Saiba como tratar o estresse pós-traumático, resultado da violência urbana


Saiba como tratar o estresse pós-traumático, resultado da violência urbana

Na 11ª reportagem da série “Vida Saudável”, psicóloga explica que é comum, após ser vítima de situação ameaçadora, o indivíduo passar por sofrimento psicológico

Por Rosana Romão em Bem-Estar

30 de março de 2015 às 11:00

Há 4 anos
O trauma é toda situação vivida ou testemunhada em que há a ameaça da própria vida ou a integridade física do sujeito ou de outros em que ele seja próximo e afetivamente ligado. (FOTO: Flickr/ Creative Commons/Mazinhobh)

O trauma é toda situação vivida ou testemunhada em que há a ameaça da própria vida ou a integridade física do sujeito ou de outros em que ele seja próximo e afetivamente ligado. (FOTO: Flickr/ Creative Commons/Mazinhobh)

Pessoas que já estiveram envolvidas de alguma forma com casos de violência urbana, assalto, sequestro, abuso sexual, terrorismo, guerra ou agressão física podem desenvolver o Transtorno de Estresse Pós-traumático (TEPT). Esse evento pode ou não colocar em risco a integridade física do indivíduo. Ao passar por uma situação ameaçadora e apresentar intenso sofrimento psicológico, o indivíduo deve procurar uma ajuda profissional, pois pode estar sofrendo do transtorno.

Após o trauma, a pessoa pode ter dificuldade em deixar o acontecimento no passado e passa a ter uma reexperiência traumática. “O indivíduo pode reviver esse evento constantemente como se realmente estivesse acontecendo, seja com pensamentos intrusivos com o que aconteceu ou com lembranças estimuladas por sons, pessoas, imagens, sensações e pesadelos. Também pode apresentar esquiva a tudo e a todos que possam fazer lembrar do ocorrido”, explica a psicóloga da rede de saúde Hapvida Marcela Clementino.

Para quem sofre do trauma, a desconfiança faz parte do dia a dia, e nenhum lugar parece seguro. A sensação de medo, horror e impotência é constante. Ansiedade, sudorese, distúrbios de sono, irritabilidade, taquicardia, vigilância constante, tontura e dificuldade de concentração também fazem parte dos sintomas do TEPT. “Pode-se considerar transtorno quando se percebe prejuízos sociais, psicológicos e ocupacionais, ou em outras áreas da vida devido ao trauma vivido”, complementa a médica.

Antes de diagnosticar uma pessoa com TEPT é preciso considerar a sua história de vida e principalmente como ocorre a enfrentação diante de eventos adversos e difíceis na vida. Deve-se levar em consideração que o TEPT é desenvolvido após o trauma vivido e a principal dificuldade é superar tal evento estressor. O grande dilema é como o sujeito recomeçará a sua vida após o acontecido.

“Porém, deve ressaltar, que essa ação se trata de um mecanismo de defesa, pois as lembranças são acompanhadas de extremo sofrimento psicológico. A vida dessas pessoas podem girar em torno de tentar não lembrar do ocorrido. O apoio da família é essencial para que esse indivíduo consiga superar o problema, juntamente do acompanhamento profissional”, explica Marcela Clementino.

Como o indivíduo tenta se esquivar de situações e pessoas que o fazem lembrar do acontecido, ele pode se envolver com substâncias psicoativas e drogas lícitas para tentar esquecer o problema. Há comorbidades que podem ser encontradas em pacientes com TEPT, que são transtorno de ansiedade generalizada, depressão, alcoolismo, transtorno obssessivo compulsivo (TOC) entre outros.

Apoio familiar
De acordo com a psicóloga Marcela Clementino, o indivíduo que passa por uma situação traumática precisa de apoio de familiares e pessoas próximas. Ao perceber que após um mês do acontecido, se o indivíduo ainda apresentar perturbações e dificuldade para retomar a sua vida, é aconselhável levá-lo a um profissional. “Ele precisará de apoio e segurança. A família pode ajudar no cuidado desse paciente e repassar a sensação de união, e que ele nunca estará sozinho”, sugere a psicóloga.

O tratamento é realizado com auxílio profissional e social. É importante o acompanhamento psicológico e psiquiátrico, já que a interação de psicoterapia e farmacológicos podem ajudar significativamente o paciente. Entre as opções de tratamento, há a terapia cognitivo comportamental e a indicação de medicamentos ansiolíticos, quando necessários. O apoio familiar, dos amigos e a participação ativa do paciente são essenciais para o tratamento e reverter o trauma.

Acompanhe a série “Vida Saudável”:

1) Saiba como identificar se seu filho é mais uma vítima do consumismo infantil (24/2)

2) Uso excessivo de equipamentos eletrônicos prejudica visão (26/2)

3) Brincar é coisa séria, e precisa ser tarefa diária de toda criança (2/3)

4) Mulheres têm 7 vezes mais chances do que homens de apresentar disfunção hormonal (5/3)

5) Prática exagerada de exercícios físicos pode desencadear doença: a vigorexia (9/3)

6) Metade da população masculina apresenta calvície até chegar aos 50 anos (12/3)

7) Confira as causas do chulé e saiba como se livrar desse mau cheiro (16/3)

8) Aprenda receita de cozinha que ajuda no combate a osteoporose (19/3)

9) Pessoas com diabetes precisam cuidar da saúde dos pés, para evitar ferimentos (23/3)

10) Saiba como se alimentar direito antes, durante e depois de atividade física (26/3)

11) Saiba como tratar o estresse pós-traumático (30/3)

12) Enxaqueca tem cura (2/4)

13) Conheça os sintomas da febre Chikungunya (6/4)

14) O que é mordida cruzada? (9/4)

15) Saúde bucal é essencial para uma boa gestação (13/4)

16) Dietas malucas: fuja delas (16/4)

17) Conheça as vantagens do parto normal (20/4)

18) O tabu do sexo na gravidez (23/4)

19) Saiba como se alimentar direito durante a gestação (27/4)

20) Proteção é essencial para evitar a Aids (30/4)

 

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Saiba como tratar o estresse pós-traumático, resultado da violência urbana

Na 11ª reportagem da série “Vida Saudável”, psicóloga explica que é comum, após ser vítima de situação ameaçadora, o indivíduo passar por sofrimento psicológico

Por Rosana Romão em Bem-Estar

30 de março de 2015 às 11:00

Há 4 anos
O trauma é toda situação vivida ou testemunhada em que há a ameaça da própria vida ou a integridade física do sujeito ou de outros em que ele seja próximo e afetivamente ligado. (FOTO: Flickr/ Creative Commons/Mazinhobh)

O trauma é toda situação vivida ou testemunhada em que há a ameaça da própria vida ou a integridade física do sujeito ou de outros em que ele seja próximo e afetivamente ligado. (FOTO: Flickr/ Creative Commons/Mazinhobh)

Pessoas que já estiveram envolvidas de alguma forma com casos de violência urbana, assalto, sequestro, abuso sexual, terrorismo, guerra ou agressão física podem desenvolver o Transtorno de Estresse Pós-traumático (TEPT). Esse evento pode ou não colocar em risco a integridade física do indivíduo. Ao passar por uma situação ameaçadora e apresentar intenso sofrimento psicológico, o indivíduo deve procurar uma ajuda profissional, pois pode estar sofrendo do transtorno.

Após o trauma, a pessoa pode ter dificuldade em deixar o acontecimento no passado e passa a ter uma reexperiência traumática. “O indivíduo pode reviver esse evento constantemente como se realmente estivesse acontecendo, seja com pensamentos intrusivos com o que aconteceu ou com lembranças estimuladas por sons, pessoas, imagens, sensações e pesadelos. Também pode apresentar esquiva a tudo e a todos que possam fazer lembrar do ocorrido”, explica a psicóloga da rede de saúde Hapvida Marcela Clementino.

Para quem sofre do trauma, a desconfiança faz parte do dia a dia, e nenhum lugar parece seguro. A sensação de medo, horror e impotência é constante. Ansiedade, sudorese, distúrbios de sono, irritabilidade, taquicardia, vigilância constante, tontura e dificuldade de concentração também fazem parte dos sintomas do TEPT. “Pode-se considerar transtorno quando se percebe prejuízos sociais, psicológicos e ocupacionais, ou em outras áreas da vida devido ao trauma vivido”, complementa a médica.

Antes de diagnosticar uma pessoa com TEPT é preciso considerar a sua história de vida e principalmente como ocorre a enfrentação diante de eventos adversos e difíceis na vida. Deve-se levar em consideração que o TEPT é desenvolvido após o trauma vivido e a principal dificuldade é superar tal evento estressor. O grande dilema é como o sujeito recomeçará a sua vida após o acontecido.

“Porém, deve ressaltar, que essa ação se trata de um mecanismo de defesa, pois as lembranças são acompanhadas de extremo sofrimento psicológico. A vida dessas pessoas podem girar em torno de tentar não lembrar do ocorrido. O apoio da família é essencial para que esse indivíduo consiga superar o problema, juntamente do acompanhamento profissional”, explica Marcela Clementino.

Como o indivíduo tenta se esquivar de situações e pessoas que o fazem lembrar do acontecido, ele pode se envolver com substâncias psicoativas e drogas lícitas para tentar esquecer o problema. Há comorbidades que podem ser encontradas em pacientes com TEPT, que são transtorno de ansiedade generalizada, depressão, alcoolismo, transtorno obssessivo compulsivo (TOC) entre outros.

Apoio familiar
De acordo com a psicóloga Marcela Clementino, o indivíduo que passa por uma situação traumática precisa de apoio de familiares e pessoas próximas. Ao perceber que após um mês do acontecido, se o indivíduo ainda apresentar perturbações e dificuldade para retomar a sua vida, é aconselhável levá-lo a um profissional. “Ele precisará de apoio e segurança. A família pode ajudar no cuidado desse paciente e repassar a sensação de união, e que ele nunca estará sozinho”, sugere a psicóloga.

O tratamento é realizado com auxílio profissional e social. É importante o acompanhamento psicológico e psiquiátrico, já que a interação de psicoterapia e farmacológicos podem ajudar significativamente o paciente. Entre as opções de tratamento, há a terapia cognitivo comportamental e a indicação de medicamentos ansiolíticos, quando necessários. O apoio familiar, dos amigos e a participação ativa do paciente são essenciais para o tratamento e reverter o trauma.

Acompanhe a série “Vida Saudável”:

1) Saiba como identificar se seu filho é mais uma vítima do consumismo infantil (24/2)

2) Uso excessivo de equipamentos eletrônicos prejudica visão (26/2)

3) Brincar é coisa séria, e precisa ser tarefa diária de toda criança (2/3)

4) Mulheres têm 7 vezes mais chances do que homens de apresentar disfunção hormonal (5/3)

5) Prática exagerada de exercícios físicos pode desencadear doença: a vigorexia (9/3)

6) Metade da população masculina apresenta calvície até chegar aos 50 anos (12/3)

7) Confira as causas do chulé e saiba como se livrar desse mau cheiro (16/3)

8) Aprenda receita de cozinha que ajuda no combate a osteoporose (19/3)

9) Pessoas com diabetes precisam cuidar da saúde dos pés, para evitar ferimentos (23/3)

10) Saiba como se alimentar direito antes, durante e depois de atividade física (26/3)

11) Saiba como tratar o estresse pós-traumático (30/3)

12) Enxaqueca tem cura (2/4)

13) Conheça os sintomas da febre Chikungunya (6/4)

14) O que é mordida cruzada? (9/4)

15) Saúde bucal é essencial para uma boa gestação (13/4)

16) Dietas malucas: fuja delas (16/4)

17) Conheça as vantagens do parto normal (20/4)

18) O tabu do sexo na gravidez (23/4)

19) Saiba como se alimentar direito durante a gestação (27/4)

20) Proteção é essencial para evitar a Aids (30/4)