e o anoitecer, os problemas passando e as alegrias e os amores. Eu tenho horror da frase ‘eu não tenho tempo’, o tempo é tudo o que a gente tem “, finaliza Natercia.

O curta foi selecionado para a Mostra Sesc de Cinema e vai ser apresentado dia 12 de abril no Museu da Indústria do Ceará.

Veja o documentário completo: 

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DA JANELA LATERAL

Jornalista filma o Centro de Fortaleza da janela do apê por 7 anos e lança documentário

Da janela do seu apartamento na esquina das ruas Pedro I e Sólon Pinheiro, Natercia Rocha transformou o que presenciou em poesia

Por Deborah Tavares em Cinema

3 de abril de 2017 às 07:00

Há 2 anos

O que mais tocou a jornalista foi ver a passagem do tempo a partir da janela. (FOTO: Reprodução)

Da janela do 9º andar do edifício Paraguaçu, no cruzamento entre as ruas Pedro I e Sólon Pinheiro, é possível ver bem o movimento do Centro de Fortaleza. Ali, passam pessoas, trabalhadores, histórias, amigos e amores. Mas também passa o tumulto, o silêncio e a solidão. É esse o cenário captado pela jornalista cearense Natercia Rocha no documentário “Da Janela Lateral”.

Foram sete anos captando da janela de seu apartamento as cenas que mais lhe chamavam atenção. “É um lugar de passagem, muito peculiar, onde muitas coisas acontecem”, diz Natercia.

O documentário conta sobre esse lugar, onde não há permanência, sobre a dinâmica e a solidão. “É um lugar com muita gente, mas com muita gente só. Ele é atemporal porque mostra a vida real. É uma reflexão”, completa. Ela destaca que o trabalho mostra pessoas simples e todo tipo de situação, mas não é, em nenhum momento, uma denúncia.

Em quase uma década, muitos acontecimentos passaram pelos olhos da jornalista, mas algo em comum às pessoas que por aí transitaram a marcou.

“Tem uma generosidade nessas pessoas, apesar de terem uma vida muito difícil. Muita gente trabalha na rua, essas pessoas têm um acordo de respeito que você não vê em outros lugares. E o Centro é um lugar plural, com muita história. A gente leva a vida muito simples, sozinho e se respeitando. A solidariedade não depende de classe, ela é do ser humano. Isso foi o que mais me inspirou“.

Contado em três dias, a passagem do tempo é algo muito presente no filme, além do tom melancólico. “Me tocou ver a passagem do tempo. O amanhecer e o anoitecer, os problemas passando e as alegrias e os amores. Eu tenho horror da frase ‘eu não tenho tempo’, o tempo é tudo o que a gente tem “, finaliza Natercia.

O curta foi selecionado para a Mostra Sesc de Cinema e vai ser apresentado dia 12 de abril no Museu da Indústria do Ceará.

Veja o documentário completo: