Maio 2019 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Maio 2019

Sobre coisas que sabemos e não colocamos em prática: o perdão

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

31 de Maio de 2019

Um mentor espiritual de grande envergadura moral ao se referir sobre a questão do perdão lembra que é preciso ter paciência com os erros nossos e, principalmente, os dos outros. Somos seres em construção. Ninguém é perfeito.

A gente costuma reclamar sempre de quem erra. No entanto, diz o mestre, antes de acusar, silencie. É preciso perdoar e servir sempre.

Diante da mãe que tenta tirar a vida do pequeno filho, lançando numa correnteza, medite. Provavelmente ela não exibe as marcas da enfermidade com que, talvez, amanhã se recolha à sombra de um hospício.

Alguém passou por você e não respondeu a cordialidade do cumprimento? Pense na possibilidade de algum motivo inconfesso de dor e tormento que ela deva estar convivendo.

Aquele que, tendo cargo de chefia e por falta de humildade, desconhece a prática da bonomia, de ser cortês com seus pares, é mais infeliz do que os infelicitados por ele. Os que oprimem subalternos se esquecem de que, em breve tempo, podem perder o cargo e até cair sob o golpe da morte.

Por isso, importa perdoar sempre; porque os ofensores de qualquer condição carregam consigo o remorso, como espinho de fogo encravado no próprio ser.

Antes de qualquer julgamento antecipado, contra quem quer que seja, cale a sua voz de acusação. Permita-se à certeza de que, todos nós, estamos na escola de aprendizado terreno. E ninguém ainda tirou diploma de autoridade maior para julgar os que, a exemplo de todos nós, ainda não se edificaram no aprendizado do Bem.

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Polícia na rua é sinal de que a segurança atua

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

29 de Maio de 2019

Polícia na rua é sinal de que a segurança atua. Esse velho axioma, esse velho dito popular, continua tão atual quanto no passado. E uma prova disso é o resultado da Operação que ontem foi realizada. A Cronos 2. Mais de uma centena de foragidos foram capturados pela Polícia Civil. Para ser mais preciso: 131 criminosos.

Se o número surpreende, o que dizer de tanta gente endividada com a Justiça circulando de bobeira por aí. Quem sabe, cometendo arruaças, ampliando a desordem social, cometendo ações criminosas.

Operações desse tipo devem ser rotineiras. Para higienizar um pouco os espaços onde a criminalidade atua, muitas vezes, por omissão do Estado que paga uma soma enorme aos agentes policiais e não se tem um agendamento mais efetivo dessas ações.

Quando provocada, a Polícia age. Há quem desconfie da ineficiência da Justiça em aplicar corretamente a lei aos devidos casos; mas ninguém pode negar que os agentes de segurança estão atentos ao bloco dos criminosos que, hoje em dia, comandam áreas da comunidade, mandam e desmandam, deixando aflitas as populações já tão sacrificadas.

Polícia na rua é sinal de que a segurança atua. E a população só aplaude.

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Crianças expostas como animais de raça

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de Maio de 2019


O que falta acontecer de surpreendente para nos deixar de queixo caído? Neste País, tudo é possível. Como o caso da OAB do Mato Grosso que, esta semana, realizou algo que foge ao inimaginável. Principalmente partindo de uma entidade que se pretende séria como a Ordem dos Advogados do Brasil.

A Comissão de Infância e Juventude da OAB, em parceria com a Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara), promoveu um desfile de crianças entre 4 e 17 anos para apresentá-los como “candidatos” a famílias interessadas em processos de adoção.

Numa passarela, com presença de público em um shopping, as crianças desfilavam como animais de raça numa exposição agro-pecuária. Isso despertou indignação nas redes sociais após a divulgação de publicações que incluíam até mesmo fotos das crianças e adolescentes caminhando sobre o palco montado para o desfile.

A comissão organizadora saiu-se com uma justificativa esfarrapada de que o objetivo do desfile era “dar visibilidade a essas crianças e a esses adolescentes que estão aptos para adoção”.

As reações, como era de se esperar, não demoraram. Classificaram o evento como uma “vergonha”, uma “violência”, e uma “exposição degradante e vexatória de crianças”.

Até onde vai a falta de senso – com exemplos degradantes como esse, envolvendo uma instituição que está no dever de dar bons exemplos. E não de se ampliar ainda mais o descalabro, a falta de respeito e o descumprimento a própria lei que formados em Direito disseram defender um dia.

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Gasolina para apagar incêndio

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

22 de Maio de 2019

Numa casa onde a família não se entende, onde todo mundo briga com todo mundo, o que pode acontecer para piorar ainda mais a situação ? Quem respondeu, alguém oferecer armas para a família de digladiar, acertou.

A decisão do governo federal liberando a venda de fuzis para o cidadão comum lembra muito bem essa situação absurda. É como se alguém tentasse apagar um incêndio com gasolina.

Diante de atos como esse, a impressão que se tem é de que perdemos a noção do que é correto. De que não sabemos mais as medidas certas para o enfrentamento da violência e que, iniciativas extemporâneas, que se manifestam de forma inapropriadas, parecem revelar um governo sem o bom senso de agir para evitar que a coisa se complique mais ainda.

Contra isso, governadores se reuniram e resolveram assinar um documento reprimindo a atitude de Brasília, onde as vozes da República parecem não ter outra alternativa senão buscar na violência o seu combate.

Por aqui, o governador Camilo Santana pregou aviso de que “espalhar mais armas nas ruas não vai resolver o problema da violência”. Pelo contrário, consideramos nós; vai estimular a loucura a que já estamos expostos em termos de insegurança.

Não se pode creditar a alguém bem intencionado, a atitude de armar as pessoas como se isso fosse a melhor estratégia de defesa.

Alertado pelos críticos, o governo resolveu voltar atrpás e alterou a medida. Dos males, o menor. Mas fica no ar, uma impressão de que iniciativas contraditórias como essa, continuem a provocar surpresa e admiração, da parte de quem foi eleito para resolver problemas. E não para multiplicá-los.

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Do exemplo do rei Salomão no trato com os desprotegidos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

20 de Maio de 2019

Conta-se que o rei Salomão, ao voltar de uma viagem com toda sua corte, chamou atenção do seus soldados ao ordenar que a tropa estancasse e evitasse passar por cima de uma carreira de formigas que atravessava a estrada. A rainha de Sabá, que acompanhava o séquito, achou aquilo estranho. E argumentou que serem pisoteadas pelos cavalos do soberano seria uma honra para as formigas; ao que Salomão respondeu: todo bom governante precisa de todas as maneiras, dar segurança aos seus súditos e, principalmente, aos mais fracos. E mandou que se construísse uma estrada alternativa para a passagem de seu exército, evitando qualquer dano às formigas.

Esse episódio me vem à lembrança, diante do quadro de violência praticado, no último fim de semana, por alguns soldados na comunidade do Lagamar. As notícias contam que eles invadiram a casa onde era comemorada a celebração da crisma de um jovem autista. Pessoas teriam sido agredidas. Cinco adolescentes foram levados ao hospital e três foram detidos.

A justificativa para tudo isso não ficou bem clara. Mas os moradores falam em atitude arbitrária por parte dos agentes. Se disseram importunados por quem deveria dar-lhes proteção.

É preciso que o comando investigue tudo. E dê satisfação sobre isso. Afinal, não se coaduna com a filosofia de trabalho da corporação esse tipo de ação, que só revela diferença de tratamento em áreas da cidade. Moradores dessas regiões sempre reclamam da forma com que agentes de segurança atuam. É preciso orientá-los de que, nessas áreas carentes, a população detém os mesmos direitos de abordagem que se dá a quem mora em áreas nobres, onde o tratamento não ultrapasdsa aos limites da lei.

A exemplo do que fez o rei Salomão, quem mais precisa de segurança são os mais desprotegidos, vítimas muitas vezes da incompreensão humana, do arbítrio e, tudo isso,por conta de um traço errôneo de comportamento humano: o do preconceito. Se houve arbitrariedade, que se investigue. E puna os que forem responsáveis. Mas não se perca de vista algo essencial no trato comum: o respeito.

