Contaminação radioativa de Fukushima na costa oeste dos Estados Unidos - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

Contaminação radioativa de Fukushima na costa oeste dos Estados Unidos

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

08 de Abril de 2013

     O portal Ecosítio e a Urgente 24 noticiam que foi constatado elevado número de casos com problemas de tireoide em crianças nascidas na costa oeste dos EUA (Estados Unidos), o que fez soar o alarme sobre a contaminação radioativa de Fukushima. Poucos dias após o desastre (em fevereiro de 2011), as concentrações de iodo radioativo I-131 nas chuvas norte americanas foram até 211 vezes acima do normal. Níveis mais elevados de I-131 foram documentados em cinco estados: Califórnia, Havaí, Alasca, Oregon e Washington.

     Os pesquisadores confirmaram que o desastre nuclear de Fukushima está “passando a fatura” à população norte americana. A externalidade negativa se traduz no elevado número de anomalias da tiroide entre os recém-nascidos na costa oeste do país.

     Esses dados foram publicados no periódico Open Journal Pediatrics. Os autores do estudo atestam que de 17 de março a 31 dezembro de 2011, o número de casos de hipotireoidismo congênito em cinco estados foi de 16% maior do que o mesmo período de 2010.

      O iodo radioativo que entra no corpo humano se acumula na glândula tireoide, que produz o hormônio de crescimento. A exposição à radiação pode impedir o crescimento do corpo e do cérebro de uma criança, até mesmo causar cretinismo e câncer de tireoide. Tais doenças e sintomas estão também documentados depois de Chernobyl.

     Outros dados preocupantes é que em fevereiro deste ano (2013), foi relatado que 44,2% das crianças examinadas em Fukushima também têm anormalidades da tireoide.

      Caros leitores do Blog Verde, qual é o preço que nós, sociedade civil, pagamos pelos danos decorrentes de atividades que não possuem tecnologia suficiente para garantir 100% de segurança, ou seja 0% de riscos ambientais?

      Quanto estamos dispostos a pagar? Qual o preço de sua saúde? Quanto vale a sua vida?  Pare… e pense.

Fonte: Ecosítio e Urgente 24

 

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Contaminação radioativa de Fukushima na costa oeste dos Estados Unidos

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

08 de Abril de 2013

     O portal Ecosítio e a Urgente 24 noticiam que foi constatado elevado número de casos com problemas de tireoide em crianças nascidas na costa oeste dos EUA (Estados Unidos), o que fez soar o alarme sobre a contaminação radioativa de Fukushima. Poucos dias após o desastre (em fevereiro de 2011), as concentrações de iodo radioativo I-131 nas chuvas norte americanas foram até 211 vezes acima do normal. Níveis mais elevados de I-131 foram documentados em cinco estados: Califórnia, Havaí, Alasca, Oregon e Washington.

     Os pesquisadores confirmaram que o desastre nuclear de Fukushima está “passando a fatura” à população norte americana. A externalidade negativa se traduz no elevado número de anomalias da tiroide entre os recém-nascidos na costa oeste do país.

     Esses dados foram publicados no periódico Open Journal Pediatrics. Os autores do estudo atestam que de 17 de março a 31 dezembro de 2011, o número de casos de hipotireoidismo congênito em cinco estados foi de 16% maior do que o mesmo período de 2010.

      O iodo radioativo que entra no corpo humano se acumula na glândula tireoide, que produz o hormônio de crescimento. A exposição à radiação pode impedir o crescimento do corpo e do cérebro de uma criança, até mesmo causar cretinismo e câncer de tireoide. Tais doenças e sintomas estão também documentados depois de Chernobyl.

     Outros dados preocupantes é que em fevereiro deste ano (2013), foi relatado que 44,2% das crianças examinadas em Fukushima também têm anormalidades da tireoide.

      Caros leitores do Blog Verde, qual é o preço que nós, sociedade civil, pagamos pelos danos decorrentes de atividades que não possuem tecnologia suficiente para garantir 100% de segurança, ou seja 0% de riscos ambientais?

      Quanto estamos dispostos a pagar? Qual o preço de sua saúde? Quanto vale a sua vida?  Pare… e pense.

Fonte: Ecosítio e Urgente 24