Vox Populi Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Vox Populi

Vox Populi é voadora de Eunício (PMDB) na pleura de Cid (PROS)

Por Wanfil em Pesquisa

07 de Março de 2014

"Voadora na pleura" - Expressão popularizada no filme Cine Holliúdy. Golpe aplicado em luta do "astista contra co cabra do mal".

“Voadora na pleura” – Expressão popularizada no filme Cine Holliúdy. Golpe aplicado em luta do “astista contra o cabra do mal”.

No filme Cine Holliúdy, do cearense Halder Gomes, alguns personagens usam a expressão “voadora na pleura”, em alusão a golpes de artes marciais, para dizer que determinada pessoa usou toda força (física ou retórica) para derrotar um adversário.

CNT e PMDB: tudo a ver
Pois bem. O instituto Vox Populi fez uma pesquisa eleitoral no Ceará, a pedido da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), cujo resultado equivale, no contexto de briga na base aliada no Estado, a um golpe de kung fu desferido pelo PMDB de Eunício Oliveira no PROS de Cid Gomes.

Alguém mais distraído pode perguntar: mas o que o PMDB tem a ver com a pesquisa? Não foi a CNT que a encomendou? Sim, foi. No entanto, a entidade é presidida pelo senador Clésio Andrade, filiado ao… – surpresa! – PMDB de Minas Gerais!

Trata-se, portanto, de um correligionário do senador Eunício Oliveira, pré-candidato do partido no Ceará. Se eu fosse ministro do STF, diria que todas essas ligações não passam de coincidência, mas sendo quem sou, digo que a pesquisa, que custou R$ 112.530,00 e me parece tecnicamente idônea, cabe como uma luva nos interesses do PMDB local. Quando menos, é evidente instrumento de pressão sobre o PROS.

A voadora
Os números do Vox Populi mostram que Eunício cearense parte com larga vantagem em relação aos possíveis candidatos do PROS. E para complicar ainda mais a situação, com requintes de sadismo, mostra a turma do PROS bem atrás da ex-prefeita Luizianne Lins, desafeto pessoal do governador e defensora de uma candidatura própria do PT no Estado. Assim, configuram também munição para atiçar divergências internas no petismo.

No fim, fica difícil para Cid justificar o rompimento com um aliado que lidera com folga as primeiras pesquisas e que demonstra desejo de se candidatar. Afinal, em tese, não estariam unidos por um projeto comum?

Provavelmente o governo vai alegar que prefere um candidato com experiência no Executivo, ou algo assim. E seja quem for o escolhido, o esperado é que suba amparado pelo apoio da máquina, da propaganda eleitoral e parte da estrutura política comandada por Cid Gomes. Mas para o governador, o problema agora é de outra natureza. Sua imagem e sua palavra estão em jogo.

Traições
Cid tem sido acusado por adversários de ter o mal hábito da traição política, qualidade nada atraente para uma liderança. Tanto que já se manifestou em público sobre isso, negando tudo. Luizianne Lins, por exemplo, diz abertamente que o governador teria traído o ex-governador Tasso Jereissati (padrinho político de Ciro e Cid), depois a ela mesma, e que agora trairá Eunício, que apoiou Cid nas duas últimas duas ao governo do Estado. Nos bastidores, gente do PC do B reclama nessa linha sobre a falta de apoio de Cid à reeleição de Inácio Arruda ao Senado.

Traições fazem parte da política, mas quando a prática é contumaz, acaba por isolar o desleal. É aquela história, se a pecha pega, quem confiará nele? Cid diz que quitou todos os acordos com seus ex-aliados. Time que, tudo indica, será reforçado por Eunício.

Voltando ao Cine Holliúdy para encerrar, lembro de outra expressão: “o astista contra o cabra do mal”. É um jeito rudimentar de dizer que a plateia procura discernir entre os mocinhos e os bandidos nos filmes de luta. Nas guerras eleitorais, todo “astista” pode muito bem ser um “cabra da peste”.

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Vox Populi no Ceará: não tá fácil pra ninguém

Por Wanfil em Pesquisa

03 de Fevereiro de 2014

O eleitorado das capitais costuma ser indócil. As pessoas são mais escolarizadas, dizem uns; aglomerações ajudam a repercutir críticas, dizem outros. Em Fortaleza, reza a lenda, há um espírito afeito à contestação. O fato é que os eleitores da capital cearense andam ressabiados, como mostra a mais recente pesquisa Vox Populi, divulgada na última sexta-feira pela Rede Bandeirantes e Sistema Jangadeiro.

Entre a presidente Dilma (PT), o governador Cid e o prefeito Roberto Cláudio (ambos do Pros), somente a petista consegue aprovação superior, entre bom e ótimo, à metade dos entrevistados. E mesmo assim, é no limite. Vamos aos números:

Dilma – Bom 47%, Ótimo 7% = Total de 54%
Cid – Bom 35%, Ótimo 4% = Total de 39%
Roberto Cláudio – Bom 20%, Ótimo 4% = Total de 24%

O prefeito
Roberto Cláudio começa seu segundo ano pressionado. A eleição foi difícil e dividiu a cidade. Para vencer, adotou o estilo “administrador competente e realizador”, sempre escorado na parceria com o governador. Depois de eleito continuou em clima de campanha e deu a entender que seria possível recuperar o tempo perdido na gestão anterior. O atraso nas obras para a Copa do Mundo e o afobamento fizeram a expectativa virar frustração. Para piorar, não consegue “vender” seus acertos, como a obrigação de bater ponto para médicos em postos de saúde.

O governador
Já Cid Gomes inicia seu último ano com aprovação de quatro em cada dez fortalezenses. Dado o desastre na segurança pública e a maré negativa para gestores que se consolidou após os protestos de junho de 2013, é um número razoável. Tem gente muito pior por aí. E há ainda o interior, onde a dependência da população em relação a políticas assistencialistas aumenta o capital eleitoral do governo estadual. Por outro lado, vale lembrar que Cid praticamente governa sem uma oposição organizada, de atuação sistemática e estratégica. Assim, há um considerável desgaste não forçado registrado na pesquisa. Houvesse aos olhos do público uma alternativa em vista, a reprovação poderia ser bem maior.

A presidente
Assim, pelo Vox Populi, Dilma é o maior cabo eleitoral no jogo da sucessão em 2014. A ironia é que de todos esses gestores, é justamente a presidente quem menos fez pela cidade ou pelo Estado. Nada significativo foi realizado pelo governo federal em Fortaleza. Nada. Nem sequer uma reforma no aeroporto conseguiram fazer. Nenhuma inauguração relevante. Sua vantagem, parece, é estar distante, além de contar com aliados que não temem demonstrações reiteradas de subserviência em qualquer circunstância.

Futuro
Dizer que pesquisas são retratos do momento já virou clichê. Se a popularidade de políticos e gestores públicos não anda lá essas coisas, o suspense está mesmo no desenrolar dos próximos meses, com a previsão cada vez mais nítida de que mais protestos e manifestações podem acontecer, elevando a desaprovação geral poucos meses antes das eleições.

 

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O recado da pesquisa Vox (PMDB) Populi

Por Wanfil em Pesquisa

09 de outubro de 2013

O instituto Vox Populi divulgou pesquisa encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes, a CNT, sobre as eleições no Ceará. Na estimulada, Eunício Oliveira (PMDB) larga na frente para o governo do Estado, e Tasso Jereissati (PSDB) lidera para o Senado.

Incomum

O levantamento do Vox Populi, no entanto, tem alguns aspectos incomuns, especialmente na pesquisa para as intenções de voto para governador. É estranho, por exemplo, o excesso de cenários – um total de dez! – todos com Eunício Oliveira figurando.

Também é raro ver tantas simulações para um 1º turno só entre dois nomes, sempre mantendo Eunício e mudando os oponentes apenas entre nomes Pros, partido de Cid Gomes, ou do PT. Parece mais pesquisa de 2º turno, com o defeito de dar como certa, desde já, que a disputa será entre um determinado candidato invariável e alguns outros sem expressão.

E o Heitor?

Surpreende ainda a ausência do nome do deputado Heitor Férrer (PDT) na pesquisa para o governo estadual, justamente o candidato que mais poderia tirar votos de Eunício, já que Tasso descartou disputar o cargo, deixando aberta a possibilidade apenas para uma candidatura ao Senado. Aí, sem candidatos do PMDB, a pesquisa é mais sóbria, com simulações com todos os candidatos que aparecem como potenciais competidores pela vaga.

CNT – PMDB

Chama a atenção também a preocupação da CNT com as eleições no Ceará. E aí veja que coisa curiosa: a entidade é presidida por Clésio Andrade, senador por minas gerais e membro destacado do… PMDB!, o partido de… Eunício Oliveira. A CNT encomendou pesquisas em mais três estados: Amazonas, Alagoas e Paraíba, locais em que, por coincidência, só coincidência, o PMDB tenta emplacar candidaturas aos governos.

É isso. A pesquisa Vox Populi vale como registro, claro, mas é óbvio que a orientação de seus contratantes a transforma, antes de qualquer coisa, em peça de pressão política. No ceará, é uma forma de dizer a Cid Gomes que entre o Pros e o PMDB, ambos dilmistas, a candidatura mais viável é a de Eunício, o aliado que, cada vez mais, ganha cara de adversário.

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Vox Populi em Fortaleza: Da expectativa de mudança para a tendência de continuidade

Por Wanfil em Eleições 2012, Pesquisa

24 de setembro de 2012

A expectativa de mudança expressa no descontentamento do eleitor com uma gestão rachada motivou outras candidaturas em Fortaleza. Sobrou promessa e faltou combate.

Na reta final da campanha eleitoral mais disputada dos últimos anos em Fortaleza, a pesquisa Vox Populi divulgada nesta segunda-feira (24), mostra a primeira mudança na liderança da disputa. Faltando pouco menos de duas semanas para os eleitores irem às urnas, os candidatos Elmano de Freitas (PT) e Roberto Cláudio (PSB) aparecem com 20% das inteções de voto, seguidos de Moroni Torgan (DEM) com 17% e Heitor Férrer (PDT) com 9%.

O  levantamento tem margem de erro estimada de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, a menor até o momento, com intervalo de confiança é de 95%. Evidentemente, pesquisas eleitorais apresentam o retrato estático de uma realidade em movimento. O que vale, portanto, é verificar a consolidação de tendências.

Sobe e desce

Faltando pouco menos de duas semanas para os eleitores irem às urnas, Moroni perde a liderança. No intervalo de um mês, o candidato do Democratas perdeu nove pontos, de 26 para 17% . Elmano e Roberto subiram oito pontos cada. Heitor subiu apenas um, dentro da margem de erro.

Como sempre, não é possível fazer previsões exatas, especialmente para uma eleição acirrada. Com o tempo que falta, é a hora de quem não está garantido – e ninguém está – fazer suas apostas estratégicas finais.

Como a campanha de Moroni irá reagir ao novo cenário? Deve atacar algum dos adversários com mais ênfase ou se resguarda para ser cortejado caso não passe ao segundo turno? O PT nacional desembarca em peso para reforçar a campanha de Elmano? Bastará a Roberto Cláudio  o apoio de Cid? São fatores que ser determinantes na decisão do eleitor.

O Vox Populi mostra que a rejeição do candidato petista é maior do que a do candidato do PSB: 14% contra nove porcento, respectivamente. No entanto, a de Roberto Cláudio cresceu em ritmo mais acelerado, quase dobrando ao subir quatro pontos; enquanto Elmano variou três pontos. Nesse ponto reside o maior trunfo para alimentar as esperanças de Heitor Férrer, que é rejeitado somente por 2% dos entrevistados.

Dos padrinhos políticos com cargo no executivo, a presidente Dilma aparece como a mais bem avaliada, com 73% de aprovação, contra 50% Cid e 31% de Luizianne.

Dupla condição: novidade e continuidade

Se o eleitorado da capital cearense se notabilizou nacionalmente por uma certa rebeldia capaz de promover reviravoltas surpreendentes, o momento parece ser de estilo mais conservador. Pela segunda vez seguida Luizianne entra desgastada para uma disputa e no decorrer do período eleitoral consegue reverter um quadro de derrota anunciada. A primeira como candidata e agora como madrinha de uma candidatura. Meses atrás poucos se arriscariam a dizer que o seu escolhido teria alguma chance.

Nesse quadro, a alternativa que se viabiliza, segundo o Vox Populi, é o candidato de um partido que esteve com a atual gestão durante oito anos.

Assim, temos o quadro inusitado de uma eleição que nasce com a expectativa de mudança, uma vez que a gestão apresenta alto índice de desaprovação, mas cujos candidatos que lideram a preferência do eleitorado são justamente dois ligados ao modelo em vigor. A conclusão mais imediata é a de que a oposição falhou por não consegui capitalizar esse desejo de transformação, enquanto os governistas buscaram rostos desconhecidos travestidos  de novidade administrativa.

Durante a campanha, os adversários dos candidatos das máquinas não expuseram essa condição de continuidade que ambas possuem, na esperança de conquistar eleitores apenas com uma agenda positiva, cheia de projetos com nomes bacanas, mas sem a antipatia da crítica política.

Como eu disse, o eleitorado de Fortaleza tem histórico de volatilidade. Aqui, tendências podem mudar mais rápido do que em outras capitais. No entanto, o Vox Populi mostra um cenário de continuísmo se consolidando. Para revertê-lo, é preciso mais do que sorrisos e promessas. É preciso combate.

