Para juiz facções criminosas já são realidade nos centros educacionais
PODER PARALELO

Facções criminosas já são realidade nos centros educacionais, alerta juiz da Vara da Infância e Juventude

Segundo o juiz da 5ª Vara da Infância e Juventude de Fortaleza, Manuel Clístenes, apenas em dois centros educativos, o Estado não sofre a pressão das facções

Por TV Jangadeiro em Vem que tem

6 de setembro de 2017 às 15:49

Há 1 mês

Grupos pressionam o Estado para que sejam separados (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Nos últimos meses, a criminalidade vem se intensificando no estado do Ceará. Com a chegada do crime organizado, facções lutam pelo controle do tráfico dentro do território estadual.

Inicialmente, esses grupos começaram a demonstrar força dentro das cadeias. Hoje, o poder paralelo já se encontra dentro dos centros educacionais.

Segundo o juiz da 5ª Vara da Infância e Juventude de Fortaleza, Manuel Clístenes, apenas em dois centros educativos, o Estado não sofre a pressão das facções.

No Centro Educacional Cardeal Aloísio Lorscheider, o Cecal, os grupos foram divididos na tentativa de evitar conflitos. “Já ocorreram algumas rebeliões que um determinado grupo fez para matar um membro de outra facção”, relata o juiz.

Para Clístenes, nenhum problema pode ser resolvido se você não o assume. O juiz também acredita que separar os grupos não é o melhor caminho. “Isso, no meu modo de pensar, é prejudicial. O estado optou por separar para evitar o derramamento de sangue. Por um lado, a estratégia evita o banho de sangue, mas por outro lado você fortalece aquela facção”, completa.

Em nota, a Superintendência do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo informou que o discurso de pertencimento a facções criminosas, entre os adolescentes do Sistema Socioeducativo, têm aparecido com maior recorrência nos últimos meses. “Porém, essa prática não está enraizada no cotidiano das unidades, na verdade, verifica-se que a grande maioria dos adolescentes não tem envolvimento com essa vertente de criminalidade”.

Ainda segundo a nota, está sendo estruturado na Seas um setor de Inteligência, ligado à Coordenação de Segurança e Mediação de Conflitos, para realizar um diagnóstico mais preciso do perfil dos adolescentes, possibilitando cruzar informações com outros setores de inteligência da Segurança Pública do Estado, visando a erradicar a atuação das facções nas comunidades onde os adolescentes residem.

Confira matéria do repórter Arnaldo Araújo, do programa Vem Que Tem, da TV Jangadeiro/SBT:

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Facções criminosas já são realidade nos centros educacionais, alerta juiz da Vara da Infância e Juventude

Segundo o juiz da 5ª Vara da Infância e Juventude de Fortaleza, Manuel Clístenes, apenas em dois centros educativos, o Estado não sofre a pressão das facções

Por TV Jangadeiro em Vem que tem

6 de setembro de 2017 às 15:49

Há 1 mês

Grupos pressionam o Estado para que sejam separados (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Nos últimos meses, a criminalidade vem se intensificando no estado do Ceará. Com a chegada do crime organizado, facções lutam pelo controle do tráfico dentro do território estadual.

Inicialmente, esses grupos começaram a demonstrar força dentro das cadeias. Hoje, o poder paralelo já se encontra dentro dos centros educacionais.

Segundo o juiz da 5ª Vara da Infância e Juventude de Fortaleza, Manuel Clístenes, apenas em dois centros educativos, o Estado não sofre a pressão das facções.

No Centro Educacional Cardeal Aloísio Lorscheider, o Cecal, os grupos foram divididos na tentativa de evitar conflitos. “Já ocorreram algumas rebeliões que um determinado grupo fez para matar um membro de outra facção”, relata o juiz.

Para Clístenes, nenhum problema pode ser resolvido se você não o assume. O juiz também acredita que separar os grupos não é o melhor caminho. “Isso, no meu modo de pensar, é prejudicial. O estado optou por separar para evitar o derramamento de sangue. Por um lado, a estratégia evita o banho de sangue, mas por outro lado você fortalece aquela facção”, completa.

Em nota, a Superintendência do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo informou que o discurso de pertencimento a facções criminosas, entre os adolescentes do Sistema Socioeducativo, têm aparecido com maior recorrência nos últimos meses. “Porém, essa prática não está enraizada no cotidiano das unidades, na verdade, verifica-se que a grande maioria dos adolescentes não tem envolvimento com essa vertente de criminalidade”.

Ainda segundo a nota, está sendo estruturado na Seas um setor de Inteligência, ligado à Coordenação de Segurança e Mediação de Conflitos, para realizar um diagnóstico mais preciso do perfil dos adolescentes, possibilitando cruzar informações com outros setores de inteligência da Segurança Pública do Estado, visando a erradicar a atuação das facções nas comunidades onde os adolescentes residem.

Confira matéria do repórter Arnaldo Araújo, do programa Vem Que Tem, da TV Jangadeiro/SBT: