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Blog Verde

por Nájila Cabral

terceira idade

Custos da Longevidade – preocupação global

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

11 de Janeiro de 2013

     O Relatório Riscos Globais 2013 (Global Risks 2013 Report) menciona como um dos riscos e, portanto, como emergente preocupação global os custos que a longevidade pode trazer.

     A medicina tem avançado consideravelmente e permitido, então, que pessoas vivam por mais tempo. A pergunta que os especialistas fazem é: temos condições de lidar com tantas pessoas portadoras de doenças (como artrite, doenças do coração, câncer, acidente vascular cerebral, doença de Alzheimer) e o custo elevado de seus tratamentos e os cuidados em longo prazo?

Foto: Cinthia Casagrande
Fonte: www.flickr.com

    Estima-se que na metade deste século serão 11 milhões de norte americanos portadores da doença de Alzheimer, o dobro dos dados atuais. Aumentos semelhantes são projetados para muitos países, cuja população global de portadores deve dobrar a cada 20 anos, o que deve exceder os 115 milhões de pessoas em 2050.

    O Relatório aponta que as causas são o aumento no número de idosos em relação à população geral e, ainda, as taxas de fertilidade reduzidas em países de renda média e baixa.

    Os custos de tratamento são elevados. Por exemplo, no Reino Unido se gasta £23 bilhões para tratamento da doença de Alzheimer, o que equivale, praticamente, ao somatório do que se gasta com doenças do coração (£8 bilhões) e câncer (£12 bilhões).

    Considerando o aumento na expectativa de vida da população é possível dizer que novos idosos potencialmente portadores de doenças estão a caminho. Conforme menciona o Relatório a proporção de norte americanos, entre 50 e 64 anos (que relataram precisar de cuidados pessoais, como ajuda para descer da cama ou subir 10 degraus), aumentou significativamente se comparado aos dados de 2007. A artrite foi a causa mais indicada. A diabetes também teve papel importante e crescente nestes dados.

     Algumas medidas preventivas são bem conhecidas e necessárias que podem nos ajudar a viver mais tempo com melhor qualidade: exercícios são fundamentais e possuem benefícios no sentido de afastar determinadas patologias.

     Os impactos do envelhecimento da população serão sentidos em toda a sociedade. Portanto, necessário e oportuno promover mudança para melhores soluções na área urbana, por meio de planejamento para viabilizar a readequação de cidades e ambientes construídos.

     Importante, também, investir em mais pesquisa, no sentido de favorecer o desenvolvimento de tratamentos, que possibilitem qualidade de vida e de condições de se gerar riqueza (produtividade), ao mesmo tempo.

 Fonte: WEF

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Dia Mundial da Terceira Idade

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

01 de outubro de 2012

     Hoje, 01º de outubro, comemora-se o Dia Mundial da Terceira Idade. A Organização das Nações Unidas instituiu esta data comemorativa em 2003, com a intenção de promover, no mundo inteiro, discussões sobre a situação da população nesta faixa etária, para a potencial definição de políticas que garantam seus direitos e bem-estar.

     Segundo a ONU (2012) existem atualmente 600 milhões de pessoas com 60 anos ou mais em todo o mundo. Este número, conforme a Organização das Nações Unidas (ONU), deve dobrar até 2025 e atingir praticamente dois bilhões em 2050, sendo que a maioria destas vivendo em países em desenvolvimento. O tema deste ano é “Longevidade: moldando o futuro” (Longevity: Shaping the Future).

    E como garantir bem-estar para o grupo da terceira idade? Para todos nós que, na verdade, dentro em breve, seremos parte deste grupo. Estamos indo na direção certa? Tomamos, realmente, as medidas eficazes para garantir o bem-estar de todos?

Foto: http://www.flickr.com/photos/cinthiacasagrande

    Mas, e o que é bem-estar? A Avaliação Ecossistêmica do Milênio (2005), considerando a complexidade das interações entre os sistemas naturais e sociais, identifica os seguintes constituintes de bem-estar humano:

– em relação à segurança: segurança pessoal, acesso seguro aos recursos ambientais e segurança contra desastres naturais;

– em relação às condições básicas para boa qualidade de vida: condições de vida adequadas (inclusive saneamento), alimentação nutritiva e suficiente (segurança alimentar), abrigo e acesso a bens;

– em relação à saúde: força/energia, bem-estar e acesso a água potável e ar limpo;

– em relação a boas relações sociais: coesão social, respeito mútuo e condições de ajudar o próximo.

     Todos estes constituintes são permeados pela liberdade de escolha e ação (freedons of choices and action), que se traduzem nas oportunidades para alcançar aquilo o que cada indivíduo preza ser e ter.

     Para tanto, o Poder Público (em suas esferas federal, estadual e municipal) deve dar o apoio financeiro, técnico e de serviços básicos para assegurar as condições de acesso ao bem-estar, garantindo, para esta e para as futuras gerações, a permanência dos valores da biodiversidade, da produtividade ecológica, da pluralidade política, da heterogeneidade cultural e, sobretudo, da democracia participativa.

Fonte: Organização das Nações Unidas

Millenium Ecosystem Assessment: Strengthening capacity to manage ecosystems sustainably for human well-being.). France: ONU, 2005.

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Dia Mundial da Terceira Idade

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

01 de outubro de 2012

     Hoje, 01º de outubro, comemora-se o Dia Mundial da Terceira Idade. A Organização das Nações Unidas instituiu esta data comemorativa em 2003, com a intenção de promover, no mundo inteiro, discussões sobre a situação da população nesta faixa etária, para a potencial definição de políticas que garantam seus direitos e bem-estar.

     Segundo a ONU (2012) existem atualmente 600 milhões de pessoas com 60 anos ou mais em todo o mundo. Este número, conforme a Organização das Nações Unidas (ONU), deve dobrar até 2025 e atingir praticamente dois bilhões em 2050, sendo que a maioria destas vivendo em países em desenvolvimento. O tema deste ano é “Longevidade: moldando o futuro” (Longevity: Shaping the Future).

    E como garantir bem-estar para o grupo da terceira idade? Para todos nós que, na verdade, dentro em breve, seremos parte deste grupo. Estamos indo na direção certa? Tomamos, realmente, as medidas eficazes para garantir o bem-estar de todos?

Foto: http://www.flickr.com/photos/cinthiacasagrande

    Mas, e o que é bem-estar? A Avaliação Ecossistêmica do Milênio (2005), considerando a complexidade das interações entre os sistemas naturais e sociais, identifica os seguintes constituintes de bem-estar humano:

– em relação à segurança: segurança pessoal, acesso seguro aos recursos ambientais e segurança contra desastres naturais;

– em relação às condições básicas para boa qualidade de vida: condições de vida adequadas (inclusive saneamento), alimentação nutritiva e suficiente (segurança alimentar), abrigo e acesso a bens;

– em relação à saúde: força/energia, bem-estar e acesso a água potável e ar limpo;

– em relação a boas relações sociais: coesão social, respeito mútuo e condições de ajudar o próximo.

     Todos estes constituintes são permeados pela liberdade de escolha e ação (freedons of choices and action), que se traduzem nas oportunidades para alcançar aquilo o que cada indivíduo preza ser e ter.

     Para tanto, o Poder Público (em suas esferas federal, estadual e municipal) deve dar o apoio financeiro, técnico e de serviços básicos para assegurar as condições de acesso ao bem-estar, garantindo, para esta e para as futuras gerações, a permanência dos valores da biodiversidade, da produtividade ecológica, da pluralidade política, da heterogeneidade cultural e, sobretudo, da democracia participativa.

Fonte: Organização das Nações Unidas

Millenium Ecosystem Assessment: Strengthening capacity to manage ecosystems sustainably for human well-being.). France: ONU, 2005.