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Pesquisa Vox Populi/Band/Jangadeiro: A força das máquinas começa a pesar na balança

Por Wanfil em Eleições 2012

30 de agosto de 2012

Pesquisa Vox Populi mostra quadro em Fortaleza após o início da propaganda eleitoral gratuita

A pesquisa Vox Populi Band / Jangadeiro para Fortaleza divulgada nesta quarta-feira (29), com margem de erro de 3 pontos  percentuais e realizada entre os dias 25 e 27 de agosto, mostra o seguinte quadro:

Moroni Torgan (DEM) – 26%
Elmano de Freitas (PT) – 13%
Roberto Cláudio (PSB) – 12%
Inácio Arruda (PC do B) – 9%
Heitor Ferrer (PDT) – 9%
Renato Roseno (PSOL) – 7%
Marcos Cals (PSDB) – 3%
André Ramos (PPL) – 1%
Francisco Gonzaga (PSTU) – 0%
Valdeci Cunha (PRTB) – 0%
Ninguém, Brancos e nulos – 5%
Não sabem ou não respondera – 15%

Efeito propaganda

É o primeiro levantamento do Vox Populi para as eleições deste ano em Fortaleza. Por ter sido feito após um razoável tempo de exposição dos candidatos na propaganda eleitoral gratuita, mostra um cenário que já sente o efeito dos programas de rádio e televisão.

Moroni

Moroni aparece na liderança com o dobro do segundo colocado, situação que naturalmente o transforma em alvo. Não por acaso o inserts do candidato democrata já assumem postura defensiva. Com pouco tempo de propaganda e sem aliados de peso, o desafio de Moroni consistirá, basicamente, na tentativa de administrar a vantagem que possui em relação aos demais, buscando retardar ao máximo qualquer redução nessa distância.

Se o recall foi importante para posicioná-lo na frente desde o início da disputa, assim como a imagem de oposicionista diante de uma gestão mal avaliada, isso agora não basta mais para manter a dianteira. O recall perde força à medida em que os outros candidatos se apresentam aos eleitores. A imagem de oposicionista ganha concorrentes dispostos a criticar o governo e passa a enfrentar o contra-discurso do candidato da situação. Hora de procurar outros diferenciais para conquistar eleitores.

Elmano e Roberto

Candidatos que surgiram sob o signo da ruptura entre Luizianne Lins e Cid Gomes, Elmano de Freitas e Roberto Cláudio vivem situação inversa ao líder da pesquisas: contam com grandes estruturas partidárias, farto aporte financeiro e gozam dos maiores tempos na propaganda. Não por acaso surgem tecnicamente empatados na disputa pela segunda colocação. É a força da máquina que se impõe gradualmente, ou seja, a famosa capacidade que os grupos instalados em governos têm de atrair apoios e recursos.

No entanto, se por um lado essa condição compensa a inexperiência dos dois candidatos, ambos novatos em disputas majoritárias e desconhecidos do público, por outro constitui enorme fator de risco, por herdar os ressentimentos do racha entre PT e PSB na capital. Em outras palavras, as circunstâncias podem levá-los a travar duro combate ainda no primeiro turno, que pode fustigar eleitores e dar a chance para que outros candidatos se apresentem como uma espécie terceira opção, de perfil moderado e propositivo. Não seria novidade. A própria Luizianne Lins foi eleita prefeita após se beneficiar estrategicamente do excesso de agressividade e de acusações trocadas entre os líderes daquela eleição.

 Inácio e Heitor

O comunista e o pedetista aparecem empatados com 9%. Mesmo com estruturas reduzidas, os dois estão dentro da margem de erro em comparação com os candidatos apoiados pelo governador e a prefeita. Como ainda há muito tempo até o dia da eleição, tudo pode acontecer e essas candidaturas também se mostram competitivas. São nomes que podem encarnar a imagem acima citada, de uma segunda opção de voto caso o eleitorado rejeite um eventual acirramento na campanha.

Renato Roseno e Marcos Cals

Tanto Roseno como Marcos Cals são políticos que já demonstraram ter fôlego nas retas finais. Ficam ali nas pesquisas sem chamar tanto a atenção, mas conseguem absorver boa parte dos indecisos no decorrer do processo eleitoral.  Isso, evidentemente, não serve de consolo para ninguém. Será preciso aguardar outras pesquisas para saber como essas campanhas se comportam e então saber se podem figurar com potencial de surpresa.

André Ramos, Francisco Gonzaga e Valdeci Cunha

Estão em situação complicada e não mostram expressão no levantamento.

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Pesquisa Vox Populi/Band/Jangadeiro: A força das máquinas começa a pesar na balança

Por Wanfil em Eleições 2012

30 de agosto de 2012

Pesquisa Vox Populi mostra quadro em Fortaleza após o início da propaganda eleitoral gratuita

A pesquisa Vox Populi Band / Jangadeiro para Fortaleza divulgada nesta quarta-feira (29), com margem de erro de 3 pontos  percentuais e realizada entre os dias 25 e 27 de agosto, mostra o seguinte quadro:

Moroni Torgan (DEM) – 26%
Elmano de Freitas (PT) – 13%
Roberto Cláudio (PSB) – 12%
Inácio Arruda (PC do B) – 9%
Heitor Ferrer (PDT) – 9%
Renato Roseno (PSOL) – 7%
Marcos Cals (PSDB) – 3%
André Ramos (PPL) – 1%
Francisco Gonzaga (PSTU) – 0%
Valdeci Cunha (PRTB) – 0%
Ninguém, Brancos e nulos – 5%
Não sabem ou não respondera – 15%

Efeito propaganda

É o primeiro levantamento do Vox Populi para as eleições deste ano em Fortaleza. Por ter sido feito após um razoável tempo de exposição dos candidatos na propaganda eleitoral gratuita, mostra um cenário que já sente o efeito dos programas de rádio e televisão.

Moroni

Moroni aparece na liderança com o dobro do segundo colocado, situação que naturalmente o transforma em alvo. Não por acaso o inserts do candidato democrata já assumem postura defensiva. Com pouco tempo de propaganda e sem aliados de peso, o desafio de Moroni consistirá, basicamente, na tentativa de administrar a vantagem que possui em relação aos demais, buscando retardar ao máximo qualquer redução nessa distância.

Se o recall foi importante para posicioná-lo na frente desde o início da disputa, assim como a imagem de oposicionista diante de uma gestão mal avaliada, isso agora não basta mais para manter a dianteira. O recall perde força à medida em que os outros candidatos se apresentam aos eleitores. A imagem de oposicionista ganha concorrentes dispostos a criticar o governo e passa a enfrentar o contra-discurso do candidato da situação. Hora de procurar outros diferenciais para conquistar eleitores.

Elmano e Roberto

Candidatos que surgiram sob o signo da ruptura entre Luizianne Lins e Cid Gomes, Elmano de Freitas e Roberto Cláudio vivem situação inversa ao líder da pesquisas: contam com grandes estruturas partidárias, farto aporte financeiro e gozam dos maiores tempos na propaganda. Não por acaso surgem tecnicamente empatados na disputa pela segunda colocação. É a força da máquina que se impõe gradualmente, ou seja, a famosa capacidade que os grupos instalados em governos têm de atrair apoios e recursos.

No entanto, se por um lado essa condição compensa a inexperiência dos dois candidatos, ambos novatos em disputas majoritárias e desconhecidos do público, por outro constitui enorme fator de risco, por herdar os ressentimentos do racha entre PT e PSB na capital. Em outras palavras, as circunstâncias podem levá-los a travar duro combate ainda no primeiro turno, que pode fustigar eleitores e dar a chance para que outros candidatos se apresentem como uma espécie terceira opção, de perfil moderado e propositivo. Não seria novidade. A própria Luizianne Lins foi eleita prefeita após se beneficiar estrategicamente do excesso de agressividade e de acusações trocadas entre os líderes daquela eleição.

 Inácio e Heitor

O comunista e o pedetista aparecem empatados com 9%. Mesmo com estruturas reduzidas, os dois estão dentro da margem de erro em comparação com os candidatos apoiados pelo governador e a prefeita. Como ainda há muito tempo até o dia da eleição, tudo pode acontecer e essas candidaturas também se mostram competitivas. São nomes que podem encarnar a imagem acima citada, de uma segunda opção de voto caso o eleitorado rejeite um eventual acirramento na campanha.

Renato Roseno e Marcos Cals

Tanto Roseno como Marcos Cals são políticos que já demonstraram ter fôlego nas retas finais. Ficam ali nas pesquisas sem chamar tanto a atenção, mas conseguem absorver boa parte dos indecisos no decorrer do processo eleitoral.  Isso, evidentemente, não serve de consolo para ninguém. Será preciso aguardar outras pesquisas para saber como essas campanhas se comportam e então saber se podem figurar com potencial de surpresa.

André Ramos, Francisco Gonzaga e Valdeci Cunha

Estão em situação complicada e não mostram expressão no levantamento.