Melhor remédio contra enxaqueca é alimentação saudável


Melhor remédio contra enxaqueca é alimentação saudável

Na 12ª reportagem da série “Vida Saudável”, nutricionista explica quais alimentos desencadeiam enxaqueca e quais auxiliam no alívio ou prevenção dos sintomas

Por Rosana Romão em Bem-Estar

2 de abril de 2015 às 11:00

Há 4 anos
Alimentos ricos em ômega 3 e devem fazer parte da dieta. (FOTO: Flickr/ Creative Commons/ Laeti Images)

Alimentos ricos em ômega 3 e devem fazer parte da dieta. (FOTO: Flickr/ Creative Commons/ Laeti Images)

Uma dor latejante e pulsátil, que pode ser moderada ou forte, acompanhada de náuseas e vômitos, sensibilidade à luz e aos sons, sintomas que se mantêm de quatro a 72 horas e pioram com o movimento. Se parte desses sintomas faz parte da sua rotina, então provavelmente você tem enxaqueca. Todavia, para diagnosticar alguém com essa doença é necessária uma consulta clínica, quando o médico faz um levantamento do histórico familiar e avalia as queixas do paciente.

Agitação, irritabilidade e depressão são transtornos de humor que podem anteceder ou acompanhar as crises da doença. Sono regular e prática de exercícios físicos podem diminuir a frequência e intensidade das crises, porém a alimentação pode ser um forte remédio para conter o distúrbio. De acordo com a nutricionista Tanara Ferreira, da rede de saúde Hapvida, a causa do distúrbio pode estar associada a emoção ou a tensões prolongadas, estresse, medicamentos, alimentos e álcool. Os sintomas variam em intensidade, duração e frequência, e os sintomas associados se dividem em quatro fases.

Etapas da doença

A primeira fase, de sintomas premonitórios (surgem horas ou dias antes das crises), é caracterizada pela presença de falta de apetite, dificuldade de concentração, irritabilidade, bocejos repetidos, alterações de humor, de apetite ou no sono, e distúrbios do sistema digestório. Já a fase da aura caracteriza-se por sintomas visuais (pontos de luz, pontos cegos) e sensitivos (dormência e formigamentos), além de vestíbulo cocleares (perda da linguagem, hemiparestesia, alucinações olfatórias).

A terceira fase é de dor (cefaléia), que pode se instalar rapidamente ou lentamente, se intensificando até atingir um nível máximo. A crise dura, em média, 6 a 12 horas, tem caráter latejante e piora com o esforço físico. Outros sintomas que acompanham a dor são: náuseas, vômitos, visão turva e foto e/ou fonofobia nas mulheres; e nos homens, palidez cutânea, intolerância a odores, vermelhidão ocular, obstrução e secreção nasal, falta de apetite, diarréia, apatia, irritabilidade, dificuldade de concentração, sudorese e visão borrada. Por último, a fase da resolução caracteriza-se pelo alívio da dor e sensações de letargia, exaustão, depressão ou euforia, irritabilidade, dificuldade de concentração e anorexia, sintomas que podem permanecer durante alguns dias.

Alimentação

O tratamento é feito com medidas de prevenção, como uma dieta evitando os alimentos desencadeadores da crise e incluindo nutrientes que auxiliem no alívio ou prevenção da enxaqueca. Entre os alimentos que devem ser evitados estão: bebidas alcoólicas, queijos, chocolates, café, chá, chicletes, produtos diet, comida chinesa, temperos prontos, alimentos industrializados e embutidos. Isso ocorre devido a presença de componentes como os adoçantes artificiais, cafeína, álcool, glutamato monossódico, nitratos e nitritos, histamina, octamina, dopamina, tiramina. Entretanto, deve-se lembrar que o limite de tolerância para esses alimentos varia de indivíduo para indivíduo.

