Ceará Archives - Página 20 de 41 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Ceará

Ministério sem cearenses pode indicar falta de prestígio, é verdade. Mas quando foi que realmente houve prestígio?

Por Wanfil em Ceará

16 de Maio de 2016

Entre os indicados para a equipe ministerial de Michel Temer não há, a exemplo de mulheres e negros, gestores cearenses. Talvez seja o caso de imaginar que do ponto de vista administrativo e político, o governo do PMDB não tenha feito do gênero, da cor e do Estado de origem, critérios de escolha.

Quais foram, então, os critérios? Ora, varia de acordo com a pasta. Foi técnico para o pessoal da área econômica; fisiológico, como no caso de Leonardo Picciani no Esporte; pessoal, como José Serra nas Relações Exteriores; e ainda teve as nomeações que misturam perfis técnicos com acordos políticos. O ministério é um amálgama de necessidades urgentes com as conveniências de sempre para fazer a tal maioria no parlamento. A esperar os resultados disso. Mesmo assim, essa ausência de cearenses tem causado rumores no meio político local.

Eunício sem nada?
Havia a expectativa de que o senador Eunício Oliveira conseguisse emplacar um nome, mais precisamente Gaudêncio Lucena, na Integração Nacional, o que não aconteceu. Seus adversários falam em falta de prestígio, apesar dos órgãos federais já comandados por indicados do Senador, como é o caso do BNB e DNOCS. Pode ser que sim, pode ser que não.

De fato, a falta de um nome ligado a Eunício, simplesmente o tesoureiro do PMDB e muito próximo a Temer, soa estranho. A não ser que a influência do senador tenha sido direcionada em outro sentido, como, por exemplo, suceder Renan Calheiros na presidência do Senado em 2017, com apoio do governo federal. E hoje, como resta comprovado por fatos recentes, presidir as casas legislativas no Congresso confere poderes aos seus ocupantes muito maiores do que os de um ministro. Mas isso são especulações a serem confirmadas, lembrando que tendências podem mudar a todo instante.

O que fizeram os ministros cearenses?
Vamos lá. Vários nomes cearenses ocuparam diversos ministérios nos últimos anos e isso, francamente, não fez muita diferença para o Estado.

Quantas obras realmente importantes para mudar o perfil socioeconômico do Ceará foram inauguradas por esses ministros? Nem mesmo a reforma do aeroporto foi realizada (lembram do “puxadinho”?). De que valeram para os cearenses essas nomeações na hora, por exemplo, de garantir a refinaria que não veio? De que serviram para evitar os caríssimos atrasos na transposição do rio São Francisco? Qual a utilidade de ter tido um ministro da Educação por três meses? Para o Ceará, os resultados nesses últimos 15 anos foram pífios, essa é a verdade.

Não estou dizendo que nada fizeram. Com certeza alguns deixaram suas marcas etc., etc. Só lembro que esses cargos, que são de abrangência nacional, não resultaram em ações direcionadas para beneficiar o estado natal dos ministros. Pelo menos no que diz respeito ao Ceará.

De toda forma, se o problema é o medo de falta de prestígio, é preciso dizer que, infelizmente, pela ausência de inaugurações e pelas promessas não cumpridas, falta de prestígio nunca faltou para a base que deu sustentação a Lula e Dilma no Ceará, apesar da nomeação de um ou outro ministro. Não seria, portanto, novidade alguma.

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Dilma fora. E agora Camilo? E agora PT?

Por Wanfil em Política

12 de Maio de 2016

Martelo batido no Senado: Dilma sai de jogo e Michel Temer assume a Presidência da República. Significa dizer, entre muitas outras coisas, que depois da primeira eleição de Collor de Mello, ainda em 1989, quando Tasso Jereissati era governador, o Ceará volta a ter uma gestão estadual de oposição ao governo federal.

Olhar pragmático
Junto com Dilma sai de cena a sua equipe ministerial. São todos agora passado. Promessas não cumpridas e obras atrasadas não dependem mais desse pessoal. Ponto. Caberá pois ao governador Camilo Santana olhar para frente e buscar, junto com a bancada no Congresso, investimentos reais junto ao novo governo. O momento é de adaptação, o que não significar dizer adesão (pelo menos em relação ao governador, já os deputados…).

Convém evitar declarações provocativas ou dúbias. O próprio estilo de Camilo, mais comedido, deve ajudar nesse sentido. Resta então guardar prudência nas ações e discrição nas eleições de outubro. O governador não deverá fazer como seu antecessor Cid Gomes, que se licenciou do cargo para ajudar na eleição de Roberto Cláudio (PDT) em Fortaleza. A menos que queira agravar a indisposição com o PMDB de Eunício Oliveira, arriscando prejudicar qualquer interlocução mais profunda com os ministérios nessa transição.

Relação institucional
O Ceará, não custa lembrar, precisa do governo federal. Em contrapartida, o novo presidente precisa de votos no legislativo. Temer provavelmente deverá entrar em contato com governadores de oposição para dizer que pretende manter uma relação institucional e até propositiva com esses estados, pois o que importa agora é aprovar medidas de recuperação etc. e tal. Será a deixa para construir uma via de acesso ao Planalto para discutir assuntos de interesse da população cearense.

PT na oposição
O PT já avisou que será oposição. Isolado e com todo o desgaste sofrido, a perspectiva do comando nacional da legenda é que prefeituras sejam perdidas em outubro. Em Fortaleza, o partido não decidiu se lançará candidatura própria ou se ficará na sombra de Roberto Cláudio, talvez como o vice da chapa.

PT como aliado?
A essa altura dos acontecimentos é hora de o próprio prefeito (leia-se Cid e Ciro Gomes) avaliar bem se a companhia do PT, apesar do tempo de propaganda que agrega, mais ajuda ou atrapalha. Se não seria melhor ter o PT correndo por fora para bater nos seus adversários… Ao PT, uma candidatura seria uma oportunidade de palanque para uma defesa de sua história. Que estudem as opções.

Incertezas
Ainda é muito cedo para dizer como serão as primeiras semanas da gestão Temer e como elas poderão impactar no Estado. Conseguirá estancar a sangria na economia e até prover alguma recuperação? Impossível dizer. O mercado tem sinalizado positivamente ao impeachment, o que é um indicativo considerável. O certo é que a configuração partidária do poder mudou e que o tempo para se adaptar a esse ambiente em formação é muito curto.

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Onde estão os que enalteciam as qualidades de Dilma no Ceará?

Por Wanfil em Política

11 de Maio de 2016

O Senado confirmará logo mais o afastamento de Dilma Rousseff, a presidente mais impopular da História, a que cometeu o maior estelionato eleitoral depois do Plano Cruzado, a presidente cuja gestão foi indelevelmente manchada pelo petrolão (maior caso de corrupção já desmascarado no Brasil), a que foi apresentada como grande gestora por Lula e que provocou, no final, a maior recessão da economia brasileira.

O editorial do Estadão desta quarta-feira história arremata: “É hora de Dilma Rousseff começar a se preparar para o destino que o Brasil lhe reservou generosamente: o esquecimento”.

Sobre isso, em relação ao Ceará, cabe uma ressalva. Antes mesmo do eleitor esquecer Dilma, parece que já a esqueceram muitos dos aliados que durante anos apoiaram a “Mãe do PAC”, garantindo aos cearenses tratar-se de pessoa preparadíssima para a função, apesar de todos os erros e mesmo após o golpe da refinaria e atrasos constantes e caríssimos na transposição do São Francisco.

Cadê?
Onde estão aqueles que nos últimos anos acotovelavam-se para aparecer ao lado de Dilma nos palanques eleitorais e nas visitas oficiais? Sumiram ou mudaram de lado. A começar pela bancada estadual do PMDB, comandada por Eunício Oliveira (que, dizem, nunca perdoou a imparcialidade de Dilma nas eleições de 2014, quando Cid Gomes lançou candidato do PT ao governo do Ceará quebrando acordo com o PMDB). Além do mais, foi o racha na aliança nacional da legenda com o PT que fez o governo federal perder de vez as condições de conduzir o País.

Até aí, era de se esperar. Mas existem outros que se antes aplaudiam e enalteciam a inigualável capacidade administrativa da presidente, como o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, agora estão calados. Nunca mais compareceram a eventos com a “presidenta”. Cid e Ciro até mandaram seus deputados federais e o presidente da Assembleia estadual, Zezinho Albuquerque, do PDT, tirarem foto com a petista na véspera da derrota na Câmara, mas foi apenas o último suspiro. O grupo agora deixará Dilma de lado para se concentrar numa possível candidatura de Ciro à Presidência da República.

Caminhando com Dilma até a derrocada final estão o próprio PT, com destaque para o deputado federal José Guimarães e para o governador Camilo Santana; o deputado Chico Lopes, do PCdoB; e Arnon Bezerra, do PTB. Com exceção de Lopes, os nomes mencionados neste parágrafo estiveram presentes na rápida passagem da ainda presidente em Juazeiro na última sexta-feira (6). E só. “Ninguém assistiu ao formidável enterro de tua última quimera…”.

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Camilo faz o primeiro aceno para Temer

Por Wanfil em Política

03 de Maio de 2016

O governador Camilo Santana, do PT, fez na semana o seu primeiro aceno para um futuro sem Dilma Rousseff na Presidência da República. Em solenidade para do programa Garantia Safra realizada no Palácio da Abolição na última segunda-feira (2), Camilo afirmou que buscará manter o diálogo com o governo federal na futura gestão de Michel Temer e que espera que o impeachment não afete obras que dependem de recursos da União para o Ceará.

Separar partido e gestão
Não significa dizer que o governador mudou de opinião em relação ao afastamento da presidente. Correligionário de Dilma, por várias vezes Camilo se manifestou contra a saída dela. Significa que, diante do inevitável, é preciso ser pragmático. Assim, Camilo acerta ao tentar separar suas posições partidárias de suas funções administrativas.

Além do mais, os estados brasileiros, em especial os mais pobres, possuem enorme dependência financeira em relação ao governo federal, o que implica em manter, pelo menos uma relação institucional respeitosa com o presidente.

Por último, e não menos importante: no final, o governador é quem será cobrado por resultados, pois é dele a responsabilidade de pagar as contas do estado no final do mês. Essa responsabilidade ameniza qualquer arroubo de natureza política ou ideológica.

Estratégias de convivência
Essa responsabilidade é algo que impõe uma postura bem diferente, por exemplo, da demonstrada por Ciro Gomes, do PDT, que na semana passada chamou publicamente a Michel Temer de “safado” e “conspirador filho da puta”. Esse é outro caminho. Sem cargos e sem obrigações administrativas, de olho em seu próprio projeto eleitoral, Ciro aposta no enfrentamento.

Se essa diferença de estratégias e de objetivos poderá causar problemas na parceria entre o PT estadual e os Ferreira Gomes, isso o tempo logo, logo dirá. Naturalmente, Camilo precisará conversar também com a bancada cearense do PMDB, que por sua vez, é o que se espera, deverá ter a responsabilidade de deixar diferenças e ressentimentos eleitorais de lado nesse momento de crise.

Radicais e moderados
Os aliados de Camilo que apostam na intriga, tanto no PT como no PDT, devem ser evitados nesse momento de crise, em proveito de interlocutores mais sensatos da nova base aliada, que também precisará controlar seus radicais. É uma situação difícil, mas se isso não acontecer, o Ceará ficará novamente excluído das prioridades do governo federal, como aconteceu nos últimos anos.

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E agora, José?

Por Wanfil em Partidos

28 de Abril de 2016

Deputados estaduais do Partido Progressista no Ceará criticam a intervenção do diretório nacional no comando estadual da legenda e acusam o deputado federal Adail Carneiro, que assumiu o controle do partido no lugar de Zé Linhares, de ter traído correligionários e aliados ao votar pelo impeachment de Dilma em troca do cargo, depois de ter garantido que votaria contra o afastamento. Adail afirma que tentou manter a palavra, mas se viu obrigado a mudar de posição, seguindo orientação da cúpula do PP.

Descontentamento
Quem puxou o coro dos descontentes do o deputado Fernando Hugo, destacado crítico do que ele chama “desgoverno do PT”, e que já foi do PSDB, do Solidariedade e recentemente filiou0-se ao PP, para compor a base estadual de apoio ao governo do… PT! Bom, eles que são do mesmo partido, que se entendam.

Super sincero
O que chamou mesmo a atenção foram as críticas feitas pelo presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, que apesar de ser do PDT, pediu desculpas a vereadores, prefeitos e deputados que entraram no PP a seu pedido. Por alguma razão, um pedetista, que até pouco tempo atrás era do PROS e antes do PSB, negociou filiações para o PP no Ceará. Zezinho disse ainda que usará de todos os meios legais para reverter a substituição de Zé Linhares por Adail Carneiro. Hã? Como assim? Quer dizer que o PDT tem que aprovar as decisões do PP?

É muito raro, quiçá inédito por aqui, ver alguém de um partido interferir publicamente dessa forma em questões internas de outro partido. Nem pra disfarçar…

Cartéis do voto
Fica claro que na atual conjuntura partidos (a maioria, pelo menos) não passam de instâncias burocráticas para homologar candidaturas, garantir tempo de propaganda e formalizar a fusão de projetos de poder com interesses pessoais. Por isso é comum ver lideranças políticas escalando prepostos, parentes, filhos e cônjuges em partidos diferentes, em consórcios que loteiam currais eleitorais. Não por acaso são contra o voto distrital.

O verdadeiro dono
Zezinho é ligado a Cid Gomes e controlava o PP através de Zé Linhares. Mesmo sendo do PDT, atraiu deputados para o PP na condição de articulador político dos Ferreira Gomes. Condição perdida, pois quem controla o PP é Ciro Nogueira, presidente Nacional da sigla e que apoia o impeachment, fato devidamente demonstrado pela  nomeação de Adail Carneiro no diretório estadual.

Essas frustrações não chegam a ser novidade para o grupo político liderado por Cid e Ciro. Foi a mesma coisa com o PSB de Eduardo Campos, o PPS de Roberto Freire e o PROS de Eurípedes Júnior, de onde saíram brigados. É o preço de não conseguir se fixar em sigla alguma. Parecem donos, mas não passam de inquilinos. A novidade agora é que o impeachment pode reduzir ainda mais as opções partidárias para a divisão governista.

Parodiando Drummond, fica a pergunta: E agora José? Está sem discurso, está sem PP, e tudo fugiu, e tudo mofou. E agora, José?

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Ferreira Gomes: o fim de um ciclo?

Por Wanfil em Política

20 de Abril de 2016

A História mostra que ciclos de hegemonia política nascem, crescem e se desgastam para dar vez a outros ciclos. Também ensina que, para ter alguma longevidade, é comum que os protagonistas locais desses processos busquem associação com projetos nacionais. Assim, nos últimos 30 anos, o grupo liderado pelos irmãos Ciro e Cid Gomes atuou como parceiro de outras forças políticas no Ceará até tornar-se hegemônico em 2006, com a primeira eleição de Cid ao governo estadual, em aliança com Lula e Dilma, condição que preserva até os dias atuais.

Expectativa de poder
Entretanto, como o impeachment de Dilma deixa tudo demasiadamente incerto, a ansiedade dos atores políticos com o cenário de curto prazo aumenta. Para a maioria desses, digamos assim,  profissionais da política, buscar abrigo junto a quem oferece expectativa de poder não é questão de ideal, mas de sobrevivência. Do mesmo modo que aderiram aos governos do PT esperando em troca benesses, podem facilmente aderir a um governo do PMDB para manter suas posições. É repugnante, mas é assim que funciona. Nesse jogo, não há vítimas inocentes.

Cargos e verbas
Mudanças no cenário nacional costumam a induzir alterações nos estados. É real a preocupação de muitos com o fato de que a proximidade com Cid e Ciro Gomes poderá ser prejudicial na hora de pleitear cargos e verbas numa eventual gestão Michel Temer. Assim, partidos, prefeitos e deputados começam a construir pontes de interlocução com o PMDB estadual. O movimento é visível, basta um rápido passeio na Assembleia Legislativa para constatar.

O rio corre para o mar
Nada disso é novidade. Já foram hegemônicos no Ceará os coronéis do velho PDS, o próprio PMDB e depois o PDSB de Tasso. Em todos os casos, boa parte das bases de um grupo migrou para seus substitutos. O rio corre para o mar, diz o ditado. Com a chegada do PT ao governo federal, os Ferreira Gomes conquistaram o comando político no estado. Deram grandes votações a Lula e Dilma, fizeram um governador, prefeitos e bancadas majoritárias. Agora, novas mudanças podem acontecer.

Nova hegemonia
Será o fim da hegemonia liderada por Cid e Ciro? Difícil dizer. Sempre chega o momento em que, a liderança fadiga sob a pressão de descontentamentos internos, disputa por espaços e ressentimentos que desgastam o projeto. Tudo isso pode ser antecipado por fatores externos. O desafio é saber quando esse momento chega.

Ciro pode manter aliados com sua campanha presidencial pelo PDT, mas essa é uma aposta de médio prazo muito arriscada. Seriam dois anos longe dos favores federais. Temer aceitaria uma reconciliação em nome da reconstrução nacional? Difícil, mas ainda que fosse possível, o senador Eunício Oliveira, que almeja ser o protagonista de uma nova hegemonia, seria um entrave por motivos óbvios.

Pensando bem, a única novidade seria ver os Ferreira Gomes na oposição ao governo federal. Quem sabe? Para tudo, tem uma primeira vez.

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Impeachment: bancada cearense se divide, porém maioria continua com Dilma

Por Wanfil em Sem categoria

18 de Abril de 2016

A votação do impeachment quantificou o que todos já sabiam: hoje o governo federal é minoria na Câmara dos Deputados. Foram 367 votos pela saída da presidente Dilma, contra 137 por sua permanência. O esgarçamento político é de tal envergadura que nem mesmo o apelo à distribuição de cargos e verbas foi capaz de manter 1/3 dos parlamentares na base. Sem sustentação política, é o fim da gestão.

Na contramão desse quadro, apenas três bancadas deram maioria para a ainda presidente Dilma: Bahia, Amapá e Ceará! Dos 22 cearenses, onze votaram contra o impeachment e nove a favor, com uma abstenção e uma ausência. De todo modo, foi um placar apertado, o que mostra uma divisão que antes não havia, quase igualando oposicionistas e governistas.

Isso é significativo na medida em que bancada  do Ceará se notabilizou por ter uma maioria submissa aos interesses do governo federal, condição reforçada pelo alinhamento automático do executivo estadual nas três últimas gestões. Essa disposição aos sim, ao consentimento e à obediência resultou em falta de prestígio político. É aquela história: quem muito se oferece, pouco se dá valor.

Na bancada de Pernambuco, por exemplo, estado que conseguiu uma refinaria, além de grandes investimentos nos últimos anos, 18 deputados votaram pelo impeachment e seis contra. Uma surra. Que fique a lição: governos só respeitam bancadas que colocam os interesses do estado acima de interesses eleitoreiros e partidários.

Para registro, segue abaixo a posição dos deputados federais cearenses na votação.

A favor do impeachment, por ordem alfabética:

Adail carneiro (PP), Cabo Sabino (PR), Danilo Forte (PSB), Genecias Noronha (SD), Moroni Torgan (DEM), Moses Rodrigues (PMDB), Raimundo Gomes de Matos (PSDB), Ronaldo Martins (PRB) e Vitor Valim (PMDB).

Contra o impeachment de Dilma, portanto, derrotados:

Ariosto Holanda (PDT), Arnon Bezerra (PTB), Chico Lopes (PCdoB), Domingos Neto (PSD), José Guimarães (PT), José Airton (PT), Leônidas Cristino (PDT), Luizianne Lins (PT), Macedo (PP), Odorico Monteiro (PROS) e Vicente Arruda (PDT).

Lavaram as mãos

Aníbal Gomes (PMDB) não votou e Gorete Pereira (PR) absteve-se.

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E o Eunício?

Por Wanfil em Política

14 de Abril de 2016

Senadores do Ceará no Estadão: falta cor entre o azul e o vermelho

Senadores do Ceará no Estadão: falta cor entre o azul e o vermelho

O “placar do impeachment” publicado pelo jornal O Estado de São Paulo mostra que a maioria dos senadores (42 de um total de 81) é favorável ao afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Na bancada cearense, o senador petista José Pimentel, como era de se esperar, naturalmente assume que é contra o impeachment. Já o senador Tasso Jereissati (PSDB) é a favor, assim como o restante da oposição. A grande dúvida é saber o que pensa Eunício Oliveira (PMDB). No placar do ‘Estadão’ ele aparece entre os treze que não quiserem revelar posição. Nove dizem ainda estar em dúvida.

Um dos motivos especulados na imprensa para o silêncio do líder do PMDB no Senado seria o desejo dele de evitar atritos com o presidente da casa, Renan Calheiros (resistente ao impeachment), e com o vice-presidente da República, Michel Temer, que pode assumir o lugar de Dilma no Palácio do Planalto. Faz sentido, mas fica no ar uma pergunta: não teriam os cearenses representados por Eunício o direito de saber, desde já, como ele se posicionará? Ademais, deixar para revelar somente em cima da hora pode dar a impressão, no mínimo, de medo ou de falta de convicção.

Outra linha de análise observa que Eunício passa a ser o nome forte do governo federal no Ceará caso o PMDB assuma o poder, empurrando para a oposição seus desafetos Cid e Ciro Gomes, além do governador Camilo Santana (PT). Ocorre que não é por causa disso que os cearenses estão contra ou a favor do impeachment. As questões locais não apareceriam como causa, mas como efeito do cenário nacional, este sim, a exigir definição.

O certo é que na falta de maiores explicações , só o que resta de concreto é a dúvida: Afinal, Eunício não diz aos brasileiros e aos cearense o que pensa por qual razão mesmo?

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Dilma vai a julgamento no Congresso e Congresso vai a julgamento popular

Por Wanfil em Política

12 de Abril de 2016

Como todos sabem a aprovação do parecer favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff na comissão da Câmara dos Deputados que analisava o pedido já era esperada. Tanto que, desde antes, governo, oposição e imprensa procuram antecipar a posição dos parlamentares para a votação no plenário da Casa, prevista para o próximo domingo.

Evidentemente, a curiosidade em saber quem está contra ou a favor impeachment pressiona deputados e senadores, sobretudo os governistas, uma vez que pesquisas de opinião mostram que a maioria da população apoia o afastamento da presidente.

Mesmo aqui no Ceará, onde a maioria da bancada federal obedece aos comandos de Cid e Ciro Gomes, é difícil ver candidatos a prefeito (a começar por Fortaleza) elogiando ou pregando a continuidade da gestão Dilma, afinal, defender um governo impopular, acuado por denúncias de crimes diversos e responsável pela crise econômica, é ir contra o famoso instinto de sobrevivência dos políticos. Alguns podem apostar que nas regiões mais carentes (historicamente dependentes da ajuda federal) o peso do impeachment não afete suas atuações nessas localidades. Porém, se houver mudança de governo, a decisão de ‘lavar as mãos’ poderá lhes custar caro.

Nesta semana, deputados e senadores preparam-se para julgar a presidente por crime de responsabilidade fiscal e, goste-se ou não, queira-se ou não, pelo conjunto da obra. Ao mesmo tempo, deputados e senadores serão julgados pelos eleitores.

PS. Quer saber como pretendem votar os membros da bancada federal do Ceará? Clique aqui.

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Diga ao seu deputado federal o que você espera dele no impeachment de Dilma

Por Wanfil em Política

08 de Abril de 2016

O portal Tribuna do Ceará publicou nesta sexta a matéria “Placar do impeachment: Veja como votará o deputado cearense que você elegeu“, assinada por Jéssica Welma. Uma excelente oportunidade para conferir como se posiciona nossa bancada federal e se o seu representante está em sintonia com você. Por enquanto, dos 22 deputados federais do Ceará, 12 são contra o afastamento de Dilma; oito querem sua saída, um está indeciso e um não respondeu.

Seguem abaixo, como contribuição para o exame de consciência desses nobres parlamentares (lembrando que estamos em ano eleitoral), os emails dos gabinetes de cada um deles. É só clicar em cima.

Quer o impeachment? Quer deixar tudo como está? Diga isso para o seu deputado. Se for o caso, você ainda poderá ajudar os dois únicos que não declararam lado. Os nomes (em ordem alfabética) seguem em blocos definidos pela atual posição atual dos deputados, conforme indicado pela Tribuna do Ceará:

A FAVOR DO IMPEACHMENT

Cabo Sabino (PR) – dep.cabosabino@camara.leg.br
Danilo Forte (PSB) – dep.daniloforte@camara.leg.br
Genecias Noronha (PSD) – dep.geneciasnoronha@camara.leg.br
Moroni Torgan (DEM) – dep.moronitorgan@camara.leg.br
Moses Rodrigues (PMDB) – dep.mosesrodrigues@camara.leg.br
Raimundo Gomes de Matos (PSDB) – dep.raimundogomesdematos@camara.leg.br
Ronaldo Martins (PRB) – dep.ronaldomartins@camara.leg.br
Vítor Valim (PMDB) – dep.vitorvalim@camara.leg.br

CONTRA O IMPEACHMENT

Ariosto Holanda (PDT) – dep.ariostoholanda@camara.leg.br
Arnon Bezerra (PTB) – dep.arnonbezerra@camara.leg.br
Chico Lopes (PCdoB) – dep.chicolopes@camara.leg.br
Domingos Neto (PSD) – dep.domingosneto@camara.leg.br
José Airton Cirilo (PT) – dep.joseairtoncirilo@camara.leg.br
José Guimarães (PT) – dep.joseguimaraes@camara.leg.br
Leônidas Cristino (PDT) – dep.leonidascristino@camara.leg.br
Luizianne Lins (PT) – dep.luiziannelins@camara.leg.br
Macedo (PP) – dep.macedo@camara.leg.br
Odorico Monteiro (PROS) – dep.odoricomonteiro@camara.leg.br
Paulo Henrique Lustosa (PP) – dep.paulohenriquelustosa@camara.leg.br
Vicente Arruda (PDT)dep.vicentearruda@camara.leg.br

INDECISOS

Gorete Pereira (SD) – dep.goretepereira@camara.leg.br

NÃO RESPONDEU

Aníbal Gomes (PMDB) – dep.anibalgomes@camara.leg.br (Aníbal será substituído, no próximo dia 12, pelo suplente Mauro Benevides. Nesse caso, é só pedir para repassar a mensagem).

PS. A quem interessar, os endereços e telefones desses gabinetes podem ser encontrados aqui: Bancada cearense na Câmara.

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Diga ao seu deputado federal o que você espera dele no impeachment de Dilma

Por Wanfil em Política

08 de Abril de 2016

O portal Tribuna do Ceará publicou nesta sexta a matéria “Placar do impeachment: Veja como votará o deputado cearense que você elegeu“, assinada por Jéssica Welma. Uma excelente oportunidade para conferir como se posiciona nossa bancada federal e se o seu representante está em sintonia com você. Por enquanto, dos 22 deputados federais do Ceará, 12 são contra o afastamento de Dilma; oito querem sua saída, um está indeciso e um não respondeu.

Seguem abaixo, como contribuição para o exame de consciência desses nobres parlamentares (lembrando que estamos em ano eleitoral), os emails dos gabinetes de cada um deles. É só clicar em cima.

Quer o impeachment? Quer deixar tudo como está? Diga isso para o seu deputado. Se for o caso, você ainda poderá ajudar os dois únicos que não declararam lado. Os nomes (em ordem alfabética) seguem em blocos definidos pela atual posição atual dos deputados, conforme indicado pela Tribuna do Ceará:

A FAVOR DO IMPEACHMENT

Cabo Sabino (PR) – dep.cabosabino@camara.leg.br
Danilo Forte (PSB) – dep.daniloforte@camara.leg.br
Genecias Noronha (PSD) – dep.geneciasnoronha@camara.leg.br
Moroni Torgan (DEM) – dep.moronitorgan@camara.leg.br
Moses Rodrigues (PMDB) – dep.mosesrodrigues@camara.leg.br
Raimundo Gomes de Matos (PSDB) – dep.raimundogomesdematos@camara.leg.br
Ronaldo Martins (PRB) – dep.ronaldomartins@camara.leg.br
Vítor Valim (PMDB) – dep.vitorvalim@camara.leg.br

CONTRA O IMPEACHMENT

Ariosto Holanda (PDT) – dep.ariostoholanda@camara.leg.br
Arnon Bezerra (PTB) – dep.arnonbezerra@camara.leg.br
Chico Lopes (PCdoB) – dep.chicolopes@camara.leg.br
Domingos Neto (PSD) – dep.domingosneto@camara.leg.br
José Airton Cirilo (PT) – dep.joseairtoncirilo@camara.leg.br
José Guimarães (PT) – dep.joseguimaraes@camara.leg.br
Leônidas Cristino (PDT) – dep.leonidascristino@camara.leg.br
Luizianne Lins (PT) – dep.luiziannelins@camara.leg.br
Macedo (PP) – dep.macedo@camara.leg.br
Odorico Monteiro (PROS) – dep.odoricomonteiro@camara.leg.br
Paulo Henrique Lustosa (PP) – dep.paulohenriquelustosa@camara.leg.br
Vicente Arruda (PDT)dep.vicentearruda@camara.leg.br

INDECISOS

Gorete Pereira (SD) – dep.goretepereira@camara.leg.br

NÃO RESPONDEU

Aníbal Gomes (PMDB) – dep.anibalgomes@camara.leg.br (Aníbal será substituído, no próximo dia 12, pelo suplente Mauro Benevides. Nesse caso, é só pedir para repassar a mensagem).

PS. A quem interessar, os endereços e telefones desses gabinetes podem ser encontrados aqui: Bancada cearense na Câmara.