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News Maranguape

por Dadynha Saturnino

columinjuba

Vicente Nery é atração da festa de São Pedro que acontece nesse sábado (02), em Maranguape

Por Dadynha Saturnino em Eventos

28 de junho de 2016

O cantor Vicente Nery é atração principal do tradicional festejo de São Pedro, realizado no Columinjuba Club, em Maranguape-Ceará. O evento acontece nesse sábado (02), e também será animado por Helio Araujo, Paulo Roberto, Forro D’Nome e Dj Felipe Facundo (tocando as melhores dos anos 70, 80 e 90), artistas da terra de Chico Anysio que fazem o maior sucesso na região. Vendas de mesas e ingressos antecipados na sede do Bloco Arroxo, no Centro da cidade.

 

Vicente Nery é atraão do tradicional festejo de São Pedro, nesse sábado (02), no Columinjuba Club, em Maranguape

Vicente Nery é atraão do tradicional festejo de São Pedro, nesse sábado (02), no Columinjuba Club, em Maranguape

 

Serviço

 

Tradicional festejo de São Pedro

Local: Columinjuba Club – Maranguape – Ceará

Atrações: Vicente Nery, Helio Araujo, Paulo Roberto, Forro D’Nome e Dj Felipe Facundo (tocando as melhores dos anos 70, 80 e 90)

Vendas de mesas e ingressos na sede do Bloco Arroxo

Informações: (85) 98836.9798

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Manassés participa de solenidade de encerramento de projeto musical realizado em Maranguape

Por Dadynha Saturnino em Movimentos Sociais

30 de junho de 2015

Músico Manassés de Sousa participa de encerramento do Projeto realizado em Maranguape. Foto Marta Moura

Músico Manassés de Sousa participa de encerramento do Projeto realizado em Maranguape. Foto Marta Moura

 

O músico maranguapense Manassés de Sousa participou, na manhã de segunda (22), da solenidade de encerramento e entrega dos certificados aos alunos da segunda edição do projeto musical Um Toque de Vida, realizado em Maranguape, sob o seu patronato. O evento aconteceu no auditório da Coelce, em Fortaleza e também contou com a participação do coordenador e professor do Projeto Leonardo Rocha e Danilo de Paula, respectivamente, do diretor do Museu da Imagem e do Som – MIS Dilmar Miranda (representando a Secretaria de Cultura do Estado do Ceará – Secult), da coordenadora de Comunicação Social da Coelce Patrícia Varela e do Presidente da Associação dos Moradores e Agricultores Familiar do Distrito de Penedo Wilson da Silva, entidade contemplada com a doação de violões.

Certificação do Projeto Um Toque de Vida II. Foto Marta Moura.

Certificação do Projeto Um Toque de Vida II. Foto Marta Moura.

 

O Projeto, realizado pela Modo Maior Projetos Culturais, apoiado pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Secult) por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e patrocinado pela Coelce, ofertou gratuitamente, durante cinco (05) meses, aulas de teoria musical e de violão a alunos de uma escola pública de Columinjuba e contou com o apoio e a mobilização de moradores de Penedo, Jardim, Ladeira Grande, Vila Nova e Lages (todas localizadas na zona rural de Maranguape) que participaram das aulas como colaboradores e ouvintes. Durante a solenidade, os alunos apresentaram um recital, uma pequena mostra do aprendizado obtido com o curso. “O objetivo não é a formação de músicos e sim promover e desenvolver a musicalidade de jovens carentes através de cursos específicos, aprimorando a criatividade, a sensibilidade e criando oportunidades de expressão artística. É muito gratificante a gente vê um trabalho que foi feito com sacrifício ser concluído dessa maneira bacana. É um projeto que nos dá muita satisfação”, declarou Leonardo Rocha, músico e coordenador de Um Toque de Vida II. 

Nas duas edições a iniciativa contemplou 110 jovens do interior do Ceará.

Mais informações

Site do Projeto Um Toque de Vida
Facebook do Projeto Um Toque de Vida

Joanice Sampaio – Assessoria de Imprensa

joanicesampaio@gmail.com

(085) 98631-2139 / 99721-0234 / 98787-8742/ 99991-2626

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Agricultura Familiar foi tema do Programa Comunidade em Ação na Rádio de Maranguape

Por Dadynha Saturnino em Agricultura

18 de Janeiro de 2013

O Presidente da Cooperativa Agroecológica da Agricultura Familiar do Caminho de Assis de Maranguape – COOPERFAM Ceará Sr. Airton kern, participou do Programa Comunidade em Ação na rádio Maranguape FM, na última terça (15). Assuntos relacionados à Agricultura Familiar foram abordados durante o bate papo com os Radialistas Ubirajara Jr e Edmilson Barros, a Assessora de Comunicação Dadynha Saturnino, o rádioamador Helder Bezerra e os ouvintes que participaram ao vivo através de ligações telefônicas.

