"A luta ainda é muito lenta", comenta defensora pública sobre assédio sexual a mulheres

VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES

“A luta ainda é muito lenta”, comenta defensora pública sobre assédio sexual a mulheres

Neste mês, um homem ainda não identificado teria se masturbado e ejaculado em mulheres no ônibus que faz a linha Parangaba-Papicu

Por TV Jangadeiro em Nordestv Notícias

13 de outubro de 2017 às 07:00

Há 8 meses
Mulheres são vitimas de violência sexual dentro de ônibus (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

Mulheres são vítimas de violência sexual dentro de ônibus (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

Dentro dos coletivos geralmente lotados, as mulheres ao longo dos anos sempre sofreram constrangimentos, assédios, violência sexual.

Para Vera Lúcia, o caso não tem jeito: “infelizmente ninguém pode fazer nada. Voz a gente não tem, pode berrar e dizer o que quiser que continua do mesmo jeito”, lamenta.

Neste mês, duas mulheres foram mais uma vez vítimas. Dentro de um ônibus da linha Parangaba Papicu, um homem ainda não identificado teria se masturbado e ejaculado nas vítimas.

Os passageiros teriam tentado agredir o abusador, mas ele conseguiu fugir. Se preso, segundo a polícia, ele deve responder por ato libidinoso sem consentimento da vítima.

No Código Penal, esse tipo de ação não é considerado crime de estupro. Para a Defensora Pública Mônica Barroso, essa defasagem na lei deve-se a uma cultura machista.

“Enquanto essa cultura não mudar, as mulheres serão sempre as vítimas dos crimes contra sua dignidade sexual. Por isso a luta muito lenta (…) A gente ainda fica na reclamação, na raiva, na indignação. Enquanto não nos conscientizarmos que nós devemos fazer a mudança, nossa sociedade machista continuará”.

De acordo com nota da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, a Polícia Civil ainda investiga o caso. A vítima será ouvida mais uma vez, e o vestido que ela usava será enviado à Perícia Forense para análise. Também serão analisadas as imagens de câmeras do coletivo e dos locais por onde o abusador passou quando desceu do ônibus.

Veja mais detalhes no vídeo do Nordestv Notícias, da Nordestv/Band:

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VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES

“A luta ainda é muito lenta”, comenta defensora pública sobre assédio sexual a mulheres

Neste mês, um homem ainda não identificado teria se masturbado e ejaculado em mulheres no ônibus que faz a linha Parangaba-Papicu

Por TV Jangadeiro em Nordestv Notícias

13 de outubro de 2017 às 07:00

Há 8 meses
Mulheres são vitimas de violência sexual dentro de ônibus (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

Mulheres são vítimas de violência sexual dentro de ônibus (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

Dentro dos coletivos geralmente lotados, as mulheres ao longo dos anos sempre sofreram constrangimentos, assédios, violência sexual.

Para Vera Lúcia, o caso não tem jeito: “infelizmente ninguém pode fazer nada. Voz a gente não tem, pode berrar e dizer o que quiser que continua do mesmo jeito”, lamenta.

Neste mês, duas mulheres foram mais uma vez vítimas. Dentro de um ônibus da linha Parangaba Papicu, um homem ainda não identificado teria se masturbado e ejaculado nas vítimas.

Os passageiros teriam tentado agredir o abusador, mas ele conseguiu fugir. Se preso, segundo a polícia, ele deve responder por ato libidinoso sem consentimento da vítima.

No Código Penal, esse tipo de ação não é considerado crime de estupro. Para a Defensora Pública Mônica Barroso, essa defasagem na lei deve-se a uma cultura machista.

“Enquanto essa cultura não mudar, as mulheres serão sempre as vítimas dos crimes contra sua dignidade sexual. Por isso a luta muito lenta (…) A gente ainda fica na reclamação, na raiva, na indignação. Enquanto não nos conscientizarmos que nós devemos fazer a mudança, nossa sociedade machista continuará”.

De acordo com nota da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, a Polícia Civil ainda investiga o caso. A vítima será ouvida mais uma vez, e o vestido que ela usava será enviado à Perícia Forense para análise. Também serão analisadas as imagens de câmeras do coletivo e dos locais por onde o abusador passou quando desceu do ônibus.

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