Moradores de Caucaia sofrem com falta de coleta de lixo há 4 dias

PROBLEMA

Moradores de Caucaia sofrem com falta de coleta de lixo há 4 dias

Cerca de 325 mil pessoas estão convivendo com o problema

Por TV Jangadeiro em Jornal Jangadeiro

3 de Janeiro de 2018 às 15:35

Há 10 meses
A população já teme doenças (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

A população já teme doenças (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Você já imaginou morar numa cidade sem coleta de lixo? Sacos, entulhos por todo lado? É exatamente nesse cenário de sujeira que 325 mil pessoas estão vivendo em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza.

A população já teme doenças. Tanta sujeira virou questão de saúde pública. De acordo com a reportagem do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT, a coleta parou na última sexta-feira (29). Já são quatro dias de acúmulo de lixo nas portas das casas, e não há previsão para normalizar a situação.

O responsável pela limpeza urbana de Caucaia é o grupo Marquise, através de duas empresas: a Ecocaucaia Ambiental – que coleta o lixo domiciliar; e a Marquise Serviços Ambientais – que coleta os resíduos soltos na rua, como entulho, restos de poda e móveis velhos. O motivo que levou a empresa a tomar essa medida drástica é grave.

O grupo afirma que os serviços foram temporariamente interrompidos porque a prefeitura está desrespeitando os contratos firmados. Os pagamentos estão atrasados há um ano, desde que o prefeito atual assumiu a gestão do
município. A dívida já passa de R$ 40 milhões.

A prefeitura divulgou uma nota pública em que acusa o grupo Marquise de querer privatizar a limpeza urbana de Caucaia através de um contrato de 30 anos, assinado em 2016, no final da gestão anterior. Mas o presidente das
empresas,  Hugo Nery, rebate o prefeito. Diz que o contrato não foi feito às pressas, demorou quase dois anos para ser elaborado. Ele também destaca que se trata de uma parceria público privada, que é apenas mais uma forma de terceirização do serviço.

Em 2017, o prefeito Naomi Amorim quis cancelar o contrato por meio de um decreto, mas foi impedido pela Justiça, que entendeu não haver motivos legais para a medida.

No fim do ano passado, a prefeitura lançou uma licitação para contratar uma nova empresa. Cinco empresas se inscreveram, mas quatro delas foram consideradas inabilitadas pela comissão de licitações. Apenas a Braslimp foi autorizada a participar do processo. Portanto, venceria sem concorrência.

Mas uma decisão judicial determinou a abertura dos envelopes com os preços de cada uma das cinco empresas. A Braslimp fez um preço mais alto. Com a proposta da Marquise, a economia seria de R$ 15 milhões, considerando um período de cinco anos de contrato e mais um ano de prorrogação. A Marquise acionou a justiça. E essa licitação está ainda sem definição. O proprietário da Braslimp é sogro do deputado federal pelo PSD, Domingos Neto, que faz parte do grupo político do prefeito Naumi Amorim (PMB).

Em nota, a prefeitura de Caucaia afirma que o grupo Marquise cobra valores acima do permitido para executar o serviço e que achou irregularidades no contrato. O serviço de coleta domiciliar aguarda decisão da justiça, enquanto a coleta de lixo público passa por auditoria. Por enquanto os serviços estão sendo feitos pela prefeitura.

Quanto à licitação que teve como melhor preço o da empresa Marquise, a nota afirma que o processo ainda está tramitando. Sobre a empresa Braslimp, o município diz que o processo licitatório é aberto a qualquer empresa que atende aos critérios estabelecidos e apresente documentação exigida por lei.

Na nota, a prefeitura afirma que o deputado Domingos Neto não tem qualquer ligação administrativa com Caucaia. Não é gestor, não ocupa cargo na prefeitura, nem é parlamentar do município. A participação da Braslimp ou de qualquer outra empresa depende exclusivamente da adequação ao que tão somente determine a legislação.

Confira todos os detalhes na reportagem do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT:

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Cerca de 325 mil pessoas estão convivendo com o problema

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3 de Janeiro de 2018 às 15:35

Há 10 meses
A população já teme doenças (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

A população já teme doenças (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Você já imaginou morar numa cidade sem coleta de lixo? Sacos, entulhos por todo lado? É exatamente nesse cenário de sujeira que 325 mil pessoas estão vivendo em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza.

A população já teme doenças. Tanta sujeira virou questão de saúde pública. De acordo com a reportagem do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT, a coleta parou na última sexta-feira (29). Já são quatro dias de acúmulo de lixo nas portas das casas, e não há previsão para normalizar a situação.

O responsável pela limpeza urbana de Caucaia é o grupo Marquise, através de duas empresas: a Ecocaucaia Ambiental – que coleta o lixo domiciliar; e a Marquise Serviços Ambientais – que coleta os resíduos soltos na rua, como entulho, restos de poda e móveis velhos. O motivo que levou a empresa a tomar essa medida drástica é grave.

O grupo afirma que os serviços foram temporariamente interrompidos porque a prefeitura está desrespeitando os contratos firmados. Os pagamentos estão atrasados há um ano, desde que o prefeito atual assumiu a gestão do
município. A dívida já passa de R$ 40 milhões.

A prefeitura divulgou uma nota pública em que acusa o grupo Marquise de querer privatizar a limpeza urbana de Caucaia através de um contrato de 30 anos, assinado em 2016, no final da gestão anterior. Mas o presidente das
empresas,  Hugo Nery, rebate o prefeito. Diz que o contrato não foi feito às pressas, demorou quase dois anos para ser elaborado. Ele também destaca que se trata de uma parceria público privada, que é apenas mais uma forma de terceirização do serviço.

Em 2017, o prefeito Naomi Amorim quis cancelar o contrato por meio de um decreto, mas foi impedido pela Justiça, que entendeu não haver motivos legais para a medida.

No fim do ano passado, a prefeitura lançou uma licitação para contratar uma nova empresa. Cinco empresas se inscreveram, mas quatro delas foram consideradas inabilitadas pela comissão de licitações. Apenas a Braslimp foi autorizada a participar do processo. Portanto, venceria sem concorrência.

Mas uma decisão judicial determinou a abertura dos envelopes com os preços de cada uma das cinco empresas. A Braslimp fez um preço mais alto. Com a proposta da Marquise, a economia seria de R$ 15 milhões, considerando um período de cinco anos de contrato e mais um ano de prorrogação. A Marquise acionou a justiça. E essa licitação está ainda sem definição. O proprietário da Braslimp é sogro do deputado federal pelo PSD, Domingos Neto, que faz parte do grupo político do prefeito Naumi Amorim (PMB).

Em nota, a prefeitura de Caucaia afirma que o grupo Marquise cobra valores acima do permitido para executar o serviço e que achou irregularidades no contrato. O serviço de coleta domiciliar aguarda decisão da justiça, enquanto a coleta de lixo público passa por auditoria. Por enquanto os serviços estão sendo feitos pela prefeitura.

Quanto à licitação que teve como melhor preço o da empresa Marquise, a nota afirma que o processo ainda está tramitando. Sobre a empresa Braslimp, o município diz que o processo licitatório é aberto a qualquer empresa que atende aos critérios estabelecidos e apresente documentação exigida por lei.

Na nota, a prefeitura afirma que o deputado Domingos Neto não tem qualquer ligação administrativa com Caucaia. Não é gestor, não ocupa cargo na prefeitura, nem é parlamentar do município. A participação da Braslimp ou de qualquer outra empresa depende exclusivamente da adequação ao que tão somente determine a legislação.

Confira todos os detalhes na reportagem do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT: