Ceará Archives - Página 5 de 41 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Ceará

Brás Cubas explica silêncio de Eunício sobre críticas de “aliados”

Por Wanfil em Eleições 2018

30 de julho de 2018

(FOTO: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Fábio Campos destaca no site Focus o silêncio de Cid Gomes diante das críticas de seus irmãos Ciro e Lia Gomes (PDT) contra o senador Eunício Oliveira (MDB). Candidata a uma vaga na Assembléia Legislativa, Lia aconselha publicamente que ninguém vote em candidatos do MDB, nem mesmo para senador.

Vez por outra Cid procura contemporizar declarações dos irmãos, mas quando o assunto é a coligação com o MDB no Ceará, prefere tergiversar. A observação sobre esse silêncio me fez lembrar de outro, do próprio Eunício, ele mesmo alvo de constantes críticas feitas por nomes do PT e do PDT.

Certamente ele aposta na discrição para garantir o apoio do governador Camilo Santana. Ocorre que ao calar, o senador parece consentir com a ideia de que PT e PDT apenas o toleram como um parceiro útil administrativamente, mas inconveniente na perspectiva eleitoral, uma espécie de mal necessário. Por essa razão é que união entre MDB e os partidos que comandam a chapa governista tende a ser, pelo menos até o momento, informal. É o reconhecimento de que se trata de uma aliança envergonhada.

O artigo ainda me trouxe à memória uma fala de Brás Cubas, personagem de Machado de Assis, bastante útil para a compreensão de certas ausências no debate político: “Há coisas que melhor se dizem calando”.

(Texto originalmente publicado no portal Tribuna do Ceará)

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O fim de semana em que cearenses ficaram entre facções e convenções

Por Wanfil em Eleições 2018

29 de julho de 2018

Fortaleza foi palco de onda de ataques entre a noite de sexta e a madrugada de domingo (FOTO: Arquivo)

O final de semana no Ceará foi marcado pela realização de convenções e encontros partidários e pelos ataques a ônibus e a prédios públicos e privados, ao que tudo indica, por obra de facções criminosas.

Nada poderia ser mais representativo de uma realidade do que o encontro entre essas agendas. Eleições e segurança, protagonizam o noticiário político desde a disputa de 2006, quando Cid Gomes foi eleito com seu Ronda do Quarteirão.

Nem sempre os ataques ocorrem em sincronia com o calendário eleitoral. Todo ano é a mesma coisa. Mas agora, com a recente onda chamando a atenção do noticiário nacional desde a sexta-feira, o assunto se coloca como imposição dos fatos.

Nos encontros dos partidos de oposição, não faltaram críticas e cobranças. Mais do que normal, é necessário. Foi assim com o PSL e também na convenção do PSDB e Pros. Já na reunião do PT, no sábado, a principal pauta foi a acomodação de aliados na chapa governista.

Nada mais representativo de uma realidade.

(Texto publicado no portal Tribuna do Ceará)

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“Tenho sido alvo do PT”, diz Ciro na véspera de encontro petista no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

27 de julho de 2018

“Sou candidato contra o candidato do PT e tenho sido alvo do PT” palavras de Ciro Gomes a jornalistas em convenção do PDT de São Paulo, quinta-feira passada (26). Para contextualizar, a declaração busca rebater a repercussão negativa causada por uma fala anterior, quando o candidato havia dito que sua eleição seria a melhor chance de tirar Lula da cadeia.

Está certíssimo. Eu mesmo já escrevi que o maior inimigo de Ciro é o PT. Acontece que ressaltar esse antagonismo justamente na véspera do encontro em que o PT definirá se terá ou não candidatura própria ao Senado – tese que contraria o acordo com o PDT de Cid Gomes, dono de uma das vagas na chapa de Camilo Santana – é uma forma de alimentar divergências internas no partido do governador bem no início da campanha.

Tudo o que um governador não precisa, mesmo tendo uma coligação gigantesca, é de uma base dividida. Por enquanto, nada grave, desde que a disputa siga sem sobressaltos, com algum adversário crescendo nas pesquisas.

De toda forma, apesar das divisões no PT do Ceará, tudo continua sob o controle do PDT de Ciro e Cid. Por outro lado, talvez esse talvez seja o problema. O costume de controlar aliados subservientes em casa pode ter criado uma expectativa falsa em relação as lideranças de outros estados na hora de costurar apoios.

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Atenção candidatos! FIEC realiza encontro sobre segurança pública no Ceará

Por Wanfil em Ceará

24 de julho de 2018

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) promove, nos dias 24 e 25 de julho, encontro com especialistas para discutir uma “Rota Estratégica da Segurança Pública”. A iniciativa faz parte do projeto Rotas Estratégicas Setoriais, que trata dos temas mais importantes para a indústria cearense, de olho no futuro, mais precisamente, no direcionamento de ações até 2025.

Com efeito, além dos riscos à vida de todos e das implicações psicológicas decorrentes do constante estado de alerta que vivemos, os altos níveis de insegurança têm impacto direto na economia e nos custos de produção. Segurança privada, monitoramento de cargas, limitação de investimentos em áreas perigosas, e por aí vai.

Idealizado pelo presidente da entidade, o empresário Beto Studart, o projeto já traçou cenários sobre questões como água, meio-ambiente e energia, entre outros. E o momento para falar de segurança não poderia ser mais apropriado, às vésperas do início da campanha eleitoral de 2018.

Desse modo, não apenas o governo, que vem amargando recordes negativos na área, mas também os candidatos para a disputa deste ano poderão ter em mãos uma valiosa contribuição apartidária. No encontro, especialistas debaterão “ações em diversos eixos, tais como prevenção à violência, sistema de segurança e defesa social, sistema prisional, sistema socioeducativo e governança”.

Somente a lembrança de discutir o sistema prisional, tema que sempre passa batido nas campanhas, mas que nesses tempos de facções é central na atual crise de segurança, já vale a iniciativa.

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O Centrão do Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

23 de julho de 2018

Segue abaixo trecho do meu artigo para a página Focus Jangadeiro Eleições 2018.

“O vai e vem do Centrão – o amontoado de partidos liderado por PR, PP, SD, PSD, PTB e PRB – em busca de um candidato à Presidência que possa garantir ao grupo as melhores vantagens em troca de apoio eleitoral mostrou ao País como a prática do fisiologismo resiste aos escândalos, prisões e, sobretudo, à rejeição da opinião pública.

Ensaiaram uma aliança com Bolsonaro, depois pareciam firmes com Ciro Gomes e agora, até o momento, indicam acordo com Geraldo Alckmin. A depender da oferta, podem mudar de novo.

A presença forte dessa prática no cenário nacional para as eleições de 2018 nos permite perguntar: E, no Ceará, quem faz o papel do Centrão?”

Leia mais aqui.

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Ciro perde o Centrão. Veja como isso afeta as eleições no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

20 de julho de 2018

A imprensa nacional destaca nesta sexta-feira que o apoio do Centrão (o bloco partidário formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade), depois de quase ter fechado com Ciro Gomes (PDT), vai mesmo para Geraldo Alckmin (PSDB).

O PDT oficializa, também nesta sexta, o nome de Ciro na disputa presidencial e ainda tenta costurar alianças com o PSB e o PCdoB, siglas que, por outro lado, sofrem pressão do PT – leia-se Lula – para não apoiar o pedetista.

Como essas movimentações interferem na política cearenses. Olhando de cima, nada muda na gigantesca aliança que reúne PDT, PSB, DEM e MDB para tentar a reeleição de Camilo Santana (PT), mas se observarmos mais de perto, o balanço interno dos pesos de cada um muda.

Leia mais aqui.

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Veja como a perda de apoio do Centrão a Ciro Gomes afeta as eleições no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

20 de julho de 2018

PDT oficializa Ciro na disputa presidencial (FOTO: André Carvalho/CNI)

A imprensa nacional destaca nesta sexta-feira (20) que o apoio do Centrão (o bloco partidário formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade), depois de quase ter fechado com Ciro Gomes (PDT), vai mesmo para Geraldo Alckmin (PSDB).

O PDT oficializou, também nesta sexta, o nome de Ciro na disputa presidencial e ainda tenta costurar alianças com o PSB e o PCdoB, siglas que, por outro lado, sofrem pressão do PT – leia-se Lula – para não apoiar o pedetista.

Como essas movimentações interferem na política cearenses? Olhando de cima, nada muda na gigantesca aliança que reúne PDT, PSB, DEM e MDB para tentar a reeleição de Camilo Santana (PT), mas se observarmos mais de perto, o balanço interno dos pesos de cada um muda.

