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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

drogas

Roubos caem, apreensão de drogas e armas sobe, mas homicídios disparam no Ceará: seguro ou inseguro?

Por Wanfil em Segurança

18 de julho de 2017

Números oficiais apontam para direções opostas na Segurança (Divulgação SSPDS)

O secretário de Segurança Pública, André Costa, divulgou nesta -terça-feira em coletiva de imprensa números relativos ao trabalho de combate ao crime no primeiro semestre de 2017, em comparação com o mesmo período do ano passado:

Apreensão de drogas: amento de 117,6%
Apreensão de armas: aumento de 26,6%
Prisões qualificadas (assaltantes, traficantes, homicidas e pessoas portando armas):  aumento de 8,9%
Latrocínios: queda de 8,2%
Roubos e furtos a bancos: queda 12,1%

São bons números, é inegável. Ocorre que na contramão desses resultados positivos, os homicídios têm registrado grande aumento. De acordo com dados da própria SSPDS divulgados no início de julho, os assassinatos aumentaram 31,9% no primeiro semestre de 2017. Em junho, os números subiram 91% em relação ao mesmo mês do ano passado. Na capital, o crescimento foi de 217,7%.

Nesse caso o problema, e sempre existe um problema, é que os relatórios nacionais e internacionais de segurança pública levam em consideração, na hora de fazer os rankings da violência, o índice de homicídios, onde o Ceará tem aparecido nas primeiras colocações.

Estamos diante de um contraste estatístico que aponta duas direções aparentemente opostas. A não ser que a morte de bandidos numa guerra de quadrilhas esteja puxando os demais índices para baixo, algo difícil de conceber, posto que seria a bandidagem tratando de reduzir a criminalidade à bala.

Resta ainda a possibilidade de que o aumento nas apreensões esteja relacionado a um provável aumento na circulação de armas e drogas, decorrente de um ambiente mais inseguro.

Por fim, resta saber se o cidadão se sente mais ou menos seguro. Se tivesse que apostar, diria que o impacto dos homicídios ofuscam a melhora nos demais itens.

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A marcha dos maconheiros em Fortaleza

Por Wanfil em Movimentos Sociais

12 de Maio de 2012

Maconha em formato "recreativo", segundo os defensores da legalização, popularmente conhecido como "baseado".

A Praia de Iracema será palco, neste sábado (12), da “Marcha da Maconha Fortaleza”. A manifestação foi liberada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que a entende como legítimo exercício da liberdade de expressão. O movimento em até um jingle: “O cultivo é consciente, o consumo é consciente, a viagem nem tanto”.

Sujeitos da ação

Pessoalmente, prefiro chamar a marcha da maconha de “marcha dos maconheiros”,  não por provocação gratuita ou ironia hipócrita, mas por um motivo simples: maconha – a planta natural ou sua forma recreativa batizada de “baseado” – não marcha. Poderia chamá-la de marcha dos maconhados, mas aí estaria dizendo que os participantes estariam sob efeito da droga. Talvez de marcha dos apologistas da maconha, mas nesse caso estaria acusando seus participantes de outro crime, em discordância com o STF, intenção que não tenho.

É verdade que o artigo 33, § 2º da Lei 11.343, é bastante claro: Induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga: Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa de 100 (cem) a 300 (trezentos) dias-multa”. Mas como o STF considera que uma passeata pedindo a legalização da maconha não é o mesmo que instigar o seu consumo, então não posso usar o termo apologia. Para a Corte, seria necessário que os manifestante portassem cartazes do tipo: “Experimente maconha” ou “maconha é bom”, coisa que eles não farão, pois tais mensagens estão, obviamente, implícitas na causa. Para efeito de comparação , é mais ou menos assim: pedófilos poderiam organizar uma marcha da pedofilia em favor do amor livre, desde que não abusassem de crianças na caminhada ou incentivassem o comportamento explicitamente, afinal, estariam apenas exercendo sua liberdade de expressão…

Alguns defendem o uso medicinal da planta, mas tenho a impressão de que médicos e cientistas têm mais o que fazer do que ir a passeatas.

Ação e reação

Portanto, com todo o respeito, opto pelo substantivo maconheiro para me referir aos defensores da liberação desse entorpecente.

Como nem tudo são flores, discordo desses ativistas em alguns pontos. Primeiro, todo direito corresponde, inalienavelmente, a um dever. O direito a liberdade de expressão está vinculado ao dever de arcar com as consequências do que é expressado. Assim, exortar a maconha pedindo sua legalização é um direito cuja consequência final é o reforço de uma cadeia produtiva liderada pelo crime organizado (maconha importada será legalizada? Fernandinho Beira-Mar seria um empresário doravante?), como bem mostrou o filme Tropa de Elite.

Segundo, passeata é propaganda. Realmente eu acredito que existam pessoas dispostas a debater com seriedade a liberação da maconha com especialistas em saúde e segurança. No entanto, isso é coisa para fóruns adequados, não para festas ou oba-oba. Lugar de propor legalização de algo não é a praia, mas o Congresso Nacional. Vamos ver se algum parlamentar defende a causa. Junto com os bem-intencionados amigos da maconha, é bom lembrar, estão os empreendedores que fornecem e distribuem a droga, também denominados de traficantes.

Desafio Jovem

No Ceará, uma instituição luta bravamente para ajudar dependentes químicos. É o Desafio Jovem, criado pelo falecido Dr. Silas Munguba. Visitei o lugar duas vezes, o suficiente para que eu entendesse uma coisa: não há argumento a favor do afrouxamento do combate as drogas – qualquer uma – que resista ao encontro com aquelas pessoas destruídas pelo vício. É brutal. Dos pacientes que lá vi alquebrados, humilhados e doentes, muitos – a maioria – encontraram no “inocente” uso recreativo da maconha a porta de entrada para o mundo das drogas pesadas.

Quando minhas filhas estiverem maiores, já na idade de ser tentadas pelo discurso de progressistas bacanas que acham que certas substâncias possuem um charme transgressor e libertador, vou levá-las ao Desafio Jovem – endereço que certamente não constará nunca da marcha – para que elas vejam os riscos reais das drogas, sejam elas liberadas ou não.

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A marcha dos maconheiros em Fortaleza

Por Wanfil em Movimentos Sociais

12 de Maio de 2012

Maconha em formato "recreativo", segundo os defensores da legalização, popularmente conhecido como "baseado".

A Praia de Iracema será palco, neste sábado (12), da “Marcha da Maconha Fortaleza”. A manifestação foi liberada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que a entende como legítimo exercício da liberdade de expressão. O movimento em até um jingle: “O cultivo é consciente, o consumo é consciente, a viagem nem tanto”.

Sujeitos da ação

Pessoalmente, prefiro chamar a marcha da maconha de “marcha dos maconheiros”,  não por provocação gratuita ou ironia hipócrita, mas por um motivo simples: maconha – a planta natural ou sua forma recreativa batizada de “baseado” – não marcha. Poderia chamá-la de marcha dos maconhados, mas aí estaria dizendo que os participantes estariam sob efeito da droga. Talvez de marcha dos apologistas da maconha, mas nesse caso estaria acusando seus participantes de outro crime, em discordância com o STF, intenção que não tenho.

É verdade que o artigo 33, § 2º da Lei 11.343, é bastante claro: Induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga: Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa de 100 (cem) a 300 (trezentos) dias-multa”. Mas como o STF considera que uma passeata pedindo a legalização da maconha não é o mesmo que instigar o seu consumo, então não posso usar o termo apologia. Para a Corte, seria necessário que os manifestante portassem cartazes do tipo: “Experimente maconha” ou “maconha é bom”, coisa que eles não farão, pois tais mensagens estão, obviamente, implícitas na causa. Para efeito de comparação , é mais ou menos assim: pedófilos poderiam organizar uma marcha da pedofilia em favor do amor livre, desde que não abusassem de crianças na caminhada ou incentivassem o comportamento explicitamente, afinal, estariam apenas exercendo sua liberdade de expressão…

Alguns defendem o uso medicinal da planta, mas tenho a impressão de que médicos e cientistas têm mais o que fazer do que ir a passeatas.

Ação e reação

Portanto, com todo o respeito, opto pelo substantivo maconheiro para me referir aos defensores da liberação desse entorpecente.

Como nem tudo são flores, discordo desses ativistas em alguns pontos. Primeiro, todo direito corresponde, inalienavelmente, a um dever. O direito a liberdade de expressão está vinculado ao dever de arcar com as consequências do que é expressado. Assim, exortar a maconha pedindo sua legalização é um direito cuja consequência final é o reforço de uma cadeia produtiva liderada pelo crime organizado (maconha importada será legalizada? Fernandinho Beira-Mar seria um empresário doravante?), como bem mostrou o filme Tropa de Elite.

Segundo, passeata é propaganda. Realmente eu acredito que existam pessoas dispostas a debater com seriedade a liberação da maconha com especialistas em saúde e segurança. No entanto, isso é coisa para fóruns adequados, não para festas ou oba-oba. Lugar de propor legalização de algo não é a praia, mas o Congresso Nacional. Vamos ver se algum parlamentar defende a causa. Junto com os bem-intencionados amigos da maconha, é bom lembrar, estão os empreendedores que fornecem e distribuem a droga, também denominados de traficantes.

Desafio Jovem

No Ceará, uma instituição luta bravamente para ajudar dependentes químicos. É o Desafio Jovem, criado pelo falecido Dr. Silas Munguba. Visitei o lugar duas vezes, o suficiente para que eu entendesse uma coisa: não há argumento a favor do afrouxamento do combate as drogas – qualquer uma – que resista ao encontro com aquelas pessoas destruídas pelo vício. É brutal. Dos pacientes que lá vi alquebrados, humilhados e doentes, muitos – a maioria – encontraram no “inocente” uso recreativo da maconha a porta de entrada para o mundo das drogas pesadas.

Quando minhas filhas estiverem maiores, já na idade de ser tentadas pelo discurso de progressistas bacanas que acham que certas substâncias possuem um charme transgressor e libertador, vou levá-las ao Desafio Jovem – endereço que certamente não constará nunca da marcha – para que elas vejam os riscos reais das drogas, sejam elas liberadas ou não.