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Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

GNR Fortaleza

Delegação da Suécia visita a GNR Fortaleza 

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

12 de novembro de 2018

A Suécia é destaque na produção de biometano. Há décadas o país direciona a maior parte do biogás produzido para o transporte público e, por isso, possui um dos sistemas mais limpos do mundo. Para conhecer melhor esse novas expertises nessa área, uma delegação sueca visitará, no dia 20/11, a GNR Fortaleza, primeira planta do Norte-Nordeste de produção de biometano. 

Inaugurada em abril deste ano, a usina GNR Fortaleza – que faz parte do portfólio da Marquise Ambiental, em parceria com a Ecometano – é autorizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) a injetar na rede toda a sua capacidade de produção de gás, que hoje é algo em torno de 80 mil m³ por dia, o suficiente para abastecer 6.000 carros por dia. 

O biogás no Brasil é hoje majoritariamente produzido a partir de resíduos do setor agrícola, porém, existem outros potenciais, como é o caso da GNR que produz biometado a partir dos resíduos sólidos urbanos do Aterro Sanitário Municipal Oeste de Caucaia.

Durante a passagem pelo Brasil, a delegação, liderada pelo Vice Ministro da Indústria e Inovação da Suécia, Sr. Niklas Johansson, realizará a Semana de Inovação Suécia-Brasil. A sétima edição do evento terá como foco o potencial da cadeia do biometano para cidades como Fortaleza. “Este evento reforça a posição da GNR Fortaleza como fornecedor do biometano, abrindo a oportunidade de ampliarmos nossa produção através de contrato adicional de fornecimento de mais 50.000 m³/dia”, explica Thales Mota, diretor da GNR Fortaleza. 

Para Hugo Nery, diretor-presidente da Marquise Ambiental, o evento será uma oportunidade de fazer parcerias e de troca de conhecimentos. “É muito importante recebermos essa visita. O vasto conhecimento científico da Suécia e os incentivos governamentais permitem que atualmente 90% da rede de gás veicular sueca seja o biogás. A implantação da GNR Fortaleza é um importante passo para que o Brasil chegue nesse patamar”, fala.

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Ceará inaugura a primeira estação de Gás Natural Renovável

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

10 de Abril de 2018

Será inaugurada no dia 16 de abril, às 9h, a GNR Fortaleza (Gás Natural Renovável Fortaleza), com planta localizada no município de Caucaia, zona metropolitana da capital cearense. O empreendimento é a primeira do gênero no Norte Nordeste.

O projeto se adequa à Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada e sancionada em 2010. O biogás é produzido no ASMOC (Aterro Sanitário Municipal Oeste de Caucaia), que diariamente recebe cerca de 3 mil toneladas de resíduos sólidos domiciliares.

“Essa foi uma preocupação da Ecofor Ambiental, pensando não apenas em atender a legislação, mas também em encontrar uma tecnologia de tratamento de resíduos que tornasse o processo cada vez menos agressivo ao meio ambiente. Então, a empresa procurou parcerias no mercado e identificou a Ecometado. E assim, foi pensada e concretizada a GNR Fortaleza”, explica o diretor-presidente da Marquise Ambiental, Hugo Nery.

O biogás é purificado e convertido em biometano ou gás natural renovável. Serão produzidos aproximadamente 84 mil m³ de biometano por dia, e, futuramente, a planta será ampliada para produzir até 150 mil m³ de gás diariamente, tornando-se, assim, a maior do país, até o momento, em volume de GNR especificado segundo as regras da Agencia Nacional do Petróleo e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, cada brasileiro produz, em média, de 800 gramas a 1 quilograma de resíduos sólidos urbanos. São mais de 250 mil toneladas de lixo produzido diariamente no país, sendo que o biogás gerado pela decomposição destes resíduos é composto principalmente pelo gás metano, desperdiçado e emitido para a atmosfera.

Com a instalação da GNR Fortaleza, além da produção de biometano, será possível evitar que mais de 520 mil toneladas de gás carbônico sejam lançados na atmosfera anualmente, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa e contribuindo positivamente para as futuras gerações. Trata-se, portanto, de uma solução sustentável que contribui para minimizar os problemas ambientais e de saúde, provenientes da gestão ineficiente do lixo.

“Antes o gás produzido no ASMOC era desperdiçado, sendo queimado ou emitido para a atmosfera. Com a GNR Fortaleza, vamos suprir uma parcela importante do gás natural consumido no estado, além de reduzir a emissão de metano, que é 21 vezes mais nocivo como gás de efeito estufa ante o CO2 (dióxido de carbono)” comenta o gerente de implantação de projetos da Ecometano, Thales Motta.

O gás produzido pela GNR Fortaleza poderá ser injetado na rede e, dessa forma, ser comercializado com clientes da Cegas – concessionária local. Essa também é uma inovação tecnológica e de modelo de negócio implementada pela parceria entre Marquise e Ecometano, visto que, de acordo com Thales Motta, apenas outro projeto operado pela Ecometano no Rio de Janeiro possui autorização da ANP para injeção no gasoduto da concessionária de gás estadual.

A GNR Fortaleza, que funciona em caráter experimental desde dezembro de 2017, já atende a demanda da indústria de Cerâmica Cerbras. “Acreditamos no Desenvolvimento Sustentável, que visa suprir as necessidades da geração atual sem comprometer as futuras gerações. Quando a Cegás nos ofertou a possibilidade de substituir o Gás Natural pelo Gás Natural Renovável, abraçamos imediatamente essa causa, pois sabemos da sua enorme importância. Acreditamos que o maior resultado é a diminuição da emissão do gás metano na atmosfera, um benefício global”, Mariana Mota – Diretora Industrial da Cerbras.