Vitaminas do complexo B, encontradas nos cereais integrais como arroz, aveia, trigo, milho, cevada, carnes, leites, ovos, folhosos verde folhosos e leguminosas. Carnes magras, ovos, peixes, cereais integrais, castanha de caju, castanha do Pará, germen de trigo e arroz integral também devem fazer parte da dieta. “Alimentos com vitamina C, C, E, e minerais como o cálcio, magnésio, selênio e zinco auxiliam durante a crise ao minimizar os efeitos do distúrbio. Sardinha, atum, salmão, sementes de chia e linhaça são ricos em ômega 3 e devem fazer parte da dieta. A alfavaca ou manjericão, melissa e o gengibre são ervas essenciais para combater a enxaqueca”, conclui a nutricionista.

Acompanhe a série “Vida Saudável”:

1) Saiba como identificar se seu filho é mais uma vítima do consumismo infantil (24/2)

2) Uso excessivo de equipamentos eletrônicos prejudica visão (26/2)

3) Brincar é coisa séria, e precisa ser tarefa diária de toda criança (2/3)

4) Mulheres têm 7 vezes mais chances do que homens de apresentar disfunção hormonal (5/3)

5) Prática exagerada de exercícios físicos pode desencadear doença: a vigorexia (9/3)

6) Metade da população masculina apresenta calvície até chegar aos 50 anos (12/3)

7) Confira as causas do chulé e saiba como se livrar desse mau cheiro (16/3)

8) Aprenda receita de cozinha que ajuda no combate a osteoporose (19/3)

9) Pessoas com diabetes precisam cuidar da saúde dos pés, para evitar ferimentos (23/3)

10) Saiba como se alimentar direito antes, durante e depois de atividade física (26/3)

11) Saiba como tratar o estresse pós-traumático (30/3)

12) Melhor remédio contra enxaqueca é alimentação saudável (2/4)

13) Conheça os sintomas da febre Chikungunya (6/4)

14) O que é mordida cruzada? (9/4)

15) Saúde bucal é essencial para uma boa gestação (13/4)

16) Dietas malucas: fuja delas (16/4)

17) Conheça as vantagens do parto normal (20/4)

18) O tabu do sexo na gravidez (23/4)

19) Saiba como se alimentar direito durante a gestação (27/4)

20) Proteção é essencial para evitar a Aids (30/4)

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Melhor remédio contra enxaqueca é alimentação saudável

Na 12ª reportagem da série “Vida Saudável”, nutricionista explica quais alimentos desencadeiam enxaqueca e quais auxiliam no alívio ou prevenção dos sintomas

Por Rosana Romão em Bem-Estar

2 de abril de 2015 às 11:00

Há 4 anos
Alimentos ricos em ômega 3 e devem fazer parte da dieta. (FOTO: Flickr/ Creative Commons/ Laeti Images)

Alimentos ricos em ômega 3 e devem fazer parte da dieta. (FOTO: Flickr/ Creative Commons/ Laeti Images)

Uma dor latejante e pulsátil, que pode ser moderada ou forte, acompanhada de náuseas e vômitos, sensibilidade à luz e aos sons, sintomas que se mantêm de quatro a 72 horas e pioram com o movimento. Se parte desses sintomas faz parte da sua rotina, então provavelmente você tem enxaqueca. Todavia, para diagnosticar alguém com essa doença é necessária uma consulta clínica, quando o médico faz um levantamento do histórico familiar e avalia as queixas do paciente.

Agitação, irritabilidade e depressão são transtornos de humor que podem anteceder ou acompanhar as crises da doença. Sono regular e prática de exercícios físicos podem diminuir a frequência e intensidade das crises, porém a alimentação pode ser um forte remédio para conter o distúrbio. De acordo com a nutricionista Tanara Ferreira, da rede de saúde Hapvida, a causa do distúrbio pode estar associada a emoção ou a tensões prolongadas, estresse, medicamentos, alimentos e álcool. Os sintomas variam em intensidade, duração e frequência, e os sintomas associados se dividem em quatro fases.

Etapas da doença

A primeira fase, de sintomas premonitórios (surgem horas ou dias antes das crises), é caracterizada pela presença de falta de apetite, dificuldade de concentração, irritabilidade, bocejos repetidos, alterações de humor, de apetite ou no sono, e distúrbios do sistema digestório. Já a fase da aura caracteriza-se por sintomas visuais (pontos de luz, pontos cegos) e sensitivos (dormência e formigamentos), além de vestíbulo cocleares (perda da linguagem, hemiparestesia, alucinações olfatórias).

