Zé Mayer, assédios e culpas - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Zé Mayer, assédios e culpas

Por Wanfil em Crônica

06 de Abril de 2017

O ator José Mayer assediou uma colega de trabalho e caiu em merecida desgraça. Assédio moral e sexual. Em nota, tentou amenizar o ocorrido, mas no fim admitiu a culpa sem contestar o duro relato feito pela vítima. Talvez por isso, a confissão, Mayer tenha sido apenas suspenso em vez de sumariamente demitido. Não sei.

De todo modo, fazendo um paralelo nesse Brasil de tantos escândalos, é muito raro ver figuras públicas assumindo seus erros ou crimes. Na política então, a regra é morrer negando ou fingindo que nada aconteceu.

No Ceará basta lembrar do golpe da refinaria, do hospital no Sertão Central que nunca funcionou, dos tatuzões que enferrujam a céu aberto, exemplos de assédios eleitorais impunes, sem que ninguém seja devidamente responsabilizado por atrasos e prejuízos. Não há pedidos de perdão, sinais de arrependimento ou vergonha.

Em Brasília, mesmo diante do maior escândalo de corrupção e da maior recessão da história nacional, os protagonistas do desastre continuam a fingir que nada fizeram demais.

No caso do ator, a opinião pública o condenou, com toda a razão, sem precisar esperar o “trânsito em julgado” dos tribunais. A confiança foi quebrada e isso não tem perdão. Ano que vem será a chance para  o eleitor mostrar que é tão exigente quanto o telespectador.

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Zé Mayer, assédios e culpas

Por Wanfil em Crônica

06 de Abril de 2017

O ator José Mayer assediou uma colega de trabalho e caiu em merecida desgraça. Assédio moral e sexual. Em nota, tentou amenizar o ocorrido, mas no fim admitiu a culpa sem contestar o duro relato feito pela vítima. Talvez por isso, a confissão, Mayer tenha sido apenas suspenso em vez de sumariamente demitido. Não sei.

De todo modo, fazendo um paralelo nesse Brasil de tantos escândalos, é muito raro ver figuras públicas assumindo seus erros ou crimes. Na política então, a regra é morrer negando ou fingindo que nada aconteceu.

No Ceará basta lembrar do golpe da refinaria, do hospital no Sertão Central que nunca funcionou, dos tatuzões que enferrujam a céu aberto, exemplos de assédios eleitorais impunes, sem que ninguém seja devidamente responsabilizado por atrasos e prejuízos. Não há pedidos de perdão, sinais de arrependimento ou vergonha.

Em Brasília, mesmo diante do maior escândalo de corrupção e da maior recessão da história nacional, os protagonistas do desastre continuam a fingir que nada fizeram demais.

No caso do ator, a opinião pública o condenou, com toda a razão, sem precisar esperar o “trânsito em julgado” dos tribunais. A confiança foi quebrada e isso não tem perdão. Ano que vem será a chance para  o eleitor mostrar que é tão exigente quanto o telespectador.