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Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

Fecomércio/CE

Aumenta o endividamento em Fortaleza 

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

21 de novembro de 2017

 69,6% dos entrevistados possuem algum tipo de dívida, chegando a uma média de mais de 60 dias de atraso nos pagamentos

 

A Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), para este mês de novembro, revela que 69,6% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O índice veio +6,5 pontos percentuais acima do indicador do último mês de outubro (63,1%) e superior ao índice de novembro do ano passado (63,8%).

A proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso subiu +1,3 pontos percentuais, passando de 22,9% dos consumidores em outubro, para 24,2% neste mês. Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (26,4% dos entrevistados desse grupo afirmaram possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (27,6%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (25,9%).

O tempo médio de atraso é de 62 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 59,0% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 29,6%, seguido da contestação da dívida (9,8%).

Comprometimento da renda

Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 80,7% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis, etc.), com 11,5%; empréstimos pessoais, com 9,3%; e carnês e crediários, com 8,5%.

Segundo a pesquisa, o consumidor utilizou o crédito para consumo de itens de alimentação, com 57,2% das respostas; compras de artigos de vestuário (36,7%); aquisição de eletroeletrônicos (35,1%); e realização de despesas de educação e saúde (30,0%). O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.326,00 com prazo médio de sete meses, comprometendo 36,7% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terá condições financeiras para honrar seus compromissos, permaneceu estável, em 9,8%. Essa taxa é superior à observada em novembro do ano passado (9,2%), sugerindo uma leve tendência de alta do indicador.

 

Orçamento familiar

De acordo com a pesquisa, 12,7% dos entrevistados relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 10,4% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, são: a falta de orçamento e controle de gastos, com 33,2%; o aumento dos gastos considerados essenciais (26,1%); as compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário (22,4%); redução dos rendimentos (19,8%); desemprego (16,4%); e compras antecipadas (15,9%).

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

 

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Intenção de compra sobe pelo quinto mês consecutivo

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

05 de julho de 2017

O valor médio das compras é estimado em R$ 292,89 e a intenção de compra mostra-se mais elevada para os homens

 

Segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), a intenção de compra do consumidor de Fortaleza subiu pelo quinto mês consecutivo, com 37,6% dos entrevistados revelando disposição para o consumo em julho. Apesar do resultado, o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza (ICC) apresentou leve redução de -0,2%, passando de 94,9 pontos, em junho, para 94,7 pontos neste mês.

 

O resultado do ICC foi influenciado pela queda de -1,6% no Índice de Situação Futura, que passou de 101,6 pontos, em junho, para 100,0 pontos em julho. O Índice de Situação Presente acompanhou a trajetória da intenção de compra e melhorou +2,2%, fechando o mês com 86,7 pontos.

Expectativa dos consumidores

De acordo com a pesquisa, o Índice de Situação Presente se manteve no campo que indica o pessimismo (abaixo de 100 pontos) desde o final do primeiro trimestre do ano passado. Nada obstante, a série histórica indica uma tênue tendência de melhoria, que pode ser ilustrada no percentual de consumidores que consideram o momento atual ótimo ou bom para a compra de bens duráveis, que ficou em 30,9%.Segundo o levantamento, o perfil daqueles com maior otimismo se destacam os consumidores do gênero masculino (31,9%), do grupo com idade entre 18 e 24 anos (33,7%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (57,2%).

 

A pesquisa também revela que 52,0% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 65,2% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.

 

Por outro lado, a pesquisa revela que o consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com o ambiente econômico nacional, com 65,4% dos entrevistados descrevendo-o como ruim ou péssimo. Esse sentimento recebe influências da percepção das restrições na oferta de crédito e, principalmente, do sentimento de relativa piora no mercado de trabalho.

 

Pretensão de compra

A taxa de pretensão de compras teve crescimento de +0,5 pontos percentuais, passando de 37,1%, em junho, para 37,6% neste mês – o quinto aumento consecutivo desde o início do ano.O valor médio das compras é estimado em R$ 292,89 e a intenção de compra mostra-se mais elevada para os consumidores do sexo masculino (38,9%), mais vigorosa para o grupo com idade entre 18 a 24 anos (48,8%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (63,1%).Os produtos mais procurados são: televisores, citados por 20,3% dos entrevistados; artigos de vestuário (17,0%); aparelhos de telefonia celular (16,6%); geladeiras e refrigeradores (15,1%); móveis e artigos de decoração (13,8%); e calçados (8,6%).

 

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC) da Fecomércio/CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo.O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

 

A Pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor de Fortaleza (ICC) é realizada mensalmente pelo IPDC. O estudo tem como principal objetivo verificar a expectativa real dos consumidores, em relação à situação econômica e em relação às futuras intenções de compras. A pesquisa avalia, também, o potencial de consumo a cada mês, a confiança do consumidor em relação à capacidade de compra e a situação do país. Além de verificar os produtos que o consumidor deseja adquirir, a propensão para gastar, a situação financeira atual e futura do consumidor, entre outros.

 

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Intenção de compra sobe pelo quarto mês consecutivo

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

13 de junho de 2017

 

O valor médio das compras é estimado em R$ 288,15 e a intenção de compra mostra-se mais elevada para os consumidores do sexo masculino

 

A intenção de compra do consumidor de Fortaleza subiu pelo quarto mês consecutivo, com 37,1% dos entrevistados revelando disposição para o consumo em junho. É o que revela pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), sobre o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza (ICC). Mas apesar do resultado, o ICC apresentou redução de -0,8%, passando de 95,6 pontos, em maio, para 94,9 pontos neste mês.Conforme a pesquisa, o resultado do ICC foi influenciado pela queda de -2,0% no Índice de Situação Presente, que passou de 86,6 pontos, em maio, para 84,9 pontos em junho. O Índice de Situação Futura permaneceu estável (+0,0%), permanecendo em 101,6 pontos.

Expectativa dos consumidores

De acordo com o levantamento do ICC, no perfil daqueles com maior otimismo se destacam os consumidores do gênero masculino (35,7%), do grupo com idade entre 18 e 24 anos (33,8%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (74,1%).A pesquisa também aponta que 47,8% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 68,9% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.

Por outro lado, a pesquisa revela que o consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com o ambiente econômico nacional, com 62,1% dos entrevistados descrevendo-o como ruim ou péssimo. Esse sentimento recebe influências da percepção das restrições na oferta de crédito e, principalmente, do sentimento de relativa piora no mercado de trabalho.

Pretensão de compra

Segundo o levantamento, a taxa de pretensão de compras teve crescimento de +1,2 pontos percentuais, passando de 35,9%, em maio, para 37,1% neste mês – o quarto aumento consecutivo desde o início do ano.O valor médio das compras é estimado em R$ 288,15 e a intenção de compra mostra-se mais elevada para os consumidores do sexo masculino (38,7%), mais vigorosa para o grupo com idade entre 18 a 24 anos (47,5%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (54,5%).Os produtos mais procurados são: televisores, citados por 19,7% dos entrevistados; aparelhos de telefonia celular (16,4%); móveis e artigos de decoração (16,1%); artigos de vestuário (14,8%); geladeiras e refrigeradores (12,2%); e calçados (8,2%).

 

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC) da Fecomércio/CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

A Pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor de Fortaleza (ICC) é realizada mensalmente pelo IPDC. O estudo tem como principal objetivo verificar a expectativa real dos consumidores, em relação à situação econômica e em relação às futuras intenções de compras. A pesquisa avalia, também, o potencial de consumo a cada mês, a confiança do consumidor em relação à capacidade de compra e a situação do país. Além de verificar os produtos que o consumidor deseja adquirir, a propensão para gastar, a situação financeira atual e futura do consumidor, entre outros.

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Consumidor em busca de liquidações

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

09 de Março de 2017

O valor médio das compras é estimado em R$ 290,95 e a intenção de compra mostra-se superior para os homens.

 

Segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza apresentou redução de -3,5% em março de 2017, com relação ao último mês de fevereiro, passando de 101,9 pontos para 98,3 pontos neste mês. O índice voltou para o campo que indica pessimismo (abaixo dos 100 pontos), mas a pretensão de compra de bens de consumo duráveis subiu, com o consumidor ávido por liquidações e promoções.

O resultado do ICC de março foi influenciando pela diminuição de -6,3% do Índice de Situação Presente, que passou de 93,1 pontos, em fevereiro, para 87,3 pontos em março. Já o Índice de Situação Futura teve contração de -2,0% indo a 105,6 pontos, como pode ser visto na tabela a seguir:

 

                                           ICC – Síntese dos resultados

Índice Valor mensal – em pontos Média do Trimestre
Jan Fev Mar
ICC 107,9 101,9 98,3 102,7
ISP 98,3 93,1 87,3 92,9
IEF 114,3 107,7 105,6 109,2

 

Fonte: Pesquisa Direta Fecomércio/IPDC

 

 

Pretensão de compra

A taxa de pretensão de compras teve crescimento de +4,1 pontos percentuais, passando de 29,1%, em fevereiro, para 33,2% neste mês. A expressiva presença de bens de consumo duráveis, como eletroeletrônicos, móveis e artigos de decoração, sugere que o consumidor procura por liquidações e promoções e pode movimentar o varejo neste mês.

 

O valor médio das compras é estimado em R$ 290,95 e a intenção de compra mostra-se superior para os homens (34,4%), mais vigorosa para os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (41,8%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (49,7%). Os produtos mais procurados são: televisores, citados por 26,6% dos entrevistados; móveis e artigos de decoração (17,2%); geladeiras e refrigeradores (16,3%); artigos de vestuário (15,7%); aparelhos de telefonia celular (11,4%); máquina de lavar roupa (8,9%); e fogão (8,6%).

 

Expectativa dos consumidores

Nos últimos meses os consumidores têm sentido os efeitos de um ambiente econômico adverso, marcado pelo baixo crescimento, juros elevados e aumento do desemprego. Nesse cenário, o consumidor tem sido cuidadoso nas compras, preservando sua capacidade de pagamento para aquilo que considera essencial ou aproveitando o calendário de promoções e liquidações.

Esse sentimento se reflete no Índice de Situação Presente, que se manteve no campo que indica o pessimismo (abaixo de 100 pontos) desde o final do primeiro trimestre do ano passado. O resultado de março deve, ainda, ser visto considerando a sazonalidade típica desse período, o que colaborou para a diminuição do percentual de consumidores que consideram o momento atual ótimo ou bom para a compra de bens duráveis, indo de 39,0%, em fevereiro, para 31,8% neste mês.

No perfil daqueles com maior otimismo se destacam os consumidores do gênero masculino (34,7%), do grupo com idade entre 18 e 24 anos (36,1%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (85,6%).

 

A pesquisa também revela que 53,7% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 74,5% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.

O consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com o ambiente econômico nacional, com 58,2% dos entrevistados descrevendo-o como ruim ou péssimo. Esse sentimento recebe influências da percepção das restrições na oferta de crédito e, principalmente, do sentimento de relativa piora no mercado de trabalho.

 

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC) da Fecomércio/CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

 

A Pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor de Fortaleza (ICC) é realizada mensalmente pelo IPDC. O estudo tem como principal objetivo verificar a expectativa real dos consumidores, em relação à situação econômica e em relação às futuras intenções de compras. A pesquisa avalia, também, o potencial de consumo a cada mês, a confiança do consumidor em relação à capacidade de compra e a situação do país. Além de verificar os produtos que o consumidor deseja adquirir, a propensão para gastar, a situação financeira atual e futura do consumidor, entre outros.

 

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Economistas Revelam Pequeno Aumento no Otimismo

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

22 de Fevereiro de 2017

 

 

Realizada nos meses de janeiro e início de fevereiro deste ano, a pesquisa Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE) revela que, embora pequeno, ocorreu um aumento no otimismo dos economistas consultados, conforme indicam os índices de percepção geral (106,0 pontos) e futura (118,6 pontos). O ceticismo, capturado pelo índice de percepção presente (93,4 pontos), diminuiu e os resultados apresentam suave melhora nas expectativas dos especialistas. 