Quanto mais forte a candidatura de Ciro ao Planalto, como no início desta semana, mais frágil fica a posição de Eunício Oliveira (MDB). A doce imagem do Palácio do Planalto faz sombra ao Palácio da Abolição. E assim PDT e PT chegaram a insinuar que desejavam indicar nomes para segunda vaga na chapa governista para o Senado.

O isolamento momentâneo do PDT nacional muda sutilmente as perspectivas estaduais. Com o projeto presidencial fazendo água, ganha mais urgência a manutenção do governo do Estado. E nesse caso, para reduzir riscos de surpresas, melhor ter o apoio do MDB, ou seja, manter Eunício na base de Camilo, com o devido silêncio dos Ferreira Gomes.

Tudo pode mudar? Pode. Talvez a tensão causada pelas incertezas das negociações partidárias tenha aumentado a disposição de Ciro para as declarações polêmicas, como registrado pelo noticiário nos últimos dias. As falas desgastantes seriam, portanto, efeito e não causa, do apoio perdido.

O jogo segue.

(Texto publicado originalmente no portal Tribuna do Ceará)

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Focus Jangadeiro: mais que um projeto, um compromisso

Por Wanfil em Ao leitor

19 de julho de 2018

O Sistema Jangadeiro e o site Focus.Jor, do jornalista Fábio Campos, referência na análise política no impresso cearense e agora empreendedor digital, deram início a um projeto para a cobertura da eleições deste ano. Nessa parceria, como colunista político da Jangadeiro, represento os veículos do grupo. Não escrevi a respeito antes porque estava justamente imerso nos preparativos para as novidades.

O projeto vai muito além do programa Focus Jangadeiro, que estreou ontem na Tribuna Band News (101.7) e Rede Jangadeiro FM (para o interior). A experiência de convergência entre as plataformas Jangadeiro agora se expande para o compartilhamento de conteúdo e audiência com um site especializado em cobertura política, jurídica e econômica. Portal, site, redes sociais, rádios e televisão integrados para levar ao público informação e análise de qualidade.

Para mim, particularmente, uma dupla satisfação, pela responsabilidade confiada e pela oportunidade de trabalhar novos horizontes com pessoas que admiro na Focus e na Jangadeiro. Mais que um projeto inovador, é um compromisso. E isso é o principal. Compromisso com o bom jornalismo, com valores anunciados, entre os quais, as liberdades individuais e o empreendedorismo.

Não existe assunto tabu ou veto a convidados. Tudo e todos podem ser abordados, mas sempre a partir de uma premissa inegociável: o equilíbrio ao colocar os temas que tanto despertam paixões nos dias de hoje. Para falar – e até criticar – com proveito para leitores, ouvintes e telespectadores, é preciso ouvir com respeito.

O projeto está aberto, em construção. Sugestões serão lidas com carinho. Críticas também. O nosso compromisso, afinal, também – e principalmente – é com você.

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Nota do PT coloca governadores contra o Judiciário na confusão sobre prisão de Lula

Por Wanfil em Partidos

10 de julho de 2018

O Partido dos Trabalhadores divulgou que 11 governadores, incluindo o cearense Camilo Santana, assinaram nota criticando a Justiça e em particular o juiz Sérgio Moro, por causa da confusão armada após decisão de um desembargador aliado do Tribunal Federal da 4ª Região para soltar Lula, preso em Curitiba, no escurinho de um plantão judiciário, domingo passado. Decisão revertida no mesmo dia pelo próprio TRF-4.

A nota afirma que “a condenação do Presidente Lula se deu de forma contrária às leis brasileiras e à jurisprudência de nossas cortes superiores”.

Em bom português, o trecho considera ilegal a prisão do ex-presidente pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Quando menos, é o mesmo que acusar de fraude processual instituições como PF, MP, PGR, TRF-4, STJ e STF, que fizeram parte do trâmite das investigações, da condenação e dos pedidos de Habeas Corpus para Lula.

Nada impede que governadores tenham opinião pessoal sobre o caso, porém, produzir notas públicas questionando a lisura do Judiciário certamente não é de interesse dos seus estados e cidadãos, muitos dos quais concordam com a manutenção da prisão de Lula. Confundir o cargo impessoal que ocupam com a militância que deles se espera, ou se cobra, é confundir o público com o privado.

Por isso, para quem acompanha a política no Ceará, fica evidente que a nota nem sequer combina com o estilo apaziguador e respeitoso de Camilo Santana, tanto que nada foi divulgado em suas redes sociais. Por outro lado, é perfeitamente compreensível que ele a tenha subscrito. Se não o fizesse, imagine a reação dos petistas que o acusam de ser menos leal a Lula do que a Ciro Gomes, do PDT.

Pelo constrangimento causado em relação a um dos poderes da República, o PT mesmo deveria poupar seus governadores e governadores aliados de uma exposição tão desnecessária, que não muda em nada a decisão dos tribunais. Ademais, o cargo de governador não pertence às instâncias partidárias.

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Deputados cearenses estão entre os autores do requerimento para a CPI da Lava Jato

Por Wanfil em Política

19 de junho de 2018

O pedido para a instalação de uma CPI na Câmara Federal para investigar suposta manipulação de delações premiadas por um escritório de advocacia, gerou uma grande confusão no meio político.

Para ser aprovado, o requerimento 43/2018 precisava de 171 assinaturas. Ao todo, 190 foram colhidas, mas quando a notícia de que o alvo da CPI são juízes e procuradores da Operação Lava Jato se espalhou, pelo menos 35 deputados pediram para retirar seus nomes da lista, alegando que terem sido enganados.

Diante da repercussão, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que já trabalhava para indicar o presidente e o relator da comissão, deverá indeferir o pedido.

No requerimento original, 16 deputados aparecem como autores; destes, três são do Ceará: Domingos Neto, líder do PSD na Câmara – o mesmo que pretende mudar o nome oficial do açude Castanhão de Padre Cícero para Paes de Andrade; André Figueiredo, líder do PDT – aliado de Cid Gomes e Antonio Balhmann, dois citados na delação da JBS; e José Guimarães, do PT, líder da Oposição, que dispensa apresentações.

Juízes e procuradores devem ser fiscalizados, eventuais abusos precisam ser corrigidos. Isso ninguém discute. A questão é que essa CPI da Lava Jato, em ano eleitoral, proposta por partidos investigados pela Lava Jato – MDB, PT, PP; apoiados por PSOL, PCdoB, PDT e PSB – levanta dúvidas sobre o uso de um dos poderes da República para retaliar e intimidar seus investigadores. Todos negam, mas que parece, parece.

Ainda que as razões tenham sido as mais sublimes e desinteressadas possíveis, a imagem do corporativismo que visa a impunidade é tudo que o eleitor cansado de corrupção mais condena.

Confira aqui a íntegra do requerimento.

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Deputados cearenses estão entre os autores do requerimento para a CPI da Lava Jato

Por Wanfil em Política

19 de junho de 2018

O pedido para a instalação de uma CPI na Câmara Federal para investigar suposta manipulação de delações premiadas por um escritório de advocacia, gerou uma grande confusão no meio político.

Para ser aprovado, o requerimento 43/2018 precisava de 171 assinaturas. Ao todo, 190 foram colhidas, mas quando a notícia de que o alvo da CPI são juízes e procuradores da Operação Lava Jato se espalhou, pelo menos 35 deputados pediram para retirar seus nomes da lista, alegando que terem sido enganados.

Diante da repercussão, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que já trabalhava para indicar o presidente e o relator da comissão, deverá indeferir o pedido.

No requerimento original, 16 deputados aparecem como autores; destes, três são do Ceará: Domingos Neto, líder do PSD na Câmara – o mesmo que pretende mudar o nome oficial do açude Castanhão de Padre Cícero para Paes de Andrade; André Figueiredo, líder do PDT – aliado de Cid Gomes e Antonio Balhmann, dois citados na delação da JBS; e José Guimarães, do PT, líder da Oposição, que dispensa apresentações.

Juízes e procuradores devem ser fiscalizados, eventuais abusos precisam ser corrigidos. Isso ninguém discute. A questão é que essa CPI da Lava Jato, em ano eleitoral, proposta por partidos investigados pela Lava Jato – MDB, PT, PP; apoiados por PSOL, PCdoB, PDT e PSB – levanta dúvidas sobre o uso de um dos poderes da República para retaliar e intimidar seus investigadores. Todos negam, mas que parece, parece.

Ainda que as razões tenham sido as mais sublimes e desinteressadas possíveis, a imagem do corporativismo que visa a impunidade é tudo que o eleitor cansado de corrupção mais condena.

Confira aqui a íntegra do requerimento.