Estúdio da Maranguape FM. Foto de Ronier Vasconcelos

Estúdio da Maranguape FM. Foto de Ronier Vasconcelos

Airton fez suas considerações iniciais falando da partida repentina (há poucos meses) do Radialista, Presidente da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – ABRAÇO CEARÁ e Assessor de Comunicação da COOPERFAM Sérgio Lira: “era profundo conhecedor do universo da Agricultura Familiar, ajudava muito a cooperativa, conduzia o programa na rádio e a sua morte foi um choque muito grande. Perdemos muito, todo o movimento de rádio comunitária no Brasil também perdeu, mas, daremos continuidade a esse trabalho e continuaremos divulgando nossas ações na Maranguape FM”. Na sequência, falou sobre a agricultura familiar e seus produtos inseridos na merenda escolar, esclareceu algumas dúvidas de ouvintes encerrando com a necessidade de valorização do agricultor.

Locutor Edmilson Barros e Presidente da COOPERFAM CE Airton Kern no estúdio da Maranguape FM. Foto de Dadynha Saturnino

Locutor Edmilson Barros e Presidente da COOPERFAM CE Airton Kern no estúdio da Maranguape FM. Foto de Dadynha Saturnino

Confira nos tópicos listados abaixo:

  1. Agricultor Familiar: precisa ser morador da área rural, trabalhar, viver em atividade agrícola e ter a renda bruta de até R$300 mil reais. Na Região Centro Sul vemos agricultores familiares com carro, casa boa, filhos fazendo faculdade e continuam sendo agricultores familiares. Aqui no Ceará, um agricultor só é considerado agricultor se for aquele “pobrezinho, que mal trabalha e consegue a sua subsistência, colhendo dois sacos de milho e dois de feijão anualmente”. Generalizando, estamos falando de quem produz 70% da comida que vai pra mesa do brasileiro: os agricultores familiares. A Lei 11.362 de julho de 2oo6 dá todas as especificações do que exatamente é considerada Agricultura Familiar.
  2. Maranguape: temos agricultores familiares estabilizados na Região dos Distritos de Manoel Guedes (Rato), de Antônio Marques (Serra do Lagêdo), da Cachoeira e da Boa Vista que conseguem ter renda razoável.
  3. Para tornar-se um Cooperado: tem que ser agricultor familiar, ter a DAP (declaração de Aptidão ao PRONAF – Programa Nacional de Fortalecimento a Agricultura Familiar) e produtos a serem comercializados.
  4. Função da Cooperativa: comercializar produtos. É uma empresa comercial que pertence aos seus associados, o destino das sobras (cooperativa não tem lucro) ao final do exercício é decidido pelo associado. O estatuto prevê um fundo de educação e de assistência técnica e o restante volta pro associado ou é investido para aumentar a produção. O associado é quem manda na cooperativa, um dos princípios do cooperativismo desde que este surgiu na Inglaterra, por volta de 1845.
  5. Vantagem de ser cooperado: primeiro, deve participar da associação comunitária do bairro onde mora pois atende assuntos de interesse local e social. Segundo filiar-se ao Sindicato da Agricultura Familiar ou dos Trabalhadores Rurais; quando produzir além da sobrevivência, deve procurar a cooperativa para desenvolver a produção e a comercialização de seus produtos de forma organizada e com uma boa margem de lucro. Ex: em Maranguape, a Serra do Lagêdo, Serra de Maranguape e Serrra de Aratanha são áreas de grande produção de banana. Um atravessador compra diretamente do agricultor pagando em torno de R$0,30 (na época do bambu) ate R$0,15 o e revende por R$0,70 na CEASA. A cooperativa compra deste mesmo agricultor pelo valor de R$0,90 e revende a R$1,12 em Maranguape e a R$1,40 em Fortaleza. O consumidor nunca encontrou um kg de banana abaixo de R$1,50 . O poder publico paga menos do que o comércio e o agricultor recebeu muito mais do que se tivesse vendendo pro atravessador e a função da cooperativa é essa: organizar a produção e procurar comercializar junto pra poder ter maior ganho pro bolso do agricultor;
  6. Produção: comercializamos somente para a merenda escolar desde o início da cooperativa e existe um consenso entre nós agricultores que os programas do governo são importantes (CONAB, Compra Direta, Merenda Escolar) mas, sozinhos não vão garantir o nosso sustento. O desenvolvimento da agricultura familiar é preciso produzir além disso.
  7. Merenda Escolar: 30% deve ser obrigatoriamente adquirido da agricultura familiar. Exemplo: de cada R$100,00 de compras da merenda escolar, no mínimo R$30,00 tem que ser gasto com alimentos do home do campo. Nós agricultores não aceitamos mais que haja fornecimento de suco artificial na merenda escolar já que temos as polpas disponíveis. Comercializamos os nossos produtos para Escolas do Estado e da Prefeitura de Maranguape (polpa de frutas-contrato até julho). Para Fortaleza (por hora encontra-se suspenso por causa da mudança de gestão) aguardamos uma nova chamada pública.
  8. Polpa de frutas:  existe um interesse maior em trabalhar com polpa de frutas aproveitando as nativas da região (somos grandes produtores da goiaba, manga, cajá, do jenipapo, tamarindo e a maior parte é desperdiçada e livre de contaminação por agrotóxico, então, estamos negociando com a Secretaria de Desenvolvimento Agrário para certificar a nossa polpa como produto da biodiversidade, porque vai agregar valor ao produto e dar a segurança pro consumidor que esta comprando o  produto livre de agrotóxico e esse certamente é um dos maiores desafios da COOPERFAM.
  9. Feira Agroecológica: é uma oportunidade para mostrar o trabalho dos agricultores e da cooperativa. Até o mês de março será realizada a Feira Territorial, em Maranguape (queremos que seja permanente) que contará com a participação de 10 municípios da Região Metropolitana de Fortaleza que fazem parte do Território Metropolitano José de Alencar. Em Fortaleza, já participamos de algumas feiras realizadas pela Secretaria de Educação do Ceará-SEDUC  nas dependências do CAMBEBA, mas, apesar de ser uma feira livre, é muito restrita aos usuários daquele espaço e pretendemos encontrar um outro ponto de vendas e contamos com o apoio da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar-FETRAF e da Organização das Cooperativas Brasileiras -OCB que estão trabalhando em parceria com 12 cooperativas no ceará, buscando formas conjuntas de comercializar num espaço que já temos garantido na Central de Abastecimento S/A-CEASA e venderemos pros consumidores em fortaleza e as cooperativas comercializarem entre si, fazendo intercambio intercooperação entre as cooperativas.
  10. Aposentadoria: o INSS tem um departamento de educação previdenciária que tira todas as dúvidas para a aposentadoria rural.