Em sua décima sétima edição, a pesquisa pontua de zero a 200 pontos as variáveis analisadas. Abaixo de 100 pontos configura-se uma situação de pessimismo e acima desse valor, otimismo. Os analistas revelaram otimismo em cinco das nove variáveis investigadas: taxa de juros (152,7 pontos), taxa de inflação (149,6 pontos), gastos públicos (127,9 pontos), cenário internacional (113,7 pontos) e evolução do PIB (100,9 pontos), que na pesquisa anterior foi avaliada com pessimismo. Os analistas revelaram pessimismo com quatro variáveis: oferta de crédito (97,3 pontos), taxa de câmbio (96,0 pontos), nível de emprego (71,2 pontos) e salários reais (44,7 pontos), que atingiu, mais uma vez, a menor pontuação.

A pesquisa é realizada pela Fecomércio/CE, em parceria com o Conselho Regional de Economia (Corecon/CE), e tem periodicidade bimestral. A amostra reúne 130 profissionais dos mais diversos setores da economia cearense: indústria, agricultura, setor público, mercado financeiro, comércio e serviços. Economistas, empresários, consultores, executivos de finanças, professores universitários, pesquisadores, analistas e dirigentes de entidades diversas contribuíram com suas percepções.

Conforme a metodologia, cada uma das variáveis analisadas gera três índices: de percepção presente, futura e de expectativa geral. Considerando a soma das variáveis, o índice geral atingiu 106,6 pontos, uma variação positiva de 8,6% em relação à pesquisa anterior. Sobre o comportamento futuro das variáveis, a pesquisa mostra um leve aumento de 2,1% no otimismo dos analistas. Ademais, cabe destacar que a percepção pessimista sobre o desempenho presente das variáveis registrou redução não desprezível de 18,2%%, alcançando 93,4 pontos contra 79,0 pontos da pesquisa anterior.

 

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Empresário do comércio permanece atento ao cenário econômico

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

14 de Fevereiro de 2017

 Segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), o Índice de Confiança do Empresário do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará – ICEC do bimestre janeiro/fevereiro mostra redução de -1,1% no sentimento geral de confiança dos empresários, com o índice passando de 99,5 pontos, no bimestre novembro/dezembro, para 98,4 pontos na medição atual. O resultado decorre, principalmente, da queda na expectativa de vendas futuras, com reflexos sobre a intenção de investimentos e contratações no primeiro semestre.

Apesar da relativa piora no indicador geral, o componente Índice de Situação Presente – ISP teve aumento de +11,8%, saindo de 48,5 pontos no bimestre novembro/dezembro, para 54,3 pontos neste período. O empresário do comércio permanece atento ao momento econômico, com 58,1% afirmando que as condições gerais da economia pioraram nos últimos doze meses e, apesar da expectativa ter melhorado ao longo do último ano, o sentimento ainda é de um ambiente frágil, tendo em vista a permanência do indicador na faixa que indica pessimismo (índice abaixo de 100,0 pontos).

As perspectivas para o futuro, refletidas no Índice de Expectativas Futuras – IEF, tiveram declínio de -4,7%, influenciado, principalmente, com preocupações com a conjuntura econômica nacional. Apesar de 73,5% dos entrevistados esperarem momentos melhores para a economia brasileira, o indicador de expectativa de vendas caiu -2,6%, refletindo numa pior perspectiva para o setor de atividade e, consequentemente, para as próprias empresas.

A pesquisa ainda mostra que, acompanhando o retrocesso no índice geral de confiança, a intenção de investimentos também caí, com o Índice de Investimentos das Empresas tendo diminuição de -4,7% no bimestre e atingindo 105,6 pontos. O principal impacto será a redução no nível de investimentos, com 89,7% dos empresários avaliando baixa disposição para investir e queda de -6,4% na intenção de contratação de empregados.

 

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC) da Fecomércio/CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

 

O Índice de Confiança do Empresário (ICEC) é indicador antecedente, apurado exclusivamente entre os tomadores de decisão das empresas do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, cujo objetivo é detectar as tendências das ações empresariais do setor do ponto de vista do empresário. Ele pode ser dividido em três indicadores: Índice de Situação Presente (ISP) Presente, Índice das Expectativas Futuras (IEF) e Índice Geral (ICEC).