A terceira fase é de dor (cefaléia), que pode se instalar rapidamente ou lentamente, se intensificando até atingir um nível máximo. A crise dura, em média, 6 a 12 horas, tem caráter latejante e piora com o esforço físico. Outros sintomas que acompanham a dor são: náuseas, vômitos, visão turva e foto e/ou fonofobia nas mulheres; e nos homens, palidez cutânea, intolerância a odores, vermelhidão ocular, obstrução e secreção nasal, falta de apetite, diarréia, apatia, irritabilidade, dificuldade de concentração, sudorese e visão borrada. Por último, a fase da resolução caracteriza-se pelo alívio da dor e sensações de letargia, exaustão, depressão ou euforia, irritabilidade, dificuldade de concentração e anorexia, sintomas que podem permanecer durante alguns dias.

Alimentação

O tratamento é feito com medidas de prevenção, como uma dieta evitando os alimentos desencadeadores da crise e incluindo nutrientes que auxiliem no alívio ou prevenção da enxaqueca. Entre os alimentos que devem ser evitados estão: bebidas alcoólicas, queijos, chocolates, café, chá, chicletes, produtos diet, comida chinesa, temperos prontos, alimentos industrializados e embutidos. Isso ocorre devido a presença de componentes como os adoçantes artificiais, cafeína, álcool, glutamato monossódico, nitratos e nitritos, histamina, octamina, dopamina, tiramina. Entretanto, deve-se lembrar que o limite de tolerância para esses alimentos varia de indivíduo para indivíduo.

Vitaminas do complexo B, encontradas nos cereais integrais como arroz, aveia, trigo, milho, cevada, carnes, leites, ovos, folhosos verde folhosos e leguminosas. Carnes magras, ovos, peixes, cereais integrais, castanha de caju, castanha do Pará, germen de trigo e arroz integral também devem fazer parte da dieta. “Alimentos com vitamina C, C, E, e minerais como o cálcio, magnésio, selênio e zinco auxiliam durante a crise ao minimizar os efeitos do distúrbio. Sardinha, atum, salmão, sementes de chia e linhaça são ricos em ômega 3 e devem fazer parte da dieta. A alfavaca ou manjericão, melissa e o gengibre são ervas essenciais para combater a enxaqueca”, conclui a nutricionista.

Acompanhe a série “Vida Saudável”:

1) Saiba como identificar se seu filho é mais uma vítima do consumismo infantil (24/2)

2) Uso excessivo de equipamentos eletrônicos prejudica visão (26/2)

3) Brincar é coisa séria, e precisa ser tarefa diária de toda criança (2/3)

4) Mulheres têm 7 vezes mais chances do que homens de apresentar disfunção hormonal (5/3)

5) Prática exagerada de exercícios físicos pode desencadear doença: a vigorexia (9/3)

6) Metade da população masculina apresenta calvície até chegar aos 50 anos (12/3)

7) Confira as causas do chulé e saiba como se livrar desse mau cheiro (16/3)

8) Aprenda receita de cozinha que ajuda no combate a osteoporose (19/3)

9) Pessoas com diabetes precisam cuidar da saúde dos pés, para evitar ferimentos (23/3)

10) Saiba como se alimentar direito antes, durante e depois de atividade física (26/3)

11) Saiba como tratar o estresse pós-traumático (30/3)

12) Melhor remédio contra enxaqueca é alimentação saudável (2/4)

13) Conheça os sintomas da febre Chikungunya (6/4)

14) O que é mordida cruzada? (9/4)

15) Saúde bucal é essencial para uma boa gestação (13/4)

16) Dietas malucas: fuja delas (16/4)

17) Conheça as vantagens do parto normal (20/4)

18) O tabu do sexo na gravidez (23/4)

19) Saiba como se alimentar direito durante a gestação (27/4)

20) Proteção é essencial para evitar a Aids (30/4)

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