Esse é mais um investimento em tecnologia da Marquise Ambiental, por meio de parceria da Marquise Ambiental com a Ecometano Empreendimentos, empresa pioneira no setor de produção de gás natural renovável (GNR). A Marquise atua na área de tratamento de resíduos desde 1984, sendo a terceira maior do país em coleta de lixo. Já a Ecometano, empresa totalmente nacional fundada em 2012, recebeu no final de 2017 a primeira autorização da ANP concedida a planta de gás natural renovável em funcionamento no país.

Em Fortaleza, o projeto é único, mas pode se expandir para outros aterros operados pela Marquise. Isso dependerá de estudos de viabilidade e do mercado consumidor da região do aterro.

PROCESSO

A usina capta o biogás produzido no aterro em 230 poços de gás. Na sequência, este gás é encaminhado para a planta de purificação, onde é transformado em biometano, combustível totalmente compatível com o gás natural fóssil. O biometano, de acordo com Hugo Nery, deve suprir cerca de 30% da necessidade de gás para as residências, para o comércio e para as indústrias do Ceará. Já foram investidos cerca de R$ 100 milhões no projeto.

“A destinação inadequada dos resíduos sólidos gera problemas de saúde e ambientais. Transformar o lixo em insumos para a economia é um caminho que precisa ser trilhado. A Ecofor, assim como toda a Marquise Ambiental, busca encontrar soluções que agreguem valor aos resíduos e os transforme em benefícios para a sociedade. Esse é o caso da GNR Fortaleza”, explica Nery.

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GNR Fortaleza deve começar a produzir biometano em agosto

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

11 de Abril de 2017

Diariamente, a Ecofor Ambiental recolhe cerca de 5.500 toneladas de resíduos, que têm como destino final o Aterro Sanitário Municipal Oeste de Caucaia (ASMOC). A partir de agosto, o gás produzido a partir desses materiais será captado e tratado pela Gás Natural Renovável (GNR Fortaleza)  Fortaleza, fruto de sociedade entre a Ecometano e o Grupo Marquise, através da Ecofor. A expectativa é de que sejam produzidas até 150 mil metros cúbicos (m³) de biometano por dia. A usina será a segunda maior do País, adequando-se à Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada e sancionada em 2010.

 

A Companhia de Gás do Ceará (Cegás) é responsável pela construção do gasoduto de 24 quilômetros de extensão, que deve ser concluído entre setembro e outubro de 2017, e pela posterior distribuição do biogás, que já tem como primeiro cliente a empresa Cerbras.

 

Além da geração de energia, com a Gás Natural Renovável Fortaleza também será possível evitar que mais de 610 toneladas de CO² sejam lançadas na atmosfera anualmente, equivalentes à retirada diária de mais de 150 mil litros de diesel do setor de transportes.

 

O gerente de implantação de projetos da Ecometano, Thales Motta, apresentou o projeto na última semana, durante reunião do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema).

 

Thales lembrou que a iniciativa está em consonância com a proposta  apresentada pelo Brasil durante a 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21), em 2015, de se comprometer com a redução de emissões de gases de efeito estufa para conter o aquecimento global.

 

O gestor apresentou um estudo recente, elaborado pela Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) entre 2015 e 2016, que comprova que o biometano é seguro para os consumidores. A pesquisa demonstrou também que a mistura de gás natural e biometano minimizaria a concentração de compostos perigosos presentes.

Segundo dados da RNG Coalition, associação que atua no mercado dos Estados Unidos e Canadá, mais de 30 projetos oriundos de aterros sanitários já injetam biometano em redes comuns de distribuição de gás natural há mais de uma década, sem impactos negativos à saúde humana.

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GNR Fortaleza deve começar a produzir biometano em agosto

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

11 de Abril de 2017

Diariamente, a Ecofor Ambiental recolhe cerca de 5.500 toneladas de resíduos, que têm como destino final o Aterro Sanitário Municipal Oeste de Caucaia (ASMOC). A partir de agosto, o gás produzido a partir desses materiais será captado e tratado pela Gás Natural Renovável (GNR Fortaleza)  Fortaleza, fruto de sociedade entre a Ecometano e o Grupo Marquise, através da Ecofor. A expectativa é de que sejam produzidas até 150 mil metros cúbicos (m³) de biometano por dia. A usina será a segunda maior do País, adequando-se à Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada e sancionada em 2010.

 

A Companhia de Gás do Ceará (Cegás) é responsável pela construção do gasoduto de 24 quilômetros de extensão, que deve ser concluído entre setembro e outubro de 2017, e pela posterior distribuição do biogás, que já tem como primeiro cliente a empresa Cerbras.

 

Além da geração de energia, com a Gás Natural Renovável Fortaleza também será possível evitar que mais de 610 toneladas de CO² sejam lançadas na atmosfera anualmente, equivalentes à retirada diária de mais de 150 mil litros de diesel do setor de transportes.

 

O gerente de implantação de projetos da Ecometano, Thales Motta, apresentou o projeto na última semana, durante reunião do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema).

 

Thales lembrou que a iniciativa está em consonância com a proposta  apresentada pelo Brasil durante a 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21), em 2015, de se comprometer com a redução de emissões de gases de efeito estufa para conter o aquecimento global.

 

O gestor apresentou um estudo recente, elaborado pela Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) entre 2015 e 2016, que comprova que o biometano é seguro para os consumidores. A pesquisa demonstrou também que a mistura de gás natural e biometano minimizaria a concentração de compostos perigosos presentes.

Segundo dados da RNG Coalition, associação que atua no mercado dos Estados Unidos e Canadá, mais de 30 projetos oriundos de aterros sanitários já injetam biometano em redes comuns de distribuição de gás natural há mais de uma década, sem impactos negativos à saúde humana.