Participação de ouvintes:

O Programa foi ao ar durante uma hora e neste período alguns (umas) ouvintes ligaram pra tirar suas dúvidas ou fazer elogios: a Professora Tamira parabenizou o Sr Airton pelo trabalho que a COOPERFAM vem desenvolvendo em Maranguape, citando a conquista da fábrica de polpa de frutas e a importância da participação e divulgação das suas ações na rádio. Já D. Maria do Penedo, que é costureira, entendeu, após esclarecimentos, que não pode tornar-se uma agricultora familiar porque não exerce atividade rural e a D. Osana do Tanques afirmou que conhece gente que foi barrada na aposentadoria porque vendia coxinha. Sr. Airton exemplificou contando o caso do homem que produzia fruta no quintal de casa e delas fazia dindin pra vender. O INSS entendeu que ele comercializava a fruta e não era produtor de alimento da agricultura familiar.

Edmilson Barros, Airton kern, Helder Bezerra e Ubirajara Jr no Estúdio da Maranguape FM. Foto de Dadynha Saturnino

Edmilson Barros, Airton kern, Helder Bezerra e Ubirajara Jr no Estúdio da Maranguape FM. Foto de Dadynha Saturnino

Airton finalizou afirmando que o Agricultor Familiar precisa se valorizar, dizer que é agricultor e principalmente, guardar todo tipo de documento ligado a atividade agrícola para uso no período de requerimento da aposentadoria, tais como ficha escolar, de posto de saúde, de hospital, recibo, nota fiscal, etc;

COOPERFAM CEARÁ - AGRICULTURA FAMILIAR. DIVULGAÇÃO.

FOTO DIVULGAÇÃO.

Cooperativa Agroecológica da Agricultura Familiar do Caminho de Assis de Maranguape – COOPERFAM Ceará

Rua: Alcebíades Barreto, S/Nº, Distrito de Columinjuba, Maranguape – CE

Blog: COOPERFAMCE.BLOGSPOT.COM.BR

Facebook: CooperfamCe

Facebook (fan page): CooperfamCe

E-mail: cooperfamceara@hotmail.com

Fone: (85) 3369-5810 / (85) 8891-1377

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Agricultura Familiar foi tema do Programa Comunidade em Ação na Rádio de Maranguape

Por Dadynha Saturnino em Agricultura

18 de Janeiro de 2013

O Presidente da Cooperativa Agroecológica da Agricultura Familiar do Caminho de Assis de Maranguape – COOPERFAM Ceará Sr. Airton kern, participou do Programa Comunidade em Ação na rádio Maranguape FM, na última terça (15). Assuntos relacionados à Agricultura Familiar foram abordados durante o bate papo com os Radialistas Ubirajara Jr e Edmilson Barros, a Assessora de Comunicação Dadynha Saturnino, o rádioamador Helder Bezerra e os ouvintes que participaram ao vivo através de ligações telefônicas.

Estúdio da Maranguape FM. Foto de Ronier Vasconcelos

Estúdio da Maranguape FM. Foto de Ronier Vasconcelos

Airton fez suas considerações iniciais falando da partida repentina (há poucos meses) do Radialista, Presidente da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – ABRAÇO CEARÁ e Assessor de Comunicação da COOPERFAM Sérgio Lira: “era profundo conhecedor do universo da Agricultura Familiar, ajudava muito a cooperativa, conduzia o programa na rádio e a sua morte foi um choque muito grande. Perdemos muito, todo o movimento de rádio comunitária no Brasil também perdeu, mas, daremos continuidade a esse trabalho e continuaremos divulgando nossas ações na Maranguape FM”. Na sequência, falou sobre a agricultura familiar e seus produtos inseridos na merenda escolar, esclareceu algumas dúvidas de ouvintes encerrando com a necessidade de valorização do agricultor.

Locutor Edmilson Barros e Presidente da COOPERFAM CE Airton Kern no estúdio da Maranguape FM. Foto de Dadynha Saturnino

Locutor Edmilson Barros e Presidente da COOPERFAM CE Airton Kern no estúdio da Maranguape FM. Foto de Dadynha Saturnino

Confira nos tópicos listados abaixo:

  1. Agricultor Familiar: precisa ser morador da área rural, trabalhar, viver em atividade agrícola e ter a renda bruta de até R$300 mil reais. Na Região Centro Sul vemos agricultores familiares com carro, casa boa, filhos fazendo faculdade e continuam sendo agricultores familiares. Aqui no Ceará, um agricultor só é considerado agricultor se for aquele “pobrezinho, que mal trabalha e consegue a sua subsistência, colhendo dois sacos de milho e dois de feijão anualmente”. Generalizando, estamos falando de quem produz 70% da comida que vai pra mesa do brasileiro: os agricultores familiares. A Lei 11.362 de julho de 2oo6 dá todas as especificações do que exatamente é considerada Agricultura Familiar.
  2. Maranguape: temos agricultores familiares estabilizados na Região dos Distritos de Manoel Guedes (Rato), de Antônio Marques (Serra do Lagêdo), da Cachoeira e da Boa Vista que conseguem ter renda razoável.
  3. Para tornar-se um Cooperado: tem que ser agricultor familiar, ter a DAP (declaração de Aptidão ao PRONAF – Programa Nacional de Fortalecimento a Agricultura Familiar) e produtos a serem comercializados.
  4. Função da Cooperativa: comercializar produtos. É uma empresa comercial que pertence aos seus associados, o destino das sobras (cooperativa não tem lucro) ao final do exercício é decidido pelo associado. O estatuto prevê um fundo de educação e de assistência técnica e o restante volta pro associado ou é investido para aumentar a produção. O associado é quem manda na cooperativa, um dos princípios do cooperativismo desde que este surgiu na Inglaterra, por volta de 1845.
  5. Vantagem de ser cooperado: primeiro, deve participar da associação comunitária do bairro onde mora pois atende assuntos de interesse local e social. Segundo filiar-se ao Sindicato da Agricultura Familiar ou dos Trabalhadores Rurais; quando produzir além da sobrevivência, deve procurar a cooperativa para desenvolver a produção e a comercialização de seus produtos de forma organizada e com uma boa margem de lucro. Ex: em Maranguape, a Serra do Lagêdo, Serra de Maranguape e Serrra de Aratanha são áreas de grande produção de banana. Um atravessador compra diretamente do agricultor pagando em torno de R$0,30 (na época do bambu) ate R$0,15 o e revende por R$0,70 na CEASA. A cooperativa compra deste mesmo agricultor pelo valor de R$0,90 e revende a R$1,12 em Maranguape e a R$1,40 em Fortaleza. O consumidor nunca encontrou um kg de banana abaixo de R$1,50 . O poder publico paga menos do que o comércio e o agricultor recebeu muito mais do que se tivesse vendendo pro atravessador e a função da cooperativa é essa: organizar a produção e procurar comercializar junto pra poder ter maior ganho pro bolso do agricultor;
  6. Produção: comercializamos somente para a merenda escolar desde o início da cooperativa e existe um consenso entre nós agricultores que os programas do governo são importantes (CONAB, Compra Direta, Merenda Escolar) mas, sozinhos não vão garantir o nosso sustento. O desenvolvimento da agricultura familiar é preciso produzir além disso.
  7. Merenda Escolar: 30% deve ser obrigatoriamente adquirido da agricultura familiar. Exemplo: de cada R$100,00 de compras da merenda escolar, no mínimo R$30,00 tem que ser gasto com alimentos do home do campo. Nós agricultores não aceitamos mais que haja fornecimento de suco artificial na merenda escolar já que temos as polpas disponíveis. Comercializamos os nossos produtos para Escolas do Estado e da Prefeitura de Maranguape (polpa de frutas-contrato até julho). Para Fortaleza (por hora encontra-se suspenso por causa da mudança de gestão) aguardamos uma nova chamada pública.
  8. Polpa de frutas:  existe um interesse maior em trabalhar com polpa de frutas aproveitando as nativas da região (somos grandes produtores da goiaba, manga, cajá, do jenipapo, tamarindo e a maior parte é desperdiçada e livre de contaminação por agrotóxico, então, estamos negociando com a Secretaria de Desenvolvimento Agrário para certificar a nossa polpa como produto da biodiversidade, porque vai agregar valor ao produto e dar a segurança pro consumidor que esta comprando o  produto livre de agrotóxico e esse certamente é um dos maiores desafios da COOPERFAM.
  9. Feira Agroecológica: é uma oportunidade para mostrar o trabalho dos agricultores e da cooperativa. Até o mês de março será realizada a Feira Territorial, em Maranguape (queremos que seja permanente) que contará com a participação de 10 municípios da Região Metropolitana de Fortaleza que fazem parte do Território Metropolitano José de Alencar. Em Fortaleza, já participamos de algumas feiras realizadas pela Secretaria de Educação do Ceará-SEDUC  nas dependências do CAMBEBA, mas, apesar de ser uma feira livre, é muito restrita aos usuários daquele espaço e pretendemos encontrar um outro ponto de vendas e contamos com o apoio da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar-FETRAF e da Organização das Cooperativas Brasileiras -OCB que estão trabalhando em parceria com 12 cooperativas no ceará, buscando formas conjuntas de comercializar num espaço que já temos garantido na Central de Abastecimento S/A-CEASA e venderemos pros consumidores em fortaleza e as cooperativas comercializarem entre si, fazendo intercambio intercooperação entre as cooperativas.
  10. Aposentadoria: o INSS tem um departamento de educação previdenciária que tira todas as dúvidas para a aposentadoria rural.

Participação de ouvintes:

O Programa foi ao ar durante uma hora e neste período alguns (umas) ouvintes ligaram pra tirar suas dúvidas ou fazer elogios: a Professora Tamira parabenizou o Sr Airton pelo trabalho que a COOPERFAM vem desenvolvendo em Maranguape, citando a conquista da fábrica de polpa de frutas e a importância da participação e divulgação das suas ações na rádio. Já D. Maria do Penedo, que é costureira, entendeu, após esclarecimentos, que não pode tornar-se uma agricultora familiar porque não exerce atividade rural e a D. Osana do Tanques afirmou que conhece gente que foi barrada na aposentadoria porque vendia coxinha. Sr. Airton exemplificou contando o caso do homem que produzia fruta no quintal de casa e delas fazia dindin pra vender. O INSS entendeu que ele comercializava a fruta e não era produtor de alimento da agricultura familiar.

Edmilson Barros, Airton kern, Helder Bezerra e Ubirajara Jr no Estúdio da Maranguape FM. Foto de Dadynha Saturnino

Edmilson Barros, Airton kern, Helder Bezerra e Ubirajara Jr no Estúdio da Maranguape FM. Foto de Dadynha Saturnino

Airton finalizou afirmando que o Agricultor Familiar precisa se valorizar, dizer que é agricultor e principalmente, guardar todo tipo de documento ligado a atividade agrícola para uso no período de requerimento da aposentadoria, tais como ficha escolar, de posto de saúde, de hospital, recibo, nota fiscal, etc;

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