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No Ceará, falsos super-heróis atacam de bandidos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

14 de Maio de 2019

Me diga uma coisa: o que é que falta acontecer de ruim numa cidade que já tem tantos problemas de insegurança? Porque ninguém dá mais conta dos assaltos, furtos, roubos, saidinha bancárias, golpes aplicados das mais diferentes formas – teve um que se passou por um ator de novela do SBT e tirou dinheiro de uma internauta cearense.

Pois apesar dessa enxurrada de crimes, a impressão que se tem é de que a Polícia não está conseguindo dá contas e que é preciso a ajuda, o auxílio dos… super-heróis. Que nada, no Ceará os super-heróis, ou aqueles que se tornam clones, se vestem de heróis estão se bandeando pro lado do mal. A Polícia é que sim, deu um freio em 3 indivíduos que se vestiam de Lanterna Verde, Homem Aranha e Batman foram presos atuando como integrantes de uma facção criminosa. O mais incrível: eles trabalhavam nesses trenzinhos que divertem crianças em passeios na Beira Mar.

Já imaginou a quem está entregue a segurança de seus filhos?

Se você é daquelas vítimas de bandidos que ficam repetindo aquele bordão do Chapolim Colorado, “e agora, quem poderá nos salvar”, acredite: só Deus.

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Coração de mãe

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

10 de Maio de 2019

Diante do instinto de maldade a que se propõem alguns indivíduos, quem é capaz de deter todo esse ímpeto violento e de serenar o ânimo desses celerados? Se você respondeu “o coração de mãe”, pode crer, isso é a pura verdade.

Deve-se a essa figura feminina o poder de transformar criaturas violentas em seres de melhor comportamento. De alterar a fúria dos inconsequentes e dominar o mais frio assassino em ser domável. Uma mãe é capaz de verter lágrimas de um filho que não demonstra o menor sentimento de piedade e consideração na vida.

Quem tem a oportunidade de ir a um presídio nos dias em que mães visitam seus filhos, presos sob acusação dos crimes mais horrendos, há de conferir como esses malfeitores se rendem à presença da mulher que os gerou.

É que a docilidade de mãe retempera os corações chagados pelo veneno do mal. Ela é capaz de deter o impulso agressivo de um filho e, basta a citação do seu nome, para qualquer um resgatar do seu íntimo o respeito à grandeza dessa mulher.

Se quando fosse cometer qualquer ato errado, um filho lembrasse do quanto sua mãe sofreu para criá-lo; do quanto tempo levou para ensiná-lo o caminho certo – nenhum filho, por mais inclemente e impiedoso que seja, evitaria levantar até mesmo a voz contra quem quer que fosse.

O dia das mães existe, também, para sacramentar na mente desses infelizes, o quanto eles perderam por fazer sofrer o coração de quem não os abandona, nem mesmo diante do infortúnio que eles atualmente convivem.

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O chão da criminalidade

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

08 de Maio de 2019

Os números da violência do mês de abril no Ceará continuaram diminuindo na avaliação da Secretaria de Segurança. Isso pelo 13° mês consecutivo. É uma boa notícia, embora abril tenha sido um mês em que houve mais homicídios do que em igual período do ano passado.

Mas nota-se, por parte do secretário André Costa, um avanço no programa de enfrentamento da criminalidade que transformou Fortaleza em manchete internacional em janeiro passado.

O trabalho das Polícias civil e militar conseguiu esses resultados importantes, muito embora a gente não desconheça que é preciso fazer muito mais.

O enfrentamento da criminalidade ainda se debate em ações incríveis como esse das facções que utilizavam um prédio em nossa cidade como hospital clandestino. O hospital atendia às vítimas de facções, já que elas não poderiam se sentir tranquilas buscando socorro em unidades de saúde tanto da rede pública quanto da privada.

Ainda temos problemas com as quadrilhas de assaltantes de bancos que, hoje pela madrugada, assaltaram banco do municipío de Graça, na região Norte, um dia depois de um outro assalto em Irauçuba.

A ousadia dos bandidos se revela tão expressiva que, os bandidos que explodiram o banco de Graça, largaram as motos em que chegaram pilotando na cidade para furtar uma ambulância e fugir no carro que atende ao serviço de saúde da cidade.

O programa de combate ao crime continua firme. Mas ainda tem muito chão pela frente para se alcançar melhores resultados

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A confusão em Jeri

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

06 de Maio de 2019

De um policial fora de serviço espera-se que preserve a imagem da corporação a qual está ligado e que haja dentro dos limites do que orienta a lei: que seja correto como se deve a qualquer outro cidadão. Não se concebe de um agente de segurança que, mesmo nas horas de lazer, saia da linha; se desconcerte e passe a agir em desacordo o que pregam as normas.

O vídeo dos policiais civis em Jeri, que circula nas redes sociais, exibindo truculência da parte de alguns só vem revelar falta de identificação desses agentes com a filosofia retilínea da entidade maior que os incorporou.

Daqueles que fazem parte da instituição policial – civil ou militar – espera-se demonstrações de respeito a ordem pública e não serem eles protagonistas de atos indevidos – aos quais eles são pagos para combater.

Acusados de assédio a uma jovem que teria se recusado aos seus apelos, os policiais teriam exibido uma atitude que não corrobora com os postulados da Secretaria de Segurança. Puxar armas. Ameaçar pessoas. Chamar para briga os que os criticavam por uma atitude, da qual eles eram partícipes – isso pertence mais ao perfil do inimigo da sociedade e não àqueles que são pagos para lhes dar proteção.

Evidente que o secretário André Costa, que só falta fazer milagre para melhorar o nível da Polícia cearense, não fecha com esse tipo de atitude de seus agentes. Certamente, ele deve investigar tudo para chegar à verdade dos fatos. Mas os fatos, pelo que se vê no vídeo, já demonstram um ponto negativo para quem transforma o seu lazer e o dos outros em séria ameaça à ordem e a paz.

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Dia do Trabalhador: Nada existe mais significativo do que o capital humano

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

01 de Maio de 2019

Está escrito: do suor do teu rosto, comerás o teu pão. A referência bíblica diz respeito ao trabalho. Nada do que existe debaixo do sol é mais significativo ao ser humano do que o exercício pelo desenvolvimento, através do mecanismo do trabalho.

É o trabalho que liberta o homem de suas necessidades. Que evita que ele se marginalize. Que tenha dificuldades de toda ordem. Sem trabalho, o homem não progride. O mundo não avança. As coisas não andam.

Por isso, neste dia em que o mundo todo homenageia a expressiva força do trabalho, que na verdade é o capital humano, é preciso refletir sobre as políticas trabalhistas. Elas devem prosperar em benefício não apenas do empregador, mas do empregado. O que se vê são reformas promovidas nessa área, ao invés de diminuir o desemprego, ampliarem as desigualdades sociais e gerado crises, nas quais o trabalhador é a grande vítima dos que agenciam a ganância em favor de seus interesses.

Por isso, o desemprego a estimular a insatisfação. O medo, a prosperar a violência.

Tudo o que se fizer em favor do trabalhador é preferível a qualquer forma de lucro fácil. Em benefício de poucos. E em prejuízo de muitos.

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Dia do Trabalhador: Nada existe mais significativo do que o capital humano

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

01 de Maio de 2019

Está escrito: do suor do teu rosto, comerás o teu pão. A referência bíblica diz respeito ao trabalho. Nada do que existe debaixo do sol é mais significativo ao ser humano do que o exercício pelo desenvolvimento, através do mecanismo do trabalho.

É o trabalho que liberta o homem de suas necessidades. Que evita que ele se marginalize. Que tenha dificuldades de toda ordem. Sem trabalho, o homem não progride. O mundo não avança. As coisas não andam.

Por isso, neste dia em que o mundo todo homenageia a expressiva força do trabalho, que na verdade é o capital humano, é preciso refletir sobre as políticas trabalhistas. Elas devem prosperar em benefício não apenas do empregador, mas do empregado. O que se vê são reformas promovidas nessa área, ao invés de diminuir o desemprego, ampliarem as desigualdades sociais e gerado crises, nas quais o trabalhador é a grande vítima dos que agenciam a ganância em favor de seus interesses.

Por isso, o desemprego a estimular a insatisfação. O medo, a prosperar a violência.

Tudo o que se fizer em favor do trabalhador é preferível a qualquer forma de lucro fácil. Em benefício de poucos. E em prejuízo de muitos.