Projeto oferece assistência a mães que colocam filhos à adoção

ANJOS DA ADOÇÃO

Projeto oferece assistência a mães que colocam filhos à adoção

Um levantamento do projeto Anjos da Adoção revela um perfil diferente do que se imagina de quem faz a entrega espontânea. A média de idade é de 29 anos, apenas 3% em situação de rua

Por TV Jangadeiro em Jornal Jangadeiro

10 de outubro de 2018 às 18:50

Há 2 meses

Projeto Anjos da Adoção (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

De um lado: adultos à espera de filhos. De outro: crianças em abrigos aguardando uma família, seja biológica ou adotiva.

Quando sofrem abandono, maus tratos ou abuso sexual, essas crianças e adolescentes são encaminhadas para unidades de acolhimento. Também existem aqueles que são entregues espontaneamente pelas mães à Justiça.

Esse tipo de situação está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente e não é crime. O parto em sigilo é garantido por lei. Há mais de dois anos, ainda em caráter experimental, o Projeto Anjos da Adoção presta assistência a essas mulheres. Acompanham desde o pré-natal, caso a decisão de procurar a justiça seja tomada ainda na gestação, e fiscalizam hospitais para evitar constrangimentos.

Das mulheres atendidas pelo projeto Anjos da Adoção, 83% não possuem parceiros. Um levantamento do projeto revela um perfil diferente do que se imagina de quem faz a entrega espontânea. A média de idade é de 29 anos, apenas 3% em situação de rua, falta de recursos financeiros não é o principal motivo. 33% não querem ser mães e 37% são por falta de condições psicológicas, quando não recebe apoio da família, e em casos de estupro, incesto, adultério. Quanto ao nível de instrução, 23% possuem ensino superior e 37% ensino médio.

Até setembro, 34 crianças haviam sido adotadas em Fortaleza. Segundo os últimos dados do Cadastro Nacional de Adoção, 75 pais da capital estão no processo de habilitação, outros 229 pais já estão habilitados e aguardam vinculação a uma criança dentro do perfil escolhido.

De acordo com o Cadastro Nacional de Adoção existem 150 crianças e adolescentes disponíveis para adoção em todo Ceará, sendo 96 delas de Fortaleza. Todas têm idade acima dos 10 anos. É a chamada adoção tardia. Encontrar a criança que se encaixe no perfil escolhido pelos pretendentes é uma das razões apontadas na demora para adoção.

Nesta quinta-feira (11), o Jornal Jangadeiro mostra o preconceito enfrentado por muitas famílias após a adoção.

Veja mais detalhes na reportagem do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT:

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ANJOS DA ADOÇÃO

Projeto oferece assistência a mães que colocam filhos à adoção

Um levantamento do projeto Anjos da Adoção revela um perfil diferente do que se imagina de quem faz a entrega espontânea. A média de idade é de 29 anos, apenas 3% em situação de rua

Por TV Jangadeiro em Jornal Jangadeiro

10 de outubro de 2018 às 18:50

Há 2 meses

Projeto Anjos da Adoção (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

De um lado: adultos à espera de filhos. De outro: crianças em abrigos aguardando uma família, seja biológica ou adotiva.

Quando sofrem abandono, maus tratos ou abuso sexual, essas crianças e adolescentes são encaminhadas para unidades de acolhimento. Também existem aqueles que são entregues espontaneamente pelas mães à Justiça.

Esse tipo de situação está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente e não é crime. O parto em sigilo é garantido por lei. Há mais de dois anos, ainda em caráter experimental, o Projeto Anjos da Adoção presta assistência a essas mulheres. Acompanham desde o pré-natal, caso a decisão de procurar a justiça seja tomada ainda na gestação, e fiscalizam hospitais para evitar constrangimentos.

Das mulheres atendidas pelo projeto Anjos da Adoção, 83% não possuem parceiros. Um levantamento do projeto revela um perfil diferente do que se imagina de quem faz a entrega espontânea. A média de idade é de 29 anos, apenas 3% em situação de rua, falta de recursos financeiros não é o principal motivo. 33% não querem ser mães e 37% são por falta de condições psicológicas, quando não recebe apoio da família, e em casos de estupro, incesto, adultério. Quanto ao nível de instrução, 23% possuem ensino superior e 37% ensino médio.

Até setembro, 34 crianças haviam sido adotadas em Fortaleza. Segundo os últimos dados do Cadastro Nacional de Adoção, 75 pais da capital estão no processo de habilitação, outros 229 pais já estão habilitados e aguardam vinculação a uma criança dentro do perfil escolhido.

De acordo com o Cadastro Nacional de Adoção existem 150 crianças e adolescentes disponíveis para adoção em todo Ceará, sendo 96 delas de Fortaleza. Todas têm idade acima dos 10 anos. É a chamada adoção tardia. Encontrar a criança que se encaixe no perfil escolhido pelos pretendentes é uma das razões apontadas na demora para adoção.

Nesta quinta-feira (11), o Jornal Jangadeiro mostra o preconceito enfrentado por muitas famílias após a adoção.

Veja mais detalhes na reportagem do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT: