Entenda como é a separação dos presídios por facções criminosas no Ceará

ATAQUES NO CEARÁ

Entenda como é a separação dos presídios por facções criminosas no Ceará

O novo secretário de Administração Penitenciária afirmou nesta semana não reconhecer facção criminosa. Especialistas relacionam a declaração à série de ataques no Ceará

Por TV Jangadeiro em Jornal Jangadeiro

3 de janeiro de 2019 às 17:39

Há 3 meses
 Separação de presos em unidades penitenciárias de acordo com as facções criminosas(FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

Os presos são separados de acordo com as facções criminosas da qual pertencem (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

O Governo do Estado pretende acabar com a divisão de presídios por facções criminosas no Ceará. A promessa pode ter motivado os ataques dessa madrugada (3).

A separação de presos em unidades penitenciárias de acordo com as facções criminosas a qual pertencem começou no Ceará em 2017 e se consolidou em 2018. A medida foi tomada após riscos de confrontos e ameaças entre os próprios internos, e diante da possibilidade de ataques a ônibus e prédios públicos na Grande Fortaleza.

No ano passado, a TV Jangadeiro/SBT, mostrou que a rivalidade entre facções dentro dos presídios motivou o pedido de transferência de presos ligados à facção Guardiões do Estado e que são acusados de envolvimento na Chacina das Cajazeiras. Eles estavam no Centro de Detenção Provisória e estavam jurados de morte por membros do Comando Vermelho no local.

Divisão nos presídios

CPPL 1 e CPPL 4: Comando Vermelho

CPPL 2, IPPO 2 e Unidade Professor José Sobreira de Amorim: Guardiões do Estado (GDE)

CPPL 3: Primeiro Comando da Capital (PCC)

Centro de Detenção Provisória: Presos são divididos por setores.

Agora, o governo quer acabar com esse sistema. Nesta semana, o novo Secretário de Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque, afirmou não reconhecer facção criminosa e disse que quem deve mandar nas unidades prisionais é o Estado.

Segundo o Conselho Penitenciário, os ataques registrados nesta madrugada podem ser uma resposta à declaração do secretário. O órgão acredita que a retomada do controle das unidades penitenciárias pelo Estado é necessária, mas é preciso ser feita com cautela. Os gestores têm que estar preparados para as possíveis retaliações dentro e fora dos presídios.

Veja mais detalhes no vídeo do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT:

Veja outros vídeos do Jornal Jangadeiro.

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ATAQUES NO CEARÁ

Entenda como é a separação dos presídios por facções criminosas no Ceará

O novo secretário de Administração Penitenciária afirmou nesta semana não reconhecer facção criminosa. Especialistas relacionam a declaração à série de ataques no Ceará

Por TV Jangadeiro em Jornal Jangadeiro

3 de janeiro de 2019 às 17:39

Há 3 meses
 Separação de presos em unidades penitenciárias de acordo com as facções criminosas(FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

Os presos são separados de acordo com as facções criminosas da qual pertencem (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

O Governo do Estado pretende acabar com a divisão de presídios por facções criminosas no Ceará. A promessa pode ter motivado os ataques dessa madrugada (3).

A separação de presos em unidades penitenciárias de acordo com as facções criminosas a qual pertencem começou no Ceará em 2017 e se consolidou em 2018. A medida foi tomada após riscos de confrontos e ameaças entre os próprios internos, e diante da possibilidade de ataques a ônibus e prédios públicos na Grande Fortaleza.

No ano passado, a TV Jangadeiro/SBT, mostrou que a rivalidade entre facções dentro dos presídios motivou o pedido de transferência de presos ligados à facção Guardiões do Estado e que são acusados de envolvimento na Chacina das Cajazeiras. Eles estavam no Centro de Detenção Provisória e estavam jurados de morte por membros do Comando Vermelho no local.

Divisão nos presídios

CPPL 1 e CPPL 4: Comando Vermelho

CPPL 2, IPPO 2 e Unidade Professor José Sobreira de Amorim: Guardiões do Estado (GDE)

CPPL 3: Primeiro Comando da Capital (PCC)

Centro de Detenção Provisória: Presos são divididos por setores.

Agora, o governo quer acabar com esse sistema. Nesta semana, o novo Secretário de Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque, afirmou não reconhecer facção criminosa e disse que quem deve mandar nas unidades prisionais é o Estado.

Segundo o Conselho Penitenciário, os ataques registrados nesta madrugada podem ser uma resposta à declaração do secretário. O órgão acredita que a retomada do controle das unidades penitenciárias pelo Estado é necessária, mas é preciso ser feita com cautela. Os gestores têm que estar preparados para as possíveis retaliações dentro e fora dos presídios.

Veja mais detalhes no vídeo do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT:

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