 

Índice atual: diz respeito diz respeito às condições atuais da economia brasileira, setor de atividade e da empresa em um prazo de até́ trinta dias.Índice Futuro: calculado com base na opinião dos empresários no que concerne as expectativas em relação ao setor de atividade e da empresa em um horizonte temporal de onze meses (com exceção dos próximos trinta dias). Índice Geral: é o indicador antecedente das variações na demanda agregada da economia. É um valor ponderado entre o Índice Atual e o Índice Futuro.

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Sazonalidade contribui para queda da Confiança do Consumidor Fortalezense 

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

08 de Fevereiro de 2017

O valor médio das compras é estimado em R$261,97 e a intenção de compra mostra-se superior para os homens. 

 

Segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza apresentou redução de -5,6% em fevereiro de 2017 com relação ao último mês de janeiro, passando de 107,9 pontos para 101,9 pontos neste mês. Apesar da queda o Índice permanece no campo que indica otimismo (acima dos 100 pontos), mantendo uma tendência de melhoria gradual no ânimo dos consumidores.

 

O resultado do ICC de fevereiro foi influenciando pela diminuição de -5,3% do Índice de Situação Presente, que passou de 98,3 pontos, em janeiro, para 93,1 pontos em fevereiro. Já o Índice de Situação Futura teve contração de -5,8% indo a 107,7 pontos, como pode ser visto na tabela a seguir:

 

 

ICC – Síntese dos resultados

Índice Valor mensal – em pontos Média do Trimestre
Dez Jan Fev
ICC 100,0 107,9 101,9 103,3
ISP 90,0 98,3 93,1 93,8
IEF 106,7 114,3 107,7 109,6

Fonte: Pesquisa Direta Fecomércio/IPDC

 

Pretensão de compra

A taxa de pretensão de compras teve queda significativa de -13,4 pontos percentuais, passando de 42,5%, em janeiro, para 29,1% neste mês. O resultado é uma surpresa negativa, pois esse foi o pior resultado desse índice desde setembro de 2012, quando atingiu a marca de 28,1%.

 

O valor médio das compras é estimado em R$ 261,97 e a intenção de compra mostra-se superior para os homens (29,5%), mais vigorosa para os consumidores do grupo com idade entre 18 e 24 anos (39,2%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (49,9%). Os produtos mais procurados são: artigos de vestuário, citados por 24,8% dos entrevistados; televisores (21,6%); aparelhos de telefonia celular (19,1%); calçados (18,6%); móveis e artigos de decoração (13,0%); e geladeiras e refrigeradores (10,1%).

 

Expectativa dos consumidores

Nos últimos meses os consumidores têm sentido os efeitos de um ambiente econômico adverso, marcado pelo baixo crescimento, inflação em alta e aumento do desemprego. Nesse cenário, o consumidor tem sido cuidadoso nas compras, preservando sua capacidade de pagamento para aquilo que considera essencial ou aproveitando o calendário de promoções e liquidações.

 

Esse sentimento se reflete no Índice de Situação Presente, que se manteve no campo que indica o pessimismo (abaixo de 100 pontos) desde março do ano passado. Apesar disso, o histórico recente da pesquisa tem revelado uma tendência, ainda tímida, de melhora, com contínuas elevações da confiança.

 

O resultado de fevereiro deve, ainda, ser visto considerando a sazonalidade típica desse período, o que colaborou para a diminuição do percentual de consumidores que consideram o momento atual ótimo ou bom para a compra de bens duráveis, indo de 43,9%, em janeiro, para 39,0% neste mês. No perfil daqueles com maior otimismo se destacam os consumidores do gênero masculino (40,2%), do grupo com idade entre 18 e 24 anos (41,3%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (50,2%).

 

A pesquisa também revela que 56,0% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 75,2% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.

 

O consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com o ambiente econômico nacional, com 58,1% dos entrevistados descrevendo-o como ruim ou péssimo. Esse sentimento recebe influências da percepção da inflação, das restrições na oferta de crédito e, principalmente, do sentimento de relativa piora no mercado de trabalho.

 

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC) da Fecomércio/CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

 

A Pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor de Fortaleza (ICC) é realizada mensalmente pelo IPDC. O estudo tem como principal objetivo verificar a expectativa real dos consumidores, em relação à situação econômica e em relação às futuras intenções de compras. A pesquisa avalia, também, o potencial de consumo a cada mês, a confiança do consumidor em relação à capacidade de compra e a situação do país. Além de verificar os produtos que o consumidor deseja adquirir, a propensão para gastar, a situação financeira atual e futura do consumidor, entre outros.

 

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Obrigatoriedade de certificação digital para empresas com mais de três funcionários já está em vigor

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

02 de Fevereiro de 2017

A Fecomércio Ceará disponibiliza o serviço com preços e condições especiais

 

 

O uso da assinatura digital–ICP Brasil pelas empresas passou por uma nova atualização, na virada do ano: agora as empresas optantes do Simples Nacional, com mais de três funcionários, passaram a ter obrigatoriedade de uso da certificação digital. O Certificado Digital, é a assinatura eletrônica da pessoa física ou jurídica e, além de ser uma tecnologia que oferece sigilo e rapidez, tem validade jurídica em transações eletrônicas.

 

Pensando na comodidade e benefícios para seus associados, a Fecomércio-CE oferece o serviço com condições facilitadas de pagamento e atendimento personalizado. Em parceria com a Certisign, (Uma das primeiras autoridades certificadoras no mundo e a única no Brasil credenciada para operar em múltiplas hierarquias) a Fecomércio-CE é uma Autoridade de Registro em Certificação Digital. Assim, realiza a emissão de Certificados para pessoas físicas, jurídicas e entidades de classe. Atualmente, a Federação disponibiliza 10 pontos de atendimentos fixos no Ceará e também realiza visitas itinerantes aos municípios do estado para emitir certificados digitais, além de fazer atendimento nas empresas e entidades parceiras.

 

Vantagens

 

Dentre as principais vantagens do uso do certificado, estão as suas propriedades tecnológicas e legais, atribuindo segurança digital e validade jurídica em documentos assinados eletronicamente. É a possibilidade real de substituir a assinatura manuscrita em documentos, de eliminar a impressão e gastos relacionados ao controle, envio e reconhecimento de firmas por uma operação eletrônica, executada pela internet, de forma simplificada e com total legitimidade.

 

 

Serviço

Pontos de atendimento Fecomércio/CE

 

Fortaleza

–  Sede Sindical Fecomércio/CE – Avenida Heráclito Graça, 750

 

– Federação das Indústrias do Estado do Ceará/Centro Internacional de Negócios (Fiec/CIN) – Av. Barão de Stuart, 1982. 2º andar

 

–  Junta Comercial do Estado do Ceará (Jucec) – Rua Vinte e Cinco de Março, 300

 

– Sindicato do Comércio Varejista e Lojista de Fortaleza (Sindilojas Fortaleza)

Rua Perboyre e Silva, 11 – 12° Andar

 

-Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de Veículos do Estado do Ceará (SINDCFCS)

Rua Maria Josefina Pessoa, 100

 

– Sistema Sincopeças Assopeças

Rua Antenor Frota Wanderley, 535

 

Interior

– Sindicato Regional dos Empregadores Lojistas do Iguatu (Sindilojas Iguatu). Rua Cel. Virgílio Correia,38 Sala-07

 

– Posto Junta Comercial – Jucec Quixeramobim: Rua Abílio e Silva, 52

 

– Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – (Itapipoca)

Rua Caio Pardo, 201

 

Ou através do site:

http://certificadosdigitais.fecomercio-ce.org.br/

 

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16° Índice de Expectativa dos Economistas revela pessimismo

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

20 de dezembro de 2016

   

A Fecomércio/CE, em parceria com o Conselho Regional de Economia (Corecon/CE), divulga a décima sexta edição do Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE). A pesquisa, de periodicidade bimestral, colheu no período novembro-dezembro as expectativas de 130 especialistas em economia. A amostra reúne profissionais dos mais diversos setores da economia cearense: indústria, agricultura, setor público, mercado financeiro, comércio e serviços. Economistas, empresários, consultores, executivos de finanças, professores universitários, pesquisadores, analistas e dirigentes de entidades diversas contribuíram com suas percepções.

A pesquisa pontua de zero a 200 pontos as variáveis analisadas. Abaixo de 100 pontos, configura-se uma situação de pessimismo e acima desse valor, otimismo. Os analistas revelaram otimismo em apenas quatro variáveis das nove investigadas: taxa de inflação (136,9 pontos), taxa de juros (135,5 pontos), gastos públicos (129,9 pontos) e cenário internacional (105,1 pontos). Diferentemente da pesquisa anterior, e alinhada com outras pesquisas de expectativas, como a Focus, por exemplo, o IEE mostra pessimismo no que respeita à evolução da atividade econômica interna que atingiu 99,1 pontos.

Além da evolução do PIB, os analistas revelaram pessimismo com mais quatro variáveis: oferta de crédito (82,7 pontos), taxa de câmbio (76,2 pontos), que na pesquisa anterior foi avaliada com otimismo, nível de emprego (72,4 pontos) e salários reais (40,7 pontos), que atingiu, mais uma vez, a menor pontuação. Conforme a metodologia, cada uma das variáveis analisadas gera três índices: de percepção presente, futura e de expectativa geral. Considerando a soma das variáveis, o índice geral atingiu 97,6 pontos, um aumento de 5,0% no pessimismo em relação à pesquisa anterior. Sobre o comportamento futuro das variáveis, a pesquisa mostra redução de 6,8% no otimismo dos analistas. Ademais, cabe destacar que a percepção pessimista sobre o desempenho presente das variáveis registrou aumento de 2,4%%, alcançando 79,0 pontos contra 80,9 pontos da pesquisa anterior.

Vale salientar que as expectativas movem os agentes econômicos impactando, positivamente ou negativamente, o comportamento das diversas variáveis econômicas como consumo, investimento, poupança, taxa de juros, dentre outras. Ao mesmo tempo, a performance, positiva ou negativa das variáveis, índices e indicadores econômicos interfere na percepção dos diversos agentes econômicos. Assim, as expectativas são a um só tempo causa e consequência do comportamento econômico.

Vale salientar que as expectativas movem os agentes econômicos impactando, positivamente ou negativamente, o comportamento das diversas variáveis econômicas como consumo, investimento, poupança, taxa de juros, dentre outras. Ao mesmo tempo, a performance, positiva ou negativa das variáveis, índices e indicadores econômicos interfere na percepção dos diversos agentes econômicos. Assim, as expectativas são a um só tempo causa e consequência do comportamento econômico.

A pesquisa Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE) revela, na sua décima sexta edição, que ocorreu um aumento no ceticismo dos analistas cearenses consultados, conforme indicam os índices de percepção geral (97,6 pontos) e de percepção presente (79,0 pontos). O otimismo, capturado pelo índice de percepção futura (116,2 pontos) é pequeno e menor do que o registrado na pesquisa anterior.

 

  • postado por Oswaldo Scaliotti
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Inadimplência é a mais baixa do ano

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

16 de dezembro de 2016

A taxa está se ajustando após atingir, em novembro, o patamar mais elevado da série histórica iniciada em 2010

 

Neste mês de dezembro, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), revela 70,1% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O índice veio 6,3 pontos percentuais acima do indicador do último mês de novembro (63,8%), mas, apesar desse aumento, a inadimplência caiu 2,0 pontos percentuais e atingiu o melhor resultado do ano (7,2%).

 

O consumidor mostrou dificuldades para o gerenciamento das dívidas ao longo do ano, pressionado pela crise econômica e pela inflação que corroeu parte do poder de compra de sua renda. Assim, o percentual da renda comprometido com o pagamento de dívidas avançou 0,4 pontos percentuais no mês, fechando o ano com 37,2% da renda familiar dedicada ao pagamento de dívidas – resultado superior à média anual do indicador, de 36,2%.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve crescimento de 1,7 ponto percentual, passando de 21,0%, em novembro, para 22,7% neste mês.  Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (23,5% dos entrevistados desse grupo afirmaram possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (29,4%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (24,5%).

 

O tempo médio de atraso é de 65 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 63,7% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 28,3%, seguido da contestação da dívida (8,2%).

 

Comprometimento de Renda

Em Fortaleza 70,1% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 76,1% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,3%;carnês e crediário, com 10,8%; e empréstimos pessoais, com 8,0%.

 

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:

  • Itens de alimentação (53,1% das respostas);
  • Artigos de vestuário (39,8%);
  • Eletroeletrônicos (33,6%); e
  • Realização de despesas de educação e saúde (25,6%).

 

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.349, com prazo médio de sete meses, comprometendo 37,2% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento – nível considerado excessivamente elevado.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve redução de 2,0 pontos percentuais, passando de 9,2%, em novembro, para 7,2%, neste mês – o melhor resultado deste ano.A taxa está se ajustando após atingir, em novembro, o patamar mais elevado da série histórica iniciada em 2010, quando a atual metodologia passou a ser adotada pelo IPDC. O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo masculino (inadimplência potencial de 7,8%), com idade acima de 35 anos (8,0%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (7,5%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 78,9% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 8,8% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 12,3% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

 

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se: A falta de orçamento e controle dos gastos, com 33,3%; as compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 28,8%; gastos imprevistos, com 18,4%; o aumento dos gastos considerados essenciais, com 16,3%;compras antecipadas, com 15,8%; facilidade e oferta de crédito, com 9,2%; e desemprego, com 9,1%.

 

Saiba mais

A pesquisa é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Auxilia os empresários a planejarem estratégias de vendas, analisarem situações de risco, entre outras oportunidades. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

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Inadimplência é a mais baixa do ano

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

16 de dezembro de 2016

A taxa está se ajustando após atingir, em novembro, o patamar mais elevado da série histórica iniciada em 2010

 

Neste mês de dezembro, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), revela 70,1% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O índice veio 6,3 pontos percentuais acima do indicador do último mês de novembro (63,8%), mas, apesar desse aumento, a inadimplência caiu 2,0 pontos percentuais e atingiu o melhor resultado do ano (7,2%).

 

O consumidor mostrou dificuldades para o gerenciamento das dívidas ao longo do ano, pressionado pela crise econômica e pela inflação que corroeu parte do poder de compra de sua renda. Assim, o percentual da renda comprometido com o pagamento de dívidas avançou 0,4 pontos percentuais no mês, fechando o ano com 37,2% da renda familiar dedicada ao pagamento de dívidas – resultado superior à média anual do indicador, de 36,2%.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve crescimento de 1,7 ponto percentual, passando de 21,0%, em novembro, para 22,7% neste mês.  Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (23,5% dos entrevistados desse grupo afirmaram possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (29,4%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (24,5%).

 

O tempo médio de atraso é de 65 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 63,7% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 28,3%, seguido da contestação da dívida (8,2%).

 

Comprometimento de Renda

Em Fortaleza 70,1% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 76,1% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,3%;carnês e crediário, com 10,8%; e empréstimos pessoais, com 8,0%.

 

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:

  • Itens de alimentação (53,1% das respostas);
  • Artigos de vestuário (39,8%);
  • Eletroeletrônicos (33,6%); e
  • Realização de despesas de educação e saúde (25,6%).

 

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.349, com prazo médio de sete meses, comprometendo 37,2% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento – nível considerado excessivamente elevado.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve redução de 2,0 pontos percentuais, passando de 9,2%, em novembro, para 7,2%, neste mês – o melhor resultado deste ano.A taxa está se ajustando após atingir, em novembro, o patamar mais elevado da série histórica iniciada em 2010, quando a atual metodologia passou a ser adotada pelo IPDC. O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo masculino (inadimplência potencial de 7,8%), com idade acima de 35 anos (8,0%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (7,5%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 78,9% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 8,8% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 12,3% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

 

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se: A falta de orçamento e controle dos gastos, com 33,3%; as compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 28,8%; gastos imprevistos, com 18,4%; o aumento dos gastos considerados essenciais, com 16,3%;compras antecipadas, com 15,8%; facilidade e oferta de crédito, com 9,2%; e desemprego, com 9,1%.

 

Saiba mais

A pesquisa é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Auxilia os empresários a planejarem estratégias de vendas, analisarem situações de risco, entre outras oportunidades. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.