Tribuna Testou: Fique destruído após uma aula de Crossfit. Mas, acima de tudo, feliz


Tribuna Testou: Fique destruído após uma aula de Crossfit. Mas, acima de tudo, feliz

A repórter Juliana Teófilo encarou a aula que une ginástica olímpica, levantamento de peso e movimentos cíclicos. E conta como foi legal

Por Juliana Teófilo em Bem-Estar

6 de outubro de 2015 às 07:00

Há 4 anos

Antes de topar o desafio de encarar uma aula de Crossfit – a modalidade do momento nas academias de Fortaleza – confesso que pouco conhecia a respeito do que se tratava o treino. A primeira imagem que me veio à cabeça quando recebi a pauta foi de alguém musculoso levantando e arremessando um pneu de trator enorme. Mas Crossfit está longe de ser só isso.

A modalidade de treino é uma compilação de séries envolvendo agachamentos, saltos, flexões, movimentos em barras e argolas e, também, levantamento de peso. “O Crossfit é uma criação de um ex-atleta de ginástica olímpica americano chamado Greg Glassman. Ele uniu conhecimentos de ginástica olímpica, levantamento de peso e movimentos cíclicos – bike, remo, corda, natação, por exemplo”, explica o educador físico e coach nessa empreitada, Roberto Studart, da academia Mega GYM.

O Crossfit une conhecimentos da própria ginástica olímpica, levantamento de peso e movimentos cíclicos em uma única modalidade. (FOTO: Juliana Teófilo/Tribuna do Ceará)

O Crossfit une conhecimentos da própria ginástica olímpica, levantamento de peso e movimentos cíclicos em uma única modalidade. (FOTO: Juliana Teófilo/Tribuna do Ceará)

Todos os biotipos

Ao contrário do que imaginei, não só pessoas musculosas e fortes fazem Crossfit. Roberto explica que, apesar de ser uma modalidade de alta intensidade, qualquer pessoa pode praticar. “A definição de Crossfit é movimentos funcionais constantemente variados de alta intensidade. O que não quer dizer que vai ser a mesma intensidade para todo mundo. A sua intensidade é diferente da minha, que é diferente de outro aluno e assim por diante. A individualidade biológica de cada um tem que ser respeitada, mas tem que ser intenso, se não não é Crossfit”, explica.

Para deixar mais claro, Roberto dá o exemplo da sua mãe, de 70 anos, que faz esse tipo de treino. “Minha mãe de 70 anos de idade faz Crossfit. Isso porque essa é uma modalidade extremamente adaptável. Em algumas aulas que temos muitos movimentos em grupo e nesses casos é mais difícil de adaptar, mas não é impossível. Fazemos contagens menores, usamos elásticos e outros equipamentos que possibilitam, sim, qualquer um praticar”.

Chegando ao limite

Sem muitas delongas, Roberto convida a entrar no espaço onde acontece as aulas. Com exceção das bicicletas e dos aparelhos de remo em um canto, não existem aparelhos clássicos de academia. Em vez disso, argolas, barras, pesos amontoados no chão e um grande espaço vazio compõem o espaço. Uma das companheiras de aula explica que o lugar de treino é cercado para evitar que alguém que, por ventura, assista a aula se machuque com os pesos ou outros acessórios usados. Crianças são terminantemente proibidas, determina uma placa.

Me junto aos outros alunos do horário das dez horas do sábado para começarmos o alongamento que dura alguns minutos. Hora sozinhos, hora com a ajuda do colega mais próximo, vamos alongando e sentindo a rigidez da semana indo embora.

“Digo para os meus alunos novatos e digo para você também: amanhã você vai ter a sensação de que foi atropelada por um carro” (Roberto Sturdart)

O alongamento dá lugar a um aquecimento que não tem espaço para moleza. “Um minuto para fazer dez canivetes (uma espécie de abdominal onde elevamos as pernas junto com o tronco) e dez super homem (um abdominal invertido onde pés e mãos tentam se encontrar na parte de traz do corpo). Quem concluir antes pode descansar o restante dos segundos”, explica Roberto.

Levo um tempo para pegar o ritmo – o rock pesado que vibra nas caixas de som ajuda – e, mesmo sendo orientada pelo professor a fazer a metade do número de cada um, tenho dificuldade para acompanhar o ritmo da turma.

Aquecidos e ensopados de suor, concluímos o aquecimento e ouvimos de Roberto qual vai ser nosso WOD (Workout of the day), ou, em bom português, as sequências de exercícios que nos aguardam a seguir. “100 barras, 250 abdominais e 200 agachamentos, em meia hora”, enumera o coach, disparando o cronômetro ao lado. A turma divide-se em grupos de quatro pessoas e nos intercalamos para atingir os objetivos.

Sou apresentada à barra e ao elástico que promete facilitar um pouco a minha vida. Roberto e minhas pacientes companheiras de atividade me ensinam como usar corretamente o material. Ao meu lado, os rapazes da turma fazem tudo parecer um passeio no parque.

Concluída a barra, vamos imediatamente para a próxima atividade. Deitadas no chão, de braços entrelaçados, começamos a contagem de abdominais que fazemos em grupo. Paramos de 20 em 20, ofegantes. Ao lado, os meninos fazem uma contagem regressiva: 15, 14, 13, 12…

Por fim, quando finalmente terminamos os abdominais, damos início aos agachamentos. Depois de 50 agachadas, sei que atingi meu limite, minhas pernas doem a cada decida e tudo o que penso é em parar e me sentar um pouco. Roberto está do nosso lado, incentivando, contando junto e quando decido parar, garantindo que cheguei ao meu limite, ele me acompanha para fora o ringue.

“A minha primeira semana de Crossfit foi péssima, eu achava que ia morrer todos os dias. Digo para os meus alunos novatos e digo para você também: amanhã você vai ter a sensação de que foi atropelada por um carro. Mas não se preocupe, não são lesões, é apenas o seu corpo se adaptando aos estímulos, é muito lactato em você. Tem gente que tem febre no outro dia, também, o que é normal”, garante.

Sento e tento descobrir como mexer minhas pernas novamente. Sinto uma fraqueza e uma dor tão grandes que é difícil pensar. Depois de um tempo Roberto retorna, junto com um aluno que também tinha seu primeiro contato com a modalidade naquele dia. Ricardo está na faixa dos 40 anos e parece tão derrotado quanto eu. “Venham, usem esses rolos para massagear os músculos das pernas e do glúteo. Massageiem devagar e você vão sentir a melhora”, garante o coach.

Quando o treino termina os alunos se dispersam, cada um absolto em sua atividade: alguns pulam corda, outros fazem movimentos impressionantes nas argolas. As meninas preferem as máquinas de remo. Roberto explica.

O Crossfit é viciante. Por vários motivos, entre eles: os estímulos obrigam o corpo a ganhar novos níveis de condicionamento a cada treino, gerando resultados rápidos. O efeito epoc também é alto e isso garante a perda de peso. Além disso, a aula é coletiva e lúdica, seus parceiros de treino estão ali do teu lado, atingindo objetivos com você, gritando, te incentivando. É essa união que fideliza a modalidade”.

Febre do Crossfit
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O Crossfit faz com que o corpo corpo ganhe, a cada treino, um novo nível de condicionamento. (FOTO: Juliana Teófilo/Tribuna do Ceará)

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A modalidade é uma compilação de séries envolvendo agachamentos, saltos, flexões, movimentos em barras e argolas e, também, levantamento de peso. (FOTO: Juliana Teófilo/Tribuna do Ceará)

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A definição de Crossfit é movimento funcionais constantemente variados de alta intensidade. (FOTO: Juliana Teófilo/Tribuna do Ceará)

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A prevalência é de mulheres, já que trata-se de um treino que emagrece muito rápido. Justamente porque o efeito epoc da modalidade é muito alto. (FOTO: Juliana Teófilo/Tribuna do Ceará)

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Lembrando sempre que são três dias de atividades para um de descanso, ou cinco dias de atividades por dois de descanso. (FOTO: Juliana Teófilo/Tribuna do Ceará)

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O treino de 5 horas da manhã é o mesmo treino até as 22h e isso vale para todo mundo. O que podemos fazer são algumas adaptações para atender às demandas de cada indivíduo. (FOTO: Juliana Teófilo/Tribuna do Ceará)

Febre do Crossfit
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Febre do Crossfit

O local de treino é cercado para evitar que alguém que, por ventura, assista a aula se machuque com os pesos ou outros acessórios usados. (FOTO: Juliana Teófilo/Tribuna do Ceará)

Trocando em miúdos

Em termos fisiológicos, o coach explica que todo ser humano tem 10 valências físicas, por exemplo: força, potência, equilíbrio, resistência muscular e cardiorrespiratória. Na musculação, algumas dessas valências são trabalhadas e tonificadas. Já no Crossfit todas elas são trabalhadas. “No Crossfit você trabalha o seu corpo todo, todos os dias”.

A consequência disso é uma resistência espetacular e um choque de endorfinas. “O Crossfit é a modalidade do momento nas academias. Por quê? Como eu te disse durante o treino: amanhã tu vai sentir como se um carro tivesse passado por cima de ti. Isso porque são estímulos diferentes que teu corpo, a princípio, vai estranhar e, a seguir, vai se preparar para um estímulo ainda maior. Essa modalidade de treino faz com que esse processo aconteça em uma oscilação muito grande, o que faz com que teu corpo ganhe, a cada treino, um novo nível de condicionamento. Os resultados são muito rápidos e esse é o principal motivo do sucesso”, explica Roberto.

“Aqui a nossa prevalência é de mulheres, já que trata-se de um treino que emagrece muito rápido. Justamente porque o efeito epoc do Crossfit é muito alto e os praticantes passam 4 ou 5 horas com o metabolismo lá em cima. O descanso desse tipo de treino é muito mais ativo que o descanso da musculação, por exemplo”, destaca.

Mas o vício pode ser perigoso e Roberto alerta que é necessário um descanso, mesmo para os mais assíduos. “Não é um descanso off total, mas um off ativo. Nessas aulas priorizamos a técnica, não temos WOD’s. Só alongamos e fazemos uma técnica, sem carga. Lembrando sempre que são três dias de atividades para um de descanso, ou cinco dias de atividades por dois de descanso”, destaca.

E isso vale para todos. No Crossfit, não há diferença entre homens e mulheres. “O treino de 5 horas da manhã é o mesmo treino até as 22h e isso vale para todo mundo. O que podemos fazer são algumas adaptações para atender às demandas de cada indivíduo, mas são os mesmo movimentos para todo mundo. Tudo isso para tentar ser o mais inclusivo possível, se não você vai estar excluindo aquela pessoa que tem certa limitação”, finaliza.

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Tribuna Testou: Fique destruído após uma aula de Crossfit. Mas, acima de tudo, feliz

A repórter Juliana Teófilo encarou a aula que une ginástica olímpica, levantamento de peso e movimentos cíclicos. E conta como foi legal

Por Juliana Teófilo em Bem-Estar

6 de outubro de 2015 às 07:00

Há 4 anos

Antes de topar o desafio de encarar uma aula de Crossfit – a modalidade do momento nas academias de Fortaleza – confesso que pouco conhecia a respeito do que se tratava o treino. A primeira imagem que me veio à cabeça quando recebi a pauta foi de alguém musculoso levantando e arremessando um pneu de trator enorme. Mas Crossfit está longe de ser só isso.

A modalidade de treino é uma compilação de séries envolvendo agachamentos, saltos, flexões, movimentos em barras e argolas e, também, levantamento de peso. “O Crossfit é uma criação de um ex-atleta de ginástica olímpica americano chamado Greg Glassman. Ele uniu conhecimentos de ginástica olímpica, levantamento de peso e movimentos cíclicos – bike, remo, corda, natação, por exemplo”, explica o educador físico e coach nessa empreitada, Roberto Studart, da academia Mega GYM.

O Crossfit une conhecimentos da própria ginástica olímpica, levantamento de peso e movimentos cíclicos em uma única modalidade. (FOTO: Juliana Teófilo/Tribuna do Ceará)

O Crossfit une conhecimentos da própria ginástica olímpica, levantamento de peso e movimentos cíclicos em uma única modalidade. (FOTO: Juliana Teófilo/Tribuna do Ceará)

Todos os biotipos

Ao contrário do que imaginei, não só pessoas musculosas e fortes fazem Crossfit. Roberto explica que, apesar de ser uma modalidade de alta intensidade, qualquer pessoa pode praticar. “A definição de Crossfit é movimentos funcionais constantemente variados de alta intensidade. O que não quer dizer que vai ser a mesma intensidade para todo mundo. A sua intensidade é diferente da minha, que é diferente de outro aluno e assim por diante. A individualidade biológica de cada um tem que ser respeitada, mas tem que ser intenso, se não não é Crossfit”, explica.

Para deixar mais claro, Roberto dá o exemplo da sua mãe, de 70 anos, que faz esse tipo de treino. “Minha mãe de 70 anos de idade faz Crossfit. Isso porque essa é uma modalidade extremamente adaptável. Em algumas aulas que temos muitos movimentos em grupo e nesses casos é mais difícil de adaptar, mas não é impossível. Fazemos contagens menores, usamos elásticos e outros equipamentos que possibilitam, sim, qualquer um praticar”.

Chegando ao limite

Sem muitas delongas, Roberto convida a entrar no espaço onde acontece as aulas. Com exceção das bicicletas e dos aparelhos de remo em um canto, não existem aparelhos clássicos de academia. Em vez disso, argolas, barras, pesos amontoados no chão e um grande espaço vazio compõem o espaço. Uma das companheiras de aula explica que o lugar de treino é cercado para evitar que alguém que, por ventura, assista a aula se machuque com os pesos ou outros acessórios usados. Crianças são terminantemente proibidas, determina uma placa.

Me junto aos outros alunos do horário das dez horas do sábado para começarmos o alongamento que dura alguns minutos. Hora sozinhos, hora com a ajuda do colega mais próximo, vamos alongando e sentindo a rigidez da semana indo embora.

“Digo para os meus alunos novatos e digo para você também: amanhã você vai ter a sensação de que foi atropelada por um carro” (Roberto Sturdart)

O alongamento dá lugar a um aquecimento que não tem espaço para moleza. “Um minuto para fazer dez canivetes (uma espécie de abdominal onde elevamos as pernas junto com o tronco) e dez super homem (um abdominal invertido onde pés e mãos tentam se encontrar na parte de traz do corpo). Quem concluir antes pode descansar o restante dos segundos”, explica Roberto.

Levo um tempo para pegar o ritmo – o rock pesado que vibra nas caixas de som ajuda – e, mesmo sendo orientada pelo professor a fazer a metade do número de cada um, tenho dificuldade para acompanhar o ritmo da turma.

Aquecidos e ensopados de suor, concluímos o aquecimento e ouvimos de Roberto qual vai ser nosso WOD (Workout of the day), ou, em bom português, as sequências de exercícios que nos aguardam a seguir. “100 barras, 250 abdominais e 200 agachamentos, em meia hora”, enumera o coach, disparando o cronômetro ao lado. A turma divide-se em grupos de quatro pessoas e nos intercalamos para atingir os objetivos.

Sou apresentada à barra e ao elástico que promete facilitar um pouco a minha vida. Roberto e minhas pacientes companheiras de atividade me ensinam como usar corretamente o material. Ao meu lado, os rapazes da turma fazem tudo parecer um passeio no parque.

Concluída a barra, vamos imediatamente para a próxima atividade. Deitadas no chão, de braços entrelaçados, começamos a contagem de abdominais que fazemos em grupo. Paramos de 20 em 20, ofegantes. Ao lado, os meninos fazem uma contagem regressiva: 15, 14, 13, 12…

Por fim, quando finalmente terminamos os abdominais, damos início aos agachamentos. Depois de 50 agachadas, sei que atingi meu limite, minhas pernas doem a cada decida e tudo o que penso é em parar e me sentar um pouco. Roberto está do nosso lado, incentivando, contando junto e quando decido parar, garantindo que cheguei ao meu limite, ele me acompanha para fora o ringue.

“A minha primeira semana de Crossfit foi péssima, eu achava que ia morrer todos os dias. Digo para os meus alunos novatos e digo para você também: amanhã você vai ter a sensação de que foi atropelada por um carro. Mas não se preocupe, não são lesões, é apenas o seu corpo se adaptando aos estímulos, é muito lactato em você. Tem gente que tem febre no outro dia, também, o que é normal”, garante.

Sento e tento descobrir como mexer minhas pernas novamente. Sinto uma fraqueza e uma dor tão grandes que é difícil pensar. Depois de um tempo Roberto retorna, junto com um aluno que também tinha seu primeiro contato com a modalidade naquele dia. Ricardo está na faixa dos 40 anos e parece tão derrotado quanto eu. “Venham, usem esses rolos para massagear os músculos das pernas e do glúteo. Massageiem devagar e você vão sentir a melhora”, garante o coach.

Quando o treino termina os alunos se dispersam, cada um absolto em sua atividade: alguns pulam corda, outros fazem movimentos impressionantes nas argolas. As meninas preferem as máquinas de remo. Roberto explica.

O Crossfit é viciante. Por vários motivos, entre eles: os estímulos obrigam o corpo a ganhar novos níveis de condicionamento a cada treino, gerando resultados rápidos. O efeito epoc também é alto e isso garante a perda de peso. Além disso, a aula é coletiva e lúdica, seus parceiros de treino estão ali do teu lado, atingindo objetivos com você, gritando, te incentivando. É essa união que fideliza a modalidade”.

Febre do Crossfit
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O Crossfit faz com que o corpo corpo ganhe, a cada treino, um novo nível de condicionamento. (FOTO: Juliana Teófilo/Tribuna do Ceará)

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A modalidade é uma compilação de séries envolvendo agachamentos, saltos, flexões, movimentos em barras e argolas e, também, levantamento de peso. (FOTO: Juliana Teófilo/Tribuna do Ceará)

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A definição de Crossfit é movimento funcionais constantemente variados de alta intensidade. (FOTO: Juliana Teófilo/Tribuna do Ceará)

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Lembrando sempre que são três dias de atividades para um de descanso, ou cinco dias de atividades por dois de descanso. (FOTO: Juliana Teófilo/Tribuna do Ceará)

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O treino de 5 horas da manhã é o mesmo treino até as 22h e isso vale para todo mundo. O que podemos fazer são algumas adaptações para atender às demandas de cada indivíduo. (FOTO: Juliana Teófilo/Tribuna do Ceará)

Febre do Crossfit
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O local de treino é cercado para evitar que alguém que, por ventura, assista a aula se machuque com os pesos ou outros acessórios usados. (FOTO: Juliana Teófilo/Tribuna do Ceará)

Trocando em miúdos

Em termos fisiológicos, o coach explica que todo ser humano tem 10 valências físicas, por exemplo: força, potência, equilíbrio, resistência muscular e cardiorrespiratória. Na musculação, algumas dessas valências são trabalhadas e tonificadas. Já no Crossfit todas elas são trabalhadas. “No Crossfit você trabalha o seu corpo todo, todos os dias”.

A consequência disso é uma resistência espetacular e um choque de endorfinas. “O Crossfit é a modalidade do momento nas academias. Por quê? Como eu te disse durante o treino: amanhã tu vai sentir como se um carro tivesse passado por cima de ti. Isso porque são estímulos diferentes que teu corpo, a princípio, vai estranhar e, a seguir, vai se preparar para um estímulo ainda maior. Essa modalidade de treino faz com que esse processo aconteça em uma oscilação muito grande, o que faz com que teu corpo ganhe, a cada treino, um novo nível de condicionamento. Os resultados são muito rápidos e esse é o principal motivo do sucesso”, explica Roberto.

“Aqui a nossa prevalência é de mulheres, já que trata-se de um treino que emagrece muito rápido. Justamente porque o efeito epoc do Crossfit é muito alto e os praticantes passam 4 ou 5 horas com o metabolismo lá em cima. O descanso desse tipo de treino é muito mais ativo que o descanso da musculação, por exemplo”, destaca.

Mas o vício pode ser perigoso e Roberto alerta que é necessário um descanso, mesmo para os mais assíduos. “Não é um descanso off total, mas um off ativo. Nessas aulas priorizamos a técnica, não temos WOD’s. Só alongamos e fazemos uma técnica, sem carga. Lembrando sempre que são três dias de atividades para um de descanso, ou cinco dias de atividades por dois de descanso”, destaca.

E isso vale para todos. No Crossfit, não há diferença entre homens e mulheres. “O treino de 5 horas da manhã é o mesmo treino até as 22h e isso vale para todo mundo. O que podemos fazer são algumas adaptações para atender às demandas de cada indivíduo, mas são os mesmo movimentos para todo mundo. Tudo isso para tentar ser o mais inclusivo possível, se não você vai estar excluindo aquela pessoa que tem certa limitação”, finaliza.