Obrigado, The Office - Cinema Sinergia 
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Cinema Sinergia

por Thiago Sampaio

Obrigado, The Office

Por Thiago Sampaio em Série

21 de Maio de 2013

The Office chegou ao fim após nove temporadas

Foto: Divulgação

Se despedir de um seriado que acompanhamos há tantos anos nunca é fácil. Afinal, criamos empatia pelos personagens, torcemos por eles, rimos juntos. A sensação é de estarmos nos despedindo de amigos que não veremos mais semanalmente, restando apenas as recordações dos momentos agradáveis.

Na semana passada chegou ao fim um dos seriados mais divertidos de todos os tempos: The Office. Baseada na original britânica, que durou apenas duas temporadas, a versão americana resistiu nada menos que nove anos, faturando diversos prêmios, entre Globo de Ouro e Emmy.

O estilo, de início, é difícil de ser digerido: como um reality show, mostrando o dia a dia dos funcionários de uma empresa de venda de papel, com depoimentos e sem as “risadas” dos sitcons tradicionais. Mas quando nos acostumamos com aquele universo, fica difícil não adorar tudo aquilo.

No começo, tudo parece girar em torno do estilo peculiar e non-sense do Gerente Regional, Michael Scott (personagem de Steve Carell), que a todo custo força situações para se sentir querido e engraçado, duas coisas que passava longe de ser. Reuniões sem sentido e constrangimento com os companheiros (sem poupar piadas com obesos, gays, negros, etc), era o mote da série. Em The Office, a “vergonha alheia” deixava de ser incômoda para ser divertida. Carell deixou a série na sétima temporada, mas graças ao potencial do elenco coadjuvante, a qualidade não caiu.

Quem torceu pelo casal Jim e Pam (que flertaram por quatro longos anos até sair o primeiro beijo), se divertiu com as atitudes psicóticas de Dwight Schrute (Fabuloso!), a falta de articulação do bem intencionado Andy, o constrangimento do gay Oscar, as burrices de Kevin, a carência do tímido e rejeitado Tobby, o rígido porém alegre Darryl, o mau humor de Stanley, o ar maternal de Phyllis, a ingenuidade de Erin, o caráter duvidoso de Angela, o caráter visivelmente ruim de Creed, o jeito devasso de Meredith…sabe que a alma estava toda lá.

Se por um lado as últimas temporadas deixaram de lado um pouco o humor baseado na “vergonha alheia”, o carisma daqueles personagens, que estão mais preocupados em ocupar os seus tempos com futilidades do que em trabalhar, segurava o alto nível. Nem mesmo a saída do eterno estagiário Ryan e seu “affair” (aspas com muito sentido) Kelly influenciaram, já que eram os personagens menos interessantes – apesar da inclusão dos desnecessários Clark e Pete.

O episódio derradeiro

Não é fácil encontrar um fim para nove anos de convívio. Mas “The Office” se encerrou de maneira digna, a ponto de emocionar os fãs leais. Tanto que o retorno de Steve Carell foi apenas a “cereja no bolo” perante os inúmeros depoimentos, misturando o clima de despedida, retrospectiva e, principalmente, nostalgia.

Não, não é um até logo. Cada um teve o seu destino definido e o tal “documentário” sobre o dia a dia de todos finalmente veio à tona. E entre os muitos depoimentos, o de Jim Halpert é o que mais merece reflexão: “Assistir à sua vida nove anos atrás é uma situação incômoda. Faz refletir o que faria de diferente, o quanto poderia antecipar a minha felicidade. Mas é bom ver que eu era um moleque, hoje sou um homem”.

Quanto a mim, só tenho a dizer: obrigado, The Office!

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Obrigado, The Office

Por Thiago Sampaio em Série

21 de Maio de 2013

The Office chegou ao fim após nove temporadas

Foto: Divulgação

Se despedir de um seriado que acompanhamos há tantos anos nunca é fácil. Afinal, criamos empatia pelos personagens, torcemos por eles, rimos juntos. A sensação é de estarmos nos despedindo de amigos que não veremos mais semanalmente, restando apenas as recordações dos momentos agradáveis.

Na semana passada chegou ao fim um dos seriados mais divertidos de todos os tempos: The Office. Baseada na original britânica, que durou apenas duas temporadas, a versão americana resistiu nada menos que nove anos, faturando diversos prêmios, entre Globo de Ouro e Emmy.

O estilo, de início, é difícil de ser digerido: como um reality show, mostrando o dia a dia dos funcionários de uma empresa de venda de papel, com depoimentos e sem as “risadas” dos sitcons tradicionais. Mas quando nos acostumamos com aquele universo, fica difícil não adorar tudo aquilo.

No começo, tudo parece girar em torno do estilo peculiar e non-sense do Gerente Regional, Michael Scott (personagem de Steve Carell), que a todo custo força situações para se sentir querido e engraçado, duas coisas que passava longe de ser. Reuniões sem sentido e constrangimento com os companheiros (sem poupar piadas com obesos, gays, negros, etc), era o mote da série. Em The Office, a “vergonha alheia” deixava de ser incômoda para ser divertida. Carell deixou a série na sétima temporada, mas graças ao potencial do elenco coadjuvante, a qualidade não caiu.

Quem torceu pelo casal Jim e Pam (que flertaram por quatro longos anos até sair o primeiro beijo), se divertiu com as atitudes psicóticas de Dwight Schrute (Fabuloso!), a falta de articulação do bem intencionado Andy, o constrangimento do gay Oscar, as burrices de Kevin, a carência do tímido e rejeitado Tobby, o rígido porém alegre Darryl, o mau humor de Stanley, o ar maternal de Phyllis, a ingenuidade de Erin, o caráter duvidoso de Angela, o caráter visivelmente ruim de Creed, o jeito devasso de Meredith…sabe que a alma estava toda lá.

Se por um lado as últimas temporadas deixaram de lado um pouco o humor baseado na “vergonha alheia”, o carisma daqueles personagens, que estão mais preocupados em ocupar os seus tempos com futilidades do que em trabalhar, segurava o alto nível. Nem mesmo a saída do eterno estagiário Ryan e seu “affair” (aspas com muito sentido) Kelly influenciaram, já que eram os personagens menos interessantes – apesar da inclusão dos desnecessários Clark e Pete.

O episódio derradeiro

Não é fácil encontrar um fim para nove anos de convívio. Mas “The Office” se encerrou de maneira digna, a ponto de emocionar os fãs leais. Tanto que o retorno de Steve Carell foi apenas a “cereja no bolo” perante os inúmeros depoimentos, misturando o clima de despedida, retrospectiva e, principalmente, nostalgia.

Não, não é um até logo. Cada um teve o seu destino definido e o tal “documentário” sobre o dia a dia de todos finalmente veio à tona. E entre os muitos depoimentos, o de Jim Halpert é o que mais merece reflexão: “Assistir à sua vida nove anos atrás é uma situação incômoda. Faz refletir o que faria de diferente, o quanto poderia antecipar a minha felicidade. Mas é bom ver que eu era um moleque, hoje sou um homem”.

Quanto a mim, só tenho a dizer: obrigado, The Office!