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Blog Paulo Sertek

por Paulo Sertek

MENSAGEM DE ANGÚSTIA

Por paulosertek em Cidadania, Discurso, Política

18 de Maio de 2019

Jorge Lacerda

Democracia e Nação (discurso proferido na sessão de 6 de julho de 1952 como deputado federal SC)

Senhor Presidente, tive oportunidade, por várias vezes, de trazer ao conhecimento da Câmara dos Deputados, alguns aspectos desoladores suscitados pela indústria carbonífera, no Sul de Santa Catarina. Municípios que produzem ou beneficiam o carvão, quase nada recebem em troca, pela riqueza oferecida ao país. É-lhes vedado, como se sabe, estabelecer qualquer taxa sobre o carvão produzido ou beneficiado. Do tributo existente, arrecadado pela União, quase nada lhes é destinado, como determina a lei.

Governador Jorge Lacerda visita mina de carvão em Criciúma SC em 1957-Acervo da família.

A mineração revolve-lhes inteiramente o solo. Com as chuvas, os detritos do carvão são carreados para os rios, cujas águas, nas periódicas enchentes, vão inutilizar os campos e comprometer as lavouras. Os vales, outrora ricos e opulentos, se desfiguram num espetáculo de penúria.

Melhor fora não contar Santa Catarina com o carvão, a tê-lo, assim, com esse cortejo de flagelos: a esterilização da terra, a ascensão dos índices de mortalidade infantil, da tuberculose e de outras moléstias, o drama dos mineiros, no fundo das minas úmidas, a inquietação dos mineradores, e a angústia dos lavradores, que, paradoxalmente, amaldiçoam as enchentes, porque no bojo delas sobe, não o que fertiliza, mas a pirita, que calcina o solo.

Fomos a primeira voz a denunciar, nesta Casa, os aspectos pungentes dessa paisagem social e humana — até então inéditos em terras catarinenses — gerados pela mineração do carvão.

Senhor Presidente, desejo, agora, assinalar os sofrimentos de certa região catarinense, a Madre, no município de Tubarão. Banhada pelo rio Tubarão, era famosa pelos seus campos, em que pastavam 60.000 cabeças de gado. Célebres eram o queijo e a manteiga que produzia. O rio, bastante piscoso, fornecia peixe, em tal abundância, que, não só abastecia a localidade, como as regiões vizinhas. A Madre é, praticamente, uma extensa rua, densamente povoada, de cerca de 17 quilômetros, que perlonga o sinuoso rio Tubarão. Recordavam-me os seus moradores, quando lá estive a última vez, os bons tempos em que lançavam suas tarrafas nas águas do rio, e recolhiam, em quantidade, o peixe que nunca faltou nas mesas mais modestas.

Com uma simples tarrafada fazia-se uma boa refeição para a família inteira — dizia-me um velho habitante da Madre. A produção do camarão, pescado na vizinha lagoa da cidade de Laguna, onde desemboca o rio Tubarão, era calculada em Cr$ 15.000.000,00. Hoje, tudo se transformou. O próprio rio mudou de nome, ali na Madre. Passou a ser chamado rio Seco ou rio Morto. As pastagens vão desaparecendo. A água potável, a população vai buscá-la a quilômetros de distância. A água potável, de antigamente, se tornou salobra, no fundo dos poços, pela infiltração dos resíduos do carvão. Os peixes sumiram.

A Madre — que recebera do destino as águas que fertilizavam as terras, e os peixes que alimentavam as famílias — recolhe, agora, pela imprevidência e cupidez dos homens, os detritos do carvão, que contaminam os rios e devastam as várzeas. As enchentes, que eram bênçãos dos céus, naquele vale fecundo, converteram-se em flagelo.

Como desejaria a Madre que se lhe restituísse a tranqüilidade de outrora! Nada mais aspiraria, senão àquilo que já lhe pertencia, por uma dádiva da natureza.

Esse problema, infelizmente, não se circunscreve, apenas, a essa região, mas a várias outras, no Sul catarinense, assoladas, igualmente pelas águas, que carregam os resíduos piritosos do minério.

Cabe ao poder público estudar e resolver o problema, que assume proporções de verdadeira calamidade.

Durante os debates travados nesta Casa, em torno do Plano do Carvão Nacional, logramos obter, através de emenda de nossa autoria, uma dotação de Cr$ 15.000.000,00, destinada a obras de assistência social, naquela área carbonífera, e cuja aplicação foi confiada às mãos honradas do Presidente da Comissão Executiva daquele plano, C.el Pinto da Veiga. Esses recursos são, entretanto, para hospitais, creches, postos de saúde. E o problema, que venho focalizando, é de maior envergadura.

Sr. Presidente, é inacreditável que, para explorarmos, em nosso país, apenas 2 milhões de toneladas anuais de carvão, tenhamos de testemunhar tanta desgraça resultante da desídia dos poderes públicos. Imaginemos, então, se o Brasil produzisse, como os Estados Unidos, setecentos milhões de toneladas de carvão, isto é, trezentas e cinqüenta vezes mais. O que nos aconteceria? Entretanto, nos Estados Unidos, como em qualquer país europeu ou asiático, a indústria carbonífera, pelas cautelas que lá são tomadas, não gera as tristes conseqüências que aqui presenciamos.

Só no Brasil, desgraçadamente, é que domina uma tal política de imprevidência. Como certos povos primitivos, derrubamos as árvores, para comer-lhes os frutos.

Saqueamos a terra, expropriando-lhe as riquezas, sem que nos preocupem as angústias das populações, decorrentes dessa nossa empreitada sinistra, de verdadeiros vândalos do solo.

É o Brasil em plena autofagia.

Sr. Presidente, não é justo, portanto, que uma região, que vivia tranqüila, nos seus misteres da lavoura e da pesca, venha sofrer, pelo descaso dos governos, os efeitos nefastos de uma exploração voraz e inconsciente das riquezas do nosso subsolo. Riquezas que, paradoxalmente, depauperam as zonas de que são extraídas.

Esta é a mensagem de angústia, que transmito à Câmara dos Deputados, em nome, não só da população da Madre, como de outras regiões sofredoras do Sul de Santa Catarina.

Livro de autoria de Paulo Sertek: obtenha o livro digital

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura
Autor: Paulo Sertek
Ed.: Cultor de Livros
São Paulo, 2015

Mensagem de Angústia fonte: LACERDA, J. In.: CORREA, Nereu (Org). Democracia e Nação: Discursos Políticos e Literários. Rio de Janeiro: Ed. J. Olympio, 1960. p. 83-86.

Livro: Democracia e Nação contem os discursos de Jorge Lacerda. Prefácio de Adonias Filho e organizado por Nereu Corrêa

 

 

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Opinião pública assanhada!

Por paulosertek em Cidadania, Comportamento, Cultura, Política

17 de Maio de 2019

Aristóteles ao tecer suas considerações sobre o debate de ideias afirmava que renunciar ao logos, isto é, à racionalidade equivale a fazer-se semelhante a uma planta. Esta renuncia voluntaria resulta na incapacidade de diálogo.

O debate político entre torcedores apaixonados para impor a própria vontade desemboca em uma contradição em termos: é impossível qualquer política sem racionalidade.

Diferentemente da situação que ocorre no exemplo do cego que busca a descrição do que é um elefante, e como apenas consegue abarcar com seu tato partes desconexas do animal, não deixa de afirmar verdades aparentes: ao tocar as pernas diz: parece uma árvore, ao tocar a tromba, parece uma mangueira, ao tocar o rabo, é um espanador. De qualquer forma neste observador, limitado no sentido da visão, não há ignorância voluntária, pois pode, pela observação e diálogo, atingir alguma compreensão dos fenômenos que desconhece.

Observa-se no palco político a marionete que embaralha a máxima atribuída a Abraham Lincoln de que: “É possível enganar uma pessoa todo o tempo, também é possível enganar muita gente durante algum tempo, porém é impossível enganar todos, todo o tempo.” Com as novas ferramentas de mídia os novos “políticos” mais do que esclarecer pretendem manter a opinião pública permanentemente assanhada contra tudo e contra todos.

A quem interessa tal estado de coisas? Pesquisas estão mostrando que os brasileiros são dos que mais desconfiam dos políticos, pois os consideram como crápulas. Interessante observar que, este estado de raiva coletiva, é útil ao manipulador político populista, seja de esquerda como de direita.

Os populismos necessitam insuflar a insatisfação popular, pois no momento em que um bom grupo de pessoas já está farto de injustiças, então, convém urdir uma estratégia de revolta, que se torna “razoavelmente justa”. Situações como esta afastam o debate público da razoabilidade, e infelizmente, a política transforma-se em truculência. Acabam levando a melhor os populistas!

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia pela UTFPR e desenvolvimento, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

 

Confira o livro do autor

Editora Intersaberes

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

http://www.intersaberes.com/item-catalogo/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal/

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

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Trabalho bem feito gerador de capital humano-social

A excelência profissional é atraente para as pessoas dotadas de sensibilidade e honradez. Pode ser que não seja compartilhada por todos, ou por muitos, porém o que se verifica é a qualidade da pessoa em função do cuidado das obras que executa. Enfim, do amor que se põe naquilo que se faz. O poeta Fernando Pessoa conta em um de seus poemas a sua experiência de que: “o meu dever me fêz”!

Emprestando as palavras do poeta Antonio Machado encontra-se o matiz da questão: Despacito y buena letra, que el hacer las cosas bien, importa más que el hacerlas”. Esta reflexão leva à necessidade de buscar o êxito da ação, porém sem descuidar do amor com que se faz. Este amor pode ter variações consideráveis. Ainda que se pudesse descrever que o motor de muitíssimas obras se dá em função do benefício financeiro, há inumeráveis comportamentos que ultrapassam a condição de benefício econômico, ganho de prestígio, autossatisfação, entre outros.

Há um tipo de conduta que estimula e aprimora a vida familiar e comunitária, que é o amor de amizade, que se diferencia do amor de concupiscência. O amor de doação, desinteressado representa o diferencial-chave do ser humano. O que o torna humano é o amor e não a violência, o ódio, a esperteza em levar a melhor.

O trabalho realizado por motivos de serviço, bem feito, bem acabado, feito por amor provoca transformações tangíveis e intangíveis. Tangíveis na medida em que a atividade realizada atinge graus de identificação com as necessidades humanas que encantam todo aquele que recebe um serviço que excede as suas expectativas. Nos aspectos intangíveis, ou não imediatos, melhoram o caráter daqueles que se esforçam por ver a oportunidade de servir mais e melhor os outros. Sim aqui Fernando Pessoa nos diz que “o meu dever me fêz”! Aparece neste pensamento a aquisição da arete grega, ou virtus no latim. Trata-se da aquisição dos bons hábitos através do aprendizado com a obra bem feita e elemento aglutinador de pessoas e gerador de capital humano-social.

 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia pela UTFPR e desenvolvimento, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

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Autor: Paulo Sertek Dr
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Leonardo Mota

Por paulosertek em Cultura, Escritor, Poesia

10 de Maio de 2019

Leonardo Mota
Leonardo Mota, nasceu em Pedra Branca, no dia 10 de maio de 1891, e faleceu em Fortaleza, no dia 2 de janeiro de 1948. Foi escritor, professor, advogado, promotor de justiça, secretário de governo, tabelião, jornalista e historiador. Formou-se em direito pela Faculdade de Direito do Ceará no ano de 1916.

No jornalismo, fundou em Ipu a Gazeta do Sertão e em Fortaleza trabalhou como redator do Correio do Ceará e diretor da Gazeta Oficial. Considerado o “príncipe dos folcloristas nacionais” é, no dizer de Raimundo Girão, “o mineiro descobridor de filões exuberantes de ouro e das pepitas riquíssimas da poesia matuta, até ali anônima, vivendo de boca em boca mas sem os nomes dos donos”.
Foi poeta cujos poemas ficaram pouco conhecidos em virtude de sua paixão pelo folclore.
Principais obras: Cantadores,1921; Violeiros do Norte (Prêmio da Academia Brasileira de Letras), 1925; Sertão alegre, 1928; No tempo de Lampião, 1930; Prosa vadia, 1932; A Padaria Espiritual, 1938; História eclesiástica do Ceará (inacabado) e Adagiário brasileiro, 1982 (seus livros tiveram várias edições).
Leonardo Mota foi o principal auxiliar do presidente Justiniano de Serpa na primeira reorganização do sodalício.
Ingressou na Academia Cearense de Letras no dia 8 de setembro de 1922, tendo ocupado a cadeira 32, cujo patrono era Franklin Távora.
Seu nome foi injustamente esquecido na reorganização ocorrida em 1930.
Foi reeleito para ACL em 4 de julho de 1937 para preencher a vaga deixada por José Sombra Filho, cadeira 28, cujo patrono era Oto de Alencar.
Tomou posse no ano seguinte, ocasião em que foi recepcionado pelo acadêmico Dolor Barreira.
Foi membro do Instituto do Ceará.

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Enfrentando a Turbo Década

Jorge Lacerda ex-gov SC na sua luta pela qualidade de vida e meio ambiente. 

Clique aqui para obter download do livro digital: Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura

No período dos 25 aos 35 anos de idade ocorrem muitas transformações na vida dos jovens e isto está se intensificando cada vez mais em virtude do ambiente de intensas mudanças na sociedade. A experiência do desconforto na procura de emprego e a experiência acumulada do adiamento da inserção profissional têm gerado fantasmas e apreensões.

Por vezes a formação acadêmica se estende além do curso de graduação, alguns fazem a pós-graduação e, em torno dos 25 anos, inicia o período em que se precipitam inúmeras decisões que requerem muita atenção para não ser afogado no turbilhão de definições do projeto de vida.

O primeiro emprego, o desejo de iniciar o próprio negócio, a vontade de tornar mais estável o relacionamento afetivo com o casamento e, tudo passa como num filme em alta velocidade. Aflige a todos a busca dos recursos para ter o apartamento, e, pouco depois vêm os filhos…

O progresso profissional exige tempo e dedicação, por outro lado cuidar da família também exige tempo e atenção aos pormenores. Estes dois ciclos, um do êxito profissional, e outro do êxito familiar, testam os limites das forças do ser humano.

Para harmonizar o cuidado da saúde, o descanso, o ócio produtivo, é necessário ter um projeto profissional que não esteja simplesmente atrelado ao que Viktor Frankl denominava como binômio sucesso-fracasso, mas antes guiar-se pelo binômio realização-sentido de existência. A Turbo Década proporciona desafios e oportunidades.

Como enfrentar estes desafios? Lembra-se daquela história que nos contavam nos cursos de administração de empresas? A experiência de preencher uma jarra de agua vazia, com os seixos de pedra, depois pedrisco, a seguir areia fina e depois agua e, com ordem coube tudo na jarra contra todas as previsões! Qual seria a conclusão? Administrar bem o tempo? É um caminho. Porém, se não se puser as coisas mais importantes em primeiro lugar, como são os valores éticos, a família, as amizades, reina a confusão. Recomendo a leitura do livro indicado abaixo.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia pela UTFPR e desenvolvimento, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP), Formado pelo ISE-IESE Program for Management Development., Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor: Editora Intersaberes:

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

http://www.intersaberes.com/item-catalogo/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal/

 

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

 

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Priscas novidades

Por paulosertek em Poesia, simbolismo

05 de Maio de 2019

 

Xilogravura Osvaldo Goeldi

Priscas novidades

Atalgísio de Ribeiro Schmidt

 

Sentir o outono em pranto,

Milhares os saltos e sobressaltos;

Memórias em vivos encantos,

Abrigam-se em alvos mantos.

 

Sons brilhantes nos cetros juvenis,

Longínquas sortes de mármore,

Traz e apraz em alma vivaz,

Ensimesmando miragens febris.

 

Oh! Eternidade presente em si!

Ao longe das trevas desfaz,

Naves do farol em guia,

Melhores prados em si compraz.

 

Ai! Quanto desalento esqueci,

Quão longe dos antanhos sons,

Caem apenas insucessos e somam.

Memórias em Adônis perdi!

 

Metanoia em priscas novidades,

Qual flecha apolínea vibrar,

Ressurgem do devir em absoluto.

Quantos ais para tornar a amar!

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Por que cortar as pesquisas em ciências humanas?

Por paulosertek em Educação, pesquisa, Política, universidade

30 de Abril de 2019

Um pequeno leme tem a propriedade de, sendo habilidosamente manejado, dar o rumo certo a um navio de grande calado. Esta propriedade é a da capacidade de direção. Um político, um educador, um empresário etc. somente adquire excelência humana e profissional ao tomar decisões e assumir compromissos de acordo com os valores morais. A ética é a ciência da moral, uma das disciplinas-chave da orientação da vida individual e dos relacionamentos interpessoais.

Quando nos referimos às ciências humanas englobamos as ciências da educação, as ciências sociais, a literatura, a história, a filosofia, entre outras. Chama à atenção a mentalidade primária de determinados comandantes que avaliam a pesquisa em ciências humanas como sendo puramente acessória e passível de cortes de verbas porque, talvez nestas mentes limitadas, somente a tecnologia traz rendimentos sociais e aumente a produtividade.

Padecem tais autoridades de um reducionismo sobre o tipo de bens que valem mais e sobre as suas prioridades na vida social. Alinho radicalmente ao pensamento de Jorge Lacerda ex-gov SC quando nos ensina que: “Os nossos compromissos com a nação não se insulam apenas nos aspectos eventuais de seus interesses imediatos. Transcendem, é natural, dessa órbita limitada, pois se fundem com as finalidades superiores da cultura. As nações sobrevivem na história, não pelos seus efêmeros empreendimentos materiais, mas, sobretudo pela marca inapagável que sua cultura deixa na face do tempo”.

Juscelino Kubitschek e Jorge Lacerda em Brasília 1958

Ainda que a ideologia marxista embase os pressupostos antropológicos de um numero razoável de pesquisadores, mais necessário é o avanço científico mostrando os resultados negativos de tais doutrinas no seio da sociedade. Não se justifica a tomada de decisão de cortar verbas para a pesquisa em ciências humanas, pois o raciocínio coerente é o de se estimular a boa pesquisa, aquela que tem compromisso com a ciência e a verdade.

A pesquisa sobre o existir humano é decisiva para a formação de uma sociedade sábia.

Paulo Sertek é doutor em educação e autor do livro Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download:  https://goo.gl/DpKN4b

 

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura
Autor: Paulo Sertek
Ed.: Cultor de Livros
São Paulo, 2015

Email: psertek@gmail.com

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Fragmentos

Por paulosertek em Poesia

20 de Abril de 2019

Poesia recorre a figuras simbólicas, ainda em fase de ajustes, ao que parece é um pequeno ensaio de natureza expressiva. Recorre a figuras imaginativas.

Xilogravura: Osvaldo Goeldi

A fio contam-se os punhados,
Anos de memória vividos.
Ontem os sabores de mocidade,
Hoje luzes claras,
Em maturidade tingida.

Fragmentos em lembranças,
Qual trem por bela paisagem,
Em desfilar rápido passam.
Bancos escolares: uma saudade,
Chão batido: agora nova cidade!
Ruas em coração: hoje avenidas,
Qual nuvem no ar,
Recordações das mãos escapam.

À busca de esmeraldas, a miragem,
Somente as verdadeiras suprem,
D’alma caminhante em vida,
Rumos de ciência a caminhos de mar.
Hoje ao longe, sendas a sulcar!

Amizade afeiçoa-se imponente,
Singular, de rumos entre muitos.
Valor imprime suavemente,
Pois em oculto vive a semente.

Índole dos que a muitos ensina,
Apraz à mente que trilha,
Caminhos novos desvendam,
Por muito que se estime.
Grandeza de sabedoria os guia,
Horizontes descortinam, com certeza!

Maturidade fragmentos revelam,
Luzes fugazes da mocidade,
Lições como cores de aquarela,
Manifestam harmonia e felicidade.

Autor: Atalgísio de Ribeiro Schmidt

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Estratégia na empresa virtuosa

O bem do indivíduo não se contrapõe ao bem coletivo, para isto deve-se construir uma relação harmônica entre capital, trabalho e homem no âmbito produtivo, pois, de acordo com Jorge Lacerda ex-gov SC: “capital e trabalho não são valores que se combatem, ou se entredevorem, porque embasam e estruturam a harmonia indispensável à paz social”.

Jorge Lacerda, Carlos Lacerda e Magalhães Pinto abril de 1953.

Alguns estudos apontam convergências sobre esta possível harmonia na gestão de empresas e negócios que resulta do esforço das partes interessadas em atuar com sentido de solidariedade humana.
O ponto de partida é agir de acordo com as virtudes, especialmente a da justiça, que corresponde à vontade constante de dar a cada um o devido, e, a virtude é o hábito operativo bom, que aperfeiçoa o ser humano, e o torna mais possuidor dos valores morais.

Um empreendimento virtuoso exige que no planejamento estratégico seja configurada a missão institucional como contribuição a todos os envolvidos e que os valores éticos criem uma cultura que gere a confiança e o comprometimento nas relações internas e externas.

Esta orientação permite combater a tendência centrifuga de afastar-se da prática da virtude, que se traduz em fazer o bem e evitar o mal. Procedendo deste modo impede-se que os resultados econômicos em curto prazo corrompam a cultura da empresa.

Desenvolver profissionais com a mentalidade de serviço à sociedade exige a capacitação para criar ambientes virtuosos. Bem conhecidas são as virtudes fundamentais como a prudência, que permite a tomada de decisão por meio de critérios éticos; a justiça, a qual leva a dar a cada um aquilo que lhe é devido; a fortaleza, atributo propiciador de energia de caráter necessário para se empreender o que é justo e bom em cada momento; e a temperança que é a reitora dos “altos” e “baixos” das emoções.

A abordagem harmonizando a busca de resultados financeiros por meio da gestão virtuosa pode ser encontrada no livro de nossa autoria: Administração e Planejamento Estratégico referenciado no link a seguir.

Paulo Sertek
Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).
Formado pelo ISE-IESE Program for Management Development.
Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor
Editora IntersaberesAdministração e Planejamento Estratégico

Administração e planejamento estratégico

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Virtude: o melhor capital humano-intelectual

Modernidade líquida é o termo cunhado pelo filósofo Zygmunt Bauman que ainda nos traz luz para os processos educativos da atualidade.

Domina a pedagogia que prioriza os sentimentos, não à luz do desenvolvimento das virtudes, porém ao estímulo dos comportamentos caprichosos, gerando personalidades mais vulneráveis ao fracasso, à dor e à contrariedade. Pouco se aprende sobre constância e perseverança, e a disciplina praticamente inexiste no léxico pedagógico.
Os programas nos diversos níveis de escolaridade são fundamentados em uma enorme quantidade de teorias, entretanto padecem de uma síndrome: o medo de falar da virtude. Isto é da educação dos sentimentos por meio do fortalecimento da vontade.

Verifica-se que os estudantes desconhecem o que são as virtudes e falta promover a questão do crescimento da força de vontade.

Na literatura e prática educativa destaca-se a condição-chave da educação sócio emocional, mas carece da educação dos limites que significa educar a vontade debilitada entre muitas crianças e jovens.

Entre outras causas da deliquescência educativa, do estado alérgico à disciplina e à ascese moral estão a filosofia do comportamento moral e antropologia que pretendem adequar os processos educativos aos impulsos espontâneos da geração de gostos e interesses. Talvez seja necessário recordar que o fator motivacional-chave do crescimento na competência pessoal está no desenvolvimento do amor ao conhecimento e à conduta virtuosa. Estas conquistas se fazem por meio dos hábitos estáveis que geram as virtudes. A aquisição da virtude por parte dos estudantes é o melhor “capital humano-intelectual” gerador de uma sociedade empreendedora e inovadora.

Recomendo visitar os estudos de mestrado e doutorado em que foi possível identificar a correlação entre a prática das virtudes e os resultados acadêmicos e crescimento profissional.

Confira uma abordagem deste tipo para o âmbito educativo e profissional no livro do autor do artigo: Responsabilidade Social e Competência Interpessoal.

Paulo Sertek
Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e desenvolvimento pela UTFPR , Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).
Formado pelo ISE-IESE Program for Management Development.
Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autorEditora IntersaberesResponsabilidade Social e Competência Interpessoal

Responsabilidade social e competência interpessoal

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Virtude: o melhor capital humano-intelectual

Modernidade líquida é o termo cunhado pelo filósofo Zygmunt Bauman que ainda nos traz luz para os processos educativos da atualidade.

Domina a pedagogia que prioriza os sentimentos, não à luz do desenvolvimento das virtudes, porém ao estímulo dos comportamentos caprichosos, gerando personalidades mais vulneráveis ao fracasso, à dor e à contrariedade. Pouco se aprende sobre constância e perseverança, e a disciplina praticamente inexiste no léxico pedagógico.
Os programas nos diversos níveis de escolaridade são fundamentados em uma enorme quantidade de teorias, entretanto padecem de uma síndrome: o medo de falar da virtude. Isto é da educação dos sentimentos por meio do fortalecimento da vontade.

Verifica-se que os estudantes desconhecem o que são as virtudes e falta promover a questão do crescimento da força de vontade.

Na literatura e prática educativa destaca-se a condição-chave da educação sócio emocional, mas carece da educação dos limites que significa educar a vontade debilitada entre muitas crianças e jovens.

Entre outras causas da deliquescência educativa, do estado alérgico à disciplina e à ascese moral estão a filosofia do comportamento moral e antropologia que pretendem adequar os processos educativos aos impulsos espontâneos da geração de gostos e interesses. Talvez seja necessário recordar que o fator motivacional-chave do crescimento na competência pessoal está no desenvolvimento do amor ao conhecimento e à conduta virtuosa. Estas conquistas se fazem por meio dos hábitos estáveis que geram as virtudes. A aquisição da virtude por parte dos estudantes é o melhor “capital humano-intelectual” gerador de uma sociedade empreendedora e inovadora.

Recomendo visitar os estudos de mestrado e doutorado em que foi possível identificar a correlação entre a prática das virtudes e os resultados acadêmicos e crescimento profissional.

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Paulo Sertek
Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e desenvolvimento pela UTFPR